quinta-feira, 25 de agosto de 2011

SEITAS PENTECOSTAIS

A IGREJA PENTECOSTAL DEUS É AMOR, E O AMOR DE DEUS
Adaptação: Rev. José Kennedy de Freitas Ph.D - Sacerdote Anglicano
ESCLARECIMENTO

"Este estudo foi adaptado de um folheto escrito pelo pastor Carlos Alberto da Silva (ex-Pentecostal) a muitos anos atrás, com o fito de proteger seu rebanho contra o aliciamento de alguns membros da Igreja  Pentecostal "Deus é Amor" e seu proselitismo. Foge às vezes do teor apologético devido ao ardor pastoral com que narra e expõe os erros desta denominação. Isto porque, não foi escrito com o objetivo de servir de matéria, mas tão somente de servir como um informativo interno da Igreja a qual pastoreava na época, é este o caráter deste tratado. Eu fiz algumas adaptações"


A "IGREJA PENTECOSTAL DEUS É AMOR" E O AMOR DE DEUS

No dia 03 de Junho de 1962, foi fundada a Igreja Pentecostal "Deus é Amor", pelo Missionário DAVID MARTINS DE MIRANDA.

Segue abaixo uma relação de doutrinas que, dentro da Igreja Deus é Amor, são verdadeiras confusões, pois lhes faltam complemente estrutura bíblica:



SECTARISMO


Sectarismo significa: partidarismo ou espírito de seita (dicionário Língua Portuguesa – Carvalho). Esse partidarismo é total dentro da referida Igreja, pois eles são os possuidores da "sã doutrina". Orgulham-se de ser a Igreja certa e quando chamam alguém de irmão é para levá-los para sua igreja. Aprenderam essa tática com os programas radiofônicos do seu líder, David Miranda, que berra pelas ondas do rádio: "Meu irmão espírita, católico, livre pensador e evangélico... participem conosco da corrente da libertação...". Os evangélicos, de acordo com a Igreja Pentecostal "Deus é Amor", estão no mesmo patamar dos Espíritas e Católicos, ou seja, afastados da teologia reformada e Bíblica.


A Igreja Pentecostal "Deus é Amor" é boa em convidar os outros evangélicos para as suas conferências, mas proíbem terminantemente os seus membros de participarem de qualquer evento evangélico que esteja ocorrendo na cidade e chegam até a ameaçar o irmão que insistir em visitar uma conferência de outra denominação.



- POSSUEM MUITAS DOUTRINAS DE HOMENS E AS COLOCAM COMO ORDENS DIVINAS: 


Leiamos a Palavra de Deus:


"Se morrestes com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não toques, não provem, não manuseies (as quais coisas todas hão de perecer pelo uso), segundo os preceitos e doutrinas dos homens? As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate contra a satisfação da carne". (Colossenses 2.20-22).


Literalmente é o que vemos na Deus é Amor, os membros são obrigados a se submeterem a todo tipo de baboseira doutrinária, é um horror. Certa feita um irmão me contou o seguinte: "Era uma ceia e de repente o presbítero diz que sentiu a direção de Deus e quem estivesse usando desodorante cheiroso não iria tomar a ceia naquele dia e ainda ficaria de disciplina. Depois disso o homem saiu cheirando pelos corredores e quando achava algum executava a sentença". É impressionante a obtusidade praticada por esta igreja, demonstram total alienação a Bíblia sagrada.


Quando tratamos do assunto "Uso e Costumes" é preciso levar alguns fatores em consideração:


a) Os costumes do povo que habitavam na região citada, pois a Bíblia citam vários costumes: pagãos e judaicos. 

b) O tempo ou ano em que foi escrita tal passagem. Veja, na época da história de Judá (Gênesis 38:14-15) certa mulher disfarçou-se de prostituta cobrindo-se com o véu, mas na epistola de Corintios cap.11:6, nos tempos de Paulo, o véu era sinal de santidade para os corintos (isto será visto mais tarde na doutrina do cabelo). Como entender isso se não levarmos em conta o fator histórico e as culturas locais?

c) Observar qual era a mensagem central do escritor bíblico, pois não devemos tirar apenas um verso de um texto, mas analisarmos todo o seu contexto.

d) Devemos ter em mente qual foi a dispensação (período em que Deus usou para julgar o seu povo) em que foi escrita tal escritura. 

e) Devemos entender que os fatos históricos e culturais devem ser aproveitados na ótica social de nossos dias. Não devemos voltar ao passado, mas observarmos em que aquela passagem é aplicável hoje.


Em posse de tais informações, que são adquiridas através de estudo sistemático das escrituras, podemos tirar algumas conclusões.



NA "DEUS É AMOR" A MULHER NÃO PODER USAR CALÇA COMPRIDA 


Na referida denominação as mulheres são terminantemente proibidas de usarem calças compridas, pois os líderes da igreja "Deus é Amor" alegam ser roupa de homem. Usam, para configurarem essa doutrina, o texto de Deuteronômio 22:5 que diz: "Não haverá traje de homem na mulher, e não vestirá o homem vestido de mulher, porque qualquer que faz isto é abominação ao Senhor teu Deus". E de posse de tal versículo destilam um veneno mortal e um jugo pesado sobre as mulheres, exclui qualquer que desobedecem e as expõem ao ridículo. Geralmente as mulheres que sofrem tal vitupério são de pouca cultura e já têm em suas mentes a idéia que só a "Deus é Amor" é a Igreja certa, embora descordem de tanto castigo para quem precisou, às vezes por motivos de trabalho, usar uma calça comprida.


Vamos analisar o tal versículo ponto por ponto:


a) O texto referido Deuteronômio 22:5 é escrito sob a antiga dispensação ou concerto que foi por Cristo totalmente abolido, leiamos: "Pois até o dia de hoje, à leitura do velho pacto, permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que em Cristo é ele abolido" (II Corintios 3:14).


"e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz" (Colossenses 2:14).


Ou seja, as ordenanças da lei, das quais Dt.22:5 faz parte não são obrigações para a Igreja, pois o fim da lei é Cristo (leia ainda Romanos 10:4). Vemos então que se as mulheres têm que usar saia e a base bíblica é o texto de Deuteronômio os líderes da "Deus é Amor" precisaram arrumar outro argumento visto que tal interpretação é infundada e sem nenhuma base teológica.


b) O texto fala de traje e não de saia, vestido ou calça comprida, pois naquela época os homens também usavam vestidos (leiam: Gênesis 28:20, Deuteronômio 8:4). O que podemos entender é que o texto (Dt.22:5) fala muito mais além de roupa e costumes, fala de diferenças gerais que qualifica os homens e mulheres na suas naturezas.


O Senhor Jesus Cristo usou vestido


A Igreja  "Deus é Amor" argumenta que vestido é coisa de mulher e calça é vestimenta de homem, sendo assim, o homem que usa vestido não é homem. Será que eles sabem que Jesus usava vestido? (leia: Marcos 5:28) E se sabem então como explicar o fato de Jesus e todos os homens bíblicos terem usado vestidos? Pelo visto a única argumentação lógica seria que os usos e costumes são coisas de época e mudam com o passar do tempo, mas como conciliar tal afirmação com o descalabro doutrinário da referida Igreja? A "Deus é Amor" tem escravizado o povo a mais de vinte anos e por que? O profeta Oséias no capítulo quatro e verso seis de seu livro esclarece: "O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não seja sacerdote (pastor, presbítero, missionário) diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos" (os parênteses são nossos). Falta de conhecimento, o povo precisa se informar mais para que não sejam escravizados e vivam debaixo de jugos humanos. É por isso que essa denominação proíbe os seus membros de visitar outras igrejas, eles têm medo que os seus adeptos encontrem a verdade.



A LASCÍVIA


Se perguntarmos para os membros da referida denominação o que é lascívia eles não saberia responder, mas esta palavra é bíblica (leia: Gálatas 5:19). Lascívia significa: "sensualidade", ou seja, quem prática a lascívia demonstra a sua sensualidade mostrando vulgarmente o seu corpo independente da roupa que se esta usando seja vestido ou calça, seja homem ou mulher (a palavra é para todos). É ai que mora o pecado e não em uma roupa determinada. No N.T. não interessa qual é a roupa o que interessa é a forma e a motivação de como aquela roupa está sendo usada. A mulher pode estar usando um vestido, uma sai ou uma calça comprida o que importa é se essa roupa está despertando sensualidade; se for muito apertada cavada ou transparente tornando-a assim extremamente sensual chamando a atenção em demasia para si. É ai que o fruto da carne se manifesta e o pecado da lascívia é gerado. Homens e mulheres, pois Gálatas 5:19 foi escrito par ambos, devem ser discretos em suas vestimentas. Quando dizemos discretos não estamos falando de roupas feias ou velhas e rotas, como por exemplo, gravatas de bolinha com mais de um palmo de largura por um palmo de comprimentos, vestidos tão longos e de manga comprida em um calor de 40 graus, isso é ridículo. O pior disso tudo é que é ensinado que quanto mais ridículo mais humilde a pessoa é. Isso não é verdade, pois humildade é gerada no coração e não na vestimenta. Vestimenta é assunto de bom gosto e os servos de Deus sabem ter esse bom gosto. Mesmo o irmão mais pobre pode se vestir elegantemente, pois isso é uma questão de sabedoria e o crente é sábio.


Devemos observar, em nosso vestuário, alguns aspectos:


? A roupa deve ser de bom gosto e apropriada para o lugar e momento.

? Seja calça ou vestido deve-se observar se está marcando demais o corpo e procurar evitar decotes extravagantes.

? No caso de homem, observar se não está quente demais para usar gravatas e se for o caso procurar uma gravata atual e dentro dos padrões. Evite gravatas antigas e fora da moda.

? Antes de sair de casa de mais uma olhada no espelho e pergunte ao Espírito Santo como você está. 


Não podemos nos esquecer da admoestação paulina que diz: "Tudo é puro para os que são puros, mas para os corrompidos e incrédulos nada é puro; antes tanto a sua mente como a sua consciência estão contaminadas"(Tito1:15).


Pergunte-se: "Tudo tem sido puro para mim?". Certos líderes deveriam se questionar mais a esse respeito, pois muitas vezes tangem doutrinas para jogarem sobre o povo, principalmente sobre a mulher em nosso caso, fazendo-se assim condenáveis pela sua impureza interna. Na cabeça desses líderes tudo é impuro, tudo é prostituição, quando deveria ser puro mesmo quando o que é contemplado é a impureza. Que você tenha essa mente limpa, caso contrário você não poderá nem ir a banca de jornal comprar uma revista evangélica.


Em resumo, não importa que roupa se esteja usando, o que interessa é se tal vestimenta é decente ou não.

NA "DEUS É AMOR" A MULHER NÃO PODE USAR MAQUIAGEM E ADORNOS.


Na referida igreja as mulheres são proibidas de passar qualquer tipo de maquiagem e usar qualquer adorno. Isso não teria nada demais, como diz o ditado: "cada insano com a sua loucura", mas a questão é que eles acusam e apontam os que não praticam as suas doutrinas. Certa feita tinha em nossa igreja, uma irmã que fora envenena com o pseudo-ensinamento puritano da "Deus é Amor".

Ela sai sorrateiramente no meio da igreja, em noite de santa ceia, dizendo que as irmãs que tinham passado batom não podiam tomar a ceia, pois o "Espírito Santo" estava dizendo que só as que tinham lábios sem aquela tinta é que deveriam tomar a ceia. Quando fomos indagar a onde a irmã tinha lido essa prática na Bíblia ela nos respondeu que não sabia, mas que o "Espírito" tinha revelado. Depois de explicarmos a verdade a essa irmã, ela foi assediada mais ainda pelo proselitismo da "Deus é Amor" e acabou sendo levada para lá. Foi fácil pra eles enganarem uma pobre alma ignorante e desprovida da capacidade de racionalizar. É assim que a referida igreja age, usando essas pseudorevelações, revelações essa que não se encontram na Bíblia e são na verdade maldições sobre o povo (Gálatas 1:8-9).


Agora será que Deus proibiu a mulher de usar ornamentos e maquiagem, vejamos:


"Também te ornei de enfeites, e te pus braceletes nas mãos e um colar ao pescoço. E te pus um pendente no nariz, e arrecadas nas orelhas, e uma linda coroa na cabeça. Assim foste ornada de ouro e prata, e o teu vestido foi de linho fino, de seda e de bordados; de flor de farinha te nutriste, e de mel e azeite; e chegaste a ser formosa em extremo, e subiste até a realeza. Correu a tua fama entre as nações, por causa da tua formosura, pois era perfeita, graças ao esplendor que eu tinha posto sobre ti, diz o Senhor Deus" (Ezequiel 16:11-13).


O texto acima é dirigido ao povo de Deus que é comparado a uma mulher que recebe adornos e enfeites de seu marido. No caso Deus é o marido que enfeita a sua esposa com braceletes, colar, pendente de nariz, brincos nas orelhas, coroa na cabeça, ouro e prata e vestidos de linho fino. O interessante é que o Senhor não vê preconceito em todos os enfeites de sua amada, muito pelo contrário, Ele afirma que gosta e que colocou tais adornos. Agora se Deus enfeitou a sua amada sem preconceito como alguém poderia por tal proibição nos dias atuais? Se Deus não condenou as mulheres usarem maquiagem e adornos, com que autoridade a "Deus é Amor" condena?


EXPLICANDO I PEDRO 3:2-4


"... considerando a vossa vida casta, em temor. O vosso adorno não seja o enfeite exterior, como as tranças dos cabelos, o uso de jóias de ouro, ou o luxo dos vestidos, mas seja o do íntimo do coração, no incorruptível traje de um espírito manso e tranqüilo, que és, para que permaneçam as coisas".


Veja a explicação dada sobre o texto acima pelo Dr. Ryrie: "Este versículo não proíbe o uso de jóias; se alguém quiser argumentar assim terá que afirmar que também proíbe o uso de roupa! O texto condena, isto sim, a ostentação (extravagância), e estimula o recato e a mansidão".


"...íntimo do coração..." O texto fala, como já foi esclarecido, sobre o interior e mostra não que é pecado usar adornos e jóias, mas que o mais bonito da mulher tem que ser o interior. Entretanto usar tal texto para proibir as irmãs de se adornar é uma ofensa ao bom senso. Não existe nenhuma proibição no texto referido, mas uma analogia sobre os ornamento externos e os ornamentos do coração.


Vejam o que é dito no livro; "Vida Cotidiana nos Tempos Bíblicos, Ed, Vida": A Bíblia menciona jóias pela primeira vez quando o servo de Abraão presenteou a Rebeca com brincos e pulseiras (Gênesis 24:22). Jeremias descreveu bem a atração que as mulheres judia tinha pelas jóias, quando disse: "Acaso se esquece a virgem dos seus adornos?"(Jeremias 2:32). As mulheres hebréias usavam pulseiras, colares, brincos, anéis de nariz, e cadeias de ouro.


Tanto as mulheres como os homens hebreus usavam braceletes ou pulseiras (Gênesis 24:30). Hoje, os povos do Oriente próximo consideram o bracelete de uma mulher como emblema de elevado status ou realeza, como provavelmente era nos tempos de Davi (II Samuel 1:10). ... O bracelete da mulher comum podia ter sido usado no pulso, como o é hoje (Ezequiel 16:11).



NA IGREJA PENTECOSTAL "DEUS É AMOR" AS MULHERES NÃO PODEM CORTAR O CABELO


Os legalistas da referida igreja dizem que a mulher que corta os seus cabelos vai para o inferno. É tanta incoerência que alguns afirmam que o cabelo, pela sua importância é guardado em uma caixa de ouro celestial. Veja que absurdo, chegam a inventar lendas para provarem o que não é bíblico.


Procuram usar texto de Coríntios para dar substância a essa doutrina, por isso vamos analisá-lo:


I Coríntios 11: 3 – 16


"Quero, porém, que saibais que Cristo é a cabeça de todo homem, o homem a cabeça da mulher, e Deus a cabeça de Cristo. Todo homem que ora ou profetiza com a cabeça coberta desonra a sua cabeça. Mas toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua cabeça, porque é a mesma coisa como se estivesse rapada. Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também; se, porém, para a mulher é vergonhoso ser tosquiada ou rapada, cubra-se com véu. Pois o homem, na verdade, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus; mas a mulher é a glória do homem. Porque o homem não proveio da mulher, mas a mulher do homem; nem foi o homem criado por causa da mulher, mas sim, a mulher por causa do homem. Portanto, a mulher deve trazer sobre a cabeça um sinal de submissão, por causa dos anjos. Todavia, no Senhor, nem a mulher é independente do homem, nem o homem é independente da mulher. pois, assim como a mulher veio do homem, assim também o homem nasce da mulher, Mas tudo vem de Deus. Julgai entre vós mesmos: é conveniente que uma mulher com a cabeça descoberta ore a Deus? Não vos ensina a própria natureza que se o homem tiver cabelo comprido, é para ele uma desonra; mas se a mulher tiver o cabelo comprido, é para ela uma glória? Pois a cabeleira lhe foi dada em lugar de véu. Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem tampouco as igrejas de Deus".


Vamos observar alguns comentários do texto referido por autoridades em teologia:


A Bíblia Explicada - editora CPAD diz o seguinte: "A MULHER COBRIA A CABEÇA NOS DIAS DE PAULO, COMO SINAL DE MODÉSTIA E SUBORDINAÇÃO AO MARIDO, E PARA DEMONSTRAR A SUA DIGNIDADE. O VÉU SIGNIFICAVA QUE ELA DEVIA SER RESPEITADA E HONRADA COMO MULHER. SEM VÉU, ELA NÃO TINHA DIGNIDADE; OS HOMENS NÃO RESPEITAVAM MULHERES SEM VÉU, POIS DESTE MODO ELAS SE EXIBIAM PÚBLICA E INDECOROSAMENTE. SENDO ASSIM, O VÉU ERA UM SINAL DO VALOR, DA DIGNIDADE E DA IMPORTÂNCIA DA MULHER CONFORME DEUS A CRIOU (CONCEITO DA ÉPOCA). O PRINCÍPIO SUBJACENTE NO CASO DO VÉU , AINDA É NECESSÁRIO HOJE. A MULHER CRISTÃ DEVE VESTIR-SE DE MODO MODESTO E CUIDADOSO, HONROSO E DIGNO, PARA SUA SEGURANÇA E SEU DEVIDO RESPEITO AONDE QUER QUE FOR. A MULHER , AO VESTIR-SE DE MODO MODESTO E APROPRIADO PARA A GLÓRIA DE DEUS, RESSALTA A SUA PRÓPRIA DIGNIDADE, VALOR E HONRA QUE DEUS LHE DEU. ERA COSTUME ORIENTAL, NO TEMPO DOS APÓSTOLOS, A MULHER COBRIR O ROSTO COM O VÉU QUANDO ANDAVA NAS RUAS , PORÉM PODIA DAR-SE O CASO, ENQUANTO ELA LAVAVA ROUPA NO CÓRREGO, PASSAR ALGUM HOMEM, E ENCARÁ-LA. MESMO ASSIM, NO CASO DE NÃO TER O VÉU DISPONÍVEL, TERIA UM RECURSO: COBRIR O ROSTO, COM O SEU CABELO COMPRIDO. ASSIM ELA TER CABELO COMPRIDO LHE ERA "HONROSO", MOSTRANDO QUE NÃO ERA MULHER DESTITUÍDA DE PUDOR."


Antes dos meus comentários, citarei a explicação do Manual Bíblico, um dos melhores compêndios, do Dr. Halley: "ERA COSTUME NAS CIDADES GREGAS E ORIENTAIS AS MULHERES COBRIREM A CABEÇA, EM PÚBLICO, SALVO AS MULHERES DEVASSAS (PROSTITUTAS). CORINTO ESTAVA CHEIA DE PROSTITUTAS, QUE FUNCIONAVAM NOS TEMPLOS (DE AFRODITE). ALGUMAS MULHERES CRISTÃS, PREVALECENDO-SE DA LIBERDADE RECÉM ACHADA EM CRISTO, AFOITAVAM-SE EM PÔR DE LADO O VÉU NAS REUNIÕES DA IGREJA, O QUE HORRORIZAVA AS OUTRAS MAIS MODESTAS. DIZ-LHES O APÓSTOLO QUE NÃO AFRONTEM A OPINIÃO PÚBLICA COM RELAÇÃO AO QUE É CONSIDERADO CONVENIENTE À DECÊNCIA FEMINIL. HOMENS E MULHERES TÊM O MESMO VALOR A VISTA DE DEUS. HÁ, PORÉM, CERTAS DISTINÇÕES NATURAIS ENTRE HOMENS E MULHERES, SEM AS QUAIS A SOCIEDADE HUMANA NÃO PODERIA EXISTIR. MULHERES CRISTÃS VIVENDO EM SOCIEDADE PAGÃ(PESSOAS QUE NÃO CONHECEM A DEUS), DEVEM SER CAUTELOSOS SEM SUAS INOVAÇÕES, PARA NÃO TRAZER DESCRÉDITO À SUA RELIGIÃO. GERALMENTE VAI MAL QUANDO AS MULHERES QUEREM PARECER HOMENS."


MEDITAÇÃO
NÃO DEVEMOS DAR VALOR AO QUE NÃO É VALORIZADO


Gostaria de chamar a sua atenção para dois textos sobre o tema referido. LEIAMOS:

"ENTÃO, SE RAPARÁ"; (AQUI ESTÁ SE REFERINDO A PURIFICAÇÃO DO LEPROSO, INDEPENDENTEMENTE SE FOR HOMEM OU MULHER) - LEVÍTICO 13:33.


"ENTÃO, A TRARÁS PARA A TUA CASA, E ELA (A MULHER) RAPARÁ A CABEÇA".(lei acerca da mulher prisioneira) - DEUTERONÔMIO 21:12


Nestes dois textos vemos a Lei de Deus determinar que o cabelo da mulher fosse rapado. No primeiro caso temos a purificação da mulher leprosa, que quando curada da lepra tinha que rapar totalmente a sua cabeça. Depois, o caso da mulher que era presa nas guerras e trazida para o meio do povo de Deus, esta para ser recebida entre o povo de Deus tinha que rapar a sua cabeça. Será que depois de lermos estes dois textos o cabelo continuará ter tanto valor e até determinar a salvação de alguém? Meu querido irmão não valorize o que não merece tanto crédito.


Veja, Deus poderiam curar a mulher leprosa sem ser necessário determinar que sua cabeça fosse rapada. Creio que a mulher capturada na guerra poderia ser recebida entre o povo Judeu sem mexer no seu cabelo, mas acredito que nesses textos Deus quer nos ensinar algo maravilhoso.


PENSE NISSO: "SE O CABELO FOSSE TÃO IMPORTANTE, COMO MUITAS VEZES É PREGADO, SERÁ QUE NESSES DOIS TEXTOS DEUS ORDENARIA O SEU CORTE A PONTO DE QUE ESSAS MULHERES FICASSEM RAPADAS."


CONCLUINDO ESSA QUESTÃO


A minha procura pela interpretação correta, do texto referido, ocorreu pela comparação com Gênesis 38:14-15. Lendo bem os dois textos chega-se a conclusão que o pregado sobre o cabelo e o véu (o caso da "Deus é Amor" é com o cabelo) é um tanto de falta de informação e conhecimento da cultura bíblica. Para os coríntios o cabelo (que era dado em lugar do véu), é sinônimo de santidade e honra, mas o mesmo véu em Gênesis é usado como disfarce para Tamar (nora de Judá) passar-se como uma prostituta. Como entender isso, se não levarmos em conta os costumes da época e seus valores históricos? Foi com essa comparação que percebi a importância histórica dos fatos. Quando um pregador ignora isso acaba pregando incoerências.

SAIBA DE UMA COISA: NADA É MAIOR DO QUE O SACRIFÍCIO DE CRISTO NA CRUZ DO CALVÁRIO. O CABELO, O VÉU, NADA DISSO PODE ANULAR O AMOR DE DEUS PELAS MULHERES. Saiba minha irmã que o tamanho do seu cabelo não muda a graça de Deus.


Em nossas igrejas somos como Paulo: "NÃO TEMOS TAL COSTUME, NEM AS IGREJAS DE DEUS" (I CORÍNTIOS 11:16). Se Paulo não se preocupava em pregar sobre isso e ainda acrescenta que as demais igrejas não tinham tal costume, por que nós vamos querer colocar jugo em alguém?



PRATICAM O DIALOGO COM OS DEMÔNIOS: A Bíblia é clara, o Diabo e seus demônios são mentirosos e neles não há verdade (Jo.8:44) e que nos últimos dias, alguns religiosos, dariam ouvidos a espíritos de demônios.


Leiamos:


"Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios". (ITm4: 1)


"Mas Jesus o repreendeu ( o demônio), dizendo: Cala-te, e sai dele".(Mc. 1:25).


Ficar conversando com demônios não é recomendável e nem neotestamentário. Há sempre o perigo de estarmos sendo enganados pelo inimigo. Veja, o próprio Senhor Jesus não dava lado para esses espíritos imundos e os mandava sair logo de uma vez. Quando oramos pela libertação de uma pessoa quanto mais rápido melhor. Devemos entender que para o possesso aquela situação é constrangedora e sofrível. Devemos nos preocupar com o estado do endemoninhado e usarmos toda nossa fé e empenho para a libertação ocorrer rapidamente. O que vemos, entretanto na prática, é muito triste. Pessoas sendo arrastadas por corredores enormes e as vezes até de joelhos, iniciando assim o diálogo com o demônio. Nesse período a pessoa fica cansada e até machucada pela luta corporal que acontece. Muitas vezes tudo isso poderia ser resolvido com o uso de uma frase determinada pelo obreiro, que é: "Sai em o nome de Jesus"(Mc.16:17) e pronto, o sofrimento terminaria. Tudo isso poderia ser evitado com amor e carinho e sem abuso da autoridade que Deus nos dá, mas preferem o sensacionalismo.



USA DE MANEIRA EXAGERADA E ANTIBÍBLICA O DOM DA PROFECIA: Na "Deus é Amor" o Dom da profecia é usado, quase sempre, como se usa a adivinhação nas religiões esotéricas. Isso é mal, pois as pessoas não estudam afundo a Bíblia, pois como a na "Congregação Cristã do Brasil" os adeptos da "Deus é Amor" vai a busca da "profecia" de uma maneira equivocada. Por isso desprezam também o estudo sistemático das Escrituras e se colocam como "os pequeninos que o pai revela as coisas", mas que na verdade estão sendo enganados pelo inimigo número um da Palavra de Deus – o diabo.


Sobre profecia é preciso aprender algumas coisas e descobrirmos a sua verdadeira posição nos dias atuais.


Sobre o estilo de profetas e de profecias do Velho Testamento é nos dito o seguinte: "Pois todos os profetas e a lei profetizaram até João" (Mateus 11:13), ou seja, no Novo Testamento é nos apresentado uma nova maneira de profetas e profecias. Como o nosso estudo envolve apenas profecias não iremos entrar no mérito de como funcionaria o profeta hoje, mas iremos ver como deve ser entendida a profecia no contexto do Novo Testamento. Devemos ter em mente que no Velho Testamento as pessoas eram visitadas pelo Espírito de Deus e não eram habitadas por Ele, vejam: "... e o espírito do Senhor possantemente se apossou dele..." (Juízes 15:14). No caso citado, Sansão diante dos inimigos recebia a virtude do Espírito e os vencia, mas Sansão não era habitação do Espírito de Deus. É também o caso de Moisés, Davi, Salomão e os profetas. Eliseu só profetizava quando o tangedor tocava o seu instrumento; "Agora, contudo, trazei-me um harpista. E sucedeu que, enquanto o harpista tocava, veio a mão do Senhor sobre Eliseu" (II Reis 3:15), ou seja, só nesse momento Eliseu era visitado pelo Espírito e trazia a Palavra Profética sobre o povo. É claro que o profeta era um homem de Deus e sempre procurava a direção do Senhor, mas era mais complicado e difícil, pois na velha dispensação as coisas eram feitas na força; "Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos" (Zacarias 4:6).


Foi nesse contexto que o Senhor Jesus Cristo disse que "o menor no Reino dos céus é maior do que ele (João Batista" – Mateus 11:11). Veja primeiro Jesus diz que não havia maior profeta do que João e depois acrescenta que o menor no Reino dos céus (Reino esse que ele estava implantando - Marcos 1:15) seria maior que João, mas por que? É que hoje, na dispensação ou período do Espírito nós não somos mais visitados por Ele, mas somos habitação permanente dele (leiam I Coríntios 3:16). O próprio Senhor disse o seguinte aos seus discípulos: "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros". "... mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em seu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito" (João 14:16-18 e 26). Podemos deduzir logicamente que até aquela época os homens não eram "moradas" do Espírito Santo, mas a partir do dia de pentecostes (Atos 2) isso foi mudado e o Consolador se fez presente de uma maneira mais ativa no planeta Terra. Observem: "Pois João batizou com água, mas dentro de poucos dias vocês serão batizados com o Espírito Santo" (Atos 1:5). "Chegando o dia de pentecostes... Todos ficaram cheios do Espírito Santo..." (Atos 2:1-4). Hoje nós estamos debaixo de um melhor pacto e superiores promessas (Hebreus 8:6), por isso devemos assim viver.


Agora quando um cristão fica correndo atrás de profecias ele está desprezando essa nobre promessa do Senhor, pois o Apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, disse o seguinte: "Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus" (Romanos 8:14). Paulo disse que filho que é filho é guiado pelo Espírito de Deus e não por profecias. O cristão deve entender que Deus quer ter com ele um particular constante em sua vida e não somente um momento dentro da Igreja. E pense bem, se Deus não faz acepção de pessoas (Atos 10:34) por que ele falaria com um irmão determinado e não falaria com você, visto ser a você a mensagem de Deus? Acredito que o motivo central de alguém lhe dirigir uma profecia é porque você não está em contato pleno com Deus, daí fazer-se necessário o Senhor usar alguém para falar com você.

O MELHOR PROFETA COM A MAIS LINDA PROFECIA


O cristão precisa ter em mente que o melhor profeta é a Bíblia sagrada e a melhor profecia é o que nela está escrito. Todo servo do Senhor que ler e estudar a Palavra de Deus com um espírito sincero o Espírito do Senhor lhe revelará a Divina vontade. O nosso conselho é que você tome cuidado com tantas "profetadas" que sai por ai. Há muitos açougueiros ou profetas carnais que mandam o povo fazer filas e começa a dar profecias a um por um. Saibam que isso não é bíblico e fujam das igrejas que tem essa atitude fora dos parâmetros do Novo Testamento e da dispensação do Espírito.


PROFECIA OU INVENÇÃO? 


Não queremos fazer julgamentos descabidos, mas há certas profecias que são parecidas coma as previsões dos astrólogos que na virada do ano fazem previsões vagas. Certas profecias são mais ou menos assim, pois certas coisas são comuns a todas as pessoas. Por exemplo: dor de coluna, dor de cabeça, dor no globo ocular, dor nas juntas, dor no corpo, problemas conjugais, problemas familiares, desemprego, dividas a serem pagas e muitos mais. É lógico que em uma reunião sempre terá alguém com alguns dos problemas acima e ai que começa a picaretage. Certos profetas começam a receber "revelações" de que tem gente naquele recinto com dor na coluna, dor nas costas... E dizem que Deus está revelando. Quando oram pelas pessoas e nada acontece jogam a culpa em cima do ouvinte e argumentam que a cura não ocorreu por falta de fé da pessoa. Assim eles se intitulam profetas, mas não têm nenhuma responsabilidade naquilo que profetizaram se der errado. É meu amigo desse jeito qualquer um é profeta. É claro que Deus revela até dor de cabeça, mas revela para fazer um milagre e não só por revelar. A questão de a pessoa perder depois a benção é outro fato, pois quando Deus o fala, faz. Vejamos como discernir se um profeta e sua profecia são de Deus ou não.


COMO DISCERNIR UM PROFETA E SUA PROFECIA


- PELOS FRUTOS QUE O PROFETA APRESENTA NA SUA VIDA. OBSERVE A SUA MANEIRA DE VIVER - LEIA: S.MT.7:16-18


"Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má dar frutos bons".


- A PROFECIA QUE SAIU DA BOCA DO PROFETA GLORIFICA A CRISTO? SE NÃO GLORIFICAR NÃO PROVEM DELE. LEIA: JO. 16:14 E AP.19:10


"Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará". "... adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia".


- A PROFECIA CONCORDA COM A PALAVRA DE DEUS, POIS TODA PROFECIA ESTARÁ DE ACORDO COM A PALAVRA. LEIA: JO.15:7; IJO.14.


"Se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será feito". " E esta é a confiança que temos nele, que se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve".


- VEJA SE A PROFECIA SE CUMPRIU. LEIA: DT. 18:20-22.


" Mas o profeta que tiver a presunção de falar em meu nome alguma palavra que eu não tenha mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta morrerá. E, se disseres no teu coração: Como conheceremos qual seja a palavra que o Senhor falou? Quando o profeta falar em nome do Senhor e tal palavra não se cumprir, nem suceder assim, esta é a palavra que o Senhor não falou; com presunção a falou o profeta; não o temerás".


- MESMO QUE SE CUMPRA, CUIDADO. MESMO CERTAS, HÁ PROFECIAS QUE NÃO PROVÉM DE DEUS. DT. 13:1-5 - NEM TUDO QUE PARECE BOM E ESPIRITUAL É REALMENTE VERDADEIRO.


" Se levantar no meio de vós profeta, ou sonhador de sonhos, e vos anunciar um sinal ou prodígio, e suceder o sinal ou prodígio de que vos houver falado, e ele disser: Vamos após outros deuses que nunca conhecestes, e sirvamo-los, não ouvireis as palavras daquele profeta, ou daquele sonhador; porquanto o Senhor vosso Deus vos está provando, para saber se amais o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração e de toda a vossa alma. Após o Senhor vosso Deus andareis, e a ele temereis; os seus mandamentos guardareis, e a sua voz ouvireis; a ele servireis, e a ele vos apegareis. E aquele profeta, ou aquele sonhador, morrerá, pois falou rebeldia contra o Senhor vosso Deus, que vos tirou da terra do Egito e vos resgatou da casa da servidão, para vos desviar do caminho em que o Senhor vosso Deus vos ordenou que andásseis; assim exterminareis o mal do meio vós".


- ESTA PROFECIA ESTARÁ PRODUZINDO LIBERDADE OU ESCRAVIDÃO? LEIA: RM.8:15; IITM.1:7:


"Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes com temor, mas recebestes o espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai!" "Porque Deus não nos deu o espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação".


- SAIBA QUE A UNÇÃO DE DEUS TE REVELARÁ SE DEUS LIBEROU A REFERIDA PROFECIA, POR ISSO É IMPORTANTE ESTAR EM COMUNHÃO COM DEUS. IJO.2:20 E 27.


" Ora, vós tendes a unção da parte do Santo, e todos tendes conhecimento". "E quanto a vós, a unção que dele recebestes fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como vos ensinou ela, assim nele permanecei".



Ênfase Exagerada Sobre Dízimos E Ofertas


Gostaria de deixar claro que o dízimo e as ofertas são santos e do Senhor (Ml.3:7-18). Essas contribuições são tiradas em todas as Igrejas que realmente crêem na Palavra de Deus. A Deus é Amor de maneira alguma erra em ensinar isso ao povo, entretanto tudo o que é em demasia foge do propósito e padrão divino (Ec.7:16). Certo pastor disse com razão que: "heresia não é totalmente uma mentira, mas um exagero da verdade". Há, com certeza, fundamentos nessa afirmação fazendo com que nos preocupemos com nossas igrejas e seu nível espiritual. É como nos alimentarmos só com um tipo de comida, por melhor que ela seja, trará prejuízos a nossa saúde, ficaremos sem as vitaminas e proteínas necessárias. Suas reuniões, na maioria das vezes, se resumem na mensagem dos "dízimos e ofertas". Devemos ensinar essas coisas sem se esquecer das demais. Veja o que o Senhor Jesus fala: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas" (Mt.23:23). O Senhor mostra nesse versículo que não basta só pregarmos sobre o dízimo, temos que falar sobre a justiça, sobre a misericórdia e sobre a fé.



CONCLUSÃO


Não temos nada contra a Igreja citada, mas as suas práticas são antibíblicas e precisam ser rebatidas e neste propósito explanamos alguns pontos. Não frisamos, por exemplo, o escândalo dos Filhos do fundador David Miranda, o qual foi exibido em algumas emissoras de TV. Nem comentamos sobre a lavagem de dinheiro que essa denominação está envolvida, pois a justiça já está investigando.


Sugerimos ao leitor que saia desta denominação e procure uma Igreja verdadeiramente Cristã. Que a unção e revelação de Espírito Santo possa lhe ajudar.










ANGLICANISMO PERGUNTAS

PERGUNTAS FEITAS A NÓS, ANGLICANOS TRADICIONALISTAS

Por: Rev. José Kennedy de Freitas, Ph.D.

Pergunta: "Como posso reconhecer um falso mestre/falso profeta?"
Resposta: Jesus nos advertiu que “falsos Cristos e falsos profetas” virão e tentarão enganar até mesmo os eleitos de Deus (Mateus 24:23-27; veja também 2 Pedro 3:3 e Judas 17-18). Para melhor se prevenir contra a falsidade e contra falsos mestres – conheça a verdade. Para detectar uma imitação, estude a coisa verdadeira. Qualquer crente que “maneja bem a palavra da verdade” (II Timóteo 2:15) e que faz um estudo cuidadoso da Bíblia pode indentificar falsa doutrina. Por exemplo, um cristão que leu as atividades do Pai, Filho e Espírito Santo em Mateus 3:16-17 irá imediatamente questionar qualquer doutrina que negue a Trindade. Portanto, o “primeiro passo” é estudar a Bíblia Sagrada e julgar todo ensino de acordo com o que diz a Escritura.

O Senhor Jesus disse “pelo fruto se conhece a árvore” (Mateus 12:33). Ao buscar por “frutos”, aqui estão três testes específicos para aplicar em qualquer mestre para determinar a precisão do seu ensino:
1) O que esse mestre diz sobre o Senhor Jesus? Em Mateus 16:15, Jesus pergunta: “Quem dizeis que eu sou?”. Pedro responde: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”, e por essa resposta Pedro é chamado “bem-aventurado”. Em 2 João 9, lemos: “Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho”. Em outras palavras, Jesus Cristo e a Sua obra de redenção são de maior importância; tome cuidado com qualquer um que nega que Jesus é igual a Deus, desvaloriza a morte de Jesus no nosso lugar ou rejeita a humanidade de Jesus. 1 João 2:22 diz: “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho”.

2) Esse mestre prega o Evangelho? O evangelho é definido como as boas novas concernentes à morte, ao sepultamento e à ressurreição de Jesus de acordo com as escrituras (1 Coríntios 15:1-4). Por mais bonitas que soem, as afirmações “Deus te ama”, “Deus quer que alimentemos os famintos” e “Deus quer que você tenha prosperidade” NÃO são a mensagem completa do evangelho. Como Paulo adverte em Gálatas 1:7: “Há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo”. Ninguém, nem mesmo um grande pregador, tem o direito de mudar a mensagem que Deus nos deu. “Se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema” (Gálatas 1:9).

3) Esse mestre exibe qualidades de caráter que glorificam ao Senhor? Falando de falsos mestres, Judas 11 diz: “Prosseguiram pelo caminho de Caim, e, movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá”. Em outras palavras, um falso mestre pode ser reconhecido pelo seu orgulho (a rejeição dos planos de Deus por parte de Caim), sua ganância (a profecia de Balaão por dinheiro) e rebelião (a auto-promoção de Corá contra Moisés).

Para estudar mais, revise os livros da Bíblia escritos especificamente para combater falsos ensinamentos dentro da igreja: Gálatas, II Pedro, II João e Judas. Freqüentemente é difícil identificar um falso mestre/falso profeta. É disso que se trata um “lobo em pele de cordeiro”. Satanás e seus demônios se mascaram como ministros de justiça (II Coríntios 11:15). Apenas sendo inteiramente familiar com a verdade você será capaz de reconhecer uma imitação.
Pergunta: "Qual é a religião certa para mim?"
Resposta: Os restaurantes de fast food nos seduzem permitindo-nos pedir a nossa comida exatamente como nós a queremos. Algumas cafeterias exibem mais de cem sabores e variedades de café. Mesmo quando compramos casas e carros, nós podemos procurar por um com todas as opções e recursos que desejamos. Não vivemos mais num mundo de chocolate, baunilha e morango. A escolha reina! Você pode encontrar praticamente qualquer coisa de acordo com seus gostos e necessidades pessoais.

Então que tal uma religião que seja certa para você? Que tal uma religião sem culpa, que não exige nada e que não está cheia de faças e não-faças? Está bem aí, bem como eu descrevi, mas a religião é algo a ser escolhido como o seu sabor de sorvete favorito?

Há muitas vozes pedindo a nossa atenção, então por que alguém deveria considerar Jesus acima de, vamos dizer, por exemplo, Buda ou Confúcio, Alan Kardec ou Charles Taze Russell, Ellen G. Withe ou Rev. Moon, Walnice Milhomens ou Renê Terra Nova, ou ainda Joseph Smith? Afinal, todas as estradas não o levam para o Céu? Todas as religiões não são basicamente a mesma coisa? A verdade é que todas as religiões não o levam para o Céu, da mesma forma que nem todas as estradas o levam para Goiânia/GO.

Somente o Senhor Jesus Cristo fala com a autoridade de Deus porque somente o Senhor Jesus derrotou a morte. O outros ícones religiosos estão se decompondo em suas sepulturas até o dia de hoje, mas Jesus, pelo Seu próprio poder, saiu da tumba ao terceiro dia, depois de morrer numa cruel cruz romana. Qualquer um com poder sobre a morte merece ser ouvido.

As provas a favor da ressurreição do Senhor Jesus são irrefutáveis. Primeiro, houve mais de quinhentas testemunhas oculares do Cristo ressuscitado! São muitas testemunhas. Quinhentas vozes não podem ser ignoradas. Há também a questão da tumba vazia; os inimigos de Jesus poderiam simplesmente ter acabado com toda a conversa sobre a ressurreição exibindo o Seu corpo morto e decadente, mas não havia corpo morto para eles exibirem! A tumba estava vazia! Poderiam os discípulos ter roubado o Seu corpo? Dificilmente. Para impedir que isso acontecesse, a tumba de Jesus havia sido fortemente guardada por soldados armados. Considerando que Seus seguidores mais próximos haviam fugido com medo durante a prisão e crucificação de Jesus, é pouco provável que este grupo de pescadores assustados teriam ido corpo-a-corpo contra soldados treinados e profissionais. O simples fato é que a ressurreição de Jesus não pode ser explicada!

Mais uma vez, qualquer um com poder sobre a morte merece ser ouvido. O Senhor Jesus provou o Seu poder sobre a morte, portanto nós devemos ouvir o que Ele diz. Jesus diz ser o único caminho para a salvação (João 14:6). Ele não é um caminho; Jesus não é um de vários caminhos, mas é o caminho.

E este mesmo o Senhor Jesus diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). Este é um mundo duro e a vida é difícil. Muitos de nós estão ensangüentados, arranhados e feridos pelas batalhas. Concorda? Então o que você quer? Restauração ou mera religião? Um Salvador vivo ou um de vários “profetas” mortos? Uma relação com significado ou rituais vazios? Jesus não é uma escolha – Ele é a escolha!

Para nós Anglicanos-Tradicionais, o Senhor Jesus é a “religião” certa se você está procurando por perdão (Atos 10:43). O senhor Jesus é a “religião” certa se você está procurando por uma relação significativa com Deus (João 10:10). O Senhor Jesus é a “religião” certa se você está procurando por uma morada eterna no Céu (João 3:16). Deposite a sua fé em Nosso Senhor Jesus Cristo como seu Salvador – você não vai se arrepender! Confie nele para o perdão dos seus pecados – você não vai se desapontar.

Se você quer ter uma “relação correta” com Deus, aqui está uma simples oração. Lembre-se que fazer esta oração ou qualquer outra não irá salvá-lo. Somente confiando em Cristo você pode ser salvo de seu pecado! Esta oração é simplesmente uma forma de expressar a Deus a sua fé Nele e agradecer a Ele por prover a sua salvação. “Deus, sei que pequei contra Ti e mereço punição. Mas Jesus Cristo tomou a punição que eu mereço para que através da fé Nele eu pudesse ser perdoado. Com a Tua ajuda, eu me volto contra os meus pecados e deposito a minha confiança em Ti para salvação. Obrigado pela Tua maravilhosa graça e perdão – o dom da vida eterna! Amém!”

Pergunta: "Quem são as Testemunhas de Jeová e no que acreditam?"
Resposta: O movimento religioso conhecido hoje em dia como as Testemunhas de Jeová iniciou no estado americano da Pensilvânia em 1870, como uma escola bíblica iniciada por Charles Taze Russell. Charles Taze Russell nomeou seu grupo de “Estudos Bíblicos Aurora do Milênio”. Charles Taze Russell começou a escrever uma série de livros chamada “Autora do Milênio”, que se estendeu por seis volumes antes da sua morte e que continha grande parte da teologia agora seguida pelas Testemunhas de Jeová. Após a morte de Russell em 1916, Judge J. F. Rutherford, amigo e sucessor de Charles Taze Russell, escreveu o sétimo e último volume da série “Aurora do Milênio”, “O Mistério Consumado”, em 1917. A Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados foi fundada em 1886 e rapidamente tornou-se o veículo através do qual o movimento “Aurora do Milênio” passou a distribuir suas visões aos outros. O grupo era conhecido como os “russellitas” até 1931 quando, devido a uma divisão na organização, esta foi renomeada “Testemunhas de Jeová”. O grupo da qual se separou ficou conhecido como “Estudantes Internacionais da Bíblia”.

No que as Testemunhas de Jeová acreditam? Uma análise minuciosa da sua posição doutrinária em assuntos como a divindade do Senhor Jesus, a Salvação, a Trindade, o Espírito Santo, a Expiação, etc., mostra que eles não guardam posições cristãs ortodoxas nesses assuntos. As Testemunhas de Jeová acreditam que Jesus é o arcanjo Miguel, o mais alto ser criado. Isto contradiz diversas Escrituras que claramente dizem que Jesus é Deus (João 1:1,14; 8:58; 10:30). As Testemunhas de Jeová acreditam que a salvação é obtida com uma combinação de fé, boas obras e obediência. Isto contradiz inúmeras Escrituras que declaram que a salvação é recebida pela fé (João 3:16; Efésios 2:8-9; Tito 3:5). As Testemunhas de Jeová rejeitam a Trindade, acreditando que Jesus é um ser criado e que o Espírito Santo é essencialmente o poder de Deus. As Testemunhas de Jeová rejeitam o conceito da morte de Cristo em substituição à nossa e ao invés seguem a teoria do resgate, que diz que a morte de Jesus foi o pagamento pelo pecado de Adão.

Como as Testemunhas de Jeová justificam estas doutrinas não-bíblicas? (1) Eles afirmam que a igreja, ao longo dos séculos, corrompeu a Bíblia, e (2) Eles retraduziram a Bíblia no que eles chamam de Tradução do Novo Mundo. A Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados alterou o texto bíblico para fazê-lo se adequar à sua falsa doutrina – ao invés de basear a sua doutrina no que a Bíblia ensina. A Tradução do Novo Mundo já teve numerosas edições, dado que as Testemunhas de Jeová descobrem mais e mais Escrituras que contradizem os seus ensinamentos.

As Testemunhas de Jeová prontamente se mostram como um movimento que é apenas fracamente baseado nas Escrituras. A Torre de Vigia baseia suas crenças e doutrinas nos ensinamentos originais e expandidos de Charles Taze Russell, Jeudge Joseph Franklin Rutherford e seus sucessores. O Corpo Governante da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados é o único corpo no movimento religioso que afirma ter autoridade para interpretar as Escrituras. Em outras palavras, o que o Corpo Governante diz com relação a qualquer passagem nas Escrituras é visto como a palavra final e pensar de forma independente é fortemente desencorajado. Isto está em oposição direta à admoestação de Paulo a Timóteo (e também a nós) para estudar e se apresentar aprovado a Deus, como obreiro que não tem do que se envergonhar, corretamente manejando a Palavra de Deus. Esta admoestação, encontrada em 2 Timóteo 2:15, é a clara instrução de Deus para cada um de Seus filhos no Corpo de Cristo para serem como os cristãos de Beréia e buscarem nas Escrituras diariamente se aquilo que está sendo ensinado está de acordo com o que a Palavra tem a dizer sobre o assunto.

As Testemunhas de Jeová devem ser reconhecidas pelos seus “esforços de evangelização”. Provavelmente não há outro grupo religioso que seja mais fiel que as Testemunhas de Jeová em propagar a sua mensagem. Infelizmente, a mensagem está cheia de distorções, enganações e falsa doutrina. Que Deus abra os olhos das Testemunhas de Jeová para a verdade do Evangelho e para o verdadeiro ensinamento da Palavra de Deus. Portanto, aconselhamos a você tomar o maximo de cuidado, a não receber em sua casa nenhuma Testemunha de Jeová para supostos "estudos" bíblicos.

Pergunta: "O Mormonismo é uma seita? No que os Mórmons acreditam?"
Resposta: A religião Mórmon foi fundada há menos de duzentos anos atrás por um homem chamado Joseph Smith Jr.. Ele afirmava ter recebido uma visita pessoal do Deus Pai e de Jesus Cristo e disse que todas as igrejas e os seus credos eram uma abominação. Joseph Smith Jr. passou a tentar impor uma nova religião que afirma ser a “única verdadeira igreja na terra”. O problema com o Mormonismo é que ele contradiz, modifica e expande a Bíblia. Os cristãos não têm razão para acreditar que a Bíblia não é verdadeira e adequada. Acreditar e confiar verdadeiramente em Deus significa acreditar na Sua Palavra. E toda Escritura é inspirada por Deus, o que significa que ela vem Dele (2 Timóteo 3:16).

Os mórmons acreditam que existem de fato quatro fontes de palavras divinamente inspiradas, ao invés de apenas uma. 1) A Bíblia “enquanto traduzida corretamente”. Versículos que estão incorretamente traduzidos nem sempre são claros. 2) O Livro de Mórmon foi “traduzido” por Smith e publicado em 1830. Smith afirmou que este é o “livro mais correto” da terra, e que uma pessoa poderia chegar mais próximo de Deus seguindo seus preceitos “do que através de qualquer outro livro”. 3) “Doutrinas e Alianças” é considerado escritura pelos Mórmons, contendo uma série de revelações modernas referentes à “Igreja de Cristo como ela foi restaurada”. 4) “Pérola de Grande Valor” é considerado pelos Mórmons por “clarificar” doutrinas e ensinamentos que foram perdidos da Bíblia e adiciona a sua própria informação sobre a criação do mundo.

Os mórmons acreditam no seguinte sobre Deus: que Ele nem sempre foi o Ser Supremo do universo, mas atingiu este estado através de uma vida justa e por esforço persistente. Eles acreditam que o Deus Pai tem um “corpo de carne e ossos tangível como o do homem”. Apesar de deixado de lado pelos líderes mórmons modernos, Brigham Young ensinava que Adão na verdade era Deus e o pai de Jesus Cristo. Os cristãos sabem o seguinte a respeito de Deus: existe apenas um único e verdadeiro Deus (Deuteronômio 6:4, Isaías 43:10, 44:6-8), Ele sempre existiu e sempre irá existir (Deuteronômio 33:27, Salmos 90:2, 1 Timóteo 1:17) e que Ele não foi criado, mas é o Criador (Gênesis capítulo 1, Salmos 24:1, Isaías 37:16). Ele é perfeito e ninguém mais é igual a Ele (Salmos 86:8, Isaías 40:25). Deus Pai não é um homem, e jamais o foi (Números 23:19, 1 Samuel 15:29, Oséias 11:9). Ele é Espírito (João 4:24), e Espírito não é feito de carne e osso (Lucas 24:39).

Os mórmons acreditam que existem três diferentes níveis ou reinos após a vida: o Reino Celestial, o Reino Terrestre e o Reino Telestial, além da escuridão exterior. Aonde os homens irão parar depende do que eles acreditam e fazem nesta vida mortal. A Bíblia nos diz que após a morte, nós iremos para o Céu ou para o inferno dependendo do fato de nós termos acreditado em Jesus ou não. Estar ausentes dos nossos corpos como crentes significa que estamos com o Senhor (2 Coríntios 5:6-8). Incrédulos são mandados para o inferno, ou o lugar dos mortos (Lucas 16:22-23). Quando Jesus vier pela segunda vez, nós iremos receber novos corpos (1 Coríntios 15:50-54). Haverá um Novo Céu e uma Nova Terra para os crentes (Apocalipse 21:1), e os incrédulos serão jogados em um lago de fogo eterno (Apocalipse 20:11-15). Não há segunda chance para redenção após a morte (Hebreus 9:27).

Os líderes mórmons ensinaram que a encarnação de Jesus foi resultado de uma relação física entre Deus Pai e Maria. Eles acreditam que Jesus é um Deus, mas que qualquer humano pode se tornar um deus. Historicamente os cristãos ensinaram que Deus é Triúno e que Ele existe eternamente como Pai, Filho e Espírito Santo (Mateus 28:19). Ninguém pode atingir o status de Deus, apenas Ele é santo (1 Samuel 2:2). Nós apenas podemos ser feitos santos à vista de Deus através da fé Nele (1 Coríntios 1:2). Jesus é o filho unigênito de Deus (João 3:16) e é o único que já viveu uma vida sem pecado e sem culpa, e que agora tem o lugar mais alto de honra no Céu (Hebreus 7:26). Jesus e Deus são um em essência, sendo Jesus o Único que existia antes do nascimento físico (João 1:1-18, 8:56). Jesus entregou a Si mesmo como sacrifício, e Deus o levantou dentre os mortos, e um dia todos irão confessar que Jesus Cristo é o Senhor (Filipenses 2:6-11). Jesus nos diz que é impossível chegarmos ao Céu pelas nossas próprias obras, e que apenas através da fé Nele isso é possível (Mateus 19:26). E muitos não irão optar por Ele. “Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela)” (Mateus 7:13). Nós todos merecemos punição eterna pelos nossos pecados, mas o infinito amor e a infinita graça de Deus nos permitem uma saída. “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6:23).

Claramente há uma única maneira de receber a salvação: conhecendo a Deus e Seu Filho, Jesus (João 17:3). Não é através de obras, mas de fé (Romanos 1:17, 3:28). Quando temos esta fé, automaticamente somos obedientes às leis de Deus e somos batizados por amor a Ele, mas não porque é um requisito para a salvação. Podemos receber este dom não importando quem somos ou o que fizemos (Romanos 3:22). “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”. (Atos 4:12). Apesar de os mórmons serem normalmente amigáveis, amorosos e gentis – eles estão envolvidos em uma falsa religião que distorce a natureza de Deus, a Pessoa de Jesus Cristo e os meios para a salvação.

Pergunta: "Os cristãos devem ser tolerantes com as crenças dos outros?"
Resposta: Na nossa era de “tolerância”, o relativismo moral é tido como a virtude suprema. Toda filosofia, idéia e sistema de fé tem igual mérito, diz o relativista, e é merecedor de igual respeito. Aqueles que favorecem um sistema de fé sobre outro ou – ainda pior – afirmam ter conhecimento sobre a verdade absoluta são considerados cabeças-fechadas, não-iluminados, ou mesmo fanáticos.

É claro, diferentes religiões fazem afirmações mutuamente exclusivas, e o relativista é incapaz de conciliar logicamente contradições discrepantes. Por exemplo, a Bíblia afirma que “aos homens está ordenado morrerem uma só vez” (Hebreus 9:27), enquanto algumas religiões orientais ensinam a reencarnação. Então, nós morremos uma única vez, ou várias? Ambos os ensinamentos não podem ser verdadeiros. O relativista redefine essencialmente a verdade para criar um mundo paradoxal onde múltiplas e contraditórias “verdades” podem co-existir.

O Senhor Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6). Um cristão aceita a Verdade, não apenas como conceito, mas como uma Pessoa. Esta compreensão da verdade separa o cristão da tão chamada “mentalidade aberta” do hoje em dia.

O cristão reconhece publicamente que o Senhor Jesus ressuscitou dos mortos (Romanos 10:9-10). Se ele realmente acredita na Ressurreição, como ele pode ter a “mente aberta” em relação à afirmativa de um incrédulo que Jesus nunca se levantou de novo? Seria uma traição contra Deus um cristão negar o claro ensinamento da Palavra de Deus.

Note que nós citamos os fundamentos da fé nos nossos exemplos até agora. Algumas coisas (como a ressurreição corporal de Cristo) não são negociáveis. Outras coisas podem ficar abertas ao debate, como quem escreveu o livro de Hebreus, a natureza do “espinho na carne” de Paulo e o número de anjos que podem ficar em pé sobre a cabeça de um alfinete. Nós devemos evitar o envolvimento em discussões acerca de assuntos secundários (2 Timóteo 2:23; Tito 3:9).

Mesmo ao disputar/dialogar sobre doutrinas proeminentes, um cristão deve exercer cautela e demonstrar respeito. Uma coisa é discordar de uma posição; outra é degradar uma pessoa. Nós devemos nos ater à Verdade mostrando compaixão para com aqueles que questionam a Verdade. Como Jesus, devemos ser cheios tanto de graça quanto de verdade (João 1:14).

Pedro apresenta um bom balanço entre ter a verdade e ter humildade: “Estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor” (1 Pedro 3:15).

Pergunta: "Por que existem tantas religiões? Todas as religiões levam a Deus?"
Resposta: A existência de tantas religiões e a afirmação de que todas as religiões levam a Deus com certeza confundem muitas pessoas que estão sinceramente procurando pela verdade sobre Deus. O resultado final acaba sendo que essa pessoa acaba sendo derrotada pelo desafio de realmente alcançar verdade absoluta no assunto. Ou então acabam adotando a posição universalista de que todas as religiões levam a Deus. Naturalmente, céticos apotam para a existência de muitas religiões como prova de que não se pode conhecer a Deus ou então que Ele não existe.

Romanos 1:19-21 contém a explicação bíblica para a existência de tantas religiões: “Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu”. O significado dessas passagens bíblicas é bem claro. Todo ser humano vê e conhece a verdade sobre Deus, pois Deus fez com que fosse assim. Ao invés de aceitar a verdade sobre Deus e se submeter a ela, a maioria dos seres humanos a rejeitam e procuram a sua própria forma de compreender a Deus. No entanto, isso não o leva a esclarecimento sobre Deus, mas à futilidade de raciocínio. É aqui que encontramos a explicação para ‘tantas religiões”.

Muitas pessoas não querem acreditar em um Deus que exige retidão e moralidade, por isso acabam inventando um Deus que não tem essas exigências. Muitas pessoas não querem acreditar em um Deus que declara ser impossível merecer ir ao céu através de boas obras. Por isso eles inventam um Deus que permite que certas pessoas entrem no céu se elas seguirem certos passos, seguirem certas regras e/ou obedecerem certas leis, pelo menos da melhor forma possível. Muitas pessoas não querem um relacionamento com um Deus que é soberano e onipotente. Por isso imaginam Deus como sendo uma força mística, ao invés de uma autoridade pessoal e soberana.

A existência de tantas religiões não é um argumento contra a própria existência de Deus ou um argumento de que a verdade sobre Deus não é clara. Ao contrário, a existência de tantas religiões é a demonstração da rejeição da humanidade do Deus verdadeiro e da Sua substituição por deuses que agradam seus seguidores. “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna”. (Gálatas 6:7-8).

Todas as religiões levam a Deus? Sim! Todas com exceção de apenas uma leva ao Seu julgamento, e apenas uma leva ao Seu perdão e vida eterna – Cristianismo. Qualquer que seja a religião aderida, todos nós encontraremos a Deus depois da morte (Hebreus 9:27). Todas as religiões levam a Deus, mas apenas uma religião vai resultar em Deus nos aceitando, porque apenas através de Seu plano divino de salvação através de Jesus Cristo alguém pode se aproximar Dele com confiança. A decisão de aceitar a verdade sobre Deus é muito importante por um simples motivo: a eternidade é muito longa para estarmos errados. Por isso pensar sobre Deus da forma correta é de grande importância. Essa é nossa forma Anglo-tradicional de pensar!

Obs: Rev. José Kennedy de Freitas é professor, licenciado em Filosofia e graduado em Teologia, possui mestrado e Doutorado em Teologia. É Sacerdote Anglicano.

MANCHETE

A alma Católica dos Evangélicos no Brasil - Augustus Nicodemus


Os evangélicos no Brasil nunca conseguiram se livrar totalmente da influência do Catolicismo Romano. Por séculos, o Catolicismo formou a mentalidade brasileira, a sua maneira de ver o mundo (“cosmovisão”). O crescimento do número de evangélicos no Brasil é cada vez maior – segundo o IBGE, seremos 40 milhões neste ano de 2006 – mas há várias evidências de que boa parte dos evangélicos não tem conseguido se livrar da herança católica. É um fato que a conversão verdadeira (arrependimento e fé) implica uma mudança espiritual e moral, mas não significa necessariamente uma mudança na maneira como a pessoa vê o mundo. Alguém pode ter sido regenerado pelo Espírito e ainda continuar, por um tempo, a enxergar as coisas com os pressupostos antigos. É o caso dos crentes de Corinto por exemplo. Alguns deles haviam sido impuros, idólatras, adúlteros, efeminados, sodomitas, ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes e roubadores. Todavia, haviam sido lavados, santificados e justificados “em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Co 6.9-11), sem que isso significasse que uma mudança completa de mentalidade houvesse ocorrido com eles.
Na primeira carta que lhes escreve, Paulo revela duas áreas em que eles continuavam a agir como pagãos: na maneira grega dicotômica de ver o mundo dividido em matéria e espírito (que dificultava a aceitação entre eles das relações sexuais no casamento e a ressurreição física dos mortos – capítulos 7 e 15) e o culto à personalidade mantido para com os filósofos gregos (que logo os levou a formar partidos na igreja em torno de Paulo, Pedro, Apolo e mesmo o próprio Cristo – capítulos 1 a 4). Eles eram cristãos, mas com a alma grega pagã. Da mesma forma, creio que grande parte dos evangélicos no Brasil tem a alma católica. Antes de passar às argumentações, preciso esclarecer um ponto. Todas as tendências que eu identifico entre os evangélicos como sendo herança católica, no fundo, antes de serem católicas, são realmente tendências da nossa natureza humana decaída, corrompida e manchada pelo pecado, que se manifestam em todos os lugares, em todos os sistemas e não somente no Catolicismo. Como disse o reformado R. Hooykas, famoso historiador da ciência, “no fundo, somos todos romanos” (Philosophia Liberta, 1957). Todavia, alguns sistemas são mais vulneráveis a essas tendências e as absorveram mais que outros, como penso que é o caso com o Catolicismo no Brasil. E que tendências são essas?

1) O gosto por bispos e apóstolos – Na Igreja Católica, o sistema papal impõe a autoridade de um único homem sobre todo o povo. A distinção entre clérigos (padres, bispos, cardeais e o papa) e leigos (o povo comum) coloca os sacerdotes católicos em um nível acima das pessoas normais, como se fossem revestidos de uma autoridade, um carisma, uma espiritualidade inacessível, que provoca a admiração e o espanto da gente comum, infundindo respeito e veneração. Há um gosto na alma brasileira por bispos, catedrais, pompas, rituais. Só assim consigo entender a aceitação generalizada por parte dos próprios evangélicos de bispos e apóstolos autonomeados, mesmo após Lutero ter rasgado a bula papal que o excomungava e queimá-la na fogueira. A doutrina reformada do sacerdócio universal dos crentes e a abolição da distinção entre clérigos e leigos ainda não permearam a cosmovisão dos evangélicos no Brasil, com poucas exceções.

2) A idéia de que pastores são mediadores entre Deus e os homens – No Catolicismo, a Igreja é mediadora entre Deus e os homens e transmite a graça divina mediante os sacramentos, as indulgências, as orações. Os sacerdotes católicos são vistos como aqueles através de quem essa graça é concedida, pois são eles que, com as suas palavras, transformam, na Missa, o pão e o vinho no corpo e no sangue de Cristo; que aplicam a água benta no batismo para remissão de pecados; que ouvem a confissão do povo e pronunciam o perdão de pecados. Essa mentalidade de mediação humana passou para os evangélicos, com poucas mudanças. Até nas igrejas chamadas históricas, os crentes brasileiros agem como se a oração do pastor fosse mais poderosa do que a deles e como se os pastores funcionassem como mediadores entre eles e os favores divinos. Esse ranço do Catolicismo vem sendo cada vez mais explorado por setores neopentecostais do evangelicalismo, a julgar por práticas já assimiladas como “a oração dos 318 homens de Deus”, “a prece poderosa do bispo tal”, “a oração da irmã fulana, que é profetisa”, etc.

3) O misticismo supersticioso no apego a objetos sagrados – O Catolicismo no Brasil, por sua vez influenciado pelas religiões afro-brasileiras, semeou misticismo e superstição durante séculos na alma brasileira: milagres de santos, uso de relíquias, aparições de Cristo e de Maria, objetos ungidos e santificados, água benta, entre outros. Hoje, há um crescimento espantoso, entre setores evangélicos, do uso de copo d’água, rosa ungida, sal grosso, pulseiras abençoadas, pentes santos do kit de beleza da rainha Ester, peças de roupa de entes queridos, oração no monte, no vale; óleos de oliveiras de Jerusalém, água do Jordão, sal do Vale do Sal, trombetas de Gideão (distribuídas em profusão), o cajado de Moisés... é infindável e sem limites a imaginação dos líderes e a credulidade do povo. Esse fenômeno só pode ser explicado, ao meu ver, por um gosto intrínseco pelo misticismo impresso na alma católica dos evangélicos.

4) A separação entre sagrado e profano – No centro do pensamento católico existe a distinção entre natureza e graça, idealizada e defendida por Tomás de Aquino, um dos mais importantes teólogos da Igreja Católica. Na prática, isso significou a aceitação de duas realidades coexistentes, antagônicas e freqüentemente irreconciliáveis: o sagrado, substanciado na Santa Igreja, e o profano, que é tudo o mais no mundo lá fora. Os brasileiros aprenderam durante séculos a não misturar as coisas: sagrado é aquilo que a gente vai fazer na Igreja: assistir Missa e se confessar. O profano – meu trabalho, meus estudos, as ciências – permanece intocado pelos pressupostos cristãos, separado de forma estanque. É a mesma atitude dos evangélicos. Faltanos uma mentalidade que integre a fé às demais áreas da vida, conforme a visão bíblica de que tudo é sagrado. Por exemplo, na área da educação, temos por séculos deixado que a mentalidade humanista secularizada, permeada de pressupostos anticristãos, eduque os nossos filhos, do ensino fundamental até o superior, com algumas exceções. Em outros países, os evangélicos têm tido mais sucesso em manter instituições de ensino que, além de serem tão competentes como as outras, oferecem uma visão de mundo, de ciência, de tecnologia e da história oriunda de pressupostos cristãos. Numa cultura permeada pela idéia de que o sagrado e o profano, a religião e o mundo, são dois reinos distintos e freqüentemente antagônicos, não há como uma visão integral surgir e prevalecer, a não ser por uma profunda reforma de mentalidade entre os evangélicos.

5) Somente pecados sexuais são realmente graves – A distinção entre pecados mortais e veniais feita pelo catolicismo romano vem permeando a ética brasileira há séculos. Segundo essa distinção, pecados considerados mortais privam a alma da graça salvadora e a condenam ao inferno, enquanto que os veniais, como o nome já indica, são mais leves e merecem somente castigos temporais. A nossa cultura se encarregou de preencher as listas dos mortais e dos veniais. Dessa forma, enquanto se pode aceitar a “mentirinha”, o jeitinho, o tirar vantagem, a maledicência, etc., o adultério se tornou imperdoável. Lula foi reeleito cercado de acusações de corrupção. Mas, se tivesse ocorrido uma denúncia de escândalo sexual, tenho dúvidas de que teria sido reeleito ou de que teria sido reeleito por uma margem tão grande. Nas igrejas evangélicas – onde se sabe pela Bíblia que todo pecado é odioso e que quem guarda toda a lei de Deus e quebra um só mandamento é culpado de todos – é raro que alguém seja disciplinado, corrigido, admoestado, destituído ou despojado por pecados como mentira, preguiça, orgulho, vaidade, maledicência, entre outros. As disciplinas eclesiásticas acontecem via de regra por pecados de natureza sexual, como adultério, prostituição, fornicação, adição à pornografia, homossexualismo, etc., embora até mesmo esses estão sendo cada vez mais aceitáveis aos olhos evangélicos. Mais um resquício de catolicismo na alma dos evangélicos?

O que é mais surpreendente é que os evangélicos no Brasil estão entre os mais anticatólicos do mundo. Só para ilustrar (e sem entrar no mérito dessa polêmica), o Brasil é um dos países onde convertidos do catolicismo são rebatizados nas igrejas evangélicas. O anticatolicismo brasileiro, todavia, se concentrou apenas na questão das imagens e de Maria e em questões éticas como não fumar, não beber e não dançar. Não foi e não é profundo o suficiente para fazer uma crítica mais completa de outros pontos que, por anos, vêm moldando a mentalidade do brasileiro, como mencionei acima. Além de uma conversão dos ídolos e de Maria a Cristo, os brasileiros evangélicos precisam de conversão na mentalidade, na maneira de ver o mundo. Temos de trazer cativo a Cristo todo pensamento, e não somente os nossos pecados. Nossa cosmovisão precisa também de conversão (2 Co 10.4-5).

Quando vejo o retorno de grandes massas ditas evangélicas às práticas medievais católicas de usar no culto a Deus objetos ungidos e consagrados, procurando para si bispos e apóstolos, imersas em práticas supersticiosas, me pergunto se, ao final das contas, o neopentecostalismo brasileiro não é, na verdade, um filho da Igreja Católica medieval, uma forma de neocatolicismo tardio que surge e cresce em nosso país, onde até os evangélicos têm alma católica.

Fonte: Editora Fiel

Neide Rodrigues disse...
É isso mesmo. Eu vejo o cristianismo brasileiro como uma mistura tosca de Sardes com Tiatira. Vemos as boas e más características dessas duas igrejas do apocalípse claramente demonstradas em todo povo cristão,tanto católico como protestante. Na verdade quando saímos do catolicismo, perdemos o pouco que deveria ser preservado para continuidade da obra e na jactância vã sem perceber, perdemos vida. Podemos afirmar a grosso modo que a grande massa cristã, é constituída por legítimos representantes dos cristãos caídos e repreendidos por Jesus em suas cartas. Arrependimento nos fará bem...Quem sabe alguns chegarão à condição de Filadélfia?