terça-feira, 29 de novembro de 2011

CARTA ABERTA AO PASTOR DA IGREJA BATISTA - PAULO R. LIMA SOBRE ORDENAÇÃO DE MULHERES AO PASTORADO




Ilustríssimo amigo e pastor
Paulo Rodrigues Lima

Saudações no Senhor!

Em nosso última conversa via celular, notei sua felicidade no que tange à Obra de Deus que está realizando, o sucesso do vosso pastorado à frente da Igreja Batista de Vila Norma. Ouvi com atenção vosso relato sobre sua amada filha Valéria, de que ela está concluindo o curso teológico e que será “ordenada” ao Ministério Pastoral, confesso que fiquei bastante chocado em saber que o senhor mudou de ideia no que se refere à mulheres no pastorado.

Querido amigo e pastor, não pretendo ofendê-lo de maneira nenhuma, mesmo porque o respeito e o amo em Cristo Jesus, faço esses comentários para ver se alguma forma posso ser útil sobre sua novel posição em aceitar mulheres no Ministério Pastoral.

Acho, para começar, que o fato do senhor ser pastor, e hoje aceitar tranquilamente a “ordenação” de mulheres está condicionado à visão Patriarcal e Machista da época. Ou seja, a Bíblia Sagrada é nossa Regra de Fé e Prática, mas não para todas as coisas. Pois ao rejeitar o ensinamento Bíblico sobre liderança adota-se outro parâmetro, que geralmente é o pensamento e o espírito da época.

E, é claro pastor Paulo R. Lima, que a nossa cultura a mulher especialmente as inteligentes e dedicadas como sua amada filha Valéria ocupa posições de liderança disponível, desde o CEO de empresas à presidência da República.

Portanto, sem o ensinamento Bíblico como âncora, nada mais natural que as Igrejas (inclusive a Igreja Batista) também coloquem em sua liderança “presbíteras”, “pastoras”, “episcopisas” e até “apóstolas”. Mas a pergunta que o senhor como pastor de uma denominação respeitada deveria fazer, é o que a Bíblia Sagrada ensina sobre mulheres assumirem a liderança da Igreja Cristã e se esse ensino se aplica aos nossos dias?

Amigo Paulo Lima, de maneira alguma escondo a minha opinião. Como Ministro do Santo Evangelho, na qualidade de Bispo (Pastor) da Igreja Anglicana, a liderança da Igreja Cristã foi entregue pelo Senhor Jesus Cristo e pelos Apóstolos a homens cristãos qualificados. E este padrão, claramente encontrado nas Sagradas Escrituras do Novo Testamento, vale como norma para nossos dias, pois se baseia em princípios teológicos, e não culturais. Senão, reflita comigo no seguinte:

  1. Embora as mulheres na Bíblia Sagrada tenham sido juízas e profetisas em Israel (Juízes 4.4 e II Reis 22.14, o que pode sugerir que a Cultura Judaica não era tão machista assim), essas mulheres nunca foram ungidas, consagradas ou ordenadas para cuidar do serviço Sagrado, das coisas de Deus, conduzir o culto no Templo e ensinar o Povo de Deus, que eram funções dos Sacerdotes (confira Malaquias 2.7). Encontramos profetisas no Novo Testamento, como as filhas de Filipe (Atos 21.9 e I Coríntios 11.5), mas não encontramos Sacerdotisas, isto é, “Presbíteras”, “Pastoras”, “Episcopisas” ou “Apóstolas”. Caro pastor Paulo Lima, há “doutores” de Bíblia em nossas Igrejas que tentam apelar a Débora e Hulda, mas isso prova que deus pode usar mulheres santas para falar com seu povo, e não como evidência de que as mulheres devem ser “ordenadas”, “ungidas” ou “consagradas” com autoridade sobre o Povo de Deus.
  2. Já ouvi de algumas dessas “pastoras” que o Senhor Jesus Cristo não escolheu mulheres para serem apóstolas porque Ele (Jesus) não queria escandalizar a Sociedade Machista de sua época. Nossa?! Tenho que rir... rsrsrsrss! É muito engraçado não acha? Sabe o porque? Porque o senhor bem sabe que o nosso Mestre e Senhor Jesus Cristo, rompeu com vários paradigmas culturais de sua época. O Senhor Jesus Cristo falou com mulheres (João 8. 10-11), inclusive com Samaritanas (João 4.4), Ele quebrou o sábado (João 5.18), as leis da dieta religiosa dos judeus (Mateus 7.2) e também, relacionou-se com pagãos (gentios) de sua época (Mateus 4.15). Querido pastor Paulo Lima, pare e reflita! Se o Senhor Jesus Cristo achasse que era a coisa certa a fazer, certamente Ele teria escolhido mulheres para constar entre os Doze Apóstolos que nomeou, não teria? Mas não o fez! Apesar de ter em sua companhia mulheres que o seguiam e o serviam , como Maria Madalena, Marta e Maria (Lucas 8. 1-2).
  1. Por5 falar nisso, lembre-se que também os Apóstolos, por sua vez, quando tiveram a chance de incluir uma mulher no círculo apostólico em lugar de Judas Iscariotes, escolheram um HOMEM, São Matias (Atos 1. 6), mesmo que houvesse mulheres proeminentes na Assembléia, como a própria mãe do Senhor Jesus, Maria (Atos 1. 14-15) __ que escolha seria mais lógica do que Maria, a mãe do Senhor Jesus Cristo? E mais tarde, quando resolveram criar um grupo que cuidassem das viúvas da Igreja Primitiva, determinaram que fossem escolhidos SETE HOMENS, quanto natural e cultural seria supor que as viúvas seriam mais bem atendidas por outras mulheres (Atos 6. 1-7).
  1. Tem mais querido pastor. Nas instruções que deram as Igrejas Primitivas sobre Presbíteros (Pastores) e Diáconos, os Apóstolos determinaram que eles deveriam caso casados, SER MARIDO DE UMA SÓ MULHER E QUE GOVERNE BEM A CASA DELES ___ obviamente, eles tinham em mente homens e não mulheres, ainda que capazes, piedosas e dedicadas, como sua amada filha Valéria. Querido pastor Paulo Lima, preste bem a atenção: Mesmo que reconhecessem o importante e decisivo papel da mulher no bom andamento das Igrejas, não as colocariam na liderança das Comunidades, proibindo que elas (as mulheres) ensinassem com autoridade que, era própria do homem (confira I Timóteo 2. 12), que participassem na inquirição dos profetas, o que poderia levar à aparência de que estavam exercendo autoridade sobre o homem (I Coríntios 11. 3; Efésios 5. 23), uma analogia que claramente atribui ao homem o papel de liderança.
  1. Também já ouvi dos Pastores Evangélicos e de Bispos Anglicanos, que nenhuma das passagens Bíblicas acima citada se aplica hoje, pois são passagens Culturais. Nossa? Quanto Absurdo não acha? Mas será que são passagens Culturais pastor Paulo Lima? Será que estas orientações foram resultado da influência da Cultura Patriarcal e Machista daquela época nos autores Bíblicos? Será que o apóstolo São Paulo era mesmo um Machista, que tinha problemas com as mulheres e suspeitava que elas viviam constantemente tramando para assumir a liderança das Igrejas que São Paulo organizou? Será que um machista deste tipo, diria que as mulheres têm direito ao seu marido, que elas têm direito sexuais iguais aos homens, bem como o direito de separar-se quando o marido resolve abandoná-las? (I Coríntios 7. 2,4,15). Pergunto ao senhor pastor Paulo: Um machista determinaria que os homens deveriam amar a esposa como amavam a si mesmos? (Efésios 5. 23,28). Um machista se referiria a uma mulher admitindo que ela havia sido sua protetora como São Paulo o faz com nossa irmã Febe? (Romanos 16. 1-2).
  1. Agora, se o apóstolo São Paulo foi realmente influenciado pela Cultura de sua época ao proibir que as mulheres assumissem a liderança das Igrejas Primitivas, o que me impede de pensar que a mesma coisa aconteceu quando o apóstolo São Paulo ensinou, por exemplo, que a Homossexualidade é uma distorção da natureza acarretada pelo abandono de Deus (Romanos 1. 18-32) e que os Sodomistas é os Efeminados não herdarão o Reino de Deus (I Coríntios 6. 9-11). Estimado amigo e pastor Paulo Rodrigues Lima, será que o senhor e sua amada filha Valéria, defenderiam que estas passagens Bíblicas são também Culturais e que se o apóstolo São Paulo vivesse hoje teria outra opinião sobre a Homossexualidade? Faço-lhe esta pergunta, porque já existem várias “Igrejas” ditas cristãs usando esse “argumento” de pobreza franciscana como prova.

  1. As alegações Apostólicas não me soam Culturais. São Paulo argumenta que o homem mé o cabeça da mulher com base em um encadeamento hierárquico que tem início em Deus Pai, descendo pelo Filho, pelo homem e chegando a mulher (I Coríntios 11. 3). Caro pastor, esse argumento me parece totalmente teológico, como aquele que faz uma analogia entre o marido e a mulher e Cristo e a Igreja: “o marido é o cabeça da mulher como Cristo é o cabeça da Igreja” (Efésios 5. 23). Sinceramente não consigo imaginar uma análise menos Cultural do que essa para estabelecer a liderança masculina. E, quando São Paulo restringe a participação da mulher no ensino autorizado ___ que é próprio do homem ___ argumenta com base no relato da Criação e da Queda (I Timóteo 2. 12-14).
  1. Pastor Paulo Lima, seja sincero para consigo mesmo, para legitimar a posição “pastoral” de sua amada filha valéria será preciso dar um jeitinho nesse padrão de liderança exclusiva masculina, que é claramente ensinado nas Sagradas Escrituras? Sinceramente, não há como aceitar sua filha ou qualquer outra mulher ser “Pastora”, “Presbítera”, “Episcopisa” ou “Apóstola” e ao mesmo tempo reconhecer que a Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus para os nossos dias. É triste ouvirmos certos lideres afirmarem que a Bíblia Sagrada é um livro culturalmente condicionado, e só devemos aplicar dele aquelas partes que estão em harmonia e consenso com a nossa “cultura”. Eu sei que o senhor nunca me disse isso com essas exatas palavras, mas a impressão que fiquei é que o senhor considera a Bíblia como retrógrada e ultrapassada e que o modelo de liderança nela ensinado não serve de paradigma para a liderança da Igreja Cristã em nossos dias. Me perdoe, mas é o que penso do senhor. Olha amigo Paulo Lima, quando se chega a esse nível, então, para mim, a porta está aberta para a entrada de qualquer coisa que seja aceitável em nossa atual cultura, mesmo que seja condenada nas Escrituras Sagradas. Pastor, como sua filha valéria, sendo “pastora” poderá responder biblicamente aos jovens de sua Igreja que declaram ser o casamento ultrapassado, o sexo antes do casamento algo corriqueiro e ainda sobre o relacionamento homossexual? Como a sua amada filha valéria vai orientar biblicamente aquele casal que acha normal ter casos extraconjugais, desde que os dois estejam de acordo? E aos que entendem que escandalizar-se com o adultério também é coisa do passado? É tudo uma questão Cultural daquela época? Sabe querido Paulo Lima, com todo respeito que tenho por sua pessoa, o senhor não está sozinho nessa distorção bíblica doutrinária. Na realidade, esse pensamento é também popularizado por Faculdades e Seminários Teológicos de várias outras denominações Tradicionalistas, e por professores de Bíblia que passaram a questionar a infalibilidade da Gloriosa Palavra de Deus, utilizando o método de aula que São Paulo e os demais autores do Novo Testamento foram influenciados pela visão Patriarcal e Machista do mundo antigo, em minha Igreja Anglicana a coisa tá preta.. rsrsrs. Bem, só poderia dar nisso né? Quantos Bispos Anglicanos e Pastores Evangélicos e até mesmo as Igrejas relativizam o ensino da Bíblia Sagrada, considerando-o preso ao século I e irremediavelmente condicionado à visão de mundo antigo, a Igreja perde o referencial, o parâmetro, o norte, o prumo ___ e, como ninguém vive sem essas coisas, elege a Cultura como Guia.
Termino este e-mail reiterando meu apreço e respeito ao senhor como homem de Deus e Ministro do santo Evangelho e também o respeito e carinho que tenho pela sua amada filha valéria, peço-lhes desculpas se não me posso dirigir ao senhor, de outra forma, peço-lhes desculpas se não posso concordar em chamar sua amada filha Valéria de “pastora”. Mas espero que o senhor entenda minha posição Bíblica e Teológica.

Nada mais,

Revemº Dom José Kennedy de Freitas
Bispo Anglicano

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

MULHERES PASTORA?



Mulher Pastora?

Filha legítima do triângulo amoroso entre Liberalismo teológico, feminismo e filosofia unissex

Mons. Dom José Kennedy de Freitas
Bispo Anglicano

Desfazendo falácias

- Aqueles argumentos inverídicos que apresentam os que vêem na ordenação de mulheres um sério desvio da sã doutrina como:


1.    "São machistas" - terminologia indevida inventada pelos anti-bíblicos movimentos feminista e unissex para representar homens que fazem violência às mulheres, porém, o nome é impróprio, pois, machismo, significa algo próprio dos machos ou  relativo aos seres humanos do sexo masculino, e nisso não há nada de errado. Homens de mau caráter devem ser chamados de cruéis e injustos e não de machistas. Por conta desta distorção conceptual, muitos homem estão se efeminando, como medo até de serem identificados com as coisas próprias dos machos.


2.   Não permitem a mulher ser pastora, por acreditarem que a mulher é inferior ao homemEsta é uma acusação injusta e sem nenhum fundo de verdade. O pastorado é uma vocação e ao mesmo tempo um ofício que deve ser e é claramente  distinguindo na Bíblia da questão do valor real do ser humano, seja ele homem ou mulher.

Não fazer distinção entre posição e personalidade é cometer um terrível equívoco. Por exemplo, Cristo, Deus Filho se submete ao Pai e essa subordinação não implica em inferiorização ou desvalor. Ainda, um homem que tem a posição de pastor não é necessariamente  melhor ou de maior valor como pessoa do que outro homem ou mulher que não tenham o ofício pastoral. A Bíblia Sagrada esclarece : ".. não pode haver... homem ou mulher...em  Cristo Jesus", "[ambos] ...herdeiros da mesma graça de Vida..." (Gl 3:28; I Pe 3:7). De modo que "em Cristo" o valor pessoal de alguém não depende do ofício, posição ou vocação que exerce. Mulher que se sente rebaixada como pessoa porque "não lhe permitem" ser pastora, tem um complexo de inferioridade descabido e antibíblico.

Desfazendo equívocos



1.    Que na doutrina do sacerdócio de todos os cristãos está contido o direito de qualquer cristão, seja homem ou mulher exercerem o Pastorado. O que está biblicamente contido na doutrina do sacerdócio do verdadeiro cristão é o direito dele entrar e sair da presença de Deus, sem a necessidade de intermediários humanos.   Porém, daí deduzir que qualquer cristão pode receber o chamado para ser Bispo, Presbítero ou Pastor, inclusive mulher é ir além do que a Bíblia Sagrada ensina e permite.  [a palavra mulher aqui é frisada não com discriminação, como se a clara restrição Bíblica ao pastorado feminino a fizesse inferior ao homem, mas porque Deus tem um outro plano para o ministério das mulheres, isto visto, na Bíblia nas claras omissões de Deus convocar mulheres para liderança sobre os homens, e das inequívocas restrições que faz a possibilidade de uma mulher ser pastora, não só em não mencionar um só caso se quer de mulher pastora, como através de mandamentos explícitos, tais, como, "não permito que a mulher ensine nem que exerça autoridade de Homem" - I Timóteo 2:11-14


- A maneira como Deus organizou a cadeia de liderança entre anjos e homens não é baseada no valor pessoal intrínseco de nenhum dos contemplados com esta ou aquela vocação, nem no privilégio sacerdotal do advento da nova aliança, de se poder entrar na sua presença em livre intercessão, ou seja, Deus decidiu soberanamente e por pura graça quem seriam querubim e quem seria apenas anjo, quem seria o cabeça do lar e quem se submeteria ao cabeça deste lar, quem lideraria a igreja e quem se submeteria (I Coríntios 11:3-9; 14:34-35). De modo, que o fator liderança-submissão e escolha de um dos sexos para vocações específicas, do ponto de vista Divino em nada depende do valor pessoal intrínseco e nada tem a ver diretamente com o sacerdócio do cristão sob  a nova aliança, mas dependente do escolher soberano de Deus. 

Resumindo, um dos requisitos para ser pastor é fazer parte do sacerdócio real [ser cristão], todavia, não basta isto, o candidato deve estar na categoria que Deus escolheu para o pastorado ou liderança da sua igreja na terra.


2.    Que, embora a Bíblia não diga nada diretamente a favor do pastorado feminino, também não diz nada contra.


 As "feministas cristãs", que lutam pelo  pastorado, acham que têm esse direito, baseadas neste argumento do silêncio , ou seja,. Adotar este argumento é agir de modo preconceituoso  e arbitrário, rejeitando por interesses pessoais antibíblicos  outro argumento que embora também seja baseado também no silêncio, é muitíssimo mais forte que o anterior. É muito indicativo de que o pastorado feminino não é o plano de Deus para as mulheres, o fato de que a   Bíblia não registra nenhum caso de mulher em função de liderança eclesiástica sobre homens, tais como, matriarcas das 12 tribos de Israel [Jacó tinha uma filha e doze filhos, Deus escolheu somente os doze filhos, e se isso é machismo, e as feministas o vêem como uma injustiça, terão de explicar esta deficiência de Deus ], apostolas [Cristo tinha muitas discípulas entre as mulheres tão fiéis e valorosas quanto, e digo até mais que, os discípulos homens, porém, Ele escolheu apenas homens para serem os lideres da novel igreja cristã, e o motivo não foi questões culturais, pois Ele quebrou muitas e mais sérias questões culturais e religiosas de sua época ] e  pastoras [São Paulo tinha mulheres de valor igual ou muito maior do que os homens que trabalhavam com ele, todavia, não vemos nem Paulo, nenhum outro apostolo, igreja do Novo Testamento, ou mesmo por ação direta do Espírito Santo falando a igreja como no caso de Paulo e Barnabé, estabelecendo ou mesmo reconhecendo mulheres na função pastoral]. Muito pelo contrário, vemos que todas as instruções para o pastorado são dirigidas a homens, por exemplo: que o bispo [e não bispa ou pastora] deve ser "esposo de uma só mulher", "que governe bem a sua própria casa", que em caso de problemas "chame os presbíteros da igreja" etc." (I Timóteo 32,4; Tiago 5:14).  



- Percebe-se, por está breve introdução, que mulher no pastorado não é uma questão cultural ou de discriminação "machista", mas é algo que claramente fere a sã doutrina, e a vontade de Deus revelada na Bíblia.


- Deve-se perguntar então: porque, há um movimento de força crescente em prol da ordenação  de mulheres ao pastorado? Darei a seguir um,


Breve histórico  das raízes deste desvio


- O Liberalismo teológico [de meados do século 19 representa o esforço de se adaptar a Bíblia aos movimentos culturais seculares, por isso, rejeitou um leitura literal da Bíblia e adotou como hermenêutica, a interpretação alegórica da Bíblia], deu a metodologia ideal para se torcer textos literais da Bíblia, com a desculpa de contextualização cultural.

Filosofia Unissex [que procura deliberadamente acabar com as naturais distinções entre os sexos e promover um moralidade permissiva e antibíblica] tem exercido pressão e levado muitos a trocar conceitos bíblicos por conveniências culturais. 


- O Movimento Feminista [que teve seu berço no meio evangélico em 1848 com a convenção de mulheres na capela da igreja Wesleiana Metodista em Seneca  Falls, New York, nos EUA.] tem feito uma releitura dos textos bíblicos que falam dos papeis das mulheres e dos homens na igreja, a partir de uma hermenêutica alegórica e de uma perspectiva cultural acomodada ao humanismo que despreza o aspecto literal do texto. 


ORDENAÇÃO DE MULHERES - PARTE 3


Existe Mulher Pastora, Presbítera ou Episcopisa? O Que a Bíblia Sagrada diz sobre o Chamado Ministério Pastoral ou Sacerdotal Feminino



Pelo Dom José Kennedy de Freitas - Ph.D - Bispo Eleito
Nesses últimos dias, há um tipo de exegese (ou melhor, eisegese) pela qual se procura a todo custo encontrar apoio bíblico para o que já está em vigor. É como se pudéssemos oficializar, biblicamente, o usual, o que, na prática, já existe. Por exemplo: Há danças em várias igrejas; então, encontremos referências bíblicas que as autorizem. Já existem “pastoras” em várias denominações; achemos também passagens em apoio ao “ministério feminino”. Entre nós Anglicanos há divergências, já existem muitas mulheres no Anglicanismo que são "diaconisas", "presbíteras" e até "episcopisas", discordamos frontalmente com isso!
Ora, quem tem a Bíblia Sagrada como a sua fonte primária de autoridade, como a sua regra de fé, de prática e de vida, não deve viver à mercê da falaciosa exegese (exegese?) mencionada. Por isso, resolvi escrever este artigo, não para agradar ou desagradar alguém. Como disse Monteiro Lobato, “Há dois modos de escrever. Um, é escrever com a idéia de não desagradar ou chocar alguém (…) Outro modo é dizer desassombradamente o que pensa, dê onde der, haja o que houver: cadeia, forca, exílio” (Carta a João Palma Neto, São Paulo, 24/1/1948).
Estariam os homens impedindo as mulheres de exercer o ministério pastoral? Essa questão tem gerado polêmica e dividido opiniões. Mas eu quero mostrar, de maneira isenta — apesar de eu ser homem —, o que a Bíblia Sagrada diz. Peço às irmãs que acreditem em mim, pois não tenho intenção alguma de agradá-las ou irritá-las. Este artigo é uma Exegese Bíblica, Imparcial, de quem deseja andar segundo a vontade de Deus, e não conforme o que homens e mulheres convencionam.
Antes de discorrer sobre o “ministério pastoral feminino”, e para ser imparcial, devo mostrar o que as Escrituras dizem sobre o relacionamento entre homem e mulher.

O QUE A BÍBLIA SAGRADA DIZ SOBRE A SUBMISSÃO

Muitos homens devem reconsiderar a sua opinião acerca das mulheres, que, ao longo dos séculos, vêm sendo discriminadas, principalmente no meio religioso. Vejo que a atitude inconveniente de alguns homens tem como resposta uma postura hostil por parte das mulheres, gerando a chamada “guerra dos sexos”. Por que muitas mulheres cristãs estremecem ante o ensinamento bíblico da submissão? Porque muitos maridos são autoritários e se consideram superiores a elas, não respeitando a sua sensibilidade.
No cristianismo genuíno, não há espaço para machismo e feminismo, movimentos extremados que não reconhecem a verdadeira posição do homem e da mulher na sociedade. O primeiro considera a mulher inferior, enquanto o outro trata o homem como um demônio. No Corpo de Cristo, há lugar para ambos os sexos, desde que reconheçam, à luz das Escrituras, a sua posição.
São Paulo compara a submissão da mulher à sujeição do Senhor Jesus a Deus Pai (I Coríntios 11.3). Tanto o Deus Filho quanto o Deus Pai pertencem à Trindade, sendo iguais em poder (Mateus 28.19; Jo 10.30). Todavia, Cristo, por amor ao Pai, submete-se voluntariamente, recebendo dEle toda a honra (Filipenses 2.5-11). Além disso, São Paulo ensina: “… assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos” (Efésios 5.24). E o Senhor Jesus Cristo não obriga ninguém a obedecê-lo (Lucas 9.23; Tiago 4.8).
O QUE A BÍBLIA SAGRADA DIZ SOBRE AS DIFERENÇAS
Segundo a Bíblia Sagrada, a relação entre homem e mulher deve ser, antes de tudo, de respeito mútuo (I Coríntios 7.3-5). Deus formou Eva a partir de uma das costelas de Adão (Gênesis 2.18-22) para demonstrar que a mulher não deve estar nem à frente nem atrás, mas ao lado do homem, como ajudadora. E ser ajudadora não é ser inferior, pois o próprio Deus é o nosso Ajudador (Hebreus 13.5,6).
Na Palavra de Deus não há espaço para o falacioso igualitarismo feminista, porém a Bíblia Sagrada também não diz que a mulher é inferior ao homem. Ela é o “vaso mais fraco” (I Pedro 3.7). Quer dizer, mais frágil, mais sensível e, por isso, deve ser amada e honrada pelo marido (Efésios 5.25-29). O princípio que deve prevalecer é o da prioridade, e não o da superioridade (I Timóteo 2.13).
Deus não faz acepção de pessoas (Atos 10.34). Por que, então, alguns homens se consideram superiores? Deus fez a mulher diferente do homem para que ambos se completem, no lar, na sociedade e no serviço do Senhor. Nesse caso, existem tarefas que o homem desempenha melhor, enquanto há atividades em que o talento feminino se sobressai. E isso também deve acontecer nas Igrejas.

O QUE A BÍBLIA SAGRADA DIZ (OU NÃO DIZ) SOBRE A ORDENAÇÃO DE MULHERES

Há ou não respaldo bíblico para a ordenação de mulheres? Reitero que nada tenho contra as mulheres, mas peço às minhas amadas leitoras que não fiquem bravas comigo. Afinal, como eu já disse, a minha fonte primacial é a Bíblia Sagrada. Se fosse o meu raciocínio a minha fonte máxima de autoridade, com certeza afirmaria, sem medo de errar, que as mulheres têm todo o direito de reivindicarem a ordenação pastoral. Mas, quem sou eu ante a infalível e inerrante Palavra de Deus?
1) Na Bíblia Sagrada, a única pastora mencionada é Raquel, uma pastora de ovelhas (Gênesis 29.9). E o termo “bispa” (não existe esta palavra em língua portuguesa o correto seria episcopisa), em voga na atualidade, sequer existe. Foi uma certa “episcopisa” que, ao lado de seu marido “apóstolo”, o popularizou.
2) Muitos têm dito que as mulheres sequer eram citadas nas genealogias, pois entre os judeus elas eram desprezadas. Isso em parte é verdadeiro. Contudo, esse argumento não é válido para o que está escrito na Lei, pois foi Deus quem entregou todos os preceitos da Lei a Moisés. Seria Deus machista?
3) Os defensores da ordenação feminina citam como exemplo a valorosa cooperadora de São Paulo e esposa de Áqüila, Priscila (Atos 18.26). Mas tudo não passa de conjectura, haja vista não haver nenhuma referência que confirme o seu apostolado.
4) Também citam Júnias, que — pelo que tudo indica — era um cooperador de São Paulo (Romanos 16.7). Mesmo que fosse mulher, o texto não afirma, categoricamente, que se tratava de alguém que exercesse o ministério pastoral ou apostólico.
5) Na Igreja primitiva, as mulheres se ocupavam da oração (Atos 1.14) e do serviço assistencial (Atos  9.36-42; Romanos 16.1,2). E algumas se notabilizaram como fiéis cooperadoras do apóstolo São Paulo, como Febe, a mencionada Priscila, Trifena, Trifosa, etc. (Romanos 16), além de Lídia, a vendedora de púrpura (Atos 16.14). Não há nenhuma referência a mulheres exercendo atividades pastorais.
6) Alguns "teólogos" feministas — de maneira precipitada e infeliz — afirmam que São Paulo era machista, contrário às mulheres, em razão de sua formação. Isso não resiste a uma exegese, pois nenhum machista aconselharia os homens a amarem a sua própria mulher, como em Efésios 5.25. Nenhum machista citaria tantas mulheres, como em Romanos 16. São Paulo, como imitador de Cristo (I Coríntios 11.1), tratou as mulheres da mesma maneira que o Senhor. E, quem dentre nós, tem autoridade para dizer que o Senhor Jesus era machista?
7) Se São Paulo era machista, o que dizer do Senhor Jesus, que escolheu doze homens para compor o ministério da Igreja nascente, de acordo com Mateus 10.2-4? Ele teria se enganado? Ou o Mestre tinha algum vínculo com fariseus, saduceus, escribas ou quaisquer grupos machistas de sua época?
Na escolha dos primeiros diáconos, que poderiam vir a ser ministros, caso tivessem chamada de Deus para tal e servissem bem ao ministério (Hebreus 5.4; I Timóteo 3.13), os apóstolos disseram: “Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões…” (Atos 6.3).
9) No primeiro Concílio, em 52 d.C., os rumos da Igreja foram traçados por homens (Atos 15). Cade as mulheres? Não há registro de pastoras, presbíteras ou episcopisas.
10) Em Apocalipse capítulos 2 e 3, são mencionados os pastores das Igrejas da Ásia. Não há menção de pastoras.
Como se vê, apesar de toda a polêmica em torno desse assunto, a Bíblia Sagrada é clara. Embora as mulheres tenham importante papel ao longo das páginas do Novo Testamento, aparecendo na linhagem e no ministério de Cristo (Mateus 1.3,5,6,16; Lucas 8.1-3), Deus conferiu aos homens, em regra geral, o exercício da liderança eclesiástica (Efésios 4.8-11).

UMA PALAVRA ÀS IRMÃS EM CRISTO JESUS NOSSO SENHOR

Amadas irmãs em Cristo, peço-lhes que não fiquem bravas comigo. Talvez, se eu fosse uma mulher, as irmãs aceitariam melhor o que tenho exposto. Mas quero lhes dizer que as irmãs podem e devem pregar o Evangelho, orar pelos enfermos e desempenhar todas as tarefas de um seguidor do Senhor Jesus Cristo (Marcos 16.15-18), pois também são cooperadoras de Deus (I Coríntios 3.9).
O que lhes é vedado, não por mim, mas pela Palavra de Deus, é o desempenho de funções reservadas aos Ministros. Por exemplo, só os Ministros (Presbíteros ou Pastores e Bispos) podem ungir os enfermos (Tiago 5.14; Marcos 6.13). Nem os homens, se não pertencerem ao Ministério, podem fazer isso! Nesse caso, as mulheres também não devem ungir, a menos que queiram agir por conta própria, e não segundo os preceitos bíblicos.
Por outro lado, muitos obreiros — por falta de conhecimento ou amadurecimento — as impedem de testemunhar, valendo-se erroneamente do texto de I Coríntios 14.34,35. Aqui, São Paulo com certeza não se opôs à pregação feita por mulheres, visto que no capítulo 11 ele mesmo disse que as mulheres podem profetizar na casa de Deus. Certamente, o apóstolo se referiu ao falatório ou a um tipo de participação no culto que implicasse ascendência das mulheres sobre os ministros do Senhor, o que infelizmente aconteceu na Igreja de Tiatira (Apocalipse 2.20-22).
Outro texto que tem sido usado de modo errado para impedir as irmãs de ministrarem em escolas dominicais, conferências, estudos, etc., é I Timóteo 2.12. Mas o apóstolo São Paulo, claramente — à luz dos contextos imediato e remoto —, alude a um tipo de participação feminina que resulte em enfraquecimento da autoridade masculina, quer no lar, quer na casa de Deus, o que fere os conceitos bíblicos já expostos neste artigo.
Finalmente, reconheço, queridas irmãs, que há exceções, como mulheres que estão no Campo Missionário. Mas não devemos transformar as exceções em regras, como tem ocorrido em Igrejas cujas esposas de pastores são declaradas, automaticamente, "pastoras" (Ao chegar em Goiânia/GO, percebi que as Igrejas tradicionalistas como a própria Assembléia de Deus, Ministério de Madureira, tem se comportado dessa maneira, as esposas dos pastores são tratadas de pastoras). 
Quando fazemos valer a nossa própria vontade ou a de outras pessoas à nossa volta, e não a vontade de Deus, corremos o risco de enquadramento no que o Senhor Jesus disse em Mateus 7.21-23
Pensemos nisto, amém!

ORDENAÇÃO DE MULHERES - PARTE 3


Existe Mulher Pastora, Presbítera ou Episcopisa? O Que a Bíblia Sagrada diz sobre o Chamado Ministério Pastoral ou Sacerdotal Feminino



Pelo Dom José Kennedy de Freitas - Ph.D - Bispo Eleito
Nesses últimos dias, há um tipo de exegese (ou melhor, eisegese) pela qual se procura a todo custo encontrar apoio bíblico para o que já está em vigor. É como se pudéssemos oficializar, biblicamente, o usual, o que, na prática, já existe. Por exemplo: Há danças em várias igrejas; então, encontremos referências bíblicas que as autorizem. Já existem “pastoras” em várias denominações; achemos também passagens em apoio ao “ministério feminino”. Entre nós Anglicanos há divergências, já existem muitas mulheres no Anglicanismo que são "diaconisas", "presbíteras" e até "episcopisas", discordamos frontalmente com isso!
Ora, quem tem a Bíblia Sagrada como a sua fonte primária de autoridade, como a sua regra de fé, de prática e de vida, não deve viver à mercê da falaciosa exegese (exegese?) mencionada. Por isso, resolvi escrever este artigo, não para agradar ou desagradar alguém. Como disse Monteiro Lobato, “Há dois modos de escrever. Um, é escrever com a idéia de não desagradar ou chocar alguém (…) Outro modo é dizer desassombradamente o que pensa, dê onde der, haja o que houver: cadeia, forca, exílio” (Carta a João Palma Neto, São Paulo, 24/1/1948).
Estariam os homens impedindo as mulheres de exercer o ministério pastoral? Essa questão tem gerado polêmica e dividido opiniões. Mas eu quero mostrar, de maneira isenta — apesar de eu ser homem —, o que a Bíblia Sagrada diz. Peço às irmãs que acreditem em mim, pois não tenho intenção alguma de agradá-las ou irritá-las. Este artigo é uma Exegese Bíblica, Imparcial, de quem deseja andar segundo a vontade de Deus, e não conforme o que homens e mulheres convencionam.
Antes de discorrer sobre o “ministério pastoral feminino”, e para ser imparcial, devo mostrar o que as Escrituras dizem sobre o relacionamento entre homem e mulher.

O QUE A BÍBLIA SAGRADA DIZ SOBRE A SUBMISSÃO

Muitos homens devem reconsiderar a sua opinião acerca das mulheres, que, ao longo dos séculos, vêm sendo discriminadas, principalmente no meio religioso. Vejo que a atitude inconveniente de alguns homens tem como resposta uma postura hostil por parte das mulheres, gerando a chamada “guerra dos sexos”. Por que muitas mulheres cristãs estremecem ante o ensinamento bíblico da submissão? Porque muitos maridos são autoritários e se consideram superiores a elas, não respeitando a sua sensibilidade.
No cristianismo genuíno, não há espaço para machismo e feminismo, movimentos extremados que não reconhecem a verdadeira posição do homem e da mulher na sociedade. O primeiro considera a mulher inferior, enquanto o outro trata o homem como um demônio. No Corpo de Cristo, há lugar para ambos os sexos, desde que reconheçam, à luz das Escrituras, a sua posição.
São Paulo compara a submissão da mulher à sujeição do Senhor Jesus a Deus Pai (I Coríntios 11.3). Tanto o Deus Filho quanto o Deus Pai pertencem à Trindade, sendo iguais em poder (Mateus 28.19; Jo 10.30). Todavia, Cristo, por amor ao Pai, submete-se voluntariamente, recebendo dEle toda a honra (Filipenses 2.5-11). Além disso, São Paulo ensina: “… assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos” (Efésios 5.24). E o Senhor Jesus Cristo não obriga ninguém a obedecê-lo (Lucas 9.23; Tiago 4.8).
O QUE A BÍBLIA SAGRADA DIZ SOBRE AS DIFERENÇAS
Segundo a Bíblia Sagrada, a relação entre homem e mulher deve ser, antes de tudo, de respeito mútuo (I Coríntios 7.3-5). Deus formou Eva a partir de uma das costelas de Adão (Gênesis 2.18-22) para demonstrar que a mulher não deve estar nem à frente nem atrás, mas ao lado do homem, como ajudadora. E ser ajudadora não é ser inferior, pois o próprio Deus é o nosso Ajudador (Hebreus 13.5,6).
Na Palavra de Deus não há espaço para o falacioso igualitarismo feminista, porém a Bíblia Sagrada também não diz que a mulher é inferior ao homem. Ela é o “vaso mais fraco” (I Pedro 3.7). Quer dizer, mais frágil, mais sensível e, por isso, deve ser amada e honrada pelo marido (Efésios 5.25-29). O princípio que deve prevalecer é o da prioridade, e não o da superioridade (I Timóteo 2.13).
Deus não faz acepção de pessoas (Atos 10.34). Por que, então, alguns homens se consideram superiores? Deus fez a mulher diferente do homem para que ambos se completem, no lar, na sociedade e no serviço do Senhor. Nesse caso, existem tarefas que o homem desempenha melhor, enquanto há atividades em que o talento feminino se sobressai. E isso também deve acontecer nas Igrejas.

O QUE A BÍBLIA SAGRADA DIZ (OU NÃO DIZ) SOBRE A ORDENAÇÃO DE MULHERES

Há ou não respaldo bíblico para a ordenação de mulheres? Reitero que nada tenho contra as mulheres, mas peço às minhas amadas leitoras que não fiquem bravas comigo. Afinal, como eu já disse, a minha fonte primacial é a Bíblia Sagrada. Se fosse o meu raciocínio a minha fonte máxima de autoridade, com certeza afirmaria, sem medo de errar, que as mulheres têm todo o direito de reivindicarem a ordenação pastoral. Mas, quem sou eu ante a infalível e inerrante Palavra de Deus?
1) Na Bíblia Sagrada, a única pastora mencionada é Raquel, uma pastora de ovelhas (Gênesis 29.9). E o termo “bispa” (não existe esta palavra em língua portuguesa o correto seria episcopisa), em voga na atualidade, sequer existe. Foi uma certa “episcopisa” que, ao lado de seu marido “apóstolo”, o popularizou.
2) Muitos têm dito que as mulheres sequer eram citadas nas genealogias, pois entre os judeus elas eram desprezadas. Isso em parte é verdadeiro. Contudo, esse argumento não é válido para o que está escrito na Lei, pois foi Deus quem entregou todos os preceitos da Lei a Moisés. Seria Deus machista?
3) Os defensores da ordenação feminina citam como exemplo a valorosa cooperadora de São Paulo e esposa de Áqüila, Priscila (Atos 18.26). Mas tudo não passa de conjectura, haja vista não haver nenhuma referência que confirme o seu apostolado.
4) Também citam Júnias, que — pelo que tudo indica — era um cooperador de São Paulo (Romanos 16.7). Mesmo que fosse mulher, o texto não afirma, categoricamente, que se tratava de alguém que exercesse o ministério pastoral ou apostólico.
5) Na Igreja primitiva, as mulheres se ocupavam da oração (Atos 1.14) e do serviço assistencial (Atos  9.36-42; Romanos 16.1,2). E algumas se notabilizaram como fiéis cooperadoras do apóstolo São Paulo, como Febe, a mencionada Priscila, Trifena, Trifosa, etc. (Romanos 16), além de Lídia, a vendedora de púrpura (Atos 16.14). Não há nenhuma referência a mulheres exercendo atividades pastorais.
6) Alguns "teólogos" feministas — de maneira precipitada e infeliz — afirmam que São Paulo era machista, contrário às mulheres, em razão de sua formação. Isso não resiste a uma exegese, pois nenhum machista aconselharia os homens a amarem a sua própria mulher, como em Efésios 5.25. Nenhum machista citaria tantas mulheres, como em Romanos 16. São Paulo, como imitador de Cristo (I Coríntios 11.1), tratou as mulheres da mesma maneira que o Senhor. E, quem dentre nós, tem autoridade para dizer que o Senhor Jesus era machista?
7) Se São Paulo era machista, o que dizer do Senhor Jesus, que escolheu doze homens para compor o ministério da Igreja nascente, de acordo com Mateus 10.2-4? Ele teria se enganado? Ou o Mestre tinha algum vínculo com fariseus, saduceus, escribas ou quaisquer grupos machistas de sua época?
Na escolha dos primeiros diáconos, que poderiam vir a ser ministros, caso tivessem chamada de Deus para tal e servissem bem ao ministério (Hebreus 5.4; I Timóteo 3.13), os apóstolos disseram: “Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões…” (Atos 6.3).
9) No primeiro Concílio, em 52 d.C., os rumos da Igreja foram traçados por homens (Atos 15). Cade as mulheres? Não há registro de pastoras, presbíteras ou episcopisas.
10) Em Apocalipse capítulos 2 e 3, são mencionados os pastores das Igrejas da Ásia. Não há menção de pastoras.
Como se vê, apesar de toda a polêmica em torno desse assunto, a Bíblia Sagrada é clara. Embora as mulheres tenham importante papel ao longo das páginas do Novo Testamento, aparecendo na linhagem e no ministério de Cristo (Mateus 1.3,5,6,16; Lucas 8.1-3), Deus conferiu aos homens, em regra geral, o exercício da liderança eclesiástica (Efésios 4.8-11).

UMA PALAVRA ÀS IRMÃS EM CRISTO JESUS NOSSO SENHOR

Amadas irmãs em Cristo, peço-lhes que não fiquem bravas comigo. Talvez, se eu fosse uma mulher, as irmãs aceitariam melhor o que tenho exposto. Mas quero lhes dizer que as irmãs podem e devem pregar o Evangelho, orar pelos enfermos e desempenhar todas as tarefas de um seguidor do Senhor Jesus Cristo (Marcos 16.15-18), pois também são cooperadoras de Deus (I Coríntios 3.9).
O que lhes é vedado, não por mim, mas pela Palavra de Deus, é o desempenho de funções reservadas aos Ministros. Por exemplo, só os Ministros (Presbíteros ou Pastores e Bispos) podem ungir os enfermos (Tiago 5.14; Marcos 6.13). Nem os homens, se não pertencerem ao Ministério, podem fazer isso! Nesse caso, as mulheres também não devem ungir, a menos que queiram agir por conta própria, e não segundo os preceitos bíblicos.
Por outro lado, muitos obreiros — por falta de conhecimento ou amadurecimento — as impedem de testemunhar, valendo-se erroneamente do texto de I Coríntios 14.34,35. Aqui, São Paulo com certeza não se opôs à pregação feita por mulheres, visto que no capítulo 11 ele mesmo disse que as mulheres podem profetizar na casa de Deus. Certamente, o apóstolo se referiu ao falatório ou a um tipo de participação no culto que implicasse ascendência das mulheres sobre os ministros do Senhor, o que infelizmente aconteceu na Igreja de Tiatira (Apocalipse 2.20-22).
Outro texto que tem sido usado de modo errado para impedir as irmãs de ministrarem em escolas dominicais, conferências, estudos, etc., é I Timóteo 2.12. Mas o apóstolo São Paulo, claramente — à luz dos contextos imediato e remoto —, alude a um tipo de participação feminina que resulte em enfraquecimento da autoridade masculina, quer no lar, quer na casa de Deus, o que fere os conceitos bíblicos já expostos neste artigo.
Finalmente, reconheço, queridas irmãs, que há exceções, como mulheres que estão no Campo Missionário. Mas não devemos transformar as exceções em regras, como tem ocorrido em Igrejas cujas esposas de pastores são declaradas, automaticamente, "pastoras" (Ao chegar em Goiânia/GO, percebi que as Igrejas tradicionalistas como a própria Assembléia de Deus, Ministério de Madureira, tem se comportado dessa maneira, as esposas dos pastores são tratadas de pastoras). 
Quando fazemos valer a nossa própria vontade ou a de outras pessoas à nossa volta, e não a vontade de Deus, corremos o risco de enquadramento no que o Senhor Jesus disse em Mateus 7.21-23
Pensemos nisto, amém!