quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

SUCESSÃO DOS APÓSTOLOS ENTRE OS ANGLICANOS


SUCESSÃO DOS APÓSTOLOS ENTRE OS ANGLICANOS
De: João Carlos de Almeida Júnior
Enviada em: Sábado, 16 de novembro de 2011
Localidade: Japeri – Estado do Rio de Janeiro
          Religião: Católico Apostólico Romano
          Idade: 46 anos
Escolaridade: Tenetente Fuzileiro Naval – Marinha do Brasil
Caro Rev. Dr. José Kennedy de Freitas, Salve Maria.
Gostaria, mais uma vez, de agradecer sua respostas às minhas dúvidas.
Li o artigo sobre as ORIGENS DA IGREJA ANGLICANA, do qual gostei muito, mas me pairou dúvida sobre um item do artigo.
O senhor afirmou que "A Santa Sé, ainda no tempo de Leão XIII, declarou oficialmente que os anglicanos não têm sucessão apostólica. Isto significa que a Igreja Católica não reconhece que os chamados Bispos anglicanos tenham sido validamente sagrados."
Poderia me repassar algum documento (ou trechos do mesmo) que cite mais especificamente por que a Igreja Anglicana não tem reconhecida a Sucessão Apostólica? Pois até onde sei, apesar de as Igrejas Ortodoxas serem separadas de Roma e administrarem ilicitamente os sacramentos, o Vaticano reconhece a Sucessão Apostólica nas Igrejas Ortodoxas, ao contrário, portanto, das Igrejas Anglicanas. Por quê?
Mais uma vez agradeço sua disposição, certo de que me responderá o mais breve possível.
João Carlos Almeida Júnior
Resposta Anglicana
Prezado amigo e irmão em Cristo Jesus,
João Carlos Almeida Júnior
Sem a pretensão de esgotar o assunto, recomendamos a leitura dos três documentos a seguir, que explicam a nulidade das Ordenações Sacerdotais entre os Anglicanos:
1. A exposição do problema na Enciclopédia Católica, que você encontra em: http://www.newadvent.org/cathen/01644a.htm; Está em inglês, resumo então os pontos principais: o Papa Leão XIII convocou um grupo de estudos para analisar o problema das ordenações sacerdotais na Inglaterra, e do estudo, submetido depois à análise dos cardeais, resultou a Bula Apostolicae Curae, que declarou nulas as Ordenações Anglicanas, e portanto a perda do caráter Apostólico por essa Seita Protestante quando de sua separação de Roma. Separação, aliás, pelo motivo futilíssimo, pelo absurdo orgulho do rei Henrique VIII, por separar-se da esposa legítima e "casar-se" uma segunda vez. "Casou-se" mais seis vezes, é claro.
Os motivos são extrínsecos e intrínsecos:
Extrínsecos: desde o século XVI, a Igreja mandava reiteradamente ordenar incondicionalmente os Padres (Presbíteros) Anglicanos convertidos ao Catolicismo; como a ordem é um sacramento que imprime caráter, não pode ser ministrado uma segunda vez. Portanto, essa atitude reiterada da Igreja mostra que sempre se considerou a ordem nula no Anglicanismo;
Intrínsecos: no dizer do Papa Clemente XI (em 1704), o sacramento era conferido com "defeito de forma e intenção"; a fórmula de Eduardo VI usada para a Ordenação Anglicana, criada em 1552 e chamada "Edwardine Ordinal" era imperfeita. Mesmo os Anglicanos reconheceram isso, e a modificaram mais de 100 anos depois, tendo acrescentado as palavras "para o ofício e função de padre" que não constavam no original.
Como a forma do sacramento e mesmo a intenção não eram aquelas prescritas pela Igreja tais como ensinadas por Nosso Senhor, o Papa Leão XIII declarou de forma definitiva que não há mais Sucessão Apostólica entre os Anglicanos, tanto dos Padres quanto dos Bispos.
2. A Bula do Papa Leão XIII, Apostolicae Curae, que é a doutrina oficial da Igreja sobre o assunto; pode ser encontrada em http://www.newadvent.org/docs/le13ac.htm;
3. O comentário do Cardeal Ratzinger (Hoje o Papa Bento XVI)ao Motu Proprio Ad Tuendam Fidem, quando era prefeito da Congregação para Doutrina da Fé afirma que a doutrina contida na Bula Apostolicae Curae pertence à categoria das verdades que devem ser professadas pelos fiéis Católicos Romanos como "propostas para a Igreja de modo definitivo", e não podem ser colocadas em dúvida por nenhum católico; esse comentário explica porque o Papa João Paulo II acrescentou (em 1998) no Código de Direito Canônico uma Condenação Especial aos Teólogos que divergem de Doutrinas com tal caráter.
Você encontra o comentário "SIN PROFESION DE FE EL CRISTIANISMO SE DESMORONA" em:
http://198.62.75.1/www1/maracaibo/cardenal_ratzinger_para%20defender%20la%20fe.htm

Já os Ortodoxos mantiveram a forma e a intenção da Igreja ao ministrar o sacramento da ordem. Portanto, embora ilicitamente, os Sacerdotes Ortodoxos são validamente ordenados, ao contrário dos Anglicanos.
Não se deve esquecer, porém, que os Ortodoxos são cismáticos e hereges, e não se pode pretender a salvação na Igreja Ortodoxa, pois fora da Igreja Católica Apostólica Romana não há salvação.
(http://www.montfort.org.br/veritas/foradaigreja.html) e
(http://www.montfort.org.br/veritas/batismodedesejo.html).
Esperando tê-lo esclarecido suas dúvidas, despedimos-nos atenciosamente em Cristo Jesus nosso Senhor e Único Salvador

Rev. Dr. José Kennedy de Freitas – Ph.D – Bispo Eleito

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

PARA REFLEXÃO III






Vivendo nas Alturas



O caminho da Águia é no céu (Pv 30.19). Ela não foi cri­ada para viver se arrastando nos vales da vida e nas depres­sões da terra. Deus a criou para as alturas. Com base neste fato, queremos destacar três lições da mais alta importância para a sua reflexão:



I - A Águia Voa Alto.



A Águia tem vocação para as alturas. Ela é a rainha do espaço, a campeã dos vôos altaneiros. Ela galga as alturas excelsas com suas possantes asas e voa com segurança e pro­digiosa desenvoltura sobre o pico dos mais altos mon­tes. Ela não é como o inhambu que vive tomando tiro na asa, presa fácil dos caçadores, porque só voa baixo.



Há muitas pessoas que vivem também num plano muito inferior, voando baixo demais, sofrendo ataque de todos os lados, porque não saem das zonas de perigo, vivem pisando em terreno minado, vivem com os pés no território do adver­sário. Por isso, constantemente estão feridas, machucadas, porque não alçaram vôo um pouco mais para cima.



Há cristãos que vivem arraigados no mundo, estão na Igreja, mas não se libertaram do mundo. São cristãos que se conformam com o presente século. Adaptam-se aos esque­mas e valores do mundo, seguem o curso do mundo e são amigos do mundo. São pessoas de coração dividido, que querem servir a Deus, mas não estão dispostas a renunciar o mundo. Amam os prazeres do mundo, vivem para agra­dar os ditames da carne e satisfazer seus desejos imediatos.



Como é triste perceber que muitos cristãos têm sido se­duzidos pelasatrações e prazeres efêmeros do mundo! Como Esaú, vendem o seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas. Trocam a paz de uma consciência pura por um momento de prazer. Trocam a alegria da salvação por um minuto de pecado.



Há cristãos, hoje, que estão em amargura de espírito, no laço do passarinheiro, debaixo de opróbrio e vergonha, por­que brincaram com a graça de Deus, foram profanos e zom­baram do pecado. A Bíblia Sagrada diz que quem zomba do pecado é louco (Pv 14.9).



Sansão era um homem consagrado a Deus. Era um nazireu. Como tal não podia tocar em cadáver, beber vinho nem cortar o cabelo (Nm 6.1-4).

Estes eram os seus votos de consagração ao Senhor. Sansão cresceu num lar piedoso. Seus pais andavam com Deus. Ele era um jovem forte, poderoso, muitas vezes possuído e usado pelo Espírito Santo. Mas Sansão não perseverou na santidade, Ele brincou com o pe­cado.



Ele não levou Deus a sério. Ele fez pouco caso de seus votos de consagração. Por isso, foi afrouxando seus com­promissos, foi transigindo com o pecado, foi anestesiando sua consciência, foi caminhando em direção ao abismo, foi descendo para os lugares baixos e tenebrosos, afogando sua alma no lodaçal pestilento da desobediência. Sansão que­brou o seu primeiro voto de consagração ao procurar mel na caveira de um leão morto (Jz. 14.8 e9).



Há muitos cristãos, hoje, também, procurando doçura e prazer no pecado. Sansão quebrou seu segundo voto de consagração ao dar um banquete de sete dias, regado a vinho, para seguir a moda dos jovens de sua época (Jz 14.10). Sansão caiu quando quis seguir a moda. Sansão não teve coragem para ser diferente. Ele cedeu à pressão do grupo.



Ele tor­nou-se massa de manobra. Em vez de influenciar, foi influ­enciado. O povo de Deus precisa ter fibra. O cristianismo não serve para gente covarde (Ap 21.8). Não vivemos para agradar a homens (Gl 1.10). Há muitos pais cristãos que ao celebrarem a festa dos 15 anos de suas filhas ou as bodas de casamento, regam a festa com cerveja e wisky, porque têm medo de quebrar as etiquetas sociais. Não têm mente de Cristo.



 Vivem não pelas leis do céu, mas pelas imposições do mundo. Sansão quebrou o seu terceiro voto de consagração, de­pois de macular sua honra, deitando-se com uma prostituta em Gaza (Jz 16.1).



Dali saiu e deitou no colo de uma mulher ímpia e traidora. Sansão era um gigante. Sua força era descomunal, colossal, hercúlea. Sozinho vencia exércitos. Ninguém podia subjugá-lo. Ele era invencível. Mas o peca­do o derrubou. Ele ficou preso pelas próprias cordas do seu pecado. Ele tornou-se cativo de suas paixões. Ele dominava exércitos, mas não conseguiu dominar seu próprio coração.



Ele venceu com uma queixada de jumento mil filisteus (Jz 15.15), mas foi vencido pelas suas paixões sexuais. Seu ca­belo foi cortado, seu voto foi quebrado. O Espírito de Deus retirou-se dele (Jz 16.19 e 20). Tornou-se, então, um homem comum, fraco, impotente. Os inimigos o subjugaram, vaza­ram-lhe os olhos. Seu nome significa sol, mas ele ficou em profunda escuridão. Foi vencido porque, em vez de voar nas alturas como a águia, ficou ciscando lixo e entulho, como uma galinha,  com os pés na lama.



Deus nos chamou para voar como a Águia. Diz o Após­tolo São Paulo:"Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as cousas lá do alto, onde Cristo vivi", assentado à direita de Deus. “Pensai nas cousas lá do alto, não nas que são aqui da terra" (Cl. 3.1 e 2).



II - A Águia voa cada vez mais Alto.



A águia tem uma característica muito interessante, Quando ela faz o seu segundo vôo, ele é mais alto do que o primeiroQuando ela faz o seu terceiro vôo, ele é mais alto do que o segundo. Ela sempre se esforça para voar cada vez mais alto. Com isto, ela tem uma lição muito profunda a nos ensinar. Se os que confiam no Senhor são como a águia, en­tão nós não precisamos viver uma vida de altos e baixos.



Há muitos cristãos que são instáveis demais. Sua fé oscila como a onda do mar. Não se firmam. Não crescem. Não amadure­cem. São reincidentes em repetidas quedas. São crentes in­constantes, ora entusiasmados e cheios de vigor, ora curtin­do um desânimo doentio. São crentes como Pedro antes do Pentecoste: fazem bonitas e profundas declarações sobre a messianidade de Jesus mas se deixam ser usados pelo diabo (Mt 16.15-23). Por um instante são ousados, mas depois se acovardam. Há momentos que Juram fidelidade a Jesus; logo depois o negam vergonhosamente.



Deus não nos chamou para vivermos um projeto de derrota e fracasso. Com o Senhor Jesus Cristo a vida é sempre de triunfo (II Cor 2.14).Com ele somos mais do que vencedores (Rm 8.37). A nossa dinâmica não é dar cinco passos para frente e qua­tro para trás, mas é caminhar de força em força, sempre para frente, para o alvo, que é o Senhor Jesus Cristo.





III- A Águia voa acima da tempestade.



A Águia ainda nos ensina uma terceira lição: Sempre que ela divisa no horizonte a chegada de uma tempestade bor­rascosa, sempre que ela vê as nuvens escuras e os relâmpa­gos riscando o céu, sempre que ela ouve o ribombar dos trovões, ela agiganta ainda mais os seus esforços e voa com intrepidez para as grandes alturas, pairando acima da tem­pestade, onde sobrevoa em perfeita bonança.



Temos, também, em nossa jornada, muitas tempestades. Muitas delas são ameaçadoras e perigosas. É insensatez vi­ver abaixo da borrasca e sofrer os eleitos catastróficos da tempestade, se podemos voar para o alto e desfrutar de tem­pos de refrigério e bonança nos braços do Deus vivo.



O segredo na hora da crise é voar um pouco mais alto e nos agasalharmos debaixo das asas do Deus onipotente. Ele é a nossa torre de libertação. Ele é o nosso alto refúgio. Ele é o nosso esconderijo seguro. Ele é a nossa cidade refúgio. Ele é o nosso abrigo no temporal.



Muitos cristãos, entretanto, em vez de fugir do tempo­ral, causam mais tempestade. São como o Profeta Jonas, provocado­res de vendaval. Sempre que o cristão deixa de obedecer a Deus, em vez de bênção, torna-se maldição; em vez de aju­dar as pessoas ao seu redor, é um estorvo; em vez de ser um aliviador de tensões, é um provocador de tragédias. Todo crente na rota da fuga de Deus é uma ameaça, pois não ape­nas vive debaixo da tempestade, mas a sua vida é a própria causadora da tempestade.



A atitude acertada não é fazer como o avestruz, que ao ver o perigo, esconde a cabeça na areia, julgando com isto que o problema está eliminado. Na tempestade não adianta fugir nem se esconder. O segredo é voar alto e refugiar-se nos braços do Senhor.
Pelo
+ Revemº. Mons. José Kennedy de Freitas - Ph.D 

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ESPÍRITO SANTOI




O Genuíno Cristão Precisa Viver Na Dependência do Espírito  Santo

Os cientistas descobriram que a Águia tem asas enor­mes, gigantescas, pelo menos em relação ao tamanho do seu corpo. Suas asas são desproporcionais ao tamanho do cor­po. Será por quê? Será um erroanatômico do criador? Uma deformidade? Um detalhe sem importância? Não. Tudo o que Deus faz tem um propósito. Para Deus não existe acaso em nenhuma de suas obras. Tudo tem uma razão de ser.

Os estudiosos descobriram que a Águia, pelo fato de fa­zer vôos muito altos e de longas distâncias, não poderia ruflar as asas como um beija-flor,porque assim, ela se cansaria e não poderia ficar por longos períodos no ar. Sendo ela a ra­inha do espaço, a campeã das alturas, a heroína dos vôoslongínquos, ela precisa ter asas grandes e hercúleas. Assim, a águia, quando galga as alturas excelsas, simplesmente abre suas asas fortes e planando no ar, deixa que a força do vento a carregue.

Isto encerra uma lição tremenda para nós. Se queremos também alçarvôos altos e atingir longas distâncias, não po­deremos voar na nossa própria força, movidos pela nossa própria destreza. Não obteremos grandes resultados, traba­lhando estribados no nosso próprio esforço. Vamos ficar can­sados e fatigados e os frutos do nosso trabalho serão escas­sos, se nossa força motriz estiver arraigada em nós mesmos. Na força da carne, vamos ficar esta fados, vamos fazer mui­tos ruídos, vamos ruflar as asas com grande empenho, mas não vamos alcançar os horizontes largos de uma vida abun­dante.

Se queremos atingir as alturas da comunhão com Deus e ter o progresso de uma caminhada rápida e veloz, na dire­ção da vontade de Deus, precisamos voar na força do vento do Espírito. Devemos ser guiados pelo vento, e voarmos na direção do vento.

Não é por força nem por poder que avançamos, mas pelo Espírito de Deus. A Igreja hoje tem métodos modernos, tem estrutura sólida, tem organização eficiente, tem materi­al humano capacitado, tem recursos financeiros abundan­tes, mas tem feito vôos muito baixos e voa distâncias muito curtas. A Igreja precisa conhecer, na prática, a realidade do poder de Deus.

Não basta ter boa teologia acerca do poder de Deus, é preciso experimentar esse poderNão basta ser um teórico das grandes verdades espirituais, é preciso vivenciá-las. A Igreja carece de poder para viver uma vida mais pura, mais santa e mais perto de Deus. A igreja precisa poder para fazer vôos mais longos no seu crescimento. A Igreja tem caminhado a passos lentos como a tartaruga, en­quanto Deus quer que ela avance para frente como a Águia. 

A Igreja precisa ser impulsionada pelo vento do Espírito. Aquele mesmo vento impetuoso que soprou no Pentecoste precisa soprar hoje também, tirando a igreja de trás das por­tas fechadas do medo e do comodismo de ficar presa às qua­tro paredes. A Igreja hoje precisa receber aquele vento pode­roso que soprou no vale de ossos secos. Ali reinava a morte e a desesperança.

Os ossos eram a casa de Israel. Além de sequíssimos, eles estavam espalhados. O povo de Deus, além de estar sem vigor, está desunido. Só o vento do Espírito pode reverter este quadro sombrio. Precisamos ser condu­zidos às águas tranqüilas. Precisamos ser levados às torren­tescopiosas do Espírito. Precisamos beber dos rios abun­dantes e caudalosos do Espírito de Deus. Precisamos expe­rimentar estas fontes que brotam do interior de todo aquele que crê em Cristo como diz a Escritura.

Ezequiel 47 traz um quadro sublime desta verdade. O profeta vê o rio que brota do santuário, debaixo do altar. Nós somos santuário do Espírito (I Cor 6.19). Só uma vida que já passou pelo altar, já morreu para o pecado e para o mundo e foi crucificada com Cristo, pode experimentar a doce realidade de uma vida transbordante do Espírito San­to.

Em seguida, o profeta começa a olhar o progresso desta vida no Espírito. Ele mede as águas e elas lhe dão nos artelhos: este é o início da vida cristã. É o começo do discipulado. Depois, ele mede as águas e elas lhe dão nos joelhos: isto fala de vida de oração. 

Ninguém pode conhecer a vida de intimidade com o Espírito Santo sem ser levado à prática da oração fervorosa. Depois ele mede as águas do rio, e elas já estão nos seus lombos: isto fala de reprodução. Quando vivemos no Espírito, nossa vida não pode ser mais estéril. Começamos, então, a gerar novos filhos espirituais. Quando as águas são medidas de novo, já aparece um rio caudaloso que precisa ser atravessado a nado. Agora, ele é levado pelas águas do rio. Agora não é o seu esforço que o carrega, mas as águas do rio.

O resultado é tremendo. Onde as águas deste rio che­gam, tudo o queoutrora estava morto começa a reviver. Quando da nossa vida brotam os rios do Espírito, por onde passamos, levamos restauração e vida.

O tremendo nisso tudo é que a Águia só voa nas alturas e a longas distâncias quando ela deixa de lado sua auto-suficiência, seus esforços próprios e se deixa levar pela força do vento. Assim também acontece com a igreja: ela só se santifica e cresce na medida que deixa de confiar em si mes­ma e vive na dependência do Espírito de Deus.

E interessante notar que há outra ave, ao contrário da Águia, que tem muita dificuldade de voar: é o albatroz. Seus vôos são baixos, curtos e dramáticos. Sobretudo, a aterrissa­gem é desastrosa. Muitas vezes, o Albatroz chega a ferir-se na hora do pouso. Esse fato intrigou os estudiosos, e eles foram averiguar a razão dessa dificuldade. Descobriram, então, que o problema do Albatroz é que ele tem o papo muito grande. Por isso, ele não consegue voar alto nem pousar di­reito.

Cremos que esta é uma perfeita ilustração para nós. Muitos cristãos, apesar de mui to esforço, muito barulho, não fazem vôos altos, nem conseguem progresso e crescimento na vida cristã, porque têm o papo muito grande.

No início do meu ministério, o Pastor Cyro de Sousa (In Memórian)deu-me um conselho. Ele me disse:

____ “José Kennedy, no dia que você encontrar um cristão que sempre que encontrar com você fizer elogios a si mesmo e demonstrar muita autoconfiança, arrotando uma santidade estereotipada, pode saber que você está diante de um cristão carnal, diante de um Albatroz e não diante de uma Águia”.

A Bíblia Sagrada diz que Deus resiste no soberbo. A soberba pre­cede à ruína. O que se exaltar será humilhado. Nabucodonosor exaltou-se e foi comer capim com os ani­mais no campo. Herodes, cheio de empáfia e altivez, não deu glória a Deus e foi devorado pelos vermes. Toda pessoa que tem papo grande vive uma vida medíocre. Não há nada mais mesquinho do que uma pessoa ficar amaciando o seu próprio ego, tecendo elogios a si mesmo, curtindo um narcisismo doentio.

Há um ditado popular que diz que lata cheia não faz barulhoMas lata vazia é só encostar e já está fazendo estardalhaço. A espiga, quando está cheia e madu­ra, nunca fica empinada, só o restolho, chocho, vazio, fica empinado, soberbo. Que Deus nos dê a graça de sermos como a águia que voa na força do vento e não como o Albatroz, que não consegue voar por causa do papo grande.

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PARA REFLEXÃO



Que Tipo de Cristãos nós somos? Príncipes ou  Gafanhotos


Pelo Revemº Mons. José Kennedy de Freitas - Episcopal Anglicano

Texto: Números capítulos 13 e 14


No mundo inteiro a águia é símbolo de nobreza. Pela sua força, alteza e vigor, ela desponta-se como campeã indiscutível deste símbolo de grandeza. A águia é forte, viva, corajosa, vencedora, símbolo daqueles que esperam no Senhor.

O povo de Deus é como a águia. É um povo forte. É um povo guerreiro. É um povo vencedor. É um povo que não retrocede diante das dificuldades, não teme o perigo, nem se intimida com as ameaças do adversário. é um povo que marcha altaneiramente, segundo as leis do céu, rompendo barreiras, vencendo grilhões, conquistando as alturas, refugiando-se no colo do Deus Todo-poderoso.

É preocupante, entretanto, perceber que existem, hoje, muitos cristãos vivendo um projeto diferente de vida. Ao contrário da águia, são tímidos, fracos, impotentes, dominados pelo medo. Longe de triunfar nas crises.

Sobram vencidos e caminham pela vida cabisbaixos, derrotados e tristes.

É lamentável constatar como tantos cristãos vivem dominados pelo complexo de inferioridade, esmagados pela prejudicada auto-estima, com a auto-imagem achatada. São pessoas que vivem amargando e curtindo um profundo sentimento de auto-repúdio e desvalor. Estes olham para dentro de si mesmos e enxergam-se com lentes embaçadas e olhos míopes, tendo de si mesmos os conceitos mais distorcidos possível.

Há pessoas que são como os dez espias de Israel. Eles eram príncipes, nobres, homens de valor. Foram escolhidos criteriosamente por serem homens fortes, inteligentes, líderes, representantes ilustres de suas tribos. Moises os enviou para conhecerem a terra prometida e depois, com relatos vivos, incentivarem o povo a lutar com galhardia na sua conquista. Eles foram. Passaram lá quarenta dias. Ficaram deslumbrados com a exuberância da terra. Era uma terra fértil, boa, que manava leite e mel. 


Era tudo quanto Deus já havia falado. Voltaram da jornada com os frutos excelentes da terra. Todavia, na hora de dar o relatório, disseram a Moisés e ao povo que a terra era boa, mas devorava os seus habitantes; a terra manava leite e mel, mas eles não conseguiriam entrar lá; pelo contrário, morreriam no deserto, comendo pó, pois lá havia gigantes ameaçadores e imbatíveis, e, aos olhos deles, eles eram como gafanhotos. Eram príncipes, mas sentiam-se diminuídos diante dos gigantes; eram nobres, mas sentiram-se desprezíveis; eram valorosos, mas sentiram-se como insetos; foram tomados por um sentimento doentio de auto desvalorização e, conseqüentemente, de impotência.

Há hoje um batalhão de pessoas derrotadas pela síndrome de gafanhoto. Gente que se considera um inseto. Estes caminham pela vida cabisbaixos, vencidos, desanimados, desencorajados para a luta. Não crêem nas promessas de Deus. Só olham para as dificuldades, para os gigantes, e não para Jesus. São pessoas que vivem choramingando, entoando o cântico triste e amargo de suas derrotas antecipadamente. Acham que nada vai dar certo na vida, que não adianta lutar e que estão engajadas numa causa perdida e sem esperança. Há muitas pessoas que foram vencidas não pelo gigante das circunstâncias, mas pelo gigante de seus sentimentos turbulentos. Estes caminham pela vida cantando como a galinha-d´angola: “To fraco, to fraco, to fraco”. Eles dizem que nada vai dar certo, não vão conseguir, não adianta lutar, pois há gigantes no caminho.

Aqueles dez espias conseguiram contaminar todo o arraial de Israel com o seu pessimismo e toda a aquela multidão se alvoroçou rebelada contra Moisés, revoltaram-se contra Deus, porque foi envenenada pela síndrome de gafanhoto. Toda aquela multidão perambulou quarenta anos no deserto, porque deu ouvidos à voz dos mensageiros do caos e não às promessas do Deus fiel.

Vejamos algumas passagens no livro de números nos capítulos 13 e 14, o que produz esta síndrome de gafanhoto:

Os Sintomas da Síndrome de Gafanhoto

1º - Senso de fraqueza – “Não poderemos subir...” (Números 13.31).

2º - Complexo de inferioridade – “... porque é mais forte do que nós” (Nm 13.31).

3º - Arautos do caos – “E diante dos filhos de Israel infamaram a terra” (Nm 13.32).

4º - Fraca auto-estima – “... e éramos aos nossos próprios olhos como gafanhotos...” (Nm 13.33).

5º - Visão distorcida da realidade – “... éramos gafanhotos aos seus olhos” (Nm 13.33).

Os Efeitos da Síndrome de Gafanhoto

1º - Induz o povo ao desespero – “... e o povo chorou aquela noite” (Nm 14.1).
2º - Induz o povo à murmuração – “Todos os filhos de Israel murmuraram...” (Nm 14.2).
3º - Induz o povo à ingratidão – “... antes tivéssemos morrido no Egito” (Nm 14.2).
4º - Induz à insolência contra Deus – “E por que nos traz o Senhor a esta terra, para cairmos à espada...” (Nm 14.3).
5º - Induz à apostasia – “Não nos seria melhor voltarmos para o Egito?” (Nm 14.3).
6º - Induz à rebeldia contra Deus – “Tão-somente não sejais rebeldes contra o Senhor...” (Nm 14.9).
7º - Induz ao medo do inimigo – “... e não temais o povo dessa terra...” (Nm 14.9).
8º - Induz à perseguição contra a liderança instituída por Deus – “... toda a congregação disse que os apedrejassem” (Nm 14.10).

O que Fazer Quando Estamos Afetados Pela Síndrome de Gafanhoto?

1º - Quebrantar-se diante de Deus – “Então Moises e Arão caíram sobre os seus rostos... e Josué e Calebe rasgaram as suas vestes...” (Nm 14.5 e 6).

2º Firmar-se nas promessas infalíveis da Palavra de Deus - ”A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra muitíssima boa” (Nm 14.7).

Como Deus Trata a Questão da Síndrome de Gafanhoto?

1º Deus traz livramento aos que crêem na sua Palavra (Nm 14.10);

2º Deus mostra cansaço com a incredulidade do povo diante de tantos sinais do Seu favor e da Sua bondade (Nm 14.11); e

3º Deus perdoa o povo em resposta à oração (Nm 14.20).

4º Deus não retira as conseqüências do pecado (Nm 14.21-23)

CONCLUSÃO

A terra prometida e não o deserto é onde devemos viver. Somos príncipes e não gafanhotos. É hora de tapar os ouvidos às vozes agourentas do pessimismo e nos erguer com santa ousadia para uma vida vitoriosa.

Devemos viver três princípios de Deus para erradicar do coração enfermo esta terrível semente da síndrome de gafanhoto, que são:

1º - você não é o que você pensa que é. Há pessoas que está doente, contaminada pelo vírus do pessimismo, derrotada pela febre da fraca auto-estima, esmagada pelo complexo de inferioridade, com a síndrome de gafanhoto. Há cristãos, filhos do Deus altíssimo, que vivem curvados, caquéticos, porque não sabe quem são e o que têm em Cristo Jesus. Por verem tantos gigantes e problemas à sua frente, sentem-se como insetos, enquanto são príncipes.

2º - você não é o que as pessoas dizem que você é. Talvez você tenha enfiado na sua mente, introjetado no seu coração uma palavra de maldição despejada sobre a sua vida. Talvez você tenha agasalhado e arquivado no cofre da sua memória uma palavra de fracasso que seu pai, sua mãe, seu marido, seu professor, seu patrão lhe disse e,a partir daí, começou a cultivar um sentimento de desvalor e de fracasso, sendo um produto do que as pessoas lhe disseram. Por favor, não aceite a decretação da desgraça em sua vida. Maldição sem causa não se cumpre. Reaja.

3º - você é o que Deus diz que você é. Aquele que espera em Deus, crê no Seu Filho e foi regenerado pelo Espírito Santo não é o que pensa que é, nem o que as pessoas dizem que é, mas o que Deus diz que ele éBom dia Mauricio,
Aguardo o retorno do e-mail com o boleto.

Atenciosamente, 
Jorge AmorimO que é que Deus diz que somos? Somos eleitos e amados pro Deus desde os tempos eternos. Somos chamados com santa vocação. Somos regenerados, selados e habitados pelo Espírito Santo. Somos remidos e comprados pelo sangue do Cordeiro. Somos propriedade exclusiva de Deus. Somos habitação de Deus. Somos filhos do Rei. 


Somos herdeiros de Deus, a herança de Deus, embaixadores de Deus, a menina dos olhos de Deus. Somos corpo de Cristo, ramos da videira verdadeira, noiva do cordeiro, povo mais do que vencedor. Somos nobres. Corre em nossas veias mais do que sangue azul. Somos filhos do Rei dos reis, herdeiros de suas promessas. Nós somos o que Deus diz que somos. Ele é fiel. Sua Palavra é a verdade. Ela não pode falhar. Somos como a águia. Somos príncipes e não gafanhotos!


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