quinta-feira, 27 de outubro de 2011

SERMÃO 3


Os Sete Degraus da Restauração do Apóstolo São Pedro

Pelo Rev. Pe. José Kennedy de Freitas Ph.D - SVC


Introdução
Vamos com muita atenção analisar os Sete Degraus que Restauração de São Pedro, e com isso comprar a nós mesmos.

1. O Olhar Penetrante do Senhor Jesus Cristo (Lc 22.61) 
 
O senhor Jesus olhou para São Pedro exatamente no momento em que ele estava negando, jurando e praguejando, insistindo em dizer que não conhecia o Senhor Jesus.
Os olhos de Cristo penetraram na alma do apóstolo São Pedro e radiografaram as mazelas do seu coração. Aquele foi um olhar de tristeza, mas também de compaixão. Quando o Senhor Jesus olhou para São Pedro, ele se lembrou da palavra do Senhor e ao lembrar-se dela encontrou uma âncora de esperança e o caminho de volta para a restauração.

2. O Choro Amargo Pelo Pecado (Mt 26.75; Mc 14.72; Lc 22.62)

Os evangelistas nos informam que São Pedro saindo dali chorou amargamente (Mt 26.75; Lc 22.62) e caindo em si, desatou a chorar (Mc 14.72). Logo que as lágrimas do arrependimento rolaram pelo rosto de São Pedro, seus pés se apressaram em sair daquele ambiente. São Pedro deu quatro passos rumo à restauração: 1) Ele caiu em si; 2) Ele saiu dali; 3) Ele desatou a chorar; 4) Ele chorou amargamente. O choro do arrependimento desemboca na alegria do perdão.

3. O Impacto do Túmulo Vazio (Lc 24.11,12) 
 
Quando São Pedro foi informado que o túmulo do Senhor Jesus estava vazio, ele correu e entrou no sepulcro e ao ver os lençóis de linho, retirou-se para casa, maravilhado do que havia acontecido. O poder da ressurreição foi mais um instrumento que Deus usou para levantar São Pedro de sua queda. O triunfo de Cristo sobre a morte, sobre o diabo e sobre o inferno deixou São Pedro maravilhado. A mesma mão que abriu o túmulo de Cristo abriu também os olhos de São Pedro. Aqueles que são impactados pela luz da ressurreição não permanecem mais nas regiões tenebrosas da morte.

4. O Recado Especial do Senhor Jesus Cristo (Mc 16.7) 
 
O anjo de Deus que estava assentado sobre a pedra que fechava o túmulo de Cristo e testemunhou para as mulheres que ele havia ressuscitado, entregou, também, a elas, um recado: “… ide, dizei a seus  discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia, lá o vereis, como ele vos disse”. Por que o Senhor Jesus mandou esse recado especial a São Pedro? Porque Jesus sabia que a essas alturas São Pedro não se sentia mais digno de ser um discípulo. São Pedro havia negado seu nome, sua fé, suas convicções, seu apostolado e seu Senhor. São Pedro tinha pensado em desistir de tudo, mas o Senhor Jesus não desistiu de São Pedro.

5. A Pergunta Especial do Senhor Jesus Cristo (Jo 15.15-17) 
 
São Pedro saiu de Jerusalém e foi para a Galiléia como Cristo ordenara. Naquela longa jornada, a consciência de São Pedro foi lhe acusando. Ele pensou que o Senhor jesus Cristo iria lançar em seu rosto o seu fracasso. Mas, a única pergunta de Cristo a São Pedro foi: “Simão, tu me amas?”. Essa pergunta foi repetida três vezes, porque três vezes São Pedro negou a Cristo. O Senhor não humilhou São Pedro. O senhor Jesus não esmaga a cana quebrada nem apaga a torcida que fumega (Mt 12.20). Senhor Jesus não lançou no rosto de São Pedro seus fracassos. Antes, deu-lhe a oportunidade de reafirmar o seu amor e reiniciar o seu ministério. Infelizmente, há “cristãos” que costumam jogar na cara de seu semelhante alguma coisa que não lhes agradou. Uma pena!

6. O Comissionamento do senhor Jesus Cristo (Jo 21.15-19) 
 
O Senhor Jesus Cristo não apenas restaurou a vida de São Pedro, mas também o seu ministério. O Senhor lhe deu duas ordens: pastoreia os meus cordeiros e as minhas ovelhas e segue-me! O Senhor sepultou no esquecimento os fracassos de São Pedro e abriu-lhe uma nova fronteira de trabalho. O Senhor restaurou a alma e os sonhos de São Pedro! O Senhor jesus quer restaurar seus sonhos.

Conclusão: O Revestimento de Poder para Pregar a Palavra de Deus (At 2.4,14)
São Pedro não apenas teve de volta seu ministério, mas, agora, é revestido com o poder do Espírito Santo para pregar a Palavra de Deus. O Pedro medroso torna-se intrépido. O Pedro inconstante torna-se firme. O Pedro que falava sem pensar, agora se transforma num grande pregador. Quando se levantou para pregar, os corações começaram a se derreter aos milhares, convertendo-se a Cristo. O mesmo Jesus que restaurou Pedro pode também restaurar sua vida.

Rev. Pe. José Kennedy de Freitas - Ph.D - SVC
Vigário Episcopal no Estado de Goiás e Bispo Eleito
Igreja Apostólica Vetero Católica do Brasil - Fidelitas
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sermão 2


Os sete degraus da queda do Apóstolo São Pedro

Pelo Rev. Pe. José Kennedy de Freitas Ph.D - SVC
Introdução
Antes de São Pedro tornar-se um apóstolo cheio do Espírito Santo, um pregador ungido e ousado revelou sua fraqueza e chegou ao ponto extremo de negar o Senhor Jesus. Sua queda foi vergonhosa, suas lágrimas foram amargas, mas sua restauração foi completa.
A queda do Apóstolo São Pedro passou por vários estágios. Alistaremos em seguida os sete degraus de sua queda.
1. A Autoconfiança (Lc 22.33)
Quando o Senhor Jesus alertou a São Pedro acerca do plano de Satanás de peneirá-lo como trigo, Pedro respondeu que estava pronto a ir com ele tanto para a prisão como para a morte. São Pedro subestimou a ação do inimigo e superestimou a si mesmo. Ele colocou exagerada confiança no seu próprio “eu” e aí começou sua derrocada espiritual. Este foi o primeiro degrau de sua queda.
2. A Indolência (Lc 22.45) 
 
O mesmo São Pedro que prometeu fidelidade irrestrita ao Senhor Jesus Cristo e disposição de ir com ele para a prisão e para a morte, agora está agarrado no sono no Jardim do Getsêmani no aceso da batalha. Faltou-lhe percepção da gravidade do momento. Faltou-lhe vigilância espiritual. Estava entregue ao sono em vez de estar guerreando com Cristo contra as hostes do mal. A fraqueza espiritual de São Pedro fê-lo dormir e ao dormir fracassou no teste da vigilância espiritual.

3. A Precipitação (Lc 22.50)

Quando os soldados romanos, liderados por Judas Iscariotes e pelos principais sacerdotes prenderam o Senhor Jesus, São Pedro sacou sua espada e cortou a orelha de Malco. Sua valentia era carnal. Porque dormiu e não orou, entrou na batalha errada com as armas erradas e com a motivação errada. São Pedro deu mais um passo na direção da queda. Ele deslizou mais um degrau rumo ao chão. Nossa luta não é contra carne e sangue. Precisamos lutar não com armas carnais, mas com armas espirituais.

4. Seguir ao Senhor Jesus Cristo de longe (Lc 22.54) 
 
Depois que o Senhor Jesus Cristo foi levado para a casa do Sumo Sacerdote, São Pedro mergulhou nas sombras da noite e seguia ao Senhor Jesus de longe. Sua coragem desvaneceu. Sua valentia tornou-se covardia. Seu compromisso de ir com Cristo para a prisão e para a morte foi quebrado. Sua fidelidade incondicional ao Filho de Deus começou a enfraquecer. Não queria perder o Senhor Jesus de vista, mas também não estava disposto a assumir os riscos de sua ligação com ele. São Pedro despenca mais um degrau rumo à fatídica queda! Há muitos cristãos que agem da mesma forma que São pedro, não querem deixar suas atividades e ministério na Igreja, mas suas vidas revela que seguem ao senhor de longe.

5. As Más Companhias (Lc 22.55) 
 
São Pedro dá mais um passo rumo ao fracasso quando se afasta de Cristo e se aproxima de seus inimigos na casa do sumo sacerdote. São Pedro assentou-se na roda dos escarnecedores. Tornou-se um com eles. Imiscuiu-se com gente que escarnecia de Cristo. Colocou uma máscara e tornou-se um discípulo disfarçado no território do inimigo. Sua mistura com o mundo custou lhe caro, pois foi nesse terreno escorregadio que sua máscara foi arrancada e sua queda tornou-se mais vergonhosa.

6. A Negação (Lc 22.57) 
 
Um abismo chama outro abismo. Uma queda leva a outros tombos. São Pedro não conseguiu manter-se disfarçado no território do inimigo. Logo foi identificado como um seguidor de Cristo e quando interpelado por uma criada, respondeu: “Mulher, não conheço a Cristo”. São Pedro negou sua fé e seu Senhor. Ele quebrou o juramento de seguir a Cristo até a prisão e até à morte. Sua covardia prevaleceu sobre sua coragem. O medo dominou a fé e ele caiu vergonhosamente.

Conclusão: A Blasfêmia (Mc 14.71) 
 
São Pedro negou a Cristo três vezes. Ele negou na primeira vez (Mt 27.70), jurou na segunda vez (Mt 27.72) e praguejou na terceira vez (Mt 27.74). A boca de São Pedro está cheia de praguejamento e blasfêmia e não de votos de fidelidade. Ele caiu das alturas da autoconfiança para o pântano da derrota mais humilhante.
Sua queda não aconteceu num único lance. Foi de degrau em degrau. Ele poderia ter interrompido essa escalada de fracasso, mas só caiu em si quando estava com a alma coberta de opróbrio e com os olhos cheios de lágrimas amargas. Não somos melhores do que São Pedro. Estamos sujeitos aos mesmos fracassos. A única maneira de permanecermos de pé é colocarmos nossos olhos em Cristo e dependermos dele em vez de nos escorarmos no frágil bordão da autoconfiança.

SERMÃOS 1


As Sete Bem-Aventuranças do Apocalipse

Pelo Rev. Pe. José Kennedy de Freitas – PH.D SVC


O número sete tem uma grande importância no livro de Apocalipse. Ele é o número da perfeição. Não é sem propósito que temos sete bem-aventuranças neste precioso livro. Vejamos quais são:
1. Bem-aventurados os que lêem, ouvem e guardam as palavras da profecia (Ap 1.3)
Aqueles que lêem a Palavra, ouvem a Palavra e obedecem a Palavra são  verdadeiramente felizes. Na Palavra existe uma fonte de vida. A Palavra é melhor do que ouro depurado e mais doce que o mel. A Palavra é leite, carne, pão e mel. Ela nos instrui, nos ensina, nos corrige e nos consola. Por meio dela somos treinados para toda boa obra. Aqueles que dedicam seu coração ao exame, à observância e ao ensino da Palavra são bem sucedidos, ou seja, são como árvores plantadas junto às correntes das águas que no devido tempo dá o seu fruto e cuja folhagem não murcha.
2. Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor (Ap 14.13)
A morte não é uma tragédia para os filhos de Deus nem o fim da sua existência. Para uma pessoa salva, morrer é uma bemaventurança, pois aqueles que morrem no Senhor descansam de suas fadigas. Aqueles que morrem no Senhor deixam o corpo para habitar com Jesus. Aqueles que morrem no Senhor partem desta vida para estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. A morte dos santos é preciosa aos olhos do Senhor.
3. Bem-aventurados aqueles que vigiam e guardam as suas vestes (Ap 16.15)
Aqueles que vivem cuidadosamente em santa piedade e retidão são as pessoas verdadeiramente felizes. Aqueles que guardam as suas vestes puras e incontaminadas não serão envergonhados quando o Senhor vier ou quando o Senhor os chamar. O mundo prega que a felicidade está na prática do pecado. O glamour do pecado reluz com grande sedução e muitos incautos caem nessa rede traiçoeira. Mas, a verdadeira felicidade está na santidade, na pureza, na vida de vigilância e santidade. Só os santos são verdadeiramente bem-aventurados e felizes!
4. Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das Bodas do Cordeiro (Ap 19.9)
Somente aqueles que foram lavados no sangue do Cordeiro, nasceram de novo, e são habitados e santificados pelo Espírito Santo entram nas bodas do Cordeiro e celebram com ele esta festa. Aqueles que apenas mantiveram as aparências como as cinco virgens néscias ficarão de fora deste banquete. Aqui está em foco a felicidade da salvação e íntima e profunda comunhão com Cristo por toda a eternidade. Aqueles que buscaram a felicidade nos banquetes do mundo serão lançados fora para as trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes.
5. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição (Ap 20.6)
O contexto deste texto revela que a primeira ressurreição é aqui sinônimo de conversão. Converter-se a Cristo é sair da morte para a vida, da potestade de Satanás para Deus e do reino das trevas para o reino da luz. Pela conversão os mortos recebem vida abundante e eterna. Os salvos são aqueles que nasceram duas vezes: física e espiritualmente e morrerão apenas uma vez, fisicamente. Mas, aqueles que recusaram a graça nascerão apenas uma vez: fisicamente e morrerão duas vezes: sofrerão a morte física e também a morte eterna. Os salvos são as pessoas verdadeiramente felizes!
6. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras a profecia deste livro (Ap 22.7)
A bem-aventurança está diretamente ligada aqui à obediência. Conhecer sem obedecer é acumular juízo sobre si. O conhecimento nos responsabiliza. Mas, o conhecimento que produz obediência, que desemboca em mudança e produz ação positiva no Reino de Deus produz grande alegria. No céu só existirá uma categoria de pessoas: pessoas obedientes! Os rebeldes que taparam os ouvidos à voz de Deus e desprezaram sua Palavra não terão acesso à cidade santa, à nova Jerusalém.
Conclusão: Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro (Ap 22.14)
Lavar as vestiduras no sangue do Cordeiro é um termo que representa a justificação. Um outro alguém perfeito, santo, imaculado morreu em nosso lugar e em nosso favor e levou a nossa culpa e pagou o preço da nossa redenção. Pela justificação deixamos de ser réus e ganhamos o status de filhos. Agora, pelo sangue de Cristo, somos membros da família de Deus. Temos, então, o direito à árvore da vida e entraremos na cidade pelas portas. A verdadeira bem-aventurança não está em coisas, mas em Deus; a verdadeira felicidade está na bendita e gloriosa salvação em Cristo!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

CATOLICISMO ROMANO À LUZ DA PALAVRA DE DEUS


Católico e Romano? Como Pode?

Esta foto estou ao lado do Pastor Jorge da Silva - Ministro Batista - CBB

Pelo Rev. Dr. José Kennedy de Freitas Ph.D - Bispo Eleito
Sacerdote Anglicano - IAB

As Sagradas Escrituras nos ensina que o Senhor Jesus Cristo fundou a Sua Igreja, a Igreja Cristã, e que Ele é o fundador sobre a qual ela repousa e o Cabeça da Igreja que é Seu corpo. “Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo” (I Coríntios 3. 11). “... edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular” (Efésios 2.20). “E pôs todas as cousas debaixo dos seus pés, e para ser o Cabeça sobre todas as cousas, o deu à Igreja, a qual é o seu corpo ” (Efésios 1. 22,23). A Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo é composta de todos aqueles que são verdadeiros cristãos, aqueles que “nasceram de novo” (João 3.1-3), de todas as Nações e denominações. “Igrejas de Cristo” (Romanos 16.16) são congregações de cristãos que se reúnem para a adoração e atividades missionárias. E, embora sejam muitos, todos são membros de uma única Igreja de Cristo: “Porque, assim como num só corpo temos muitos membros... assim também nós, conquanto muitos somos um só corpo em Cristo” (Romanos 12. 4,5). Esta é a verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Uma definição realmente ampla e generosa de Igreja é apresentada pelos irmãos Presbiterianos, na sua Confissão de Fé de Westminster, que declara: “A Igreja visível, que também é Católica ou Universal sob o Evangelho (não reservada a uma só nação, como antes sob a lei), consiste de todos aqueles em todo o mundo, que professam a verdadeira religião, junto com os seus filhos, e é o reino do Senhor Jesus Cristo, a casa e a família de Deus, fora da qual não há possibilidade normal de Salvação” E o Catecismo Maior da Igreja Presbiteriana do Brasil, em resposta à pergunta: “O que é a Igreja visível?” (Questão 62), diz: “A Igreja visível é uma sociedade formada por todos aqueles em todos os séculos e lugares do mundo que professam a verdadeira religião, e de seus filhos”.

Quais são os sinais de uma Verdadeira Igreja Cristã? Os sinais são:
  1. A verdadeira Pregação da Santa e Gloriosa Palavra de Deus;
  1. A verdadeira administração dos Sacramentos, e,
  1. O exercício fiel da disciplina cristã.
João Calvino insistia repetidamente no “Ministério da Palavra e dos Sacramentos”, como sinais que distinguiam uma verdadeira Igreja. A este geralmente acrescenta-se o exercício da devida disciplina, embora erros menores e irregulares de conduta em si mesmos não dêem causa suficiente para negar o reconhecimento a uma verdadeira Igreja. Marcos Pereira de Mattos, Ex-Sacerdote Anglo-Tradicional (RJ) declara quanto ao exercício da fiel disciplina: “Isto é verdadeiramente essencial para a manutenção da pureza da doutrina e para resguardo da Santidade dos Sacramentos. As Igrejas que são relaxadas na disciplina acabam descobrindo mais cedo ou mais tarde dentro do seu círculo um eclipse da Luz da verdade e um abuso daquilo que é Santo” (Anotações) .

Ao estudarmos a Bíblia Sagrada podemos observar que a palavra “Igreja” jamais significou uma Denominação. As Sagradas Escrituras nada tem a declarar sobre Denominações Religiosas. Se uma Igreja Particular prefere permanecer estritamente independente, ou entrar num acordo de cooperação com outras Igrejas Particulares, e se o faz em que termos não se discute na Palavra de Deus, mas fica totalmente a critério da própria Igreja. Geralmente a palavra “Igreja”, conforme usada no Novo Testamento, significa uma Congregação Local de cristãos, como a “Igreja de Deus em Corínto”, “a Igreja em Jerusalém”, “as Igrejas da Galácia”, “a Igreja em tua casa”. Noutras ocasiões, pode referir-se à Igreja Geral, como quando somos informados que “Cristo amou a Igreja, e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5.25). Ou, então, pode referir a todo o corpo de Cristo Jesus em todos os séculos, como quando sobre a “Universal Assembléia e Igreja dos primogênitos arrolados nos céus” (Hebreus 12. 23). Quando o Senhor Jesus Cristo orou a Deus pedindo Unidade, “a fim de que todos sejam um” (João 17.21), foi principalmente uma Unidade Espiritual, uma Unidade de Coração e Fé, de Amor e Obediência, de verdadeiros cristãos e, apenas secundariamente, uma Unidade de organização eclesiástica, o que Ele tinha em mente, como tornou claro quando o Senhor Jesus ilustrou essa Unidade com o relacionamento que existe entre Ele e o Pai “como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti”. Unidade de Fé deve vir antes da Unidade de Organização Religiosa. O ideal, naturalmente, seria que a Igreja fosse uma na Fé e na Organização. Mas está claro que ela ainda não está preparada para isto. Conforme os cristãos forem se tornando mais intimamente unidos na Doutrina, eles vão trabalhando juntos com mais harmonia e desejam se unir mais intimamente na Organização Religiosa. Mas Unidade de Doutrina sempre deve permanecer em primeiro lugar, pois se relaciona com o propósito exato porque a Igreja foi organizada. A alegada tragédia da desunidade da Organização é mais do que anulada pela verdadeira tragédia da desunidade de Doutrina que resulta quando Igrejas conservadoras e modernistas se combinam numa Organização. É exatamente neste ponto que o Catolicismo Romano, que reivindicam ser a única Igreja verdadeira, erram tentando trazer todas as Igrejas Cristãs, até mesmo forçá-las, numa organização mecânica e invisível. Pode haver e há realmente verdadeira Unidade Espiritual entre os cristãos fora de qualquer Unidade Organizacional. A Igreja não é um mecanismo, mas um organismo vivo, cuja cabeça é o Senhor Jesus Cristo, e qualquer Unidade que seja mecânica é forçada está sujeita a atrapalhar a própria coisa que pretende promover. Quando ouvimos o “Papa” e ocasionalmente outros líderes de Igrejas falando sobre a união de todas as Igrejas em uma super-organização, as palavras que empregam e o seu método de acesso torna claro que o que eles têm em mente não é uma unidade espiritual dos cristãos, mas uma Unidade Eclesiástica e mecânica dos cristãos e incrédulos, idealizada principalmente para o que eles acham que será de grande eficiência operacional. E, afinal, a diversidade de Igrejas, com um sadio espírito de rivalidade dentro dos devidos limites, talvez seja um dos modos de Deus evitar que a luz do Cristianismo fique estacionária. A história claramente demonstra que onde houver uniformidade forçada, a Igreja estacionou, quer fosse na Itália, na Inglaterra, na França, na Espanha ou na América Latina. O confinamento da vida religiosa a um nível morto de uniformidade não resolve os nossos problemas.

A PALAVRA CATÓLICA

Amado leitor, é preciso dizer alguma coisa sobre o significado da palavra “Católica”, do qual a Igreja Católica Apostólica Romana tenta se apropriar com exclusividade. Novamente queremos citar a pessoa  do senhor Marcos Pereira de Mattos, professor de História do Cristianismo, Hermenêutica Bíblica, Teologia Dogmática e de Teologia do Novo Testamento, dá sobre a palavra: “A IGREJA CATÓLICA: AQ Universal Igreja de Deus, como entidade distinta de um ramo particular, congregação ou denominação dessa Igreja... A Igreja de Roma, apropriou-se erroneamente do termo ‘Católica’, é uma coisa contraditória chamar um corpo de ‘romano’ (que é particular) e ao mesmo tempo de ‘Católico’ (que significa Universal)” (Anotações 2010). Um Dicionário Católico dá a seguinte definição: “Católico’ A palavra vem do grego e significa simplesmente Universal”.

O ilustre Bispo Anglo-Católico Dom Lucas Macieira da Silva, Belo-Horizonte/MG, declarou o seguinte: “Rigorosamente falando, ‘Católica Romana’ é uma contradição de termos. Católico significa Universal; Romano significa Particular. Somos nós Anglicanos e os Protestantes e não o Romanistas que crêem em uma Una, Santa, Igreja Católica. Nós Anglicanos e nossos irmãos Protestantes acreditamos que a Igreja é Universal ou seja, Católica; Roma não consegue encontra-la além de sua própria comunhão. Nossa fórmula é: Ubi Spiritus ibi ecclesia (Onde está o Espírito está a Igreja). O lema da Igreja Católica Apostólica Romana é: Ubi ecclesia ibi Spiritus (Onde está a Igreja (Romana) está o Espírito). É por causa do devido uso histórico da palavra “Católica” que nós Anglicanos, os Véteros Católicos e os demais irmãos Protestantes não hesitamos em recitar o Credo dos Apóstolos. Nós nos apegamos à palavra porque nós amamos o conceito. A Igreja Romana não tem o monopólio da palavra “católica”; na verdade, como já dissemos, é uma questão de direito” (Citação de sua Homilia em 2007 – Belo-Horizonte/MG - Anotações). Todos aqueles que crêem em Nosso Senhor Jesus Cristo como único e suficiente Salvador, não obstante a denominação à qual pertença, são de fato membros de uma Igreja Católica Cristã. Nós Anglicanos e Protestantes, somos os mais verdadeiros Católicos, pois, nos baseamos nossa Fé no Novo Testamento como os cristãos primitivos. A Igreja Romana acrescentou muitas “doutrinas” e “Dogmas” que não se encontram no Novo Testamento, e qualquer pessoa que os aceite torna-se, por causa disso, um ‘Católico Romano’, e também deixa de ser um cristão católico. Uma vez que a palavra Católica significa Universal, a verdadeira Igreja Católica Cristã deve incluir todos os verdadeiros cristãos, todos os que pertencem ao corpo místico ou espiritual de Cristo (Efésios 1. 22,23). Mas tem havido e há milhares de cristãos que jamais tiveram alguma ligação com Romana. A Igreja Romana é, afinal, uma Igreja Particular, com o seu quartel-general na cidade de Roma, Itália, e limita-se àqueles que reconhecem a autoridade Papal. Mesmo em suas reivindicações mais extravagantes, a Igreja Romana reivindica apenas cerca de um oitavo da população Mundial e ela se excluiu do Mundo cristão professo, e deixou de ter comunhão com talvez mais da metade do Cristianismo, de modo que há provavelmente mais cristãos professos que rejeitam sua autoridade do que aqueles que a reconhecem. E geograficamente ela fracassa totalmente em provar sua reivindicação à Universalidade. Mesmo nos países Católicos Romanos nominais como a própria Itália, a França, a Espanha e a América Latina, Roma provavelmente não tem hoje nenhum controle efetivo sobre mais de quinze por cento da população mundial. Em circunstância nenhuma a Igreja Romana é Universal, pois não passa de uma entre numerosas outras e é sobrepujada em número pelos membros praticantes de várias Igrejas, sejam Anglicanos ou Protestantes. Por exemplo, somos mais de 80 milhões de Anglicanos espalhados pelo Mundo. A Igreja Anglicana é a Quarta maior família cristã que existe atualmente no Mundo.

O Rev. Dr. Paulo de Aragão Lins, Ministro Protestante, uma das maiores autoridades Bíblicas do Brasil, declarou com prioridade: “Há muitas ‘Igrejas’, mas o Novo Testamento reconhece apenas uma única verdadeira Igreja. Esta verdadeira Igreja é composta de todos os crentes no Senhor Jesus Cristo. Ela é composta dos Eleitos de Deus __ de todos os homens e mulheres convertidos, nascidos de novo __ de todos os verdadeiros cristãos. É uma Igreja na qual todos os membros nasceram da água e do Espírito. Todos eles possuem arrependimento para com Deus, fé para com Nosso Senhor Jesus Cristo e santidade de vida e postura diante dos homens. Todos eles extraem sua religião de um único livro __ A Bíblia Sagrada__ é a Igreja cuja existência não depende de formas, templos, catedrais, vestes, órgãos, tradição ou qualquer ato de favor que seja proveniente da mão do ser humano. Ela geralmente vive e prossegue quando todas estas coisas lhe são tiradas. Está é a Igreja Universal (Católica) do Credo dos Apóstolos e do Credo Niceano. Está é a única do Mundo onde o Santo Evangelho é recebido, lido e crido. Ela foi Católica porque foi idealizada para todos as nações. A Igreja permaneceu pura e fiel ao santo Evangelho por cerca de 300 anos AD, que foi a idade de ouro dos mártires e santos que foram perseguidos por Roma Pagã. Depois de assim chamada conversão do Imperador Constantino (310 AD), o Cristianismo foi declarado Religião do Estado e multidões pagãs foram admitidas à Igreja apenas pelo batismo, sem conversão. Eles trouxeram seus rituais pagãos, suas cerimônias e práticas que gradualmente introduziram na Igreja com nomes cristãos, os quais corromperam a fé primitiva e a Igreja se tornou Romanizada e Paganizada. O que torna uma Igreja verdadeiramente Católica é sua aceitação do santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo e o Credo dos Apóstolos. A Igreja Romana acrescentou o ‘Papado’ e tantas outras ‘doutrinas’ e práticas pagãs que muitas pessoas não a consideram mais cristãs ou Católicas. A Reforma Protestante do Século XVI foi um protesto contra aquelas doutrinas pagãs, um completo afastamento da igreja Oficial e um retorno ao Cristianismo Católico Primitivo do Novo Testamento. A Igreja Romana de hoje pode tornar-se novamente uma verdadeira Igreja Católica se realmente renunciar ao ‘Papado’ e àqueles Dogmas e práticas que são completamente contrários à Santa e Gloriosa Palavra de Deus, apegando-se aos seus fundamentos primitivos base em que pode se realizar a reunião de todas as Igrejas Cristãs. O nome ‘Católico’, quando aplicado à Igreja de Roma exclusivamente, é um grande e fatal erro, pois se aplica melhor àquelas Igrejas (Anglicanas, Véteros Católicos  e os Protestantes) que literalmente se aplicam à Bíblia Sagrada e ao Credo dos Apóstolos sem qualquer adições. Diz a Palavra de Deus: ‘Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e se alguém tirar qualquer cousa das palavras e das cousas que se acham escritas neste livro’ (Apocalipse 22. 18,19). A verdadeira Igreja de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é invisível, formada de pessoas verdadeiramente convertidas que se encontram em todas as Igrejas visíveis e cujos nomes estão escritos no Livro da Vida, e as Igrejas visíveis existem para treinar santos para o reino de Nosso Senhor Jesus Cristo ” (Anotações – 1994 – Recife/PE).

O QUE REALMENTE É UMA SEITA?

Outro aspecto que queremos acrescentar em nosso artigo, é que a Igreja “Católica" Apostólica Romana em sua ânsia de estigmatizar todas as outras Igrejas como “Seitas”, dizendo que são cismáticas. Primeiro, vamos fixar claramente na mente, precisamente o que é uma “Seita”? As definições no dicionário tendem a enfatizar os elementos divisivos, cismáticos e heréticos das Seitas. Portanto, deveríamos definir Seita como um grupo que se fecha em si mesmo como povo exclusivo de Deus e exclui todos os outros. Por sua exclusividade, a seita se exclui e se isola do curso principal da vida cristã. Nesta base, a Igreja Romana, com sua reivindicação intolerante e ofensiva de ser “a única Igreja verdadeira de Cristo na terra”, sua disposição de estigmatizar todos os outros de heréticos, seus anátemas e maldições tão prontamente enunciados contra todos os que se atrevem a discordar dos seus pronunciamentos e suas numerosas heresias e práticas que não se encontram em o Novo Testamento, automaticamente coloca-se como a maior e mais notável de todas as Seitas. Este Sectarismo se demonstra, por exemplo, em declarações tais como a Súmula dos Erros, publicado pelo então “Papa” da época Pio IX, em 1864 AD, e ainda em pleno vigor onde a Igreja Romana pode impor a sua vontade. A hierarquia nas democracias ocidentais não divulga esta Súmula dos Erros e, há anos, está empenhada numa campanha sutil de esconder muitas de suas notáveis doutrinas do público em geral. Mas vamos apresentar aqui, algumas das reivindicações da Igreja Romana em linguagem bastante clara.

15. “Nenhum homem é livre para abraçar e professar aquela religião que ele crê ser a verdadeira, guiado pela Luz da razão”;

16. “A Salvação Eterna não deve ser esperada para ninguém que se encontre fora da verdadeira Igreja de Cristo”;

17. “O Protestantismo não é outra forma diversificada da verdadeira religião cristã na qual seja possível agradar a Deus tal como a Igreja Católica”;

18. “A Igreja tem o poder de definir dogmaticamente a religião da Igreja Católica como a única religião verdadeira”;

21. “A Igreja tem o poder de empregar a força e (de exercê-la) o poder temporal direto e indireto”;

24. “Nenhuma Igreja Nacional pode ser instituída em um Estado, que se desvie ou separe da autoridade do Pontífice Romano (Por isso a perseguição feita a Igreja Católica Apostólica Brasileira – ICAB e demais Ramos Nacionais do Catolicismo em nosso País)”, etc.. Estas e outras declarações são do “Papa” que apenas seis anos depois promulgou a Doutrina da Infalibilidade Papal! A Igreja Romana condena aqui a Liberdade de Culto ou Religião, a Liberdade de Expressão, a Liberdade de Imprensa e etc.
Que ninguém diga que a Súmula de Erros pertence aos tempos antigos e que não deve ser levada a sério.

Com todo amor cristão que devemos ter, podemos afirmar sem medo de errar que há bons cristãos em todas as denominações (os Anglicanos, os Véteros Católicos , os Batistas, os Presbiterianos, os da Assembléia de Deus, Igreja Pentecostal Deus é Amor, etc), inclusive na Igreja "Católica" Apostólica Romana, que tem por Cabeça o Senhor Jesus Cristo. Porém, a intolerância e o sectarismo da Igreja Católica Apostólica Romana também se verificam em sua tentativa de usar a palavra “Igreja” apenas para consigo, como um sinônimo de Igreja "Católica" Apostólica Romana, desde modo desigrejando todas as outras, e chamando os Protestantes de não-católicos. Os Protestantes tem sido demasiado frouxos no passado quando seu deslocamento da Igreja Universal.

Pensemos nisto!

Obs: O autor é Reitor da Missão Anglicana São Paulo, Apóstolo no Estado de Goiás, é Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia, Ph. D em Ciências da religião, Licenciado em Filosofia e Professor de Hebraico, Grego, Teologia Sistemática, Hermenêutica Bíblica e Religiões Comparadas. Jornalista (JP) e Escritor. Fone: 62- 8239-1069. 

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

CRISTIANISMO EM CRISE


CRISTIANISMO SEM CRISTO
UMA ANÁLISE DA IGREJA CRISTÃ EM SOLO BRASILEIRO
Por Rev. Dr. José Kennedy de Freitas
Reitor da Missão Anglicana Reformada no Centro Oeste, Ph.D em Ciências da Religião e Filósofo
O título “O Cristianismo sem Cristo”, ou seja, “O Cristianismo em Caos”, traz um grande desafio e uma enorme tarefa para nós Ministros do santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Este tema representa uma forma de contribuir para o entendimento de um Cristianismo sem turbulência e estável. Na verdade, queremos dar ao povo cristão uma idéia de como o atual Cristianismo se transformou em religião sem a Pessoa Augusta de Nosso Senhor Jesus Cristo.
De qualquer forma, o atual cenário do Cristianismo falido não irá de modo algum, riscar da história os desígnios de Deus para com Sua verdadeira Igreja. Por verdadeira Igreja entendemos que seja a Comunidade que apresenta a verdadeira pregação do santa e gloriosa Palavra de Deus, a verdadeira administração dos Sacramentos (Ordenanças), o exercício da disciplina cristã, e o ajuntamento dos Eleitos de Deus em todas as eras e lugares, independentemente de professar algum credo teológico, pois o que leva uma pessoa a seguir o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo é exatamente a sua verdadeira fé, o seu testemunho de vida, sua ética cristã, sua esperança de Vida Eterna, sua comunhão com Deus e com Sua Palavra revelada e escrita na história.
Vivemos dias maus, cuja as pessoas estão com suas mentes corrompidas, homens e mulheres amantes de si mesmos, a liderança religiosa gananciosa, os políticos dominados pelo prazer da perversidade, da exploração e da injustiça social (II Timóteo 3. 1-6). Estamos vivendo tempos em que as pessoas estão desprezando os valores éticos, morais, familiares e cristãos, pois estão usando a liberdade (se é que existe) para mudar o curso  da história e transformá-la em verdadeiro caos, num mundo de ilusão na matriz da incerteza. Será que existe o amor? Será que o respeito e a moralidade existe? Será que a verdade está em nosso meio?
O DECLÍNIO DO CRISTIANISMO
A Triste Reforma do Cristianismo Moderno
As Sagradas Escrituras afirma claramente que uma grande apostasia terá que acontecer antes da Volta do Senhor Jesus Cristo (II Tessalonicenses 2. 1-9). Os cristãos atuais estão (“em parte”) sendo enganados por novos conceitos que aparentemente apresentam como solução para a Igreja Cristã. Quais os perigos da crescente aceitação e prática do Pensamento Positivo? Da Teologia do Sucesso? Da chamada Igreja de Inclusão? Da Cura da Memória? Das Filosofias de Auto-Ajuda?
A Crise existente hoje no Cristianismo não se dá como um ataque frontal ou como repressão as nossas crenças cristãs. Não! Ao invés disso, ela se apresenta na forma das últimas filosofias da moda oferecendo felicidade, vida saudável, mais educação e até mais espiritualidade. Este, aliás, é um tema extremamente necessário para o tempo em que vivemos, uma clara conclamação para que os cristãos escolha entre o original e a imitação, entre o verdadeiro e o falso, pois somente assim podemos escapar da crise que nos assola e tenta fazer de nós reféns indefesos.
UMA FÉ PROFISSIONALIZANTE
O cenário da crise do Cristianismo Moderno juntamente com a “Fé” profissionalizada atual acontece exatamente onde se instalou uma cruzada pagã totalmente alheia à verdade histórica da Igreja Cristã. O que é interessante nesse jogo de xadrez é que as tradições cristãs, ou seja, aquelas verdades, valores e bons costumes que caracterizaram o Cristianismo Histórico e Bíblico, simplesmente desapareceram cedendo lugar a um “Culto” voltado para um “Cristianismo” Alternativo.
Aquilo que entendemos como Religião e Fé viraram PRODUTOS DE MERCADO. Só que se trata de um Mercado com clientela certa, lucro certo, produção (Atacado e Varejo) certa, dependendo da cotação do dia. Transformaram a Fé das pessoas em objeto de exploração e consignaram a espiritualidade à mercê das bolsas de valores à maneira do Capitalismo. Todavia, a intenção dessa vez é a riqueza e o crescimento exagerado da classe eclesiástica dominante.
A HERMENÊUTICA DA APOSTASIA
Dom Rogério Ribeiro Campos, Bispo da Diocese do Bom Pastor – Brasil da Igreja Anglicana Carismática , declara: “A falta de uma liderança comprometida com a Pessoa Augusta de Nosso Senhor Jesus Cristo e com Sua Verdade Bíblica levou muitos candidatos ao Sacerdócio Pastoral a optarem pela soberba e isso fez com que o Cristianismo sofresse duros golpes de traição”. Em que a Igreja Cristã pode confiar hoje?
A Igreja Cristã foi traída e enganada não por homens santos e comprometidos com o Senhor Jesus Cristo (esses são a Igreja), mas por uma liderança amantes de si mesmos e que se entregaram à corrida atrás da fama, da cobiça, do status e do conforto material. Uma liderança corrompida e pagã.
Dom Lucas Macieira da Silva, Bispo Anglo-Católico na cidade de Belo-Horizonte/MG, declarou com base: “De3sde o tempo de seminarista, sempre pensei que um dia o Cristianismo entraria em estado de colapso terminal, em crise, em caos, fraqueza, uma hermenêutica enganosa e problemas de toda sorte histórica, doutrinária, administrativa, moral, ética e teológica. Eu já esperava isso, afirmo com muita tristeza em meu coração” (Anotação Abril 2011).
FALTA DE UNIDADE
A falta de Unidade entre nós cristãos tem gerado o que podemos denominar de “câncer religioso”. Só o Espírito Santo de Deus é capaz de distinguir quem é fiel e quem é falso nesse corpo chamado Cristianismo Pós-Moderno. Até os filhos de Deus “podem” ser atingidos por essa avalanche de corrupções espirituais e distorções hermenêuticas sob a influência e a força política e eclesiástica.
Contudo, os Eleitos de Deus jamais serão enganados ou convencidos a tomar caminhos falsos e repletos de traição, de mentira e de pseudo-adoração. As maiores tragédias do Cristianismo surgiram dentro do seu próprio povo, dos seus mais importantes líderes, pois quem não tem fama não influencia. A coisa mais diabólica que pode existir no Cristianismo é alguém que diz seguir o Senhor Jesus Cristo, ser capaz de matar seu semelhante, tanto no sentido físico (crime) como na dimensão espiritual (pecado).
Lamentavelmente, há “Igrejas” que se dizem cristãs, que estão envolvidas com heresias, com um Movimento denominado de Igreja de Inclusão. Esse Movimento deve sua origem, na Inglaterra, e seu objetivo é incluir no rol de líderes, homossexuais. No Brasil, uma Província Anglicana tem apoiado tal Movimento, seu Arcebispo já declarou com todas as letras que para ele não há nenhum problema realizar o casamento religioso de  casais gays. Onde vamos parar? Que Deus tenha misericórdia de nós.
A HERMENÊUTICA DA SERPENTE
O Pastor Evangélico Dr. Roberto dos Santos, no Distrito Federal, assim declarou: “Não precisamos de muitos argumentos para provar que a espécie humana é a pior de todas da face da terra. Ser imagem de Deus não significa que a perfeição seja algo interno. Pelo contrário, a queda caracterizou a própria desorientação do desejo. O que não presta está sempre na moda, mas o que é bom cai facilmente em desuso e sai da lembrança. Degeneração da Natureza Humana é o que eu chamo de ‘pecado’! É um processo, uma evolução da tendência para a prática do mal, a recusa ao arrependimento e a vontade de fazer sempre algo mais que aborreça os outros” (Anotações da apostila A Crise na Igreja Cristã, p. 22). Não existe um Cristianismo separado do pecado pórque a religião do Senhor Jesus Cristo é constituída de pessoas e estas são todas desde o nascimento, pecadoras e incapazes de parar de pecar.
O problema maior, pelo que parece, é que a rede foi lançada e os peixes que foram apanhados nem sempre se adaptaram ao novo “habitat”, estranhando a recente comunhão com Cristo Jesus. Tais “Sacerdotes”, “Pastores” e “Bispos” que se diziam cristãos, estão acostumados com as mazelas do pecado e tem dificuldade para se adaptarem à Santidade em Cristo Jesus (Hebreus 12.14). Aliás, esse apoio ao Movimento de Inclusão de homossexuais no Sacerdócio Pastoral da Igreja, prova que tais “Ministros” religiosos, permanecem firmes nas Igrejas SEM NUNCA TEREM SE CONVERTIDO DE VERDADE AO SANTO EVANGELHO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.
Até parece que adianta dogmas, liturgias, catecismos, paramentos litúrgicos, campanhas de jejuns e orações, aconselhamentos, teologia, centro de recuperação, e tantas outras coisas para provar que tal “cristão” é realmente um cristão. A crise espiritual do Cristianismo sem Cristo Jesus influenciam as pessoas a gostarem da queda, do fracasso e do caos.
Só a ajuda especial do espírito santo pode levar o ser humano estragado pelo pecado, a amar a Deus e a manter-se debaixo da Sua preciosa Graça incomensurável. A atual crise da desobediência está introjetada na alma do ser humano como uma leucemia espiritual, de tal forma que o pior se torna doce e o melhor é amargo e indesejável (Isaías 5.20; Miquéias 7. 1-10). Como se o ser humano se torna amante do santo Evangelho no meio da crise? Antes de tudo, é preciso se libertar da Síndrome do Éden, do Mal de Adão e da Hermenêutica distorcida da Serpente (o diabo).
Precisa, igualmente, desviar-se da crise, pular a cerca e voltar4 para dentro do jardim através da Pessoa Augusta do Senhor Jesus Cristo, o porteiro, que está sempre chamando as pessoas: Voltem, Voltem, Voltem! Na verdade, muitos estão voltando de mentira, e isso tem fortalecido a crise, porque muitas pessoas que convidam os estranhos vivem construindo o caos, de forma a expulsá-las para mais longe.
São estes “sacerdotes” ou “Ministros” que assolam a fé interna das Igrejas Cristãs e levam a multidões para o fruto proibido, garantindo que tal árvore dá conhecimento suficiente para se libertar de Deus. Na verdade, esse tipo de “cristão” tem as estratégias para ressuscitar a Dialética da Serpente, a Hermenêutica do Diabo, a Exegese do Inferno e, com isso, neutralizar as ricas bênçãos de Deus.
Pode não significar que o Espírito Santo seja dominado por situações de caos. O problema é que o Espírito Santo não encontra clima espiritual digno para as suas santas ações. O mover do Espírito Santo através da Igreja se torna prejudicada o devido à sujeira que se encontra dentro das suas estruturas
A FRAGMENTAÇÃO DA FÉ CRISTÃ
Somos todos prisioneiros, mas alguns de nós estamos em jaulas com janelas e outros não” (Dom Rogério Ribeiro Campos, Bispo da Diocese do Bom Pastor – Brasil da Igreja Anglicana Carismática). Vale a pena lembrar que, no início do Cristianismo, tivemos somente a fé bíblica e ortodoxa. Naquele tempo, a Igreja Cristã não aceitava nenhuma doutrina fora das Sagradas Escrituras. Em nossos dias, vale tudo!  A liderança Anglicana ou Protestante-Evangélica estão liberando doutrinas básicas por conta própria como se fossem (porque não são) DONOS DA IGREJA que presidem. Qualquer lixo religioso que tiver rótulo de ‘Anglicano’ ou de ‘evangélico’ passa como se fosse original.
O Cristianismo brasileiro está doente, pois está sofrendo de congestão eclesiológica, nervosismo missiológico, neurose teológica, enfim, de agitação que tanta gente faz para promover mais um grupo religioso ou galho confessional. Hoje nós temos vários grupos que se enquadram neste pensamento, temos a: Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Internacional da Graça de Deus, Igreja Batista Ministério Internacional do “apóstolo” Renê Terra Nova em Manaus/AM, Igreja Mundial do Poder de Deus, e tantas outras que ferem por completo os ensinos cristalinos do Senhor Jesus Cristo.
Há muitos líderes religiosos que acham-se representantes de Deus na terra, o que na realidade, não passa de síndrome do denominacionalismo, cada um com a sua denominação, o seu “deus”, a sua “doutrina”, a sua “província eclesiástica” e a sua “escatologia”.
CONCLUSÃO
O DESPREZO DAS SAGRADAS ESCRITURAS
Optar pela manipulação do poder do deus e construir uma base institucional separada da Bíblia Sagrada ou diferente dela. Em Atos dos Apóstolos encontramos a figura de Simão, o Mago, que tentou comprar o Poder do Espírito Santo para promover ainda mais os seus negócios. Mas, o Espírito Santo, usando o apóstolo São Pedro, disciplinou automaticamente aquele herege que desejava a unção Divina para fins materiais (visão de lucro). Hoje em dia, as coisas não são muito diferentes, pois diversas “Igrejas” Mercadológicas estão colocando o Senhor Jesus Cristo e suas bênçãos nas vitrines como oferta pelo pecado, pela bênção financeira, pela sorte no amor, pelo bem-estar físico e mental, pela prosperidade material e pelo misticismo mais cego e tosco. As propostas caracterizam mercantilismo e nada de Salvação e Vida Eterna. Estão, portanto, diferentes das verdades Divinas.
Novamente citamos Dom Rogério Ribeiro Campos, Bispo da Diocese do Bom Pastor – Brasil da Igreja Anglicana Carismática: “O Senhor Jesus Cristo virou na boca dessa gente, mercadoria barata e que se encontra no atacado e no varejo, dependendo da necessidade e da contribuição financeira do cliente. Essas ‘Igrejas’ não ensinam mais que as pessoas têm de buscar a Deus em primeiro lugar e que as bênçãos materiais são acrescentadas por Deus – Mateus 6. 19-20”.
Agora, o Modismo é ser Vitorioso em tudo que o coração desejar com a famosa comprovação “EISEGÉTICA”, usando textos de “prova” (até da Lei de Moisés) para “provar” que seus objetivos estão corretos em plena dispensação da Graça de Deus – Mateus 5.17; João 1:, 17,18 e Colossenses 2.14. Oferecem todo tipo de sucesso através da magia de palco, de hipnose coletiva pastoral, de truques espirituais, de motivação da fé e de manipulação de demônios. A demonologia é sem dúvida um grande negócio para essas Sinagogas de Satanás! O Diabo é agora o melhor aliado desses “líderes” que usam a psicologia de modo cínico como fonte de recursos para fazer prosperar de recursos para fazer prosperar seus terreiros denominacionais.
Em algumas dessas ditas “Igrejas”, até parece que deus está “operando” todos os dias, em todos os lugares onde se encontram um “pregador” daquele grupo que, na verdade, nunca recebeu a chamada de Deus nem foi autorizado pelo Senhor Jesus Cristo a fazer tais aberrações. “Deus não tem compromisso com o que dizem os estelionatários espirituais, porque eles não se importam de praticar o Jacobismo em nosso tempo” expressou o pastor batista Jorge da Silva, membro da Igreja Batista de Vila Norma em São João de Meriti/RJ. E finalizando, certas “Igrejas” têm mais cara de carnaval do que de culto e adoração a Deus. Suas reuniões são literalmente shows ao invés de Culto de Adoração.
O resultado dessa fenomenologia de “Culto” será o esgotamento espiritual de muita gente que abandona as Igrejas Cristãs em busca de novas atrações. Esses, quando caem em si, entendem que o que as expectativas das suas paixões carnais, dos prazeres do ego, da sedução da auto-estima, do esvaziamento das realidades de Cristo Jesus. Com isto, reúnem o caos e a deterioração na areia, de acordo com a Palavra de Deus registrada em Mateus 7. 26,27. Em outra oportunidade, continuaremos nosso pensamento.
Pensemos nisto, Amém!