terça-feira, 13 de setembro de 2011

POLÊMICA SOBRE A IGREJA ROMANA


Maria é Realmente a Mãe de Deus?

Por Mons. Dom José Kennedy de Freitas - Bispo de Confissão Anglicana

Em conversas com católicos romanos, poucos assuntos são mais polêmicos do que a posição de Maria no plano da redenção. Ao longo da História, a Igreja Católica Romana tem elaborado uma série de doutrinas sobre a mãe de Jesus. Quando examinamos as Escrituras, percebemos que muitas dessas doutrinas não vêm da palavra de Deus.

O uso da expressão "Maria, mãe de Deus" foi oficialmente autorizado no Concílio de Éfeso no século V. O concílio procurou resolver uma diferença entre alguns bispos em referência à divindade e à humanidade de Jesus. A Bíblia Sagrada apresenta o Senhor Jesus como Deus que se fez carne (João 1:1,14). Várias pessoas têm tentado separar essas duas características de Jesus Cristo, às vezes sugerindo que fosse duas pessoas distintas, uma espiritual e a outra carnal. Não contentes com as afirmações das Escrituras, alguns homens procuram explicar detalhadamente coisas que Deus não revelou (veja Deuteronômio 29:29). O resultado, freqüentemente, é que um extremo falso provoca uma reação igualmente errada, e novas doutrinas nascem.

Quando teólogos se reuniram em Éfeso, uma cidade conhecida por sua exaltação de uma deidade feminina (veja Atos 19:23-41), não se contentaram em estudar o que as Escrituras dizem sobre a humanidade e a divindade de Jesus Cristo. Para defender o fato que Jesus é Deus, eles argumentaram assim: "Emanuel realmente é Deus, e a santa Virgem é, portanto, Mãe de Deus" (John A. Hardon, S.J., The Catholic Catechism, 135). Superficialmente, a lógica parece válida, e assim foi oficializado o dogma de "Theotokos" (Mãe de Deus), uma doutrina que não se encontra na Bíblia.

Depois dessa, vieram várias outras novas doutrinas sobre Maria. Não contentes com as afirmações bíblicas que Maria continuou virgem até o nascimento de Jesus, acrescentaram a doutrina da virgindade perpétua dela. Tentando defender a pureza de Maria enquanto negavam a inocência e pureza de todas as crianças, inventaram a noção da imaculada conceição, que se tornou dogma no século XIX. Em 1950, Pio XII tomou mais um passo, segundo a vontade de milhões de católicos romanos, quando afirmou como dogma a crença da Assunção de Maria ao céu. Agora, no início do século XXI, o Vaticano está sendo bombardeado com petições para exaltar Maria ainda mais. Por enquanto, não foi decidido se Roma ordenará que Maria seja vista como co-redentora, ao lado do Senhor Jesus.

De toda essa história, devemos aprender algumas lições importantes: Não devemos negar nada que a Bíblia afirma sobre Maria, mas também não devemos criar ou aceitar doutrinas humanas sobre a mãe do Senhor Jesus. Quando refutamos doutrinas falsas, precisamos ter cuidado para não inventar outros ensinamentos igualmente errados. Devemos falar de acordo com as Sagradas Escrituras, sem acrescentar nada (1 Pedro 4:11; 1 Coríntios 4:6; 2 João 9).

SINAIS E MILAGRES?????



Os Sinais sempre são confiáveis?

Pelo Rev. Dr. José Kennedy de Freitas

Muitas pessoas hoje, especialemente no movimento pentecostal e suas ramificações, valorizam sinais acima de tudo. Interpretam acontecimentos na vida como provas da aprovação divina de suas decisões. Recorrem para visões e revelações para justificar suas práticas. Defendem suas doutrinas, citando algum sinal especial como confirmação do Espírito Santo.

Sinais sempre são confiáveis como prova da aprovação divina?

Em geral, os sinais, prodígios e milagres na Bíblia Sagrada serviam para confirmar a palavra revelada por Deus aos profetas e apóstolos. No Velho Testamento, Deus capacitou homens como Moisés, Elias e Eliseu a realizarem milagres para confir-mar a sua mensagem. No Novo Testa-mento, os apóstolos e vários outros recebiam os dons do Espírito Santo para confirmar a palavra revelada (Marcos 16:20; Hebreus 2:4; II Coríntios 12:12).

Em outros estudos, temos visto várias diferenças entre os verdadeiros sinais dos tempos da Bíblia Sagrada e os supostos dons milagrosos que tantas pessoas buscam hoje. Neste artigo, consideremos outro aspecto da questão dos dons. Mesmo se alguém acreditar ver um sinal milagroso hoje, ainda deve dar mais importância às Escrituras.

Deus nunca colocou os sinais acima da palavra.

No Velho Testamento, o Senhor disse: “Quando profeta ou sonhador se levantar no meio de ti e te anunciar um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio do que te houver falado, e disser: Vamos após outros deuses...não ouvirás a palavra deste profeta ou sonhador; porquanto o Senhor, vosso Deus, vos prova, para saber se amais o Senhor, vosso Deus, de todo o vosso coração e de toda a vossa alma” (Deuteronômio 13:1-3). Neste caso, mesmo se o sinal fosse verdadeiro, qualquer um que seguisse o profeta seria condenado, pois a palavra dele contradizia a verdade já revelada.

No Novo Testamento, sinais milagrosos acompanharam os apóstolos do Senhor. Mas São Paulo, um dos apóstolos, nos alerta: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (Gálatas 1:8). Se viesse direto do céu ou se mostrasse os sinais dos apóstolos, ainda seria necessário avaliar pela palavra.

São Paulo avisou, também, de sinais e prodígios de mentira, empregados por Satanás (2 Tessalonicenses 2:9-10).

Não importa quantos sinais alguém alega ter visto ou ter feito, a prova final é a palavra já revelada. Nunca devemos colocar sinais acima da palavra.

SINAIS E MILAGRES PARA HOJE



O Senhor Jesus prometeu sinais milagrosos para todos os Cristãos?

Pelo Reverendo Mons. José Kennedy de Freitas - Ph.D

Após a sua ressurreição, o Senhor Jesus disse aos apóstolos: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado. Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados” (Marcos 16:15-17).

Algumas pessoas interpretam o versículo 17 para dizer que os sinais milagrosos devem acompanhar todos os crentes. Às vezes, ouvimos pessoas até questionando a salvação de alguém por não ter manifestações milagrosas do poder do Espírito Santo. Outras pessoas duvidam de sua própria salvação quando não falam em línguas ou não apresentam outros sinais.

O Senhor Jesus claramente prometeu que sinais iam acompanhar os cristãos. Mas, ele prometeu que todos os crentes receberiam dons milagrosos? Ele prometeu todos os dons para todos os que creem?

Vamos observar, com cuidado, o que o Senhor Jesus falou e o que outros trechos do Novo Testamento dizem para esclarecer estas dúvidas.

(1) O Senhor Jesus não prometeu todos os dons para todos os cristãoss. Não temos direito de acrescentar palavras que o Senhor Jesus não usou. Se algumas pessoas expulsaram demônios e outras falaram em línguas enquanto ainda outras pegaram em serpentes ou beberam coisas venenosas, a palavra do Senhor Jesus foi cumprida. Os sinais citados acompanharam os que criam. No mesmo capítulo, o autor comenta sobre os apóstolos: “E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam” (Marcos 16:20). Jesus fez o que ele prometeu!

(2) Mesmo na época dos Apóstolos, nem todos os cristãos operaram estes sinais. Antes de Atos 6, somente os apóstolos realizaram milagres (Atos 2:43; 5:12). Enquanto algumas outras pessoas receberam alguns sinais, continuaram sendo ligados principalmente ao trabalho apostólico (II Coríntios 12:12; Hebreus 2:3-4). Paulo claramente mostrou que nem todos recebiam estes sinais (I Coríntios 12:28-30).

Quer ter certeza da sua salvação? Não se preocupe com sinais e milagres; faça o que o Senhor Jesus mandou (Marcos 16:16; Atos 2:38).

MINHA TRAJETÓRIA NA ARTE REAL (MAÇONARIA)