sexta-feira, 23 de setembro de 2011

POLÊMICA ROMANISTA

Petros, Petra, Kephas e as Chaves do Céu 


 Pelo Reverendo Monsenhor José Kennedy de Freitas - Ph.D

Na suposição de que Cristo edificou Sua Igreja sobre São Pedro, os papas trataram de estabelecer uma linha de sucessão com esse apóstolo. Creio piamente na Sucessão Apostólica, mas não creio que somente a Igreja Romana possui essa Sucessão. E a invesão de que São Pedro é o primeiro Papa, isso é uma inverdade histórica.

- Para isso embaralham as palavrinhas gregas “petros e petra” encontradas em Mat. 16:18 e trapacearam com uma exegese tendenciosa confundindo a Cristandade uma vez que PETROS quer dizer seixo, pedrinha, e PETRA significa rocha que no texto e nos contextos é Cristo sobre o qual foi edificada a Igreja. Cristo disse ao apóstolo “Tu és Petros, e sobre esta PETRA edificarei minha Igreja”.

Equivocaram-se com essa “sucessão” nenhum autor grego jamais empregou a palavra “petros”no sentido de “petra”. (Citado por H. Lidell, Grek English. Lexicon in Loco).

- Santo Agostinho, bispo de Hipona, também ensinava que a “pedra em Mateus 16:18 é Cristo”. 

São Pedro era conhecido com Simão Petros e não Simão Petra; foi pastor de ovelhas e não pastor de pastores.

O Senhor Jesus falava o Aramaico, língua popular e certamente o grego usado nas grandes cidades por essa razão o catolicismo quando se vê em dificuldades “escapa” dizendo que Mateus 16:18 foi proferido em aramaico; mas esse salto não os favorece.

- Imaginemos que o Mestre, no hipotético texto em aramaico tivesse dito: “Tu és KEPHAS e sobre esta Kephas edificarei a minha Igreja” Então teríamos problemas em João 1:42 onde a primeira expressão KEPHAS significa Pedro e não petra.

Torna-se difícil, como quer a Igreja colocar São Pedro na cadeira de Cristo. 

Se houvesse realmente dúvidas, que exigisse definição, sobre em quem a Igreja foi edificada, todos os Cristãos escolheriam o nome de Cristo. É mais coerente, mais razoável e mais seguro; São Pedro não comportaria tanta magnitude.

- São Paulo escreveu à Igreja de Corinto que, Cristo é o alicerce da Igreja, e advertiu que “Ninguém pode lançar outro fundamento” (I Coríntios 3:11).

Fundamento se coloca uma vez só, se São Pedro fosse o alicerce da Igreja, como explicar a sua sucessão, pois não se põe fundamento em cima de fundamento.

- Esse apóstolo corrige o catolicismo em uma carta indicando Cristo como a pedra principal “eleita e preciosa” sobre em quem a Igreja foi edificada. (I Pedro 2:4-9).

Se a Igreja Católica Romana deseja encontrar o Sucessor de Cristo, basta folhear o Novo Testamento no Evangelho de João onde diz – Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, o Espírito Santo, que ficará convosco para sempre.

- “Qualquer outro sucessor é suspeito”. 

As chaves do Reino dos Céus (Mateus 16:19). A Igreja sempre tropeçou nas palavras chaves no Escudo do Vaticano.

Qualquer estudante da Bíblia deduz que as chaves que Cristo deu a São Pedro, aos demais apóstolos e a Igreja é a Mensagem dos Evangelhos que abre a porta da graça de Deus concedendo Salvação aos que crêem.

O Senhor Jesus Dizia: Eu sou a porta – As chaves por Ele referidas são símbolos da capacidade de abrir e explicar as verdades do Evangelho. São Pedro usou essas chaves pregando primeiro aos judeus e depois aos gentios (Atos 2 e 15; 7:14).  – A Igreja e os demais apóstolos receberam igualmente essa chave que é a mensagem! – João 20:23, Mateus 18:16-18.

Se a Igreja Católica supõe uma chave material pode esquecê-la porque “As portas do Céu não se fecham nem de dia nem de noite” Isaias 60:11.
Se em alguma circunstância for necessário movimentar essas portas as chaves estão com Cristo que “Abre e ninguém fecha, fecha e ninguém abre” Atos 3:7.

- Como a maioria dos Católicos Romanos não leva a sério os dogmas da Igreja, fazem chacota de tudo! Apresentam São Pedro com duas grandes chaves, é o porteiro do Céu, e controla as chuvas...

Santo Antonio ajuda a conseguirem noivados e casamentos, enquanto Santo Onofre e reverenciado pelos alcoólatras e assim por diante.

Caro ir.'. e VM Abdala Hanna, todas essas baboseiras romanistas rebaixam o verdadeiro Cristianismo.

SANTÍSSIMA TRINDADE

A Equação da Santíssima Trindade

Rev. Dr. José Kennedy de Freitas Ph.D - Anglicano e Tradicionalista
 
 
1x1x1=1

Trindade: Doutrina bíblica que repousa essencialmente sobre duas premissas:

1) O monoteísmo é uma verdade;

2) A divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, também é uma verdade. Portanto, te­mos um único Deus, mas três pessoas.


A Bíblia Sagrada diz explicitamente que existe um único Deus (Dt 6.4; Mc 12.29-32). O após­tolo João, conhecido como apóstolo do amor, diz no Evangelho escrito por ele: Ora a vida eterna é esta: que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste (Jo 17.3). João registrou essas palavras do Senhor Jesus Cristo, deixando claro que existe um único Deus Verdadeiro, neste versículo a expressão Deus Verdadeiro está claramente associada à pessoa do Pai. Na declaração do Senhor Jesus o Pai é o único Deus Verdadeiro. Porém, o mesmo João que escreveu o Santo Evangelho que leva o seu nome, escreveu também na sua Primeira Epístola Universal no capítulo 5 e versículo 20: Também sabemos que o Filho já veio, e nos deu entendimento para conhecermos aquele que é verdadeiro. E estamos naquele que é verdadeiro, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. Essas palavras afirmam categoricamente a divindade de Jesus: Ele é o Verdadeiro Deus e a vida eterna.

Podemos observar que o mesmo João que escreveu no Quarto Evangelho, foi o autor da 1a Epístola a que referimos. Assim sendo, ele atribui a palavra Deus Verdadeiro, tanto à pessoa do Pai, como à pessoa do Filho. Esses textos são provas explícitas de que o apóstolo João conhecia a Unidade Composta de Deus, ou seja, a unidade de essência de Deus como sendo único e verdadeiro, composto por pessoas, neste caso: Pai e Filho. Não estou dizendo que o Pai seja o Filho, de maneira alguma, mas que o Pai e o Filho são duas pessoas como o próprio João declara: Graça, misericórdia, e paz, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai, serão conosco em verdade e amor (2 Jo 1.3).

Se o Pai é chamado de Deus Verdadeiro (Jo 17.3) e o Filho é chamado de Deus Verdadeiro (1 Jo 5.20), e o Espírito Santo é chamado de Deus (João 14.17), e, em Isaías capítulo 43 versículo 10 e 11 lemos: Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e o meu servo, a quem escolhi, para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há Salva­dor; se existem três pessoas chamadas na Bíblia de Deus Verdadeiro e ela não admite outro deus ou Deus, senão o Deus único, ou admitimos a pluralidade na unidade ou somos obrigados a admitir um politeísmo barato, insuportável e grosseiro.
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O unicismo

O unicismo tenta explicar o assunto desenvolvendo a teoria das três manifestações. Seria um único Deus Verdadeiro que se manifestara em três formas, ora como Pai, ora como Filho, ora como o Espírito Santo. Essa teoria unicista não encontra sustentação na verdade bíblica, já que na Bíblia encontramos passagens deixando claro que são pessoas distintas e não meras manifestações (Jo 1.1-3; 8.16-18; 15.26). O apóstolo João diz: Quem é o mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse mesmo é o anticristo, esse que nega o Pai e o Filho (1 Jo 2.22). Embora esses versículos foram escritos para proteger a Igreja do gnosticísmo, nos ensina que não podemos negar a personalidade das pessoas. Quem nega que Jesus é o Cristo, quem nega a personalidade do Pai e a personalidade do Filho é classificado de mentiroso, contrário a Cristo, já que negar essas verdades bíblicas são características da doutrina do espírito do anticristo e não do cristianismo ortodoxo.


A crença em duas divindades
As testemunhas-de-jeová por não compreenderem o mistério de Deus-Cristo, criaram uma teoria “racionalista paradoxal” negando a divindade de Cristo e a pluralidade na unidade divina (1 Tm 3.16).

Assim desenvolveram um sistema doutrinário peculiar, ou seja, a crença em duas divindades, uma todo-poderosa, chamada de Jeová e outra menos poderosa ou apenas Poderosa, chamada de Jesus. Esse ensino caí de vez no politeísmo, ou seja, a crença em duas ou mais divindades. Algo que é impensável na fé cristã monoteísta. Bem diz o Credo Niceno ou Atanasiano: Pois da mesma forma que somos compelidos pela verdade cristã a reconhecer cada Pessoa, por si mesma, como Deus e Senhor. Assim também somos proibidos pela religião católica (uni­versal) de dizer: Existem três deuses ou três senhores.


Um Deus, três Pessoas

A crença num Deus eternamente subsistente em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo contempla a realidade bíblica sem ferir o monoteísmo ético. Não enveredamos para o politeísmo nem para a negação das pessoas. Assim, a doutrina da Trindade não é irracional e antibíblica como querem os grupos não ortodoxos, mas é plena­mente bíblica e verdadeira.


Objeções

Temos, porém, de ter em mente que as testemunhas-de-jeová não conseguem dissociar a pa­lavra Deus do Pai. Todas as vezes que dizemos que Jesus é Deus, elas, no seu complexo sistema de entendimento, acusam a idéia de que estamos confundindo o Pai com o Filho. As testemunhas-de-jeová precisam entender que quando estamos falando de que Je­sus é Deus, não estamos dizendo que Jesus é o Pai que seja o Espírito Santo. Mas o sistema de entendi­mento desenvolvido pela Sociedade Torre de Vigia não permite esse raciocínio, e a primeira coisa que ouvi­mos das testemunhas-de-jeová quando falamos que Jesus é Deus, são as seguintes indagações: “Se Jesus é Deus então Ele orou para si mesmo? Se Jesus é Deus então o céu ficou vaziou quando Ele veio a terra? Se Jesus é Deus então Deus morreu?” Tudo isso porque elas confundem as pessoas da divindade. Essas perguntas das testemunhas-de-jeová devem direcionar para os unicistas e não para os que acreditam na Trindade. Já que a Trindade são três Pessoas em unidade divina, daí o motivo de qualquer das três Pessoas poder ser chamada de Deus.

Outro problema levantado pelas sei­tas que rejeitam a doutrina da Trindade é aplicar as passagens bíblicas que se referem ao Filho como homem, para contradizer sua natureza divina. Ignoram que o Senhor Jesus possui duas naturezas: a divina e a humana, assim, essas seitas apresentam as passagens bíblicas que provam a humanidade de Jesus para negar a sua divindade, sendo que essas passagens não contradizem sua divindade, apenas provam sua outra natureza, a humana. Assim como as passagens que revelam a divindade de Jesus não contradizem sua natureza humana, mas simplesmente revelam sua outra natureza a divina, já que o Filho possui duas naturezas, verdadeiro homem (1 Tm 2.5) e verdadeiro Deus (1 Jo 5.20). Assim reza o Credo Niceno acerca de Jesus: Igual ao Pai no tocante à sua Deidade, e inferior ao Pai no tocante à sua humanidade.

No importante documento intitulado Tomo de Leão, que foi bispo de Roma (440-461) parte III diz: Assim, intactas e reunidas em uma pessoa às propriedades de ambas as naturezas, a majestade assumiu a humildade, a força assumiu a fraqueza, a eternidade assumiu a mortalidade e, para pagar a dívida de nossa condição, a natureza inviolável uniu-se à natureza que pode sofrer. Desta maneira, o único e idêntico Mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, pôde, como convinha à nossa cura, por um lado, morrer e, por outro, não morrer... e na par te IV diz: Neste mundo fraco entrou o Filho de Deus. Desceu do seu trono celestial, sem deixar a glória do Pai, e nasceu segundo uma nova ordem, mediante um novo modo de nascimento. Segundo uma nova ordem, visto que invisível em sua própria nature­za, se fez visível na nos­sa e, Ele que é incompreensível, se tornou compreendido; sendo anterior aos tempos, começou a existir no tempo; Senhor do universo revestiu-se de forma de servo, ocultando a imensidade de sua Excelência; Deus impassível, não se horrorizou de vir a ser carne passível; imortal, não recusou as leis da morte. Segundo um novo modo de nascimento, visto que a virgindade, desconhecendo qualquer concupiscência, concedeu-lhe a matéria de sua carne. O Senhor tomou, da mãe, a natureza, não a culpa. Jesus Cristo nasceu do ventre de uma virgem, me­diante um nascimento maravilhoso. O fato de o corpo de o Senhor nascer portentosamente não impediu a perfeita identidade de sua carne com a nossa, pois Ele que é verda­deiro Deus, é também verdadeiro homem. Nesta união não há mentira nem engano. Corresponde-se numa unidade mútua a humildade do homem e a excelsitude de Deus. Por ser misericordioso, Deus [divinda­de] não se altera; por ser dignificado, o homem [humanidade] não é absorvido. Cada natureza [a de Deus e a de servo] realiza suas próprias funções em comunhão com a ou­tra. O Verbo faz o que é próprio do verbo; a carne faz o que é próprio à carne; um fulgura com milagres; o outro se submete às injúrias. Assim como o Verbo não deixa de morar na glória do Pai, assim a carne não deixa de pertencer ao gênero humano... Portanto, não cabe a ambas as naturezas dizerem: “O Pai é maior do que eu ou “Eu e o Pai somos um Pois, ainda que em Cristo Nosso Senhor haja só uma pessoa. Deus-ho­mem, o princípio que comunica a ambas as naturezas as ofensas é distinto do princípio que lhes torna comum a glória...

O autor evangélico Robert M. Browman Jr., declara com muita propriedade e profundo senso de responsabilidade: Existe a escolha, portanto, entre crer no Deus verdadeiro conforme Ele se revelou, com mistérios e tudo, ou crer num Deus que é relativamente fácil de ser compreendido, mas que tem pouca semelhança com o Deus verdadeiro, Os trinitários estão dispostos a conviver com um Deus a quem não conseguem compreender plenamente, já que adoramos a Deus conforme Ele se tem revelado.


Considerações Finais

Finalmente, declaramos com toda a confiança a nossa fé bíblica na dou­trina da Trindade, porque:

Aceitamos a doutrina de acordo com o que expõe a Bíblia Sagrada (Mt 28.19; Ef 4.4-6; 1 Co 12.4-6; 2 Co

13.13; Nm 6.24-26);

Não somos politeístas, já que cre­mos num único Deus, e não aceitamos nenhuma divindade inferior ou superior, além de Deus; (Dt 6.4; Mc 12.29; 1 Co 8.6; Gl 3.20; Ef 4.6);

Não somos idólatras, já que não temos nenhum outro deus diante do único Deus; (Êx 20.2-3; Is 43.10-11);

Não aceitamos o paganismo, e encontramos fartamente no paganismo a crença em duas ou mais divindades. Ex; Júpiter (o deus supremo dos ro­manos ou o deus todo-poderoso dos romanos) e Mercúrio (divindade inferior ou deus poderoso); ou para os gregos (Zeus, o deus todo-poderoso e Hermes o deus apenas poderoso), crença similar à das testemunhas-de­-Jeová: Jeová, o Deus Todo-Poderoso e Jesus, o Deus poderoso;

Não aceitamos o critério da razão para conceber a divindade, já que Deus não é concebido por meio de um raciocínio humano, nem por uma demonstração matemática. Deus não é fruto da inteligência da carne, Ele é Deus de mistério (Is 45.15; 1 Tm 3.16);

Se o Cristianismo fosse alguma coisa que estivéssemos inventando, é óbvio que poderíamos torná-lo mais fácil. Não conseguimos concorrer, em termos de simplicidade, com as pessoas que estão inventan­do religiões. Como poderíamos? Estamos lidando com fatos. É óbvio que qualquer um pode simplificar as coisas se não precisar levar em conta os fatos! (C. S. Lewis).

polêmica: Finados

DEVEMOS COMEMORAR O CHAMADO DIA DOS FINADOS?
* Rev. Dr. José Kennedy de Freitas Ph.D
O Dia dos fiéis defuntos, Dia dos mortos ou Dia de finados é celebrado pela Igreja Católica Apostólica Romana no dia 2 de Novembro, logo a seguir ao dia de Todos-os-Santos. Infelizmente em nosso país, milhões de brasileiros, das classes sociais mais distintas, de todos os estados da federação, cultivam o danoso hábito de visitarem os cemitérios na expectativa de rezar ou interceder pelos seus entes falecidos.

A prática de orar pelos defuntos iniciou-se por volta do 5º século (d.c), quando a Igreja Romana passou a dedicar um dia especifico do ano para rezar pelos seus mortos. No entanto, o culto de finados somente seria instituído na França, no século X, através de um abade beneditino de nome Cluny.

Um século depois, os papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigaram aos fiéis a dedicarem um dia inteiro aos mortos. Já no século XIII o dia de rezar pelos finados finalmente começou a ser celebrado em 2 de novembro. Essa data foi definida por ser um dia depois da comemoração da Festa de Todos os Santos, onde se celebrava a morte de todos que faleceram em estado de graça e que por algum motivo não foram canonizados.
Caro amigo, a Bíblia Sagrada é absolutamente clara ao afirmar que após a morte só nos resta o juízo. Ensina também, que o fato de toda e qualquer decisão por Cristo só pode ser tomada em vida, o que, por conseguinte, nos leva a entender de que não existe fundamento teológico para interceder a favor dos mortos.
Para os Católicos Romanos a referência bíblica que fundamenta esta prática encontra-se em II Macabeus 12.44. Entretanto, nós Anglicanos e os protestantes, não reconhecemos a canonicidade deste livro e nem tampouco a legitimidade desta doutrina, uma vez que a Igreja Anglicana Tradicional e o Protestantismo não se submete às Tradições Romanistas neste sentido, e sim as doutrinas das Sagradas Escrituras.
Segundo a interpretação Anglicana Tradicional e dos irmãos protestante, a Bíblia Sagrada nos diz que a Salvação de uma pessoa depende única e exclusivamente da sua fé na graça salvadora que há em Cristo Jesus e que esta fé seja declarada durante sua vida na terra (Hebreus 7.24-27; Atos 4.12; 1 João 1.7-10) e que, após sua morte, a pessoa passa diretamente pelo juízo (Hebreus 9.27) e que vivos e mortos não podem comunicar-se de maneira alguma (Lucas 16.10-31).
Ora, do ponto de vista bíblico é inaceitável acreditar que os mortos estejam no purgatório ou no limbo aguardando uma segunda oportunidade para a salvação. Em hipótese alguma nós como cristãos devemos celebrar ou participar de culto aos mortos, antes pelo contrário, fomos e somos chamados a anunciar aos vivos a vida que somente podemos experimentar em Cristo Jesus.


MAÇONARIA: PROFANOS DE AVENTAL


Profanos de Avental
Ir.'. Dom José Kennedy de Freitas - MI
Bispo Eleito Anglicano

Esta é em síntese a antiga, a atual e a futura proposta da Maçonaria, e é o que a Maçonaria está fazendo, Iniciando e educando homens justos, leais e sinceros, para que estes ajudem na construção de uma sociedade mais justa, mais leal e mais sincera.

O importante no esoterismo e misticismo, é o que não é dito, é o que esta nas entrelinhas.

Não temos de nos preocupar se profanos terão acesso a nossa literatura, o nosso segredo não é composto de sinais, toques e palavras. Ele é a Gnose interior.

Não podemos ser hipócritas, censurar o contrabando e comprar produto contrabandeado, censurar proprietários de boates, mas, freqüentá-las, censurar o bicheiro, mas jogar no bicho.

Veja os filmes que falam sobre Maçonaria: o homem que queria ser rei, assassinato por decreto, do inferno, em busca do tesouro perdido. E ainda se quiserem ver vídeos sobre iniciação maçônica, basta pesquisar no Google sobre maçonaria, no final da página aparece a opção, iniciação maçônica, é só clicar e ter a opção de várias iniciações.

Em qualquer livraria pode-se encontrar livros que falam tudo sobre maçonaria.

A Maçonaria possui várias potências e ritos, todos sem dúvida, são regulares de acordo com os as normas estabelecidas, mas, nem todos reconhecidos, mas, nenhuma potência é detentora da Maçonaria, temos que começar a mudar os nossos conceitos. Rever os Antigos Landmarks é um dever, a inalterabilidade é algo a ser mudado.

Sigamos o que, 500 anos antes de Cristo, Heráclito deixou escrito: Nada é permanente exceto as mudanças.

Ninguém entra no mesmo rio pela segunda vez, quando entra novamente, a água que entrou na primeira vez, já passou.

Um novo tempo esta começando. Vamos começar a APRENDER E ASSIMILAR.

“Aquele que busca a aprendizagem crescerá a cada novo dia” (Lao Tse) – O Tao da Física – Fritjof Capra.

O livro é uma máquina infernal capaz de produzir significaçõesMerleau Ponty.

O que é escrever? “É apanhar as palavras em estado selvagem” (Sartre).

A leitura de artigos sobre o tema nos periódicos selecionados pode levar a mudanças na escolha feita e,  precisa ser desenvolvido buscando-se um equilíbrio entre familiarizar-se com o que já foi investigado e manter uma certa originalidade.

É preciso ler criticamente, buscando observar uma certa independência de pensamento e uma visão ampla do que esta sendo estudado.

Vale ainda o conselho que é dado por Francis Bacon “Leia, não para contradizer ou negar, nem para acreditar ou aceitar sem crítica… mas, para pensar e refletir”.

As Lojas Maçônicas eram livres, isto é, não pertenciam a um poder central.

Guildas = Associações, Sindicatos.

As Tavernas:

1ª ) The Goose and Gridiron (o ganso e a grelha), hoje (Lodge of Antiquity nº 2).

2ª ) The Crown (coroa), não mais existe.

3ª ) The Apple Tree (a macieira), hoje (Lodge of Fortitude and Old Cumberland nº 12).

4ª ) The Runner and the Grapes (a taça de uvas), hoje (Royal Samerset House and Invernees Lodge nº 4).

Não existiam templos, as reuniões eram nas tabernas e nos adros das igrejas.

Com isto, Vamos repensar e refletir sobre os Landmarks?

Albert Mackey, e outros tentaram durante anos implantar os seus Landmarks, houve várias proposições em números variáveis de quantidade, e finalmente se estabeleceu que fossem XXV, conforme Albert Mackey.

Foram criados conforme os costumes de uma época, em um país onde imperava o Rei, logo, não era uma democracia.

Em seus itens, diz: O processo de reconhecimento é inquestionável, onde esta escrito nas leis Maçônicas, que a Grande Loja Unida da Inglaterra é que pode dar reconhecimento? Quem lhe deu tais poderes? A prerrogativa de se criar maçons pela livre vontade, isto é normal?

As lojas só podem funcionar regularmente na presença do Venerável e dos Vigilantes, a ausência do Venerável a torna irregular? Isto pode ser questionado?

A visitação é um direito dos maçons. As lojas são independentes. Será? A Grande Loja Unida da Inglaterra quis impor a presença da Bíblia, o que não foi aceito pela França e outros países, que desejavam adotar o livro sagrado de cada um deles ou o que cada maçom respeitasse isto é que torna a Maçonaria Universal.

E por último, a inalterabilidade, de todos os artigos anteriores, mas o último o XXV, pode e deve ser mudado. A maçonaria é a busca constante da verdade, não devemos aceitar que artigos produzidos há dois séculos, não possam ser alterados conforme os usos e costumes do nosso século.

A maçonaria não é propriedade da Grande Loja Unida da Inglaterra, ela é propriedade de homens que são livres e que sejam de bons costumes.

Existem maçons que passaram pela iniciação, mas, jamais foram iniciados, apenas passaram pela iniciação, são profanos de avental, mas, no mundo profano temos muitos maçons que não estão na maçonaria, é necessário buscá-los.


MAÇONARIA – Tema Constante de Reflexão

“Entre o começo e o fim, estende-se um instante chamado eternidade”.

Uma pergunta é feita ultimamente com muita freqüência entre os Maçons:

Qual é atualmente a proposta da Maçonaria? Sim, porque no imaginário de alguns adeptos da nossa Ordem, a Sublime Instituição patrocinou a Revolução Francesa, depôs todos os Reis déspotas da Europa, foi a responsável direta pela Independência dos Estados Unidos da América, a Independência do Brasil foi decidida na harmonia de nossos Templos, liberou os escravos em nosso país, derrotou sozinha a Monarquia, criando também ela a República, somente grande feitos, não aceita jamais, que em ambos os lados sempre houve Maçons, claro está que enquanto em um dos lados são vencedores, no outro lado estão os perdedores.

Estes são alguns dos feitos de nossa Ordem no ontem, e hoje?

Pergunta-se! No mesmo diapasão colocam-se os Maçons, quando num passado bem recente trabalharam pela evolução da Ordem, com ardor, com amor, dedicação e entusiasmo, trabalho operativo e especulativo, não imaginavam estes valorosos Irmãos, que ali estavam dando tudo de si, o tempo inexorável passou e, hoje somente restam as lembranças desses feitos, estes continuam na Ordem, apenas com a presença física, seus nobres ideais adormeceram?

Exauriram-se física e mentalmente? Decepcionaram-se e estão deixando como está para ver como é que fica?

Tornou-se também comum ouvirmos Irmãos, quando desfiam o rosário de dificuldades que quase todos os brasileiros passam hoje, a seguinte indagação: O que a Maçonaria está fazendo?

Temos então concluído, que como Instituição não há no limiar do terceiro milênio, em âmbito local e mundial, mudanças radicais que a Maçonaria pudesse conceber tais como fazer Independência de países, libertar escravos, promover revoluções e outros quetais, como na concepção de alguns ufanistas Irmãos a Maçonaria só deve se ocupar de causas grandiosas (como mensurá-las?), que sejam compatíveis com seu tamanho e prestígio, assim a Maçonaria ainda segundo estes, deita-se em berço esplêndido, e na inércia observa calma e mansa o desenrolar dos acontecimentos.

Esquece ou tenta ignorar o Maçom moderno, que é para ser peça importante na construção social, que ele foi Iniciado em nossos Sublimes Mistérios, que a Maçonaria colocou à sua disposição instrumentos, para nós Símbolos, que representam uma gama fantástica de interpretações, desde que estudada e decifrada, instrumentos estes que a Maçonaria coletou, recolhendo-os de todas as Grandes Instituições desde os primórdios do mundo, que de alguma maneira chegaram até nós, causando, porém com isto confusão entre Irmãos que estabelecem que o seu aparecimento “perde-se nas noites do tempo”.

Devemos ter em conta que somente a custa de leitura, reflexões e pesquisa, levará o buscador (Maçom) a levantar a ponta do véu do mistério, deste modo principiar a entender verdadeiramente o que representa nossa Sublime Instituição, a grande importância que é ser assíduo em sua Loja, e dela participar ativamente com idéias, sem medo e vergonha de ser feliz, e se possível em outras Lojas, pois em todas se investiga e busca-se a verdade, ali trocando informações, experiências, energia, acumulando conhecimentos poderá ele completar o processo alquímico maçônico, qual seja transformar o metal comum que é o chumbo, que simboliza o homem ignorante, ignóbil, inimigo natural do progresso,da evolução conseqüentemente do Maçom, e neste espaço criado fazer surgir o Homem-Maçom, simbolizando o ouro, o mais nobre dos metais, com um objetivo estabelecido de fazer feliz o próximo, onde felizmente a Ordem orienta corretamente nossas ações e pensamentos, estabelecendo assim que todo trabalho feito é para tornar feliz o gênero humano, infelizmente alguns levam esta assertiva tão a “sério”, que agem como o “galo que acreditava piamente que o sol se levantava somente para ouvi-lo cantar,” estes vaidosos não entenderam nada!

O Maçom que não sonha, não pensa, não estuda, não pesquisa, não respeita esta condição maravilhosa de “ser Maçom”, e não do “estar Maçom”, buscando com o sacrifício de seu tempo, os conhecimento tão necessários para a evolução pessoal, torna-se com o tempo um inocente útil do caos, Obreiro inimigo da Obra, profeta da desinformação, papagaio, repetindo e mal tudo o que ouve, pois perdeu a capacidade de pensar, raciocinar, conseqüentemente de agir, e esta regra é fundamental:

O MAÇOM AGE, e o papagaio tem que necessariamente estar sempre atrelado a alguém para pensar e agir por ele”.

Passem a observar meus Irmãos, que a Maçonaria nunca esteve tão exuberante, tão atuante, tão dinâmica, tão atual, sem perder referências com o seu magnífico passado, evolutiva como nossa circulação em Templo, sempre em frente, e que os Maçons são os responsáveis por isto, é gratificante o “ganhar” noites em estudos e pesquisa, o esforço de procurar entender o que transcende o desejo de transformar a si próprio é a missão que nós nos incumbimos, sublime trabalho, descobrir os próprios defeitos e procurar os corrigir, não é tarefa fácil; tampouco o é para qualquer um, e persistimos graças à energia divina que recebemos em Templo.

Esta é a grande revolução que nos propusemos, armados com fé, base concreta da Maçonaria, com amor, no perdão, pela amizade e muita tolerância, esta é a independência pessoal que buscamos, com a proteção do G:. A:. D:. U:. lutar contra todas as forças negativas, não se submeter aos que pensam que a Verdade lhes pertence com absoluta exclusividade.

Este é o escravo que busca ser liberto, por ele próprio, com seu esforço, pois se hoje o escravo físico está desaparecendo, proliferam os escravos mentais, sem prazer ou desejo próprio, sua vida vegetativa é tentar agradar, esses grilhões criados na mente são muito mais difíceis de quebrar que aqueles de metal, o mental só se quebra pelo conhecimento, Luz que elimina as trevas da ignorância, que se faz despertando no recôndito de nós mesmos o gosto pelo justo e perfeito, é o Maçom individual caminhando em direção da Maçonaria como coletivo este é um trabalho hercúleo, digno do objetivo que nos propusemos de fazer feliz a humanidade.

Esta é a causa grandiosa, qual seja o Maçom em busca da Grande Obra, a Perfeição, fruto de sua humildade e dedicação, de estar sempre pronto a ajudar, de ser dono e senhor do tempo e com este contribuir para um melhor bem-estar de seus iguais, da relação franca, pura e sincera com os Irmãos, de abominar a grosseria, de não ditar normas de comportamento a outrem, comportamento esse que o próprio não segue, pois a Maçonaria pelos seus costumes abomina o “faça o que eu mando, não faça o que eu faço”, ela se vale isto sim, da excelência do exemplo, de não tentar humilhar o hierarquicamente inferior, aceitando ser capacho daqueles que reconhecem superiores, esta constatação pode parecer piegas, mas é autêntica, a perfeição, imaginamos que seja uma utopia que perseguimos, ainda assim há aqueles que acham que já chegaram lá, jamais erram, jamais falham, este é o chumbo que alguém já classificou de Profano de Avental, o ouro, simboliza o Maçom cônscio de sua fragilidade como ser humano, insiste na busca do conhecimento para superar-se, reconhece a falha e pede perdão, esta é a sublimação do aprendizado em Templo, assim se faz feliz a humanidade, pelo exemplo.

Atribui-se a Confúcio a frase “Não dê muita importância ao que se fale, fique atento às atitudes e aos atos que se pratica”, modificar o próximo é de uma facilidade até banal, e é o que tentamos sempre, afinal é tão fácil agir com correção!

Por que o meu próximo comete tantos erros? Tantos equívocos? Eu faço tudo ao meu alcance para que ele aprenda, mas não tem jeito!

E por que eu não procuro corrigir os meus erros? Por que não corrigir meus equívocos? Se cada um de per si buscar aparar suas arestas, buscar sua própria evolução moral e espiritual, indo ao encontro das aspirações filosóficas que a Ordem prega, haveria dentro de nossos Templos, dentro de nós mesmos, a harmonia tão necessária para levarmos ao mundo profano os ensinamentos, a paz e a alegria que é verdadeiramente nosso escopo e, é por isso que as Colunas de nossos Templos vibram cada vez que é feita a indagação: o que estamos fazendo aqui?

Assim é que nestes Templos temos o dever e obrigação de procurar a Iniciação real, espiritual, se analisarmos profundamente dias, anos depois sobre os fundamentos da nossa Iniciação na Maçonaria concluiremos que toda aquela Cerimônia foi para nos despertar da letargia que até então era nossa vida, por isso o termo iniciar, a plena consciência daquele ato nos trará o entendimento do por que procurarmos toda semana a companhia dos Irmãos em Templo, formando a Loja e, quão é importante esta presença, quem sabe um dia a sua, a nossa ausência impeça a composição e o funcionamento desta Loja, prejudicando os presentes, isto é justo? E o compromisso assumido?

Procuremos com nossa presença plantar amor, ele nos trará como fruto alegria e felicidade, quem não possui esses bons momentos sabem a falta que eles fazem; quem planta vento, colhe tempestade, amarguras e decepções, e isto por certo é uma ferida dolorosa num coração bem formado, façamos profundas, meditações a respeito.

Quando afirmamos que os Maçons reconhecem-se por Sinais, Toques e Palavras, esta afirmação merece muito respeito e crédito, porque é verdade, porém, é verdade também que é dever do Maçom procurar ser reconhecido por seus atos de bondade, por sua vida escorreita, seu respeito às leis, sua generosidade com os mais fracos e oprimidos, e do amor que ele dedica ao próximo sem disso fazer alarde e, em agindo assim vai ser muito mais fácil convivermos harmoniosamente e, antes de criticar qualquer erro ou falha de Irmão, tentar se inteirar dos detalhes para não cometer injustiça, tratá-lo como queríamos nós sermos tratados, vamos rememorar e refletir profundamente no episódio envolvendo Maria Madalena com o Cristo e os que queriam apedrejá-la por ter pecado, quantos ficaram? Quantos ficaríamos nós? Olhemos nossas mãos, para que tanta pedra?

Sejamos no futuro, mais rigorosos e inflexíveis conosco mesmo, e, mais brando e tolerante com o nosso próximo, hoje fazemos justamente o contrário. A Maçonaria está inerte? Perdeu, desistiu ou já alcançou seus sublimes ideais?

Quantas vezes nos deparamos com Irmãos que pensam ter feito pela Ordem mais do que ela merece, e não recebeu nada por isso, talvez esperasse ou espere que alguém lhe diga: Meu Irmão, Símbolo vivo do Maçom, o mais livre de todos os mortais, livre pensador, acha-se já no topo da grande pirâmide espiritual, o trabalho está concluído, com persistência, inteligência e tenacidade ele atingiu a perfeição, julga-se o Avatar do fim do milênio, profanamente se entenderia por: missão cumprida.

Não precisa buscar mais nada! Para quê? Ele é que tem que ser buscado, porque se julga pai de todos os conhecimentos! Santa Petulância!

Busquemos na reflexão profunda e sincera, respostas para estas questões tão intrigantes.

Quanto à pergunta tão corriqueira ultimamente, cobrança a quem? O que a Maçonaria está fazendo? Devolvemos no mesmo tom, agora cobrança a todos:

O que estamos fazendo nós pela Maçonaria? Com o que oferecemos, podemos exigir algo? De quem?

De todos os animais da criação, é o homem o único a pensar e externar seus pensamentos através da verbalização; busquemo-nos Maçons aglutinarmos forças no mesmo sentido, na mesma direção, com o mesmo entusiasmo, no ideal comum de servir ao gênero humano, deixemos que forças antagônicas meçam forças longe do nosso local de trabalho, nosso Templo, busquemos na reflexão, energia, para que nossas divergências nunca saiam do terreno das idéias, que cada um defenda seu ponto de vista, e use seus argumentos sem o que nossa presença aqui não teria razão de ser, porém sem tentar ferir ou magoar aquele que também quer expor suas idéias, que tenhamos sempre em mente, somos Maçons, somos Humanos, o mesmo sopro divino do G.'. A.'. D.'. U.'. vivifica-nos, e se somos sinceros estamos aqui trabalhando para a sua maior Glória.