quinta-feira, 27 de outubro de 2011

SERMÃO 3


Os Sete Degraus da Restauração do Apóstolo São Pedro

Pelo Rev. Pe. José Kennedy de Freitas Ph.D - SVC


Introdução
Vamos com muita atenção analisar os Sete Degraus que Restauração de São Pedro, e com isso comprar a nós mesmos.

1. O Olhar Penetrante do Senhor Jesus Cristo (Lc 22.61) 
 
O senhor Jesus olhou para São Pedro exatamente no momento em que ele estava negando, jurando e praguejando, insistindo em dizer que não conhecia o Senhor Jesus.
Os olhos de Cristo penetraram na alma do apóstolo São Pedro e radiografaram as mazelas do seu coração. Aquele foi um olhar de tristeza, mas também de compaixão. Quando o Senhor Jesus olhou para São Pedro, ele se lembrou da palavra do Senhor e ao lembrar-se dela encontrou uma âncora de esperança e o caminho de volta para a restauração.

2. O Choro Amargo Pelo Pecado (Mt 26.75; Mc 14.72; Lc 22.62)

Os evangelistas nos informam que São Pedro saindo dali chorou amargamente (Mt 26.75; Lc 22.62) e caindo em si, desatou a chorar (Mc 14.72). Logo que as lágrimas do arrependimento rolaram pelo rosto de São Pedro, seus pés se apressaram em sair daquele ambiente. São Pedro deu quatro passos rumo à restauração: 1) Ele caiu em si; 2) Ele saiu dali; 3) Ele desatou a chorar; 4) Ele chorou amargamente. O choro do arrependimento desemboca na alegria do perdão.

3. O Impacto do Túmulo Vazio (Lc 24.11,12) 
 
Quando São Pedro foi informado que o túmulo do Senhor Jesus estava vazio, ele correu e entrou no sepulcro e ao ver os lençóis de linho, retirou-se para casa, maravilhado do que havia acontecido. O poder da ressurreição foi mais um instrumento que Deus usou para levantar São Pedro de sua queda. O triunfo de Cristo sobre a morte, sobre o diabo e sobre o inferno deixou São Pedro maravilhado. A mesma mão que abriu o túmulo de Cristo abriu também os olhos de São Pedro. Aqueles que são impactados pela luz da ressurreição não permanecem mais nas regiões tenebrosas da morte.

4. O Recado Especial do Senhor Jesus Cristo (Mc 16.7) 
 
O anjo de Deus que estava assentado sobre a pedra que fechava o túmulo de Cristo e testemunhou para as mulheres que ele havia ressuscitado, entregou, também, a elas, um recado: “… ide, dizei a seus  discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia, lá o vereis, como ele vos disse”. Por que o Senhor Jesus mandou esse recado especial a São Pedro? Porque Jesus sabia que a essas alturas São Pedro não se sentia mais digno de ser um discípulo. São Pedro havia negado seu nome, sua fé, suas convicções, seu apostolado e seu Senhor. São Pedro tinha pensado em desistir de tudo, mas o Senhor Jesus não desistiu de São Pedro.

5. A Pergunta Especial do Senhor Jesus Cristo (Jo 15.15-17) 
 
São Pedro saiu de Jerusalém e foi para a Galiléia como Cristo ordenara. Naquela longa jornada, a consciência de São Pedro foi lhe acusando. Ele pensou que o Senhor jesus Cristo iria lançar em seu rosto o seu fracasso. Mas, a única pergunta de Cristo a São Pedro foi: “Simão, tu me amas?”. Essa pergunta foi repetida três vezes, porque três vezes São Pedro negou a Cristo. O Senhor não humilhou São Pedro. O senhor Jesus não esmaga a cana quebrada nem apaga a torcida que fumega (Mt 12.20). Senhor Jesus não lançou no rosto de São Pedro seus fracassos. Antes, deu-lhe a oportunidade de reafirmar o seu amor e reiniciar o seu ministério. Infelizmente, há “cristãos” que costumam jogar na cara de seu semelhante alguma coisa que não lhes agradou. Uma pena!

6. O Comissionamento do senhor Jesus Cristo (Jo 21.15-19) 
 
O Senhor Jesus Cristo não apenas restaurou a vida de São Pedro, mas também o seu ministério. O Senhor lhe deu duas ordens: pastoreia os meus cordeiros e as minhas ovelhas e segue-me! O Senhor sepultou no esquecimento os fracassos de São Pedro e abriu-lhe uma nova fronteira de trabalho. O Senhor restaurou a alma e os sonhos de São Pedro! O Senhor jesus quer restaurar seus sonhos.

Conclusão: O Revestimento de Poder para Pregar a Palavra de Deus (At 2.4,14)
São Pedro não apenas teve de volta seu ministério, mas, agora, é revestido com o poder do Espírito Santo para pregar a Palavra de Deus. O Pedro medroso torna-se intrépido. O Pedro inconstante torna-se firme. O Pedro que falava sem pensar, agora se transforma num grande pregador. Quando se levantou para pregar, os corações começaram a se derreter aos milhares, convertendo-se a Cristo. O mesmo Jesus que restaurou Pedro pode também restaurar sua vida.

Rev. Pe. José Kennedy de Freitas - Ph.D - SVC
Vigário Episcopal no Estado de Goiás e Bispo Eleito
Igreja Apostólica Vetero Católica do Brasil - Fidelitas
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sermão 2


Os sete degraus da queda do Apóstolo São Pedro

Pelo Rev. Pe. José Kennedy de Freitas Ph.D - SVC
Introdução
Antes de São Pedro tornar-se um apóstolo cheio do Espírito Santo, um pregador ungido e ousado revelou sua fraqueza e chegou ao ponto extremo de negar o Senhor Jesus. Sua queda foi vergonhosa, suas lágrimas foram amargas, mas sua restauração foi completa.
A queda do Apóstolo São Pedro passou por vários estágios. Alistaremos em seguida os sete degraus de sua queda.
1. A Autoconfiança (Lc 22.33)
Quando o Senhor Jesus alertou a São Pedro acerca do plano de Satanás de peneirá-lo como trigo, Pedro respondeu que estava pronto a ir com ele tanto para a prisão como para a morte. São Pedro subestimou a ação do inimigo e superestimou a si mesmo. Ele colocou exagerada confiança no seu próprio “eu” e aí começou sua derrocada espiritual. Este foi o primeiro degrau de sua queda.
2. A Indolência (Lc 22.45) 
 
O mesmo São Pedro que prometeu fidelidade irrestrita ao Senhor Jesus Cristo e disposição de ir com ele para a prisão e para a morte, agora está agarrado no sono no Jardim do Getsêmani no aceso da batalha. Faltou-lhe percepção da gravidade do momento. Faltou-lhe vigilância espiritual. Estava entregue ao sono em vez de estar guerreando com Cristo contra as hostes do mal. A fraqueza espiritual de São Pedro fê-lo dormir e ao dormir fracassou no teste da vigilância espiritual.

3. A Precipitação (Lc 22.50)

Quando os soldados romanos, liderados por Judas Iscariotes e pelos principais sacerdotes prenderam o Senhor Jesus, São Pedro sacou sua espada e cortou a orelha de Malco. Sua valentia era carnal. Porque dormiu e não orou, entrou na batalha errada com as armas erradas e com a motivação errada. São Pedro deu mais um passo na direção da queda. Ele deslizou mais um degrau rumo ao chão. Nossa luta não é contra carne e sangue. Precisamos lutar não com armas carnais, mas com armas espirituais.

4. Seguir ao Senhor Jesus Cristo de longe (Lc 22.54) 
 
Depois que o Senhor Jesus Cristo foi levado para a casa do Sumo Sacerdote, São Pedro mergulhou nas sombras da noite e seguia ao Senhor Jesus de longe. Sua coragem desvaneceu. Sua valentia tornou-se covardia. Seu compromisso de ir com Cristo para a prisão e para a morte foi quebrado. Sua fidelidade incondicional ao Filho de Deus começou a enfraquecer. Não queria perder o Senhor Jesus de vista, mas também não estava disposto a assumir os riscos de sua ligação com ele. São Pedro despenca mais um degrau rumo à fatídica queda! Há muitos cristãos que agem da mesma forma que São pedro, não querem deixar suas atividades e ministério na Igreja, mas suas vidas revela que seguem ao senhor de longe.

5. As Más Companhias (Lc 22.55) 
 
São Pedro dá mais um passo rumo ao fracasso quando se afasta de Cristo e se aproxima de seus inimigos na casa do sumo sacerdote. São Pedro assentou-se na roda dos escarnecedores. Tornou-se um com eles. Imiscuiu-se com gente que escarnecia de Cristo. Colocou uma máscara e tornou-se um discípulo disfarçado no território do inimigo. Sua mistura com o mundo custou lhe caro, pois foi nesse terreno escorregadio que sua máscara foi arrancada e sua queda tornou-se mais vergonhosa.

6. A Negação (Lc 22.57) 
 
Um abismo chama outro abismo. Uma queda leva a outros tombos. São Pedro não conseguiu manter-se disfarçado no território do inimigo. Logo foi identificado como um seguidor de Cristo e quando interpelado por uma criada, respondeu: “Mulher, não conheço a Cristo”. São Pedro negou sua fé e seu Senhor. Ele quebrou o juramento de seguir a Cristo até a prisão e até à morte. Sua covardia prevaleceu sobre sua coragem. O medo dominou a fé e ele caiu vergonhosamente.

Conclusão: A Blasfêmia (Mc 14.71) 
 
São Pedro negou a Cristo três vezes. Ele negou na primeira vez (Mt 27.70), jurou na segunda vez (Mt 27.72) e praguejou na terceira vez (Mt 27.74). A boca de São Pedro está cheia de praguejamento e blasfêmia e não de votos de fidelidade. Ele caiu das alturas da autoconfiança para o pântano da derrota mais humilhante.
Sua queda não aconteceu num único lance. Foi de degrau em degrau. Ele poderia ter interrompido essa escalada de fracasso, mas só caiu em si quando estava com a alma coberta de opróbrio e com os olhos cheios de lágrimas amargas. Não somos melhores do que São Pedro. Estamos sujeitos aos mesmos fracassos. A única maneira de permanecermos de pé é colocarmos nossos olhos em Cristo e dependermos dele em vez de nos escorarmos no frágil bordão da autoconfiança.

SERMÃOS 1


As Sete Bem-Aventuranças do Apocalipse

Pelo Rev. Pe. José Kennedy de Freitas – PH.D SVC


O número sete tem uma grande importância no livro de Apocalipse. Ele é o número da perfeição. Não é sem propósito que temos sete bem-aventuranças neste precioso livro. Vejamos quais são:
1. Bem-aventurados os que lêem, ouvem e guardam as palavras da profecia (Ap 1.3)
Aqueles que lêem a Palavra, ouvem a Palavra e obedecem a Palavra são  verdadeiramente felizes. Na Palavra existe uma fonte de vida. A Palavra é melhor do que ouro depurado e mais doce que o mel. A Palavra é leite, carne, pão e mel. Ela nos instrui, nos ensina, nos corrige e nos consola. Por meio dela somos treinados para toda boa obra. Aqueles que dedicam seu coração ao exame, à observância e ao ensino da Palavra são bem sucedidos, ou seja, são como árvores plantadas junto às correntes das águas que no devido tempo dá o seu fruto e cuja folhagem não murcha.
2. Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor (Ap 14.13)
A morte não é uma tragédia para os filhos de Deus nem o fim da sua existência. Para uma pessoa salva, morrer é uma bemaventurança, pois aqueles que morrem no Senhor descansam de suas fadigas. Aqueles que morrem no Senhor deixam o corpo para habitar com Jesus. Aqueles que morrem no Senhor partem desta vida para estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. A morte dos santos é preciosa aos olhos do Senhor.
3. Bem-aventurados aqueles que vigiam e guardam as suas vestes (Ap 16.15)
Aqueles que vivem cuidadosamente em santa piedade e retidão são as pessoas verdadeiramente felizes. Aqueles que guardam as suas vestes puras e incontaminadas não serão envergonhados quando o Senhor vier ou quando o Senhor os chamar. O mundo prega que a felicidade está na prática do pecado. O glamour do pecado reluz com grande sedução e muitos incautos caem nessa rede traiçoeira. Mas, a verdadeira felicidade está na santidade, na pureza, na vida de vigilância e santidade. Só os santos são verdadeiramente bem-aventurados e felizes!
4. Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das Bodas do Cordeiro (Ap 19.9)
Somente aqueles que foram lavados no sangue do Cordeiro, nasceram de novo, e são habitados e santificados pelo Espírito Santo entram nas bodas do Cordeiro e celebram com ele esta festa. Aqueles que apenas mantiveram as aparências como as cinco virgens néscias ficarão de fora deste banquete. Aqui está em foco a felicidade da salvação e íntima e profunda comunhão com Cristo por toda a eternidade. Aqueles que buscaram a felicidade nos banquetes do mundo serão lançados fora para as trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes.
5. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição (Ap 20.6)
O contexto deste texto revela que a primeira ressurreição é aqui sinônimo de conversão. Converter-se a Cristo é sair da morte para a vida, da potestade de Satanás para Deus e do reino das trevas para o reino da luz. Pela conversão os mortos recebem vida abundante e eterna. Os salvos são aqueles que nasceram duas vezes: física e espiritualmente e morrerão apenas uma vez, fisicamente. Mas, aqueles que recusaram a graça nascerão apenas uma vez: fisicamente e morrerão duas vezes: sofrerão a morte física e também a morte eterna. Os salvos são as pessoas verdadeiramente felizes!
6. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras a profecia deste livro (Ap 22.7)
A bem-aventurança está diretamente ligada aqui à obediência. Conhecer sem obedecer é acumular juízo sobre si. O conhecimento nos responsabiliza. Mas, o conhecimento que produz obediência, que desemboca em mudança e produz ação positiva no Reino de Deus produz grande alegria. No céu só existirá uma categoria de pessoas: pessoas obedientes! Os rebeldes que taparam os ouvidos à voz de Deus e desprezaram sua Palavra não terão acesso à cidade santa, à nova Jerusalém.
Conclusão: Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro (Ap 22.14)
Lavar as vestiduras no sangue do Cordeiro é um termo que representa a justificação. Um outro alguém perfeito, santo, imaculado morreu em nosso lugar e em nosso favor e levou a nossa culpa e pagou o preço da nossa redenção. Pela justificação deixamos de ser réus e ganhamos o status de filhos. Agora, pelo sangue de Cristo, somos membros da família de Deus. Temos, então, o direito à árvore da vida e entraremos na cidade pelas portas. A verdadeira bem-aventurança não está em coisas, mas em Deus; a verdadeira felicidade está na bendita e gloriosa salvação em Cristo!