QUESTÕES TEOLÓGICAS E OUTROS ASSUNTOS




מי ייתן והאדון ישוע יברך את החיים שלך



Por que a Igreja Episcopal Tradicional de Rito Anglicano guarda o dia de Domingo e não o dia de Sábado? Respondendo aos Adventistas do Sétimo Dia e a Todos os Sabatistas.


Por  Dom J. Kennedy de Freitas

Como responder a pergunta Adventista e de todos os Sabatistas em geral, dizem eles: “Mostre-me na Bíblia onde Deus mandou guardar o Domingo em lugar do Sábado? Apresentamos agora abaixo 8 razões [de dez, exceção da 8 e 9], como respostas bíblicas a esse questionamento.

Mas antes vamos mostrar uma incoerência nessa pergunta. Eles na verdade colocam em dúvida um padrão bíblico de deduções legítimas que eles usam. O que está errado é a formulação da pergunta e não nas provas. Poderíamos perguntar: “Mostre-nos por favor, na Bíblia Sagrada onde o Deus Todo-Poderoso mandou celebrar a Santa Ceia ou Sagrada Eucaristia em lugar da Páscoa?

Vejamos o que o livro Nisto Cremos , oficial e autorizado de doutrinas Adventistas do Sétimo Dia, diz na página 267 ao tratar da Santa Ceia: “Naquele momento, Jesus instituiu, em lugar da Páscoa, o serviço que seria o memorial do Seu grande sacrifício: a Ceia do Senhor” Página 271: “A Ceia do Senhor ocupou o lugar da Páscoa praticada no Antigo Testamento.”[negrito é nosso].

Ou seja, quando os Adventistas do Sétimo Dia ou qualquer Sabatista apresentarem essa ordem de transferência, podem exigir algo com relação ao Domingo no lugar do sábado!

POR QUE A IETRA GUARDA O DIA DE DOMINGO?

Evidentemente que para dar uma resposta a essa pergunta com poucas sentenças seria impossível. Mas podemos tentar trazer alguns apontamentos resumidos. Preciso deixar claro que não tenho problema algum com a guarda do Sábado praticada pelos irmãos Batistas do Sétimo Dia, nem necessariamente com a maneira com que os hereges  Adventistas do Sétimo Dia tem dito que guardam. Os problemas com a guarda do sábado pelos Adventistas do Sétimo Dia são: 1) Em vários momentos nós observamos contrapondo essa guarda como sinal de que são a verdadeira Igreja do Senhor Jesus Cristo por causa disso. 2)Para a mística profetisa a senhora Ellen G. White, a guarda do sábado será O sinal apocalíptico, escatológico, da salvação na volta de Cristo! 3) Quando na vida individual [ou coletiva] eles sentem alguma justiça advindo da guarda do sábado.

AS RAZÕES para se guardar o Dia de  Domingo são exclusivamente extraídas do Novo Testamento (embora se pode vislumbrar algo no Velho Testamento) e da prática que se seguiu ao que foi estabelecido no Novo Testamento.

Primeiro – Após o nascimento da Igreja em Atos dos Apóstolos, o Novo Testamento não revela que as atividades celebrativas cristãs foram realizadas aos sábados, mas sim aos Domingos. Isso não foi sem propósito.

Segundo – Os relatos sobre os sábados no Novo Testamento estão ligadas aos Judeus e não aos Cristãos. Isso não foi sem propósito.

Terceiro – O principal evento do Cristianismo, a Ressurreição do Senhor Jesus Cristo, se deu no Domingo. Esse fato é relatado nos quatro evangelhos, destacando não somente o acontecimento, mas o dia do acontecimento. Isso não foi sem propósito.

Quarto – O ‘nascimento’ da Igreja Cristã se deu em Pentecostes, que era no Domingo (ou seja, Primeiro Dia da Semana)! Isso não foi sem propósito.

Quinto – Tendo em vista o Pentecostes de Atos capítulo 2, as primícias das realizações cristãs foram feitas no Domingo. 1) Primeiro sermão, 2) Primeiras conversões e 3) Primeiro batismo realizado pela Igreja. Isso não foi sem propósito.

Sexto – O Soberano Deus usou a palavra ‘Domingo= dia do Senhor’ em uma referência ao primeiro dia da semana em Apocalipse 1.10. Isso não foi sem propósito.

Sétimo – Um livro Bíblico foi escrito sob revelação Divina no Domingo. Isso não foi sem propósito.

Oitavo – A história confirma que os cristãos após os apóstolos, no segundo século, celebravam o Senhor no Domingo e não guardavam o sábado. Isso não foi sem propósito.

Nono – Todos os teólogos cristãos da Reforma, os servos fiéis de Deus, os Puritanos, Anglicanos, bem como uma nuvem de teólogos fieis de todos os ramos do Protestantismo, entenderam que os motivos acima são evidências bíblicas para considerar o Domingo como dia do Senhor. Isso não foi sem propósito.

Décimo – Colossenses 2.16,17 impede que qualquer guardador do sábado lance julgamento contra quem não guarda o sábado. Isso não foi sem propósito.

Essas são as razões que me levam a guardar* o Domingo, o Dia que nosso Senhor Jesus Cristo ressurgiu dentre os mortos para a glória de Deus e para a nossa salvação!

*A maneira de se guardar o Domingo é objeto de debate. Alguns transferem todas as referências e prescrições sabáticas do Velho Testamento ao Domingo. Outros mantêm uma guarda mais celebrativa do que de trabalho e ainda outros acreditam que seja uma oportunidade de maior expansão de atividades cristãs. Nem mesmo John Calvino chegou ao ponto em que os Puritanos de Westminster chegaram nesse assunto. Mas talvez quem esteja errado nisso seja John Calvino e não a Assembleia de Westminster.

É um fato que o Dia do Senhor já não tem sido mais ‘o dia do Senhor’, para aqueles que são do Senhor. Isso é um pecado de ambição, egoísmo e egocentrismo! Esse dia poderia ser um dia de leitura bíblica em família, de visitas em hospitais, evangelização, e descanso necessário. Mas jamais trocar um culto nesse dia por uma festa, ou um jogo.

Pensemos nisto!




A GUARDA DO SÁBADO OU DO DOMINGO: QUAL SERÁ A OPÇÃO CRISTÃ?

Pelo  Dom J. Kennedy de Freitas – Ph. D em Ciências da Religião 

Milhares de estudos já foram realizados sobre esse tema de certa forma polêmico. As opiniões se dividem: de um lado, os que defendem a sacralidade do sábado, exemplo dos Adventistas do Sétimo Dia e de outros grupos Sabatistas; do outro, os demais cristãos (como nós de Confissão Anglicana), que consideram o domingo como sendo o dia do Senhor, tendo como principal razão a ressurreição do Senhor Jesus Cristo, nesse dia. Vejamos quais os principais argumentos apresentados pelos dois grupos (sábado, do hebraico shabbath, dia de cessação do trabalho, de descanso). Em primeiro lugar vamos conhecer o que dizem os pró-sabáticos:

O Sétimo Dia foi abençoado e santificado por Deus e marcou o término de toda a Sua obra criadora (Gênesis 2.2-3).

O Quarto Mandamento declara que "o sétimo dia é sábado do Senhor teu Deus. Não farás nenhum trabalho...pois em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, mas no sétimo dia descansou" (Êxodo 20.8-11).
O Senhor Jesus Cristo não aboliu a Lei Moral, os Dez Mandamentos, escrita por Deus (Êxodo 31.18). A que foi cravada na cruz (Efésios 2.15) foi a lei cerimonial composta de ordenanças e ritualismo, escrita por Moisés num livro (Deuteronômio 31.24-26; II Crônicas 35.12; Lucas 2.22-23). Os mandamentos morais são irrevogáveis porque perpétuos. Os mandamentos cerimoniais, para observância de certos ritos, foram ab-rogados (holocaustos, incenso, circuncisão).
O fato de estarmos sob a graça não nos desobriga da observância da Lei de Deus. Não é correto dizermos que a graça existiu apenas a partir do Senhor Jesus: "... e a graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos" (II Timóteo 1.9). Não existisse a graça no Velho Testamento, teriam sido salvos pelas obras Adão, Noé, Moisés, Abraão, Enoque, Isaías, Daniel e outros?

O novo mandamento dado pelo Senhor Jesus (João 13.34) não ocupa o lugar do Decálogo, mas provê os crentes com um exemplo do que é o amor altruísta. O Senhor Jesus, na qualidade do grande EU SOU, proclamou Ele próprio a Lei Moral do Pai, no Monte Sinai (Jo 8.58). Ao jovem curioso, Ele disse: "Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos" (Mateus 19.17).

Os que defendem a sacralização do primeiro dia da semana - o domingo - como um dia santo, de descanso, dedicado ao Senhor, apresentam os seguintes argumentos:

Com a Sua morte o Senhor Jesus inaugurou uma Nova Aliança. Durante Sua vida terrena, Ele, judeu nascido sob a lei (Gálatas 4.4), foi circuncidado e apresentado ao Senhor (Lucas 2.21-22)) cumpriu a Páscoa (Mateus 26.18-19), e assim por diante. Todavia, a partir da cruz, a lei não mais tem domínio sobre nós.

A lei serviu para nos conduzir a Cristo: "Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber ou por causa dos dias de festas, ou de lua nova, ou de sábados. Estas coisas são sombras das coisas futuras; a realidade, porém, encontra-se em Cristo" (Colossenses 2.16-17). "Mas, antes de chegar o tempo da fé, a Lei nos guardou como prisioneiros, até ser revelada a fé que devia vir. Portanto, a lei tomou conta de nós até que Cristo viesse para podermos ser aceitos por Deus por meio da fé. Agora chegou o tempo da fé, e não precisamos mais da Lei para tomar conta de nós" (Gálatas 3.23-25, Bíblia Linguagem de Hoje).
Diversas passagens bíblicas são citadas pelos defensores da adoração dominical, para reforçar sua tese de que vivemos sob uma Nova Aliança. A Antiga Aliança cumpriu sua finalidade. Exemplo: "O mandamento anterior é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade (pois a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma), e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus" (Hebreus 7.18-19). E mais: "Pois se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, nunca se teria buscado lugar para a Segunda... ela não será segundo a aliança que fiz com seus pais no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, porque não permaneceram naquela minha aliança, e eu para eles não atentei, diz o Senhor. Dizendo nova aliança, ele tomou antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido, perto está de desaparecer" (Hebreus 8.7-13).

Prestem atenção no seguinte: "Pois Ele [Cristo Jesus] é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um, e destruiu a parede de separação, a barreira de inimizade que estava no meio, desfazendo na sua carne a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem..." (Efésios 2.14-15). Os pró-sabáticos vêem aí uma distinção entre as leis cerimoniais de Moisés, e os Dez Mandamentos. Estes não teriam sido revogados. Os anti-sabáticos, regra geral, não fazem diferença, mas consideram que os princípios morais dos Dez Mandamentos continuam sendo pertinentes aos crentes de hoje, porém em outro contexto. Dizem, ainda, que em diversas ocasiões "mandamentos cerimoniais" eram chamados de lei do Senhor. São exemplos: holocaustos dos sábados e das Festas da Lua Nova (II Crônicas 31.3-4); Festa dos Tabernáculos (Números 8.13-18); consagração do primogênito (Lucas 2.23-24).

Não prevalece o argumento da perpetuidade da guarda do sábado ("Os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua" - Êxodo 31.16-17). Outras leis foram classificadas de "perpétuas" e nem por isso se perpetuaram, como exemplo: a páscoa (Êxodo 12.24), a queima de incenso (Êxodo 30.21), o sacerdócio Levítico (Êxodo 40.15), ofertas de paz (Levítico 3.17), sacrifício anual de animais (Levítico 16.29,31,34), e outros.
Os anti-sabáticos levantam ainda os seguintes argumentos a seu favor: a) os primeiros cristãos se reuniam e adoravam no domingo (Atos 20.7; 1 Co 16.1-2); b) O Senhor Jesus Cristo ressuscitou no primeiro dia da semana (Marcos 16.9); c) as aparições do Senhor Jesus pós-ressurreição ocorreram seis vezes no primeira dia da semana (Mateus 28.1-8, Marcos 16.9-11, 16.12-13, Lucas 24.34, Marcos 16.14, João 20.26-31); d) a visão apocalíptica de São João se deu no dia do Senhor, assim considerado o primeiro dia da semana (Apocalipse 1.10); o Espírito Santo desceu sobre a Igreja no domingo (Atos 2.1-4).

Nove dos Dez Mandamentos foram ratificados no Novo Testamento, mas a guarda do sábado foi excluída. Vejamos: 1) "Não terás outros deuses diante de mim" (Êxodo 20.3) = "Convertei-vos ao Deus vivo" (Atos 14.15); 2) "Não farás para ti imagem de escultura" (Êxodo 20.4) = "Filhinhos, guardai-vos dos ídolos" (I João 5.21); 3) "Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão" (Êxodo 20.7) = "Não jureis nem pelo Céu, nem pela terra" (Tiago 5.12); 4) "Lembra-te do dia do sábado, para o santificar" (Êxodo 20.8) = Sem ratificação no NT, ou seja, no NT não há nenhum mandamento de Deus para se guardar o Sábado; 5) "Honra teu pai e a tua mãe" (Êxodo 20.12) = "Filhos, obedecei vossos pais" (Efésios 6.1); 6) "Não matarás" (Êxodo 20.13) = "Não matarás" (Romanos 13.9); 7) "Não adulterarás" (Êxodo 20.14) = "Não adulterarás" (Romanos 13.9); 8) "Não furtarás" (Êxodo 20.15) = "Não furtarás" (Romanos 13.9); 9) "Não dirás falso testemunho" (Êxodo 20.16) = "Não mintais uns aos outros" (Colossenses 3.9)); 10) "Não cobiçarás" (Êxodo 20.17) = "Não cobiçarás" (Romanos 13.9). Diante disso, os anti-sabáticos afirmam que a Nova Aliança não indica um dia especial da semana para o descanso.

Há quem divide o Decálogo em duas partes: 1) Leis cerimoniais ou religiosas, as que tratam dos deveres dos homens para com Deus (não ter outros deuses; não fazer imagens, nem adorá-las; não blasfemar, e lembrar do sábado). 2) Leis morais ou sociais, as que tratam da relação dos homens entre si (honrar os pais; não matar; não adulterar; não furtar; não proferir falso testemunho, e não cobiçar os bens e mulher do próximo). A guarda do sábado, como cerimônia, fora anulada na cruz (Efésios 2.14-15; Colossenses 2.14).
As leis do Velho Testamento, de um modo geral, foram feitas para os judeus, especialmente para eles. São exemplos: a) "Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados, porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações" (Êxodo 31.12-18); b) "O Senhor, nosso Deus, fez conosco concerto, em Horebe...com todos os que hoje aqui estamos vivos" (Deuteronômio 5.2-3).

CONCLUSÃO

Na sua Carta Apostólica DIES DOMINI, o Papa João Paulo II adota uma postura conciliadora. Ele não toma partido na discussão dos aspectos moral e cerimonial dos mandamentos; não alimenta a tese da revogação do sábado na cruz, e sintetiza: "Mais que uma substituição do sábado, portanto, o domingo é seu cumprimento, em certo sentido sua extensão e expressão completa no encomendado desenvolvimento da história da salvação, que alcança real culminância em Cristo". Samuele Bacchiocchi, Ph.D., professor de História da Igreja e de Teologia, na Universidade Andrews, Estados Unidos, questionou a posição do papa, com o seguinte comentário: "Nenhuma das alocuções do Salvador ressurreto revela alguma intenção de instituir o domingo como o novo dia cristão de repouso e culto. Instituições bíblicas tais como sábado, batismo e ceia têm origem em um ato divino que as estabeleceu. Mas não existe ato semelhante para sancionar um domingo semanal como memorial da ressurreição".

O mandamento do sábado está associado à obra da criação, à saída do povo de Israel do Egito, e à necessidade de descanso do homem. Vejam: "Pois em seis dias fez o Senhor o céu e a terra...mas no sétimo dia descansou" (Êxodo 20.11); "Seis dias trabalharás...mas no sétimo dia não farás nenhuma obra" (Êxodo 20.9-10); "Lembra-te de que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali...e te ordenou que guardasses o dia de sábado" (Deuteronômio 5.15). Sabemos que Deus manifestou sua vontade e promulgou suas leis de forma gradual, escrevendo-as na consciência (Romanos 2.15), em tábuas de pedra (Exodo 24.12), mediante Cristo, a Palavra vivente (João 1.14), nas Sagradas Escrituras (Romanos 15.4; II Timóteo 3.16-17), e em nós, como cartas vivas (II Coríntios 3.2-3). Tudo dentro do seu tempo e dentro do contexto do Seu superior plano de salvação. Era imperioso que a saída daquele povo do Egito e os grandiosos feitos de Deus fossem lembrados de geração em geração. De igual modo a instituição da páscoa serviu para idêntica recordação.

Em nenhum momento o Novo Testamento ordena o descanso sabático, apesar de ratificar os demais mandamentos. Aliás, não nomeia diretamente qualquer dia da semana para adoração e culto. Jesus em várias ocasiões passou por cima da lei sabática, curando enfermos e permitindo que seus discípulos colhessem espigas para comer, no dia santo (Lucas 13.14; 14.1-6; Mateus 12.1,10). Interrogado por isso, Ele disse: "O sábado foi feito para o homem, e não o homem por causa do sábado" (Marcos 2.27). Também disse: "Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor'' (Mateus 12.8).

Os primeiros cristãos adotaram o domingo para descanso, recolhimento espiritual e adoração a Deus, e chamaram-no de "o dia do Senhor" (Atos 20.7; I Coríntios 16.1-2; Apocalipse 1.10), clara referência ao dia em que o "Senhor do sábado" ressuscitou. Nada melhor do que seguirmos o exemplo dos apóstolos, guiados como foram pelo Espírito Santo. Se judeus ainda não convertidos recolhem-se no sábado para recordarem a libertação do Egito, motivos bem maiores temos nós para nos recolhermos em Cristo Jesus, no dia de Sua vitória sobre a morte, para darmos graças pela remissão de nossos pecados e libertação de nossas almas do domínio do diabo. Sopesados os prós e os contras, entendemos que o dia de descanso e culto pode recair no sábado ou no domingo, observado o princípio de trabalhar seis dias e descansar um. Não vemos pecado na consagração do sábado ou do domingo, desde que o dia escolhido não seja apenas um formalismo. Sábado ou domingo, sem propósito, não passam de mais um dia de lazer. Da mesma forma, jejum sem propósito é dieta. Julgamos que a opção pela escolha do dia ficou manifesta nas seguintes palavras de São Paulo: "Mas agora, conhecendo a Deus, ou antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos" (Gálatas 4.9-10). "Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber ou por causa dos dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados. Estas são sombras das coisas futuras; a realidade, porém, está em Cristo" (Colossenses 2.16-17).

Pensemos nisto! Amém



Instituto de Educação Teológica Anglicana do Brasil
Chancelada e Mantida pela Igreja Episcopal da Redenção

Maiores Informações: domfreitas46@gmail.com



 
Quem Somos Nós

Somos uma Igreja Autocefálica (Autônoma), o Conselho de Igrejas Episcopais Thomás Cranmer - Brasil.

Pertencemos à terceira maior família cristã do mundo, conhecidos como anglicanos ou episcopais. Essa comunidade internacional, composta por mais de 90 milhões de pessoas em todo o mundo, partilha a visão comum que se originou do Cristianismo que se desenvolveu na Grã-Bretanha, influenciando, especialmente, a Igreja da Inglaterra, porém não fazemos parte da Comunhão Anglicana (Canterbury), sendo assim não temos vínculos oficiais com o Arcebispo de Cantuária, mas o consideramos como um símbolo de unidade entre os cristãos anglicanos. Somos uma igreja autônoma. Porém nos sentimos unidos a todas as jurisdições cristãs, e outras religiões, por laços de fraternidade e companheirismo cristão.  A Igreja Episcopal da Redenção quer ser uma Igreja Cristã autêntica de Confissão Anglicana, respeitando todas as correntes legitimas do Anglicanismo histórico, ou seja: seremos uma Igreja com “UM EVANGELHO JUSTO E PERFEITO”, e esse será o nosso lema.

Queremos viver e proclamar o "Ethos" anglicano em sua plenitude. Somos uma igreja “embrião”, mas que crescerá na medida que o Senhor nos estiver abençoando e dirigindo, tudo no “Kairós” de Deus. E nesse espírito de solidariedade e amor conclamamos todos os cristãos de boa vontade e coração limpo para caminharmos em união, ainda que não denominacional, porém em Espírito e Verdade para juntos transformarmos a nossa sociedade através dos ensinamentos de Nosso Mestre e Senhor Jesus Cristo. E que acima dos interesses particulares de nossas denominações tenhamos em vista alcançar aqueles que sofrem e são desprezados. Sejamos como o Bom Samaritano que não quis saber a quem ajudava, diferentemente daqueles que se arvoravam em tradições, porém não tinham o principal, ou seja o AMOR, que é o mais sublime dos dons.

Igreja Episcopal da Redenção (IER) se dedica à preservação da adoração tradicional, da música e da teologia histórica da Igreja da Inglaterra, que foi trazida para o continente americano através dos primeiros habitantes dos Estados Unidos, os pais da original Igreja Episcopal Protestante dos Estados Unidos da América. Mas também queremos dar um sentido novo a esta tradição, com a nossa forma brasileira, sem perdermos os nossos vínculos litúrgicos e doutrinários, que tem sua origem na Inglaterra do primeiro século da era cristã.


Igreja Episcopal da Redenção (IER) é parte integrante da Igreja Una, Santa Católica e Apostólica Cristã estabelecida por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A adoração e a teologia anglicanas são a uma só vez Católica e Reformada. É Católica, pois acolhe a opinião da igreja primitiva, indivisa: "Acreditamos que aquelas coisas no que tem sido crido em toda parte, sempre e por todos, isto é verdadeiro e propriamente Católico... " - São Vicente de LerinsReforma-se quando aceita as verdades dos grandes reformadores, principalmente que as "Sagradas Escrituras contém todas as coisas necessárias para a salvação". Nós acreditamos que a missão principal da Igreja é a propagação das Boas Novas do Senhor Jesus Cristo com o ensino e divulgação da Palavra de Deus e pela administração fiel dos Sacramentos do Batismo e da Santa Comunhão em culto de adoração a Deus.

Dom Genival Martins de Oliveira  
Bispo Primaz


O MUNDO PRECISA URGENTEMENTE DE HOMENS PIEDOSOS

 Dom José Kennedy de Freitas – Bispo de Confissão Anglicana

Mons. Dom Freitas e Dom Fernando

Texto: I Coríntios 4. 1-13

INTRODUÇÃO

A Igreja Cristã Brasileira está crescendo assustadoramente e desordenadamente. Qualquer Sacerdote, Pastor ou Líder Religioso que pretende avaliar honestamente a condição em que a Igreja Cristã de hoje se encontra, terá que fazer uma introspecção muito cuidadosa.

Por que?

Porque a Igreja Cristã de hoje é um reflexo do seu líder!

No entanto, infelizmente, os Ministros do Santo Evangelho (Padres, Pastores, Evangelistas, Missionários e Bispos) têm sido arrastados por uma tormenta espiritual, emocional e social que desabou sobre suas Casas, Igrejas, Comunidades, Paróquias, Dioceses e Culturas.

Será que o Sacerdócio faz diferença nestes tempos moralmente atribulados e desconexos? Sim! Necessitamos urgentemente de homens de Deus para a liderança do rebanho de Deus.

Porém, os líderes religiosos, aqueles que têm a Missão de orientar, equipar, socorrer as ovelhas, também correm sérios perigos. Com o crescimento numérico da Igreja Cristã de hoje, “bebês” na fé esperam ser alimentados. Amados irmãos, o desafio é gigantesco!

I – SOMOS MODELOS DE FÉ?

Todos nós precisamos de Modelos para viver. Aprendemos pela observação. Quando seguimos as pegadas daqueles que percorrem as veredas da honestidade visamos aos objetivos de uma vida Bem-Aventurada.

Porém, quando seguimos os Modelos errados, colhemos os amargos frutos de uma dolorosa decepção.

São referenciais e marcos balizadores em nosso caminho. Eles são espelhos para nós! Quando olhamos para o espelho, vemos a nós mesmos! O espelho nos mostra quem somos e aponta-nos onde precisamos melhorar a nossa imagem!

II – AS CARACTERÍSTICAS DO VERDADEIRO LÍDER RELIGIOSO

Amados irmãos, o espelho possui algumas características que lançam luz sobre a vida do Ministro de Deus como um referencial para a Igreja de Cristo em nossos dias.

PRIMEIRO, o espelho é MUDO, e nos mostra quem somos não pelo SOM, mas através da IMAGEM.

O espelho não discursa, ele refleto; o espelho não alardeia, ele reflete! Assim deve ser o Líder Religioso.

A sua homilia mais eloqüente não é o sermão pregado no Altar de uma Igreja, mas aquele VIVIDO no seu lar, na sua Igreja e na Sociedade em geral.

Ele não prega apenas aos ouvidos, mas também aos olhos; não prega apenas com palavras, mas, sobretudo, com sua própria vida é como o exemplo. O exemplo não é apenas uma forma de ensinar, mas a única forma eficaz.

SEGUNDO, o espelho deve ser limpo. Um espelho embaçado e sujo não pode refletir a imagem com clareza.

Quando um líder religioso vive uma DUPLICIDADE, quando ele usa máscaras, VIVENDO COMO Ator de Novelas, quando fala uma coisa e vive outra, quando há um grande abismo entre o que ele professa e o que ele pratica, quando os seus atos reprovam as suas palavras, então, o rebanho fica literalmente confuso e decepcionado!

TERCEIRO, o espelho precisa ser PLANO. Um espelho arredondado ou convexo distorce e altera a imagem.

Precisamos ver no Líder um exemplo de vida ilibada e irrepreensível. O pecado do líder religioso é mais grave, mais hipócrita e mais danoso em suas conseqüências.

É MAIS GRAVE, porque os pecados do Mestre são os Mestres do pecado! É MAIS HIPÓCRITA, porque ao mesmo tempo em que o líder combate o pecado em público, ele o pratica em ocultoÉ MAIS DANOSO, em suas conseqüências porque o líder ao pecar contra um maior conhecimento, sua queda torna-se mais ESCANDALOSA!

Quanto maior uma árvore, maior é o seu barulho e sua queda. Quanto mais projeção tiver o líder religioso, maior será a decepção com o seu fracasso.

Quanto mais amada for uma pessoa, maior poderá ser a dor se ela destruir com as suas próprias mãos o referencial em que ela investiu toda uma vida para nos ensinar.

FINALMENTE, o espelho precisa ser ILUMINADO. Sem luz podemos ter espelho e olhos, mas ainda assim ficaremos imersos em grandes trevas.

Sempre que um líder religioso afasta-se de Deus e da Sua Gloriosa Palavra, a sua luz apaga-se e todos aqueles que o miravam como um alvo ficam perdidos e confusos.

Os mourões que sustentam os valores da Sociedade atual estão caindo. As cercas estão se afrouxando na Igreja Cristã atual. Os muros da nossa civilização estão quebrados e as portas de proteção e liberdade estão queimadas a fogo.

A Igreja Cristã de hoje está exposta a toda sorte de influências destrutivas, porque os nossos referenciais estão fracassados.
III – A CRISE NA IGREJA CONTEMPORÂNEA

Amados irmãos, a crise avassaladora que atinge a Sociedade, também têm alcançado a Igreja Cristã Contemporânea.

Embora estejamos assistindo a uma explosão de crescimento de tantas Igrejas (há “Igrejas” para todos os gostos), não temos visto a correspondente transformação na atual Sociedade.

Muitos líderes religiosos, no afã de buscar o crescimento numérico de suas Igrejas, abandonaram o genuíno Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo e se rendem ao pragmatismo prevalecente da cultura pós-moderna.

Buscam não a verdade, mas o que “funciona”; buscam não o que é certo, mas o que dá certo. Pregam para agradar os seus ouvintes e não para levá-los ao arrependimento de seus pecados.

Pregam o que o povo quer ouvir,  e não o que o povo precisa ouvir. Pregam um outro “Evangelho”, um “Evangelho Antropocêntrico”, de curas, milagres, vitórias e prosperidade, e ao o Evangelho da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Pregam não todo o Conselho de Deus, mas doutrinas engendradas pelos homens. Pregam não as Sagradas Escrituras, mas as pseudo-revelações de seus próprios corações.

CONCLUSÃO

O resultado desse “semi-evangelho” é que muitos líderes religiosos passam a fazer do Altar de Deus: Um Balcão de negócios, uma praça de barganhas, onde as bênçãos e os milagres de Deus são comprados por dinheiro.

Outros passam a governar o povo de Deus com dureza e rigor, com mão de ferro. Encastelam-se no topo de uma “Teocracia” absolutista e rejeitam ser questionados. Exigem de seus fiéis uma obediência cega!

O resultado é que o povo de Deus parece por falta de conhecimento, tem perecido a cada dia nas mãos desses “líderes”!

A crise teológica e doutrinária deságua na crise MORAL! Nessa perda de referenciais,muitos líderes têm caído nas armadilhas traiçoeiras do sexo, do poder e do dinheiro!

A crise moral na vida de muitos líderes em nosso país têm sido um terremoto avassalador. Muitos líderes eram considerados Modelos e Exemplos para suas Igrejas, mas eles têm sucumbido na vida moral.

Quantos líderes e fiéis estão neste exato momento naufragando no casamento? Não são poucos que neste exato momento estão dormindo nos braços de muitas Dalilas e acordando como Sansãosem poder, sem dignidade, sem autoridade, ficando completamente subjugados pelas mãos do Inimigo de nossas almas (O diabo).

É assustador o número de Pregadores que estão no sacerdócio, subindo ao Altar de Deus a cada domingo, exortando o povo de Deus à Santidade, combatendo tenazmente o pecado e ao mesmo tempo vivendo uma duplicidade, uma mentira dentro de casa, sendo maridos insensíveis e infiéis, pais autocráticos e sem nenhuma doçura com os filhos.

Há muitas esposas de líderes religiosos vivendo o drama de ter um esposo exemplar no Altar da Igreja e ao mesmo tempo, ter um homem intolerante, grosso dentro de casa.

Há muitos líderes que já perderam a Unção do Espírito Santo e continuam no Sacerdócio sem chorar pelos seus próprios pecados.

Não são poucos aqueles que em vez de alimentar o rebanho de Deus, têm apascentado a si mesmos. Em vez de proteger o rebanho de Deus dos lobos devoradores, são eles os próprios lobos vestidos de ovelha.

O saudoso pastor batista Cyro de Sousa dizia sempre que: “UM PREGADOR OU UM MINISTRO INFIEL É O MELHOR AGENTE DO DIABO DENTRO DA IGREJA”.

Meus amados irmãos, esta perda de referencial é como um atentado terrorista contra a própria Igreja de Deus. Ela produz perdas irreparáveis, sofrimentos indescritíveis, choro inconsoláveis e feridas incuráveis.

O pior é que o nome de Deus é blasfemado entre os incrédulos por causa desses escândalos. Precisamos de homens de Deus no Altar de nossas Igrejas. Precisamos de homens cheios do Espírito Santo, de homens que conheçam a intimidade de Deus.


Pensemos nisto, amém!


Ellen White, ou era louca ou empesteada de demônios!?





O que se segue é um assunto que há muito tempo venho lendo, refletindo, estudando e reestudando, para ter certeza que é isso mesmo. Fiz uma ginástica mental para não acreditar nisso… mas não teve jeito. As evidências são irresistíveis. O assunto é sério.
Como existem provas que possivelmente Ellen White tinha problemas mentais (estudo sobre a saúde mental de Ellen White), prefiro pensar que deve ser isso que levou ela escrever o que escreveu. Mas se os adventistas provarem que ela não era doente mental, então, a segunda opção do tema da postagem, é a única resposta.
Veja o que ela disse, que teria causado a ira de Deus:
“[...] o pecado era crime interseção [= cruzamento] degradante homens e animais que a imagem de Deus ficou desfigurada e causou desconcerto em toda parte. Spiritual Gifts, volume 3, p. 64.”
“[...] cruzamentos entre seres humanos e feras como visto em quase infinitas espécies de animais e raças de certos seres humanos. Spiritual Gifts, volume 3, p. 75.”
Pelas palavras dessa senhora, a ira de Deus manifestou-se no dilúvio por causa de uma mistura de homens e animais. Isso é uma aberração. Alguns na tentativa de defender ela, disseram que o cruzamento era entre animais e animais e, homens com homens. Mas essa defesa vasa água.
Em edições posteriores desse mesmo livro, foi retirado tais aberrações. Por qual motivo???
Também, na época, U. Smith escreveu um livro defendendo essas afirmações de Ellen White, a ponto de dizer que tais cruzamentos resultaram em algumas raças, poderiam ser os africanos, índios, etc. Ele deveria ter o mesmo problema dela (ou mental ou demônio). Essa apologia dele foi revisada e publicada por James White marido de Ellen White.
É nessa profetisa que a Igreja Adventista quer e exige que seus adeptos acreditem como ‘espírito de profecia’… que ‘espírito’?