quinta-feira, 25 de agosto de 2011

SEITAS PENTECOSTAIS

A IGREJA PENTECOSTAL DEUS É AMOR, E O AMOR DE DEUS
Adaptação: Rev. José Kennedy de Freitas Ph.D - Sacerdote Anglicano
ESCLARECIMENTO

"Este estudo foi adaptado de um folheto escrito pelo pastor Carlos Alberto da Silva (ex-Pentecostal) a muitos anos atrás, com o fito de proteger seu rebanho contra o aliciamento de alguns membros da Igreja  Pentecostal "Deus é Amor" e seu proselitismo. Foge às vezes do teor apologético devido ao ardor pastoral com que narra e expõe os erros desta denominação. Isto porque, não foi escrito com o objetivo de servir de matéria, mas tão somente de servir como um informativo interno da Igreja a qual pastoreava na época, é este o caráter deste tratado. Eu fiz algumas adaptações"


A "IGREJA PENTECOSTAL DEUS É AMOR" E O AMOR DE DEUS

No dia 03 de Junho de 1962, foi fundada a Igreja Pentecostal "Deus é Amor", pelo Missionário DAVID MARTINS DE MIRANDA.

Segue abaixo uma relação de doutrinas que, dentro da Igreja Deus é Amor, são verdadeiras confusões, pois lhes faltam complemente estrutura bíblica:



SECTARISMO


Sectarismo significa: partidarismo ou espírito de seita (dicionário Língua Portuguesa – Carvalho). Esse partidarismo é total dentro da referida Igreja, pois eles são os possuidores da "sã doutrina". Orgulham-se de ser a Igreja certa e quando chamam alguém de irmão é para levá-los para sua igreja. Aprenderam essa tática com os programas radiofônicos do seu líder, David Miranda, que berra pelas ondas do rádio: "Meu irmão espírita, católico, livre pensador e evangélico... participem conosco da corrente da libertação...". Os evangélicos, de acordo com a Igreja Pentecostal "Deus é Amor", estão no mesmo patamar dos Espíritas e Católicos, ou seja, afastados da teologia reformada e Bíblica.


A Igreja Pentecostal "Deus é Amor" é boa em convidar os outros evangélicos para as suas conferências, mas proíbem terminantemente os seus membros de participarem de qualquer evento evangélico que esteja ocorrendo na cidade e chegam até a ameaçar o irmão que insistir em visitar uma conferência de outra denominação.



- POSSUEM MUITAS DOUTRINAS DE HOMENS E AS COLOCAM COMO ORDENS DIVINAS: 


Leiamos a Palavra de Deus:


"Se morrestes com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não toques, não provem, não manuseies (as quais coisas todas hão de perecer pelo uso), segundo os preceitos e doutrinas dos homens? As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate contra a satisfação da carne". (Colossenses 2.20-22).


Literalmente é o que vemos na Deus é Amor, os membros são obrigados a se submeterem a todo tipo de baboseira doutrinária, é um horror. Certa feita um irmão me contou o seguinte: "Era uma ceia e de repente o presbítero diz que sentiu a direção de Deus e quem estivesse usando desodorante cheiroso não iria tomar a ceia naquele dia e ainda ficaria de disciplina. Depois disso o homem saiu cheirando pelos corredores e quando achava algum executava a sentença". É impressionante a obtusidade praticada por esta igreja, demonstram total alienação a Bíblia sagrada.


Quando tratamos do assunto "Uso e Costumes" é preciso levar alguns fatores em consideração:


a) Os costumes do povo que habitavam na região citada, pois a Bíblia citam vários costumes: pagãos e judaicos. 

b) O tempo ou ano em que foi escrita tal passagem. Veja, na época da história de Judá (Gênesis 38:14-15) certa mulher disfarçou-se de prostituta cobrindo-se com o véu, mas na epistola de Corintios cap.11:6, nos tempos de Paulo, o véu era sinal de santidade para os corintos (isto será visto mais tarde na doutrina do cabelo). Como entender isso se não levarmos em conta o fator histórico e as culturas locais?

c) Observar qual era a mensagem central do escritor bíblico, pois não devemos tirar apenas um verso de um texto, mas analisarmos todo o seu contexto.

d) Devemos ter em mente qual foi a dispensação (período em que Deus usou para julgar o seu povo) em que foi escrita tal escritura. 

e) Devemos entender que os fatos históricos e culturais devem ser aproveitados na ótica social de nossos dias. Não devemos voltar ao passado, mas observarmos em que aquela passagem é aplicável hoje.


Em posse de tais informações, que são adquiridas através de estudo sistemático das escrituras, podemos tirar algumas conclusões.



NA "DEUS É AMOR" A MULHER NÃO PODER USAR CALÇA COMPRIDA 


Na referida denominação as mulheres são terminantemente proibidas de usarem calças compridas, pois os líderes da igreja "Deus é Amor" alegam ser roupa de homem. Usam, para configurarem essa doutrina, o texto de Deuteronômio 22:5 que diz: "Não haverá traje de homem na mulher, e não vestirá o homem vestido de mulher, porque qualquer que faz isto é abominação ao Senhor teu Deus". E de posse de tal versículo destilam um veneno mortal e um jugo pesado sobre as mulheres, exclui qualquer que desobedecem e as expõem ao ridículo. Geralmente as mulheres que sofrem tal vitupério são de pouca cultura e já têm em suas mentes a idéia que só a "Deus é Amor" é a Igreja certa, embora descordem de tanto castigo para quem precisou, às vezes por motivos de trabalho, usar uma calça comprida.


Vamos analisar o tal versículo ponto por ponto:


a) O texto referido Deuteronômio 22:5 é escrito sob a antiga dispensação ou concerto que foi por Cristo totalmente abolido, leiamos: "Pois até o dia de hoje, à leitura do velho pacto, permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que em Cristo é ele abolido" (II Corintios 3:14).


"e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz" (Colossenses 2:14).


Ou seja, as ordenanças da lei, das quais Dt.22:5 faz parte não são obrigações para a Igreja, pois o fim da lei é Cristo (leia ainda Romanos 10:4). Vemos então que se as mulheres têm que usar saia e a base bíblica é o texto de Deuteronômio os líderes da "Deus é Amor" precisaram arrumar outro argumento visto que tal interpretação é infundada e sem nenhuma base teológica.


b) O texto fala de traje e não de saia, vestido ou calça comprida, pois naquela época os homens também usavam vestidos (leiam: Gênesis 28:20, Deuteronômio 8:4). O que podemos entender é que o texto (Dt.22:5) fala muito mais além de roupa e costumes, fala de diferenças gerais que qualifica os homens e mulheres na suas naturezas.


O Senhor Jesus Cristo usou vestido


A Igreja  "Deus é Amor" argumenta que vestido é coisa de mulher e calça é vestimenta de homem, sendo assim, o homem que usa vestido não é homem. Será que eles sabem que Jesus usava vestido? (leia: Marcos 5:28) E se sabem então como explicar o fato de Jesus e todos os homens bíblicos terem usado vestidos? Pelo visto a única argumentação lógica seria que os usos e costumes são coisas de época e mudam com o passar do tempo, mas como conciliar tal afirmação com o descalabro doutrinário da referida Igreja? A "Deus é Amor" tem escravizado o povo a mais de vinte anos e por que? O profeta Oséias no capítulo quatro e verso seis de seu livro esclarece: "O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não seja sacerdote (pastor, presbítero, missionário) diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos" (os parênteses são nossos). Falta de conhecimento, o povo precisa se informar mais para que não sejam escravizados e vivam debaixo de jugos humanos. É por isso que essa denominação proíbe os seus membros de visitar outras igrejas, eles têm medo que os seus adeptos encontrem a verdade.



A LASCÍVIA


Se perguntarmos para os membros da referida denominação o que é lascívia eles não saberia responder, mas esta palavra é bíblica (leia: Gálatas 5:19). Lascívia significa: "sensualidade", ou seja, quem prática a lascívia demonstra a sua sensualidade mostrando vulgarmente o seu corpo independente da roupa que se esta usando seja vestido ou calça, seja homem ou mulher (a palavra é para todos). É ai que mora o pecado e não em uma roupa determinada. No N.T. não interessa qual é a roupa o que interessa é a forma e a motivação de como aquela roupa está sendo usada. A mulher pode estar usando um vestido, uma sai ou uma calça comprida o que importa é se essa roupa está despertando sensualidade; se for muito apertada cavada ou transparente tornando-a assim extremamente sensual chamando a atenção em demasia para si. É ai que o fruto da carne se manifesta e o pecado da lascívia é gerado. Homens e mulheres, pois Gálatas 5:19 foi escrito par ambos, devem ser discretos em suas vestimentas. Quando dizemos discretos não estamos falando de roupas feias ou velhas e rotas, como por exemplo, gravatas de bolinha com mais de um palmo de largura por um palmo de comprimentos, vestidos tão longos e de manga comprida em um calor de 40 graus, isso é ridículo. O pior disso tudo é que é ensinado que quanto mais ridículo mais humilde a pessoa é. Isso não é verdade, pois humildade é gerada no coração e não na vestimenta. Vestimenta é assunto de bom gosto e os servos de Deus sabem ter esse bom gosto. Mesmo o irmão mais pobre pode se vestir elegantemente, pois isso é uma questão de sabedoria e o crente é sábio.


Devemos observar, em nosso vestuário, alguns aspectos:


? A roupa deve ser de bom gosto e apropriada para o lugar e momento.

? Seja calça ou vestido deve-se observar se está marcando demais o corpo e procurar evitar decotes extravagantes.

? No caso de homem, observar se não está quente demais para usar gravatas e se for o caso procurar uma gravata atual e dentro dos padrões. Evite gravatas antigas e fora da moda.

? Antes de sair de casa de mais uma olhada no espelho e pergunte ao Espírito Santo como você está. 


Não podemos nos esquecer da admoestação paulina que diz: "Tudo é puro para os que são puros, mas para os corrompidos e incrédulos nada é puro; antes tanto a sua mente como a sua consciência estão contaminadas"(Tito1:15).


Pergunte-se: "Tudo tem sido puro para mim?". Certos líderes deveriam se questionar mais a esse respeito, pois muitas vezes tangem doutrinas para jogarem sobre o povo, principalmente sobre a mulher em nosso caso, fazendo-se assim condenáveis pela sua impureza interna. Na cabeça desses líderes tudo é impuro, tudo é prostituição, quando deveria ser puro mesmo quando o que é contemplado é a impureza. Que você tenha essa mente limpa, caso contrário você não poderá nem ir a banca de jornal comprar uma revista evangélica.


Em resumo, não importa que roupa se esteja usando, o que interessa é se tal vestimenta é decente ou não.

NA "DEUS É AMOR" A MULHER NÃO PODE USAR MAQUIAGEM E ADORNOS.


Na referida igreja as mulheres são proibidas de passar qualquer tipo de maquiagem e usar qualquer adorno. Isso não teria nada demais, como diz o ditado: "cada insano com a sua loucura", mas a questão é que eles acusam e apontam os que não praticam as suas doutrinas. Certa feita tinha em nossa igreja, uma irmã que fora envenena com o pseudo-ensinamento puritano da "Deus é Amor".

Ela sai sorrateiramente no meio da igreja, em noite de santa ceia, dizendo que as irmãs que tinham passado batom não podiam tomar a ceia, pois o "Espírito Santo" estava dizendo que só as que tinham lábios sem aquela tinta é que deveriam tomar a ceia. Quando fomos indagar a onde a irmã tinha lido essa prática na Bíblia ela nos respondeu que não sabia, mas que o "Espírito" tinha revelado. Depois de explicarmos a verdade a essa irmã, ela foi assediada mais ainda pelo proselitismo da "Deus é Amor" e acabou sendo levada para lá. Foi fácil pra eles enganarem uma pobre alma ignorante e desprovida da capacidade de racionalizar. É assim que a referida igreja age, usando essas pseudorevelações, revelações essa que não se encontram na Bíblia e são na verdade maldições sobre o povo (Gálatas 1:8-9).


Agora será que Deus proibiu a mulher de usar ornamentos e maquiagem, vejamos:


"Também te ornei de enfeites, e te pus braceletes nas mãos e um colar ao pescoço. E te pus um pendente no nariz, e arrecadas nas orelhas, e uma linda coroa na cabeça. Assim foste ornada de ouro e prata, e o teu vestido foi de linho fino, de seda e de bordados; de flor de farinha te nutriste, e de mel e azeite; e chegaste a ser formosa em extremo, e subiste até a realeza. Correu a tua fama entre as nações, por causa da tua formosura, pois era perfeita, graças ao esplendor que eu tinha posto sobre ti, diz o Senhor Deus" (Ezequiel 16:11-13).


O texto acima é dirigido ao povo de Deus que é comparado a uma mulher que recebe adornos e enfeites de seu marido. No caso Deus é o marido que enfeita a sua esposa com braceletes, colar, pendente de nariz, brincos nas orelhas, coroa na cabeça, ouro e prata e vestidos de linho fino. O interessante é que o Senhor não vê preconceito em todos os enfeites de sua amada, muito pelo contrário, Ele afirma que gosta e que colocou tais adornos. Agora se Deus enfeitou a sua amada sem preconceito como alguém poderia por tal proibição nos dias atuais? Se Deus não condenou as mulheres usarem maquiagem e adornos, com que autoridade a "Deus é Amor" condena?


EXPLICANDO I PEDRO 3:2-4


"... considerando a vossa vida casta, em temor. O vosso adorno não seja o enfeite exterior, como as tranças dos cabelos, o uso de jóias de ouro, ou o luxo dos vestidos, mas seja o do íntimo do coração, no incorruptível traje de um espírito manso e tranqüilo, que és, para que permaneçam as coisas".


Veja a explicação dada sobre o texto acima pelo Dr. Ryrie: "Este versículo não proíbe o uso de jóias; se alguém quiser argumentar assim terá que afirmar que também proíbe o uso de roupa! O texto condena, isto sim, a ostentação (extravagância), e estimula o recato e a mansidão".


"...íntimo do coração..." O texto fala, como já foi esclarecido, sobre o interior e mostra não que é pecado usar adornos e jóias, mas que o mais bonito da mulher tem que ser o interior. Entretanto usar tal texto para proibir as irmãs de se adornar é uma ofensa ao bom senso. Não existe nenhuma proibição no texto referido, mas uma analogia sobre os ornamento externos e os ornamentos do coração.


Vejam o que é dito no livro; "Vida Cotidiana nos Tempos Bíblicos, Ed, Vida": A Bíblia menciona jóias pela primeira vez quando o servo de Abraão presenteou a Rebeca com brincos e pulseiras (Gênesis 24:22). Jeremias descreveu bem a atração que as mulheres judia tinha pelas jóias, quando disse: "Acaso se esquece a virgem dos seus adornos?"(Jeremias 2:32). As mulheres hebréias usavam pulseiras, colares, brincos, anéis de nariz, e cadeias de ouro.


Tanto as mulheres como os homens hebreus usavam braceletes ou pulseiras (Gênesis 24:30). Hoje, os povos do Oriente próximo consideram o bracelete de uma mulher como emblema de elevado status ou realeza, como provavelmente era nos tempos de Davi (II Samuel 1:10). ... O bracelete da mulher comum podia ter sido usado no pulso, como o é hoje (Ezequiel 16:11).



NA IGREJA PENTECOSTAL "DEUS É AMOR" AS MULHERES NÃO PODEM CORTAR O CABELO


Os legalistas da referida igreja dizem que a mulher que corta os seus cabelos vai para o inferno. É tanta incoerência que alguns afirmam que o cabelo, pela sua importância é guardado em uma caixa de ouro celestial. Veja que absurdo, chegam a inventar lendas para provarem o que não é bíblico.


Procuram usar texto de Coríntios para dar substância a essa doutrina, por isso vamos analisá-lo:


I Coríntios 11: 3 – 16


"Quero, porém, que saibais que Cristo é a cabeça de todo homem, o homem a cabeça da mulher, e Deus a cabeça de Cristo. Todo homem que ora ou profetiza com a cabeça coberta desonra a sua cabeça. Mas toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua cabeça, porque é a mesma coisa como se estivesse rapada. Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também; se, porém, para a mulher é vergonhoso ser tosquiada ou rapada, cubra-se com véu. Pois o homem, na verdade, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus; mas a mulher é a glória do homem. Porque o homem não proveio da mulher, mas a mulher do homem; nem foi o homem criado por causa da mulher, mas sim, a mulher por causa do homem. Portanto, a mulher deve trazer sobre a cabeça um sinal de submissão, por causa dos anjos. Todavia, no Senhor, nem a mulher é independente do homem, nem o homem é independente da mulher. pois, assim como a mulher veio do homem, assim também o homem nasce da mulher, Mas tudo vem de Deus. Julgai entre vós mesmos: é conveniente que uma mulher com a cabeça descoberta ore a Deus? Não vos ensina a própria natureza que se o homem tiver cabelo comprido, é para ele uma desonra; mas se a mulher tiver o cabelo comprido, é para ela uma glória? Pois a cabeleira lhe foi dada em lugar de véu. Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem tampouco as igrejas de Deus".


Vamos observar alguns comentários do texto referido por autoridades em teologia:


A Bíblia Explicada - editora CPAD diz o seguinte: "A MULHER COBRIA A CABEÇA NOS DIAS DE PAULO, COMO SINAL DE MODÉSTIA E SUBORDINAÇÃO AO MARIDO, E PARA DEMONSTRAR A SUA DIGNIDADE. O VÉU SIGNIFICAVA QUE ELA DEVIA SER RESPEITADA E HONRADA COMO MULHER. SEM VÉU, ELA NÃO TINHA DIGNIDADE; OS HOMENS NÃO RESPEITAVAM MULHERES SEM VÉU, POIS DESTE MODO ELAS SE EXIBIAM PÚBLICA E INDECOROSAMENTE. SENDO ASSIM, O VÉU ERA UM SINAL DO VALOR, DA DIGNIDADE E DA IMPORTÂNCIA DA MULHER CONFORME DEUS A CRIOU (CONCEITO DA ÉPOCA). O PRINCÍPIO SUBJACENTE NO CASO DO VÉU , AINDA É NECESSÁRIO HOJE. A MULHER CRISTÃ DEVE VESTIR-SE DE MODO MODESTO E CUIDADOSO, HONROSO E DIGNO, PARA SUA SEGURANÇA E SEU DEVIDO RESPEITO AONDE QUER QUE FOR. A MULHER , AO VESTIR-SE DE MODO MODESTO E APROPRIADO PARA A GLÓRIA DE DEUS, RESSALTA A SUA PRÓPRIA DIGNIDADE, VALOR E HONRA QUE DEUS LHE DEU. ERA COSTUME ORIENTAL, NO TEMPO DOS APÓSTOLOS, A MULHER COBRIR O ROSTO COM O VÉU QUANDO ANDAVA NAS RUAS , PORÉM PODIA DAR-SE O CASO, ENQUANTO ELA LAVAVA ROUPA NO CÓRREGO, PASSAR ALGUM HOMEM, E ENCARÁ-LA. MESMO ASSIM, NO CASO DE NÃO TER O VÉU DISPONÍVEL, TERIA UM RECURSO: COBRIR O ROSTO, COM O SEU CABELO COMPRIDO. ASSIM ELA TER CABELO COMPRIDO LHE ERA "HONROSO", MOSTRANDO QUE NÃO ERA MULHER DESTITUÍDA DE PUDOR."


Antes dos meus comentários, citarei a explicação do Manual Bíblico, um dos melhores compêndios, do Dr. Halley: "ERA COSTUME NAS CIDADES GREGAS E ORIENTAIS AS MULHERES COBRIREM A CABEÇA, EM PÚBLICO, SALVO AS MULHERES DEVASSAS (PROSTITUTAS). CORINTO ESTAVA CHEIA DE PROSTITUTAS, QUE FUNCIONAVAM NOS TEMPLOS (DE AFRODITE). ALGUMAS MULHERES CRISTÃS, PREVALECENDO-SE DA LIBERDADE RECÉM ACHADA EM CRISTO, AFOITAVAM-SE EM PÔR DE LADO O VÉU NAS REUNIÕES DA IGREJA, O QUE HORRORIZAVA AS OUTRAS MAIS MODESTAS. DIZ-LHES O APÓSTOLO QUE NÃO AFRONTEM A OPINIÃO PÚBLICA COM RELAÇÃO AO QUE É CONSIDERADO CONVENIENTE À DECÊNCIA FEMINIL. HOMENS E MULHERES TÊM O MESMO VALOR A VISTA DE DEUS. HÁ, PORÉM, CERTAS DISTINÇÕES NATURAIS ENTRE HOMENS E MULHERES, SEM AS QUAIS A SOCIEDADE HUMANA NÃO PODERIA EXISTIR. MULHERES CRISTÃS VIVENDO EM SOCIEDADE PAGÃ(PESSOAS QUE NÃO CONHECEM A DEUS), DEVEM SER CAUTELOSOS SEM SUAS INOVAÇÕES, PARA NÃO TRAZER DESCRÉDITO À SUA RELIGIÃO. GERALMENTE VAI MAL QUANDO AS MULHERES QUEREM PARECER HOMENS."


MEDITAÇÃO
NÃO DEVEMOS DAR VALOR AO QUE NÃO É VALORIZADO


Gostaria de chamar a sua atenção para dois textos sobre o tema referido. LEIAMOS:

"ENTÃO, SE RAPARÁ"; (AQUI ESTÁ SE REFERINDO A PURIFICAÇÃO DO LEPROSO, INDEPENDENTEMENTE SE FOR HOMEM OU MULHER) - LEVÍTICO 13:33.


"ENTÃO, A TRARÁS PARA A TUA CASA, E ELA (A MULHER) RAPARÁ A CABEÇA".(lei acerca da mulher prisioneira) - DEUTERONÔMIO 21:12


Nestes dois textos vemos a Lei de Deus determinar que o cabelo da mulher fosse rapado. No primeiro caso temos a purificação da mulher leprosa, que quando curada da lepra tinha que rapar totalmente a sua cabeça. Depois, o caso da mulher que era presa nas guerras e trazida para o meio do povo de Deus, esta para ser recebida entre o povo de Deus tinha que rapar a sua cabeça. Será que depois de lermos estes dois textos o cabelo continuará ter tanto valor e até determinar a salvação de alguém? Meu querido irmão não valorize o que não merece tanto crédito.


Veja, Deus poderiam curar a mulher leprosa sem ser necessário determinar que sua cabeça fosse rapada. Creio que a mulher capturada na guerra poderia ser recebida entre o povo Judeu sem mexer no seu cabelo, mas acredito que nesses textos Deus quer nos ensinar algo maravilhoso.


PENSE NISSO: "SE O CABELO FOSSE TÃO IMPORTANTE, COMO MUITAS VEZES É PREGADO, SERÁ QUE NESSES DOIS TEXTOS DEUS ORDENARIA O SEU CORTE A PONTO DE QUE ESSAS MULHERES FICASSEM RAPADAS."


CONCLUINDO ESSA QUESTÃO


A minha procura pela interpretação correta, do texto referido, ocorreu pela comparação com Gênesis 38:14-15. Lendo bem os dois textos chega-se a conclusão que o pregado sobre o cabelo e o véu (o caso da "Deus é Amor" é com o cabelo) é um tanto de falta de informação e conhecimento da cultura bíblica. Para os coríntios o cabelo (que era dado em lugar do véu), é sinônimo de santidade e honra, mas o mesmo véu em Gênesis é usado como disfarce para Tamar (nora de Judá) passar-se como uma prostituta. Como entender isso, se não levarmos em conta os costumes da época e seus valores históricos? Foi com essa comparação que percebi a importância histórica dos fatos. Quando um pregador ignora isso acaba pregando incoerências.

SAIBA DE UMA COISA: NADA É MAIOR DO QUE O SACRIFÍCIO DE CRISTO NA CRUZ DO CALVÁRIO. O CABELO, O VÉU, NADA DISSO PODE ANULAR O AMOR DE DEUS PELAS MULHERES. Saiba minha irmã que o tamanho do seu cabelo não muda a graça de Deus.


Em nossas igrejas somos como Paulo: "NÃO TEMOS TAL COSTUME, NEM AS IGREJAS DE DEUS" (I CORÍNTIOS 11:16). Se Paulo não se preocupava em pregar sobre isso e ainda acrescenta que as demais igrejas não tinham tal costume, por que nós vamos querer colocar jugo em alguém?



PRATICAM O DIALOGO COM OS DEMÔNIOS: A Bíblia é clara, o Diabo e seus demônios são mentirosos e neles não há verdade (Jo.8:44) e que nos últimos dias, alguns religiosos, dariam ouvidos a espíritos de demônios.


Leiamos:


"Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios". (ITm4: 1)


"Mas Jesus o repreendeu ( o demônio), dizendo: Cala-te, e sai dele".(Mc. 1:25).


Ficar conversando com demônios não é recomendável e nem neotestamentário. Há sempre o perigo de estarmos sendo enganados pelo inimigo. Veja, o próprio Senhor Jesus não dava lado para esses espíritos imundos e os mandava sair logo de uma vez. Quando oramos pela libertação de uma pessoa quanto mais rápido melhor. Devemos entender que para o possesso aquela situação é constrangedora e sofrível. Devemos nos preocupar com o estado do endemoninhado e usarmos toda nossa fé e empenho para a libertação ocorrer rapidamente. O que vemos, entretanto na prática, é muito triste. Pessoas sendo arrastadas por corredores enormes e as vezes até de joelhos, iniciando assim o diálogo com o demônio. Nesse período a pessoa fica cansada e até machucada pela luta corporal que acontece. Muitas vezes tudo isso poderia ser resolvido com o uso de uma frase determinada pelo obreiro, que é: "Sai em o nome de Jesus"(Mc.16:17) e pronto, o sofrimento terminaria. Tudo isso poderia ser evitado com amor e carinho e sem abuso da autoridade que Deus nos dá, mas preferem o sensacionalismo.



USA DE MANEIRA EXAGERADA E ANTIBÍBLICA O DOM DA PROFECIA: Na "Deus é Amor" o Dom da profecia é usado, quase sempre, como se usa a adivinhação nas religiões esotéricas. Isso é mal, pois as pessoas não estudam afundo a Bíblia, pois como a na "Congregação Cristã do Brasil" os adeptos da "Deus é Amor" vai a busca da "profecia" de uma maneira equivocada. Por isso desprezam também o estudo sistemático das Escrituras e se colocam como "os pequeninos que o pai revela as coisas", mas que na verdade estão sendo enganados pelo inimigo número um da Palavra de Deus – o diabo.


Sobre profecia é preciso aprender algumas coisas e descobrirmos a sua verdadeira posição nos dias atuais.


Sobre o estilo de profetas e de profecias do Velho Testamento é nos dito o seguinte: "Pois todos os profetas e a lei profetizaram até João" (Mateus 11:13), ou seja, no Novo Testamento é nos apresentado uma nova maneira de profetas e profecias. Como o nosso estudo envolve apenas profecias não iremos entrar no mérito de como funcionaria o profeta hoje, mas iremos ver como deve ser entendida a profecia no contexto do Novo Testamento. Devemos ter em mente que no Velho Testamento as pessoas eram visitadas pelo Espírito de Deus e não eram habitadas por Ele, vejam: "... e o espírito do Senhor possantemente se apossou dele..." (Juízes 15:14). No caso citado, Sansão diante dos inimigos recebia a virtude do Espírito e os vencia, mas Sansão não era habitação do Espírito de Deus. É também o caso de Moisés, Davi, Salomão e os profetas. Eliseu só profetizava quando o tangedor tocava o seu instrumento; "Agora, contudo, trazei-me um harpista. E sucedeu que, enquanto o harpista tocava, veio a mão do Senhor sobre Eliseu" (II Reis 3:15), ou seja, só nesse momento Eliseu era visitado pelo Espírito e trazia a Palavra Profética sobre o povo. É claro que o profeta era um homem de Deus e sempre procurava a direção do Senhor, mas era mais complicado e difícil, pois na velha dispensação as coisas eram feitas na força; "Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos" (Zacarias 4:6).


Foi nesse contexto que o Senhor Jesus Cristo disse que "o menor no Reino dos céus é maior do que ele (João Batista" – Mateus 11:11). Veja primeiro Jesus diz que não havia maior profeta do que João e depois acrescenta que o menor no Reino dos céus (Reino esse que ele estava implantando - Marcos 1:15) seria maior que João, mas por que? É que hoje, na dispensação ou período do Espírito nós não somos mais visitados por Ele, mas somos habitação permanente dele (leiam I Coríntios 3:16). O próprio Senhor disse o seguinte aos seus discípulos: "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros". "... mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em seu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito" (João 14:16-18 e 26). Podemos deduzir logicamente que até aquela época os homens não eram "moradas" do Espírito Santo, mas a partir do dia de pentecostes (Atos 2) isso foi mudado e o Consolador se fez presente de uma maneira mais ativa no planeta Terra. Observem: "Pois João batizou com água, mas dentro de poucos dias vocês serão batizados com o Espírito Santo" (Atos 1:5). "Chegando o dia de pentecostes... Todos ficaram cheios do Espírito Santo..." (Atos 2:1-4). Hoje nós estamos debaixo de um melhor pacto e superiores promessas (Hebreus 8:6), por isso devemos assim viver.


Agora quando um cristão fica correndo atrás de profecias ele está desprezando essa nobre promessa do Senhor, pois o Apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, disse o seguinte: "Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus" (Romanos 8:14). Paulo disse que filho que é filho é guiado pelo Espírito de Deus e não por profecias. O cristão deve entender que Deus quer ter com ele um particular constante em sua vida e não somente um momento dentro da Igreja. E pense bem, se Deus não faz acepção de pessoas (Atos 10:34) por que ele falaria com um irmão determinado e não falaria com você, visto ser a você a mensagem de Deus? Acredito que o motivo central de alguém lhe dirigir uma profecia é porque você não está em contato pleno com Deus, daí fazer-se necessário o Senhor usar alguém para falar com você.

O MELHOR PROFETA COM A MAIS LINDA PROFECIA


O cristão precisa ter em mente que o melhor profeta é a Bíblia sagrada e a melhor profecia é o que nela está escrito. Todo servo do Senhor que ler e estudar a Palavra de Deus com um espírito sincero o Espírito do Senhor lhe revelará a Divina vontade. O nosso conselho é que você tome cuidado com tantas "profetadas" que sai por ai. Há muitos açougueiros ou profetas carnais que mandam o povo fazer filas e começa a dar profecias a um por um. Saibam que isso não é bíblico e fujam das igrejas que tem essa atitude fora dos parâmetros do Novo Testamento e da dispensação do Espírito.


PROFECIA OU INVENÇÃO? 


Não queremos fazer julgamentos descabidos, mas há certas profecias que são parecidas coma as previsões dos astrólogos que na virada do ano fazem previsões vagas. Certas profecias são mais ou menos assim, pois certas coisas são comuns a todas as pessoas. Por exemplo: dor de coluna, dor de cabeça, dor no globo ocular, dor nas juntas, dor no corpo, problemas conjugais, problemas familiares, desemprego, dividas a serem pagas e muitos mais. É lógico que em uma reunião sempre terá alguém com alguns dos problemas acima e ai que começa a picaretage. Certos profetas começam a receber "revelações" de que tem gente naquele recinto com dor na coluna, dor nas costas... E dizem que Deus está revelando. Quando oram pelas pessoas e nada acontece jogam a culpa em cima do ouvinte e argumentam que a cura não ocorreu por falta de fé da pessoa. Assim eles se intitulam profetas, mas não têm nenhuma responsabilidade naquilo que profetizaram se der errado. É meu amigo desse jeito qualquer um é profeta. É claro que Deus revela até dor de cabeça, mas revela para fazer um milagre e não só por revelar. A questão de a pessoa perder depois a benção é outro fato, pois quando Deus o fala, faz. Vejamos como discernir se um profeta e sua profecia são de Deus ou não.


COMO DISCERNIR UM PROFETA E SUA PROFECIA


- PELOS FRUTOS QUE O PROFETA APRESENTA NA SUA VIDA. OBSERVE A SUA MANEIRA DE VIVER - LEIA: S.MT.7:16-18


"Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má dar frutos bons".


- A PROFECIA QUE SAIU DA BOCA DO PROFETA GLORIFICA A CRISTO? SE NÃO GLORIFICAR NÃO PROVEM DELE. LEIA: JO. 16:14 E AP.19:10


"Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará". "... adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia".


- A PROFECIA CONCORDA COM A PALAVRA DE DEUS, POIS TODA PROFECIA ESTARÁ DE ACORDO COM A PALAVRA. LEIA: JO.15:7; IJO.14.


"Se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será feito". " E esta é a confiança que temos nele, que se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve".


- VEJA SE A PROFECIA SE CUMPRIU. LEIA: DT. 18:20-22.


" Mas o profeta que tiver a presunção de falar em meu nome alguma palavra que eu não tenha mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta morrerá. E, se disseres no teu coração: Como conheceremos qual seja a palavra que o Senhor falou? Quando o profeta falar em nome do Senhor e tal palavra não se cumprir, nem suceder assim, esta é a palavra que o Senhor não falou; com presunção a falou o profeta; não o temerás".


- MESMO QUE SE CUMPRA, CUIDADO. MESMO CERTAS, HÁ PROFECIAS QUE NÃO PROVÉM DE DEUS. DT. 13:1-5 - NEM TUDO QUE PARECE BOM E ESPIRITUAL É REALMENTE VERDADEIRO.


" Se levantar no meio de vós profeta, ou sonhador de sonhos, e vos anunciar um sinal ou prodígio, e suceder o sinal ou prodígio de que vos houver falado, e ele disser: Vamos após outros deuses que nunca conhecestes, e sirvamo-los, não ouvireis as palavras daquele profeta, ou daquele sonhador; porquanto o Senhor vosso Deus vos está provando, para saber se amais o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração e de toda a vossa alma. Após o Senhor vosso Deus andareis, e a ele temereis; os seus mandamentos guardareis, e a sua voz ouvireis; a ele servireis, e a ele vos apegareis. E aquele profeta, ou aquele sonhador, morrerá, pois falou rebeldia contra o Senhor vosso Deus, que vos tirou da terra do Egito e vos resgatou da casa da servidão, para vos desviar do caminho em que o Senhor vosso Deus vos ordenou que andásseis; assim exterminareis o mal do meio vós".


- ESTA PROFECIA ESTARÁ PRODUZINDO LIBERDADE OU ESCRAVIDÃO? LEIA: RM.8:15; IITM.1:7:


"Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes com temor, mas recebestes o espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai!" "Porque Deus não nos deu o espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação".


- SAIBA QUE A UNÇÃO DE DEUS TE REVELARÁ SE DEUS LIBEROU A REFERIDA PROFECIA, POR ISSO É IMPORTANTE ESTAR EM COMUNHÃO COM DEUS. IJO.2:20 E 27.


" Ora, vós tendes a unção da parte do Santo, e todos tendes conhecimento". "E quanto a vós, a unção que dele recebestes fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como vos ensinou ela, assim nele permanecei".



Ênfase Exagerada Sobre Dízimos E Ofertas


Gostaria de deixar claro que o dízimo e as ofertas são santos e do Senhor (Ml.3:7-18). Essas contribuições são tiradas em todas as Igrejas que realmente crêem na Palavra de Deus. A Deus é Amor de maneira alguma erra em ensinar isso ao povo, entretanto tudo o que é em demasia foge do propósito e padrão divino (Ec.7:16). Certo pastor disse com razão que: "heresia não é totalmente uma mentira, mas um exagero da verdade". Há, com certeza, fundamentos nessa afirmação fazendo com que nos preocupemos com nossas igrejas e seu nível espiritual. É como nos alimentarmos só com um tipo de comida, por melhor que ela seja, trará prejuízos a nossa saúde, ficaremos sem as vitaminas e proteínas necessárias. Suas reuniões, na maioria das vezes, se resumem na mensagem dos "dízimos e ofertas". Devemos ensinar essas coisas sem se esquecer das demais. Veja o que o Senhor Jesus fala: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas" (Mt.23:23). O Senhor mostra nesse versículo que não basta só pregarmos sobre o dízimo, temos que falar sobre a justiça, sobre a misericórdia e sobre a fé.



CONCLUSÃO


Não temos nada contra a Igreja citada, mas as suas práticas são antibíblicas e precisam ser rebatidas e neste propósito explanamos alguns pontos. Não frisamos, por exemplo, o escândalo dos Filhos do fundador David Miranda, o qual foi exibido em algumas emissoras de TV. Nem comentamos sobre a lavagem de dinheiro que essa denominação está envolvida, pois a justiça já está investigando.


Sugerimos ao leitor que saia desta denominação e procure uma Igreja verdadeiramente Cristã. Que a unção e revelação de Espírito Santo possa lhe ajudar.










ANGLICANISMO PERGUNTAS

PERGUNTAS FEITAS A NÓS, ANGLICANOS TRADICIONALISTAS

Por: Rev. José Kennedy de Freitas, Ph.D.

Pergunta: "Como posso reconhecer um falso mestre/falso profeta?"
Resposta: Jesus nos advertiu que “falsos Cristos e falsos profetas” virão e tentarão enganar até mesmo os eleitos de Deus (Mateus 24:23-27; veja também 2 Pedro 3:3 e Judas 17-18). Para melhor se prevenir contra a falsidade e contra falsos mestres – conheça a verdade. Para detectar uma imitação, estude a coisa verdadeira. Qualquer crente que “maneja bem a palavra da verdade” (II Timóteo 2:15) e que faz um estudo cuidadoso da Bíblia pode indentificar falsa doutrina. Por exemplo, um cristão que leu as atividades do Pai, Filho e Espírito Santo em Mateus 3:16-17 irá imediatamente questionar qualquer doutrina que negue a Trindade. Portanto, o “primeiro passo” é estudar a Bíblia Sagrada e julgar todo ensino de acordo com o que diz a Escritura.

O Senhor Jesus disse “pelo fruto se conhece a árvore” (Mateus 12:33). Ao buscar por “frutos”, aqui estão três testes específicos para aplicar em qualquer mestre para determinar a precisão do seu ensino:
1) O que esse mestre diz sobre o Senhor Jesus? Em Mateus 16:15, Jesus pergunta: “Quem dizeis que eu sou?”. Pedro responde: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”, e por essa resposta Pedro é chamado “bem-aventurado”. Em 2 João 9, lemos: “Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho”. Em outras palavras, Jesus Cristo e a Sua obra de redenção são de maior importância; tome cuidado com qualquer um que nega que Jesus é igual a Deus, desvaloriza a morte de Jesus no nosso lugar ou rejeita a humanidade de Jesus. 1 João 2:22 diz: “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho”.

2) Esse mestre prega o Evangelho? O evangelho é definido como as boas novas concernentes à morte, ao sepultamento e à ressurreição de Jesus de acordo com as escrituras (1 Coríntios 15:1-4). Por mais bonitas que soem, as afirmações “Deus te ama”, “Deus quer que alimentemos os famintos” e “Deus quer que você tenha prosperidade” NÃO são a mensagem completa do evangelho. Como Paulo adverte em Gálatas 1:7: “Há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo”. Ninguém, nem mesmo um grande pregador, tem o direito de mudar a mensagem que Deus nos deu. “Se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema” (Gálatas 1:9).

3) Esse mestre exibe qualidades de caráter que glorificam ao Senhor? Falando de falsos mestres, Judas 11 diz: “Prosseguiram pelo caminho de Caim, e, movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá”. Em outras palavras, um falso mestre pode ser reconhecido pelo seu orgulho (a rejeição dos planos de Deus por parte de Caim), sua ganância (a profecia de Balaão por dinheiro) e rebelião (a auto-promoção de Corá contra Moisés).

Para estudar mais, revise os livros da Bíblia escritos especificamente para combater falsos ensinamentos dentro da igreja: Gálatas, II Pedro, II João e Judas. Freqüentemente é difícil identificar um falso mestre/falso profeta. É disso que se trata um “lobo em pele de cordeiro”. Satanás e seus demônios se mascaram como ministros de justiça (II Coríntios 11:15). Apenas sendo inteiramente familiar com a verdade você será capaz de reconhecer uma imitação.
Pergunta: "Qual é a religião certa para mim?"
Resposta: Os restaurantes de fast food nos seduzem permitindo-nos pedir a nossa comida exatamente como nós a queremos. Algumas cafeterias exibem mais de cem sabores e variedades de café. Mesmo quando compramos casas e carros, nós podemos procurar por um com todas as opções e recursos que desejamos. Não vivemos mais num mundo de chocolate, baunilha e morango. A escolha reina! Você pode encontrar praticamente qualquer coisa de acordo com seus gostos e necessidades pessoais.

Então que tal uma religião que seja certa para você? Que tal uma religião sem culpa, que não exige nada e que não está cheia de faças e não-faças? Está bem aí, bem como eu descrevi, mas a religião é algo a ser escolhido como o seu sabor de sorvete favorito?

Há muitas vozes pedindo a nossa atenção, então por que alguém deveria considerar Jesus acima de, vamos dizer, por exemplo, Buda ou Confúcio, Alan Kardec ou Charles Taze Russell, Ellen G. Withe ou Rev. Moon, Walnice Milhomens ou Renê Terra Nova, ou ainda Joseph Smith? Afinal, todas as estradas não o levam para o Céu? Todas as religiões não são basicamente a mesma coisa? A verdade é que todas as religiões não o levam para o Céu, da mesma forma que nem todas as estradas o levam para Goiânia/GO.

Somente o Senhor Jesus Cristo fala com a autoridade de Deus porque somente o Senhor Jesus derrotou a morte. O outros ícones religiosos estão se decompondo em suas sepulturas até o dia de hoje, mas Jesus, pelo Seu próprio poder, saiu da tumba ao terceiro dia, depois de morrer numa cruel cruz romana. Qualquer um com poder sobre a morte merece ser ouvido.

As provas a favor da ressurreição do Senhor Jesus são irrefutáveis. Primeiro, houve mais de quinhentas testemunhas oculares do Cristo ressuscitado! São muitas testemunhas. Quinhentas vozes não podem ser ignoradas. Há também a questão da tumba vazia; os inimigos de Jesus poderiam simplesmente ter acabado com toda a conversa sobre a ressurreição exibindo o Seu corpo morto e decadente, mas não havia corpo morto para eles exibirem! A tumba estava vazia! Poderiam os discípulos ter roubado o Seu corpo? Dificilmente. Para impedir que isso acontecesse, a tumba de Jesus havia sido fortemente guardada por soldados armados. Considerando que Seus seguidores mais próximos haviam fugido com medo durante a prisão e crucificação de Jesus, é pouco provável que este grupo de pescadores assustados teriam ido corpo-a-corpo contra soldados treinados e profissionais. O simples fato é que a ressurreição de Jesus não pode ser explicada!

Mais uma vez, qualquer um com poder sobre a morte merece ser ouvido. O Senhor Jesus provou o Seu poder sobre a morte, portanto nós devemos ouvir o que Ele diz. Jesus diz ser o único caminho para a salvação (João 14:6). Ele não é um caminho; Jesus não é um de vários caminhos, mas é o caminho.

E este mesmo o Senhor Jesus diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). Este é um mundo duro e a vida é difícil. Muitos de nós estão ensangüentados, arranhados e feridos pelas batalhas. Concorda? Então o que você quer? Restauração ou mera religião? Um Salvador vivo ou um de vários “profetas” mortos? Uma relação com significado ou rituais vazios? Jesus não é uma escolha – Ele é a escolha!

Para nós Anglicanos-Tradicionais, o Senhor Jesus é a “religião” certa se você está procurando por perdão (Atos 10:43). O senhor Jesus é a “religião” certa se você está procurando por uma relação significativa com Deus (João 10:10). O Senhor Jesus é a “religião” certa se você está procurando por uma morada eterna no Céu (João 3:16). Deposite a sua fé em Nosso Senhor Jesus Cristo como seu Salvador – você não vai se arrepender! Confie nele para o perdão dos seus pecados – você não vai se desapontar.

Se você quer ter uma “relação correta” com Deus, aqui está uma simples oração. Lembre-se que fazer esta oração ou qualquer outra não irá salvá-lo. Somente confiando em Cristo você pode ser salvo de seu pecado! Esta oração é simplesmente uma forma de expressar a Deus a sua fé Nele e agradecer a Ele por prover a sua salvação. “Deus, sei que pequei contra Ti e mereço punição. Mas Jesus Cristo tomou a punição que eu mereço para que através da fé Nele eu pudesse ser perdoado. Com a Tua ajuda, eu me volto contra os meus pecados e deposito a minha confiança em Ti para salvação. Obrigado pela Tua maravilhosa graça e perdão – o dom da vida eterna! Amém!”

Pergunta: "Quem são as Testemunhas de Jeová e no que acreditam?"
Resposta: O movimento religioso conhecido hoje em dia como as Testemunhas de Jeová iniciou no estado americano da Pensilvânia em 1870, como uma escola bíblica iniciada por Charles Taze Russell. Charles Taze Russell nomeou seu grupo de “Estudos Bíblicos Aurora do Milênio”. Charles Taze Russell começou a escrever uma série de livros chamada “Autora do Milênio”, que se estendeu por seis volumes antes da sua morte e que continha grande parte da teologia agora seguida pelas Testemunhas de Jeová. Após a morte de Russell em 1916, Judge J. F. Rutherford, amigo e sucessor de Charles Taze Russell, escreveu o sétimo e último volume da série “Aurora do Milênio”, “O Mistério Consumado”, em 1917. A Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados foi fundada em 1886 e rapidamente tornou-se o veículo através do qual o movimento “Aurora do Milênio” passou a distribuir suas visões aos outros. O grupo era conhecido como os “russellitas” até 1931 quando, devido a uma divisão na organização, esta foi renomeada “Testemunhas de Jeová”. O grupo da qual se separou ficou conhecido como “Estudantes Internacionais da Bíblia”.

No que as Testemunhas de Jeová acreditam? Uma análise minuciosa da sua posição doutrinária em assuntos como a divindade do Senhor Jesus, a Salvação, a Trindade, o Espírito Santo, a Expiação, etc., mostra que eles não guardam posições cristãs ortodoxas nesses assuntos. As Testemunhas de Jeová acreditam que Jesus é o arcanjo Miguel, o mais alto ser criado. Isto contradiz diversas Escrituras que claramente dizem que Jesus é Deus (João 1:1,14; 8:58; 10:30). As Testemunhas de Jeová acreditam que a salvação é obtida com uma combinação de fé, boas obras e obediência. Isto contradiz inúmeras Escrituras que declaram que a salvação é recebida pela fé (João 3:16; Efésios 2:8-9; Tito 3:5). As Testemunhas de Jeová rejeitam a Trindade, acreditando que Jesus é um ser criado e que o Espírito Santo é essencialmente o poder de Deus. As Testemunhas de Jeová rejeitam o conceito da morte de Cristo em substituição à nossa e ao invés seguem a teoria do resgate, que diz que a morte de Jesus foi o pagamento pelo pecado de Adão.

Como as Testemunhas de Jeová justificam estas doutrinas não-bíblicas? (1) Eles afirmam que a igreja, ao longo dos séculos, corrompeu a Bíblia, e (2) Eles retraduziram a Bíblia no que eles chamam de Tradução do Novo Mundo. A Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados alterou o texto bíblico para fazê-lo se adequar à sua falsa doutrina – ao invés de basear a sua doutrina no que a Bíblia ensina. A Tradução do Novo Mundo já teve numerosas edições, dado que as Testemunhas de Jeová descobrem mais e mais Escrituras que contradizem os seus ensinamentos.

As Testemunhas de Jeová prontamente se mostram como um movimento que é apenas fracamente baseado nas Escrituras. A Torre de Vigia baseia suas crenças e doutrinas nos ensinamentos originais e expandidos de Charles Taze Russell, Jeudge Joseph Franklin Rutherford e seus sucessores. O Corpo Governante da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados é o único corpo no movimento religioso que afirma ter autoridade para interpretar as Escrituras. Em outras palavras, o que o Corpo Governante diz com relação a qualquer passagem nas Escrituras é visto como a palavra final e pensar de forma independente é fortemente desencorajado. Isto está em oposição direta à admoestação de Paulo a Timóteo (e também a nós) para estudar e se apresentar aprovado a Deus, como obreiro que não tem do que se envergonhar, corretamente manejando a Palavra de Deus. Esta admoestação, encontrada em 2 Timóteo 2:15, é a clara instrução de Deus para cada um de Seus filhos no Corpo de Cristo para serem como os cristãos de Beréia e buscarem nas Escrituras diariamente se aquilo que está sendo ensinado está de acordo com o que a Palavra tem a dizer sobre o assunto.

As Testemunhas de Jeová devem ser reconhecidas pelos seus “esforços de evangelização”. Provavelmente não há outro grupo religioso que seja mais fiel que as Testemunhas de Jeová em propagar a sua mensagem. Infelizmente, a mensagem está cheia de distorções, enganações e falsa doutrina. Que Deus abra os olhos das Testemunhas de Jeová para a verdade do Evangelho e para o verdadeiro ensinamento da Palavra de Deus. Portanto, aconselhamos a você tomar o maximo de cuidado, a não receber em sua casa nenhuma Testemunha de Jeová para supostos "estudos" bíblicos.

Pergunta: "O Mormonismo é uma seita? No que os Mórmons acreditam?"
Resposta: A religião Mórmon foi fundada há menos de duzentos anos atrás por um homem chamado Joseph Smith Jr.. Ele afirmava ter recebido uma visita pessoal do Deus Pai e de Jesus Cristo e disse que todas as igrejas e os seus credos eram uma abominação. Joseph Smith Jr. passou a tentar impor uma nova religião que afirma ser a “única verdadeira igreja na terra”. O problema com o Mormonismo é que ele contradiz, modifica e expande a Bíblia. Os cristãos não têm razão para acreditar que a Bíblia não é verdadeira e adequada. Acreditar e confiar verdadeiramente em Deus significa acreditar na Sua Palavra. E toda Escritura é inspirada por Deus, o que significa que ela vem Dele (2 Timóteo 3:16).

Os mórmons acreditam que existem de fato quatro fontes de palavras divinamente inspiradas, ao invés de apenas uma. 1) A Bíblia “enquanto traduzida corretamente”. Versículos que estão incorretamente traduzidos nem sempre são claros. 2) O Livro de Mórmon foi “traduzido” por Smith e publicado em 1830. Smith afirmou que este é o “livro mais correto” da terra, e que uma pessoa poderia chegar mais próximo de Deus seguindo seus preceitos “do que através de qualquer outro livro”. 3) “Doutrinas e Alianças” é considerado escritura pelos Mórmons, contendo uma série de revelações modernas referentes à “Igreja de Cristo como ela foi restaurada”. 4) “Pérola de Grande Valor” é considerado pelos Mórmons por “clarificar” doutrinas e ensinamentos que foram perdidos da Bíblia e adiciona a sua própria informação sobre a criação do mundo.

Os mórmons acreditam no seguinte sobre Deus: que Ele nem sempre foi o Ser Supremo do universo, mas atingiu este estado através de uma vida justa e por esforço persistente. Eles acreditam que o Deus Pai tem um “corpo de carne e ossos tangível como o do homem”. Apesar de deixado de lado pelos líderes mórmons modernos, Brigham Young ensinava que Adão na verdade era Deus e o pai de Jesus Cristo. Os cristãos sabem o seguinte a respeito de Deus: existe apenas um único e verdadeiro Deus (Deuteronômio 6:4, Isaías 43:10, 44:6-8), Ele sempre existiu e sempre irá existir (Deuteronômio 33:27, Salmos 90:2, 1 Timóteo 1:17) e que Ele não foi criado, mas é o Criador (Gênesis capítulo 1, Salmos 24:1, Isaías 37:16). Ele é perfeito e ninguém mais é igual a Ele (Salmos 86:8, Isaías 40:25). Deus Pai não é um homem, e jamais o foi (Números 23:19, 1 Samuel 15:29, Oséias 11:9). Ele é Espírito (João 4:24), e Espírito não é feito de carne e osso (Lucas 24:39).

Os mórmons acreditam que existem três diferentes níveis ou reinos após a vida: o Reino Celestial, o Reino Terrestre e o Reino Telestial, além da escuridão exterior. Aonde os homens irão parar depende do que eles acreditam e fazem nesta vida mortal. A Bíblia nos diz que após a morte, nós iremos para o Céu ou para o inferno dependendo do fato de nós termos acreditado em Jesus ou não. Estar ausentes dos nossos corpos como crentes significa que estamos com o Senhor (2 Coríntios 5:6-8). Incrédulos são mandados para o inferno, ou o lugar dos mortos (Lucas 16:22-23). Quando Jesus vier pela segunda vez, nós iremos receber novos corpos (1 Coríntios 15:50-54). Haverá um Novo Céu e uma Nova Terra para os crentes (Apocalipse 21:1), e os incrédulos serão jogados em um lago de fogo eterno (Apocalipse 20:11-15). Não há segunda chance para redenção após a morte (Hebreus 9:27).

Os líderes mórmons ensinaram que a encarnação de Jesus foi resultado de uma relação física entre Deus Pai e Maria. Eles acreditam que Jesus é um Deus, mas que qualquer humano pode se tornar um deus. Historicamente os cristãos ensinaram que Deus é Triúno e que Ele existe eternamente como Pai, Filho e Espírito Santo (Mateus 28:19). Ninguém pode atingir o status de Deus, apenas Ele é santo (1 Samuel 2:2). Nós apenas podemos ser feitos santos à vista de Deus através da fé Nele (1 Coríntios 1:2). Jesus é o filho unigênito de Deus (João 3:16) e é o único que já viveu uma vida sem pecado e sem culpa, e que agora tem o lugar mais alto de honra no Céu (Hebreus 7:26). Jesus e Deus são um em essência, sendo Jesus o Único que existia antes do nascimento físico (João 1:1-18, 8:56). Jesus entregou a Si mesmo como sacrifício, e Deus o levantou dentre os mortos, e um dia todos irão confessar que Jesus Cristo é o Senhor (Filipenses 2:6-11). Jesus nos diz que é impossível chegarmos ao Céu pelas nossas próprias obras, e que apenas através da fé Nele isso é possível (Mateus 19:26). E muitos não irão optar por Ele. “Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela)” (Mateus 7:13). Nós todos merecemos punição eterna pelos nossos pecados, mas o infinito amor e a infinita graça de Deus nos permitem uma saída. “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6:23).

Claramente há uma única maneira de receber a salvação: conhecendo a Deus e Seu Filho, Jesus (João 17:3). Não é através de obras, mas de fé (Romanos 1:17, 3:28). Quando temos esta fé, automaticamente somos obedientes às leis de Deus e somos batizados por amor a Ele, mas não porque é um requisito para a salvação. Podemos receber este dom não importando quem somos ou o que fizemos (Romanos 3:22). “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”. (Atos 4:12). Apesar de os mórmons serem normalmente amigáveis, amorosos e gentis – eles estão envolvidos em uma falsa religião que distorce a natureza de Deus, a Pessoa de Jesus Cristo e os meios para a salvação.

Pergunta: "Os cristãos devem ser tolerantes com as crenças dos outros?"
Resposta: Na nossa era de “tolerância”, o relativismo moral é tido como a virtude suprema. Toda filosofia, idéia e sistema de fé tem igual mérito, diz o relativista, e é merecedor de igual respeito. Aqueles que favorecem um sistema de fé sobre outro ou – ainda pior – afirmam ter conhecimento sobre a verdade absoluta são considerados cabeças-fechadas, não-iluminados, ou mesmo fanáticos.

É claro, diferentes religiões fazem afirmações mutuamente exclusivas, e o relativista é incapaz de conciliar logicamente contradições discrepantes. Por exemplo, a Bíblia afirma que “aos homens está ordenado morrerem uma só vez” (Hebreus 9:27), enquanto algumas religiões orientais ensinam a reencarnação. Então, nós morremos uma única vez, ou várias? Ambos os ensinamentos não podem ser verdadeiros. O relativista redefine essencialmente a verdade para criar um mundo paradoxal onde múltiplas e contraditórias “verdades” podem co-existir.

O Senhor Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6). Um cristão aceita a Verdade, não apenas como conceito, mas como uma Pessoa. Esta compreensão da verdade separa o cristão da tão chamada “mentalidade aberta” do hoje em dia.

O cristão reconhece publicamente que o Senhor Jesus ressuscitou dos mortos (Romanos 10:9-10). Se ele realmente acredita na Ressurreição, como ele pode ter a “mente aberta” em relação à afirmativa de um incrédulo que Jesus nunca se levantou de novo? Seria uma traição contra Deus um cristão negar o claro ensinamento da Palavra de Deus.

Note que nós citamos os fundamentos da fé nos nossos exemplos até agora. Algumas coisas (como a ressurreição corporal de Cristo) não são negociáveis. Outras coisas podem ficar abertas ao debate, como quem escreveu o livro de Hebreus, a natureza do “espinho na carne” de Paulo e o número de anjos que podem ficar em pé sobre a cabeça de um alfinete. Nós devemos evitar o envolvimento em discussões acerca de assuntos secundários (2 Timóteo 2:23; Tito 3:9).

Mesmo ao disputar/dialogar sobre doutrinas proeminentes, um cristão deve exercer cautela e demonstrar respeito. Uma coisa é discordar de uma posição; outra é degradar uma pessoa. Nós devemos nos ater à Verdade mostrando compaixão para com aqueles que questionam a Verdade. Como Jesus, devemos ser cheios tanto de graça quanto de verdade (João 1:14).

Pedro apresenta um bom balanço entre ter a verdade e ter humildade: “Estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor” (1 Pedro 3:15).

Pergunta: "Por que existem tantas religiões? Todas as religiões levam a Deus?"
Resposta: A existência de tantas religiões e a afirmação de que todas as religiões levam a Deus com certeza confundem muitas pessoas que estão sinceramente procurando pela verdade sobre Deus. O resultado final acaba sendo que essa pessoa acaba sendo derrotada pelo desafio de realmente alcançar verdade absoluta no assunto. Ou então acabam adotando a posição universalista de que todas as religiões levam a Deus. Naturalmente, céticos apotam para a existência de muitas religiões como prova de que não se pode conhecer a Deus ou então que Ele não existe.

Romanos 1:19-21 contém a explicação bíblica para a existência de tantas religiões: “Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu”. O significado dessas passagens bíblicas é bem claro. Todo ser humano vê e conhece a verdade sobre Deus, pois Deus fez com que fosse assim. Ao invés de aceitar a verdade sobre Deus e se submeter a ela, a maioria dos seres humanos a rejeitam e procuram a sua própria forma de compreender a Deus. No entanto, isso não o leva a esclarecimento sobre Deus, mas à futilidade de raciocínio. É aqui que encontramos a explicação para ‘tantas religiões”.

Muitas pessoas não querem acreditar em um Deus que exige retidão e moralidade, por isso acabam inventando um Deus que não tem essas exigências. Muitas pessoas não querem acreditar em um Deus que declara ser impossível merecer ir ao céu através de boas obras. Por isso eles inventam um Deus que permite que certas pessoas entrem no céu se elas seguirem certos passos, seguirem certas regras e/ou obedecerem certas leis, pelo menos da melhor forma possível. Muitas pessoas não querem um relacionamento com um Deus que é soberano e onipotente. Por isso imaginam Deus como sendo uma força mística, ao invés de uma autoridade pessoal e soberana.

A existência de tantas religiões não é um argumento contra a própria existência de Deus ou um argumento de que a verdade sobre Deus não é clara. Ao contrário, a existência de tantas religiões é a demonstração da rejeição da humanidade do Deus verdadeiro e da Sua substituição por deuses que agradam seus seguidores. “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna”. (Gálatas 6:7-8).

Todas as religiões levam a Deus? Sim! Todas com exceção de apenas uma leva ao Seu julgamento, e apenas uma leva ao Seu perdão e vida eterna – Cristianismo. Qualquer que seja a religião aderida, todos nós encontraremos a Deus depois da morte (Hebreus 9:27). Todas as religiões levam a Deus, mas apenas uma religião vai resultar em Deus nos aceitando, porque apenas através de Seu plano divino de salvação através de Jesus Cristo alguém pode se aproximar Dele com confiança. A decisão de aceitar a verdade sobre Deus é muito importante por um simples motivo: a eternidade é muito longa para estarmos errados. Por isso pensar sobre Deus da forma correta é de grande importância. Essa é nossa forma Anglo-tradicional de pensar!

Obs: Rev. José Kennedy de Freitas é professor, licenciado em Filosofia e graduado em Teologia, possui mestrado e Doutorado em Teologia. É Sacerdote Anglicano.

MANCHETE

A alma Católica dos Evangélicos no Brasil - Augustus Nicodemus


Os evangélicos no Brasil nunca conseguiram se livrar totalmente da influência do Catolicismo Romano. Por séculos, o Catolicismo formou a mentalidade brasileira, a sua maneira de ver o mundo (“cosmovisão”). O crescimento do número de evangélicos no Brasil é cada vez maior – segundo o IBGE, seremos 40 milhões neste ano de 2006 – mas há várias evidências de que boa parte dos evangélicos não tem conseguido se livrar da herança católica. É um fato que a conversão verdadeira (arrependimento e fé) implica uma mudança espiritual e moral, mas não significa necessariamente uma mudança na maneira como a pessoa vê o mundo. Alguém pode ter sido regenerado pelo Espírito e ainda continuar, por um tempo, a enxergar as coisas com os pressupostos antigos. É o caso dos crentes de Corinto por exemplo. Alguns deles haviam sido impuros, idólatras, adúlteros, efeminados, sodomitas, ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes e roubadores. Todavia, haviam sido lavados, santificados e justificados “em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Co 6.9-11), sem que isso significasse que uma mudança completa de mentalidade houvesse ocorrido com eles.
Na primeira carta que lhes escreve, Paulo revela duas áreas em que eles continuavam a agir como pagãos: na maneira grega dicotômica de ver o mundo dividido em matéria e espírito (que dificultava a aceitação entre eles das relações sexuais no casamento e a ressurreição física dos mortos – capítulos 7 e 15) e o culto à personalidade mantido para com os filósofos gregos (que logo os levou a formar partidos na igreja em torno de Paulo, Pedro, Apolo e mesmo o próprio Cristo – capítulos 1 a 4). Eles eram cristãos, mas com a alma grega pagã. Da mesma forma, creio que grande parte dos evangélicos no Brasil tem a alma católica. Antes de passar às argumentações, preciso esclarecer um ponto. Todas as tendências que eu identifico entre os evangélicos como sendo herança católica, no fundo, antes de serem católicas, são realmente tendências da nossa natureza humana decaída, corrompida e manchada pelo pecado, que se manifestam em todos os lugares, em todos os sistemas e não somente no Catolicismo. Como disse o reformado R. Hooykas, famoso historiador da ciência, “no fundo, somos todos romanos” (Philosophia Liberta, 1957). Todavia, alguns sistemas são mais vulneráveis a essas tendências e as absorveram mais que outros, como penso que é o caso com o Catolicismo no Brasil. E que tendências são essas?

1) O gosto por bispos e apóstolos – Na Igreja Católica, o sistema papal impõe a autoridade de um único homem sobre todo o povo. A distinção entre clérigos (padres, bispos, cardeais e o papa) e leigos (o povo comum) coloca os sacerdotes católicos em um nível acima das pessoas normais, como se fossem revestidos de uma autoridade, um carisma, uma espiritualidade inacessível, que provoca a admiração e o espanto da gente comum, infundindo respeito e veneração. Há um gosto na alma brasileira por bispos, catedrais, pompas, rituais. Só assim consigo entender a aceitação generalizada por parte dos próprios evangélicos de bispos e apóstolos autonomeados, mesmo após Lutero ter rasgado a bula papal que o excomungava e queimá-la na fogueira. A doutrina reformada do sacerdócio universal dos crentes e a abolição da distinção entre clérigos e leigos ainda não permearam a cosmovisão dos evangélicos no Brasil, com poucas exceções.

2) A idéia de que pastores são mediadores entre Deus e os homens – No Catolicismo, a Igreja é mediadora entre Deus e os homens e transmite a graça divina mediante os sacramentos, as indulgências, as orações. Os sacerdotes católicos são vistos como aqueles através de quem essa graça é concedida, pois são eles que, com as suas palavras, transformam, na Missa, o pão e o vinho no corpo e no sangue de Cristo; que aplicam a água benta no batismo para remissão de pecados; que ouvem a confissão do povo e pronunciam o perdão de pecados. Essa mentalidade de mediação humana passou para os evangélicos, com poucas mudanças. Até nas igrejas chamadas históricas, os crentes brasileiros agem como se a oração do pastor fosse mais poderosa do que a deles e como se os pastores funcionassem como mediadores entre eles e os favores divinos. Esse ranço do Catolicismo vem sendo cada vez mais explorado por setores neopentecostais do evangelicalismo, a julgar por práticas já assimiladas como “a oração dos 318 homens de Deus”, “a prece poderosa do bispo tal”, “a oração da irmã fulana, que é profetisa”, etc.

3) O misticismo supersticioso no apego a objetos sagrados – O Catolicismo no Brasil, por sua vez influenciado pelas religiões afro-brasileiras, semeou misticismo e superstição durante séculos na alma brasileira: milagres de santos, uso de relíquias, aparições de Cristo e de Maria, objetos ungidos e santificados, água benta, entre outros. Hoje, há um crescimento espantoso, entre setores evangélicos, do uso de copo d’água, rosa ungida, sal grosso, pulseiras abençoadas, pentes santos do kit de beleza da rainha Ester, peças de roupa de entes queridos, oração no monte, no vale; óleos de oliveiras de Jerusalém, água do Jordão, sal do Vale do Sal, trombetas de Gideão (distribuídas em profusão), o cajado de Moisés... é infindável e sem limites a imaginação dos líderes e a credulidade do povo. Esse fenômeno só pode ser explicado, ao meu ver, por um gosto intrínseco pelo misticismo impresso na alma católica dos evangélicos.

4) A separação entre sagrado e profano – No centro do pensamento católico existe a distinção entre natureza e graça, idealizada e defendida por Tomás de Aquino, um dos mais importantes teólogos da Igreja Católica. Na prática, isso significou a aceitação de duas realidades coexistentes, antagônicas e freqüentemente irreconciliáveis: o sagrado, substanciado na Santa Igreja, e o profano, que é tudo o mais no mundo lá fora. Os brasileiros aprenderam durante séculos a não misturar as coisas: sagrado é aquilo que a gente vai fazer na Igreja: assistir Missa e se confessar. O profano – meu trabalho, meus estudos, as ciências – permanece intocado pelos pressupostos cristãos, separado de forma estanque. É a mesma atitude dos evangélicos. Faltanos uma mentalidade que integre a fé às demais áreas da vida, conforme a visão bíblica de que tudo é sagrado. Por exemplo, na área da educação, temos por séculos deixado que a mentalidade humanista secularizada, permeada de pressupostos anticristãos, eduque os nossos filhos, do ensino fundamental até o superior, com algumas exceções. Em outros países, os evangélicos têm tido mais sucesso em manter instituições de ensino que, além de serem tão competentes como as outras, oferecem uma visão de mundo, de ciência, de tecnologia e da história oriunda de pressupostos cristãos. Numa cultura permeada pela idéia de que o sagrado e o profano, a religião e o mundo, são dois reinos distintos e freqüentemente antagônicos, não há como uma visão integral surgir e prevalecer, a não ser por uma profunda reforma de mentalidade entre os evangélicos.

5) Somente pecados sexuais são realmente graves – A distinção entre pecados mortais e veniais feita pelo catolicismo romano vem permeando a ética brasileira há séculos. Segundo essa distinção, pecados considerados mortais privam a alma da graça salvadora e a condenam ao inferno, enquanto que os veniais, como o nome já indica, são mais leves e merecem somente castigos temporais. A nossa cultura se encarregou de preencher as listas dos mortais e dos veniais. Dessa forma, enquanto se pode aceitar a “mentirinha”, o jeitinho, o tirar vantagem, a maledicência, etc., o adultério se tornou imperdoável. Lula foi reeleito cercado de acusações de corrupção. Mas, se tivesse ocorrido uma denúncia de escândalo sexual, tenho dúvidas de que teria sido reeleito ou de que teria sido reeleito por uma margem tão grande. Nas igrejas evangélicas – onde se sabe pela Bíblia que todo pecado é odioso e que quem guarda toda a lei de Deus e quebra um só mandamento é culpado de todos – é raro que alguém seja disciplinado, corrigido, admoestado, destituído ou despojado por pecados como mentira, preguiça, orgulho, vaidade, maledicência, entre outros. As disciplinas eclesiásticas acontecem via de regra por pecados de natureza sexual, como adultério, prostituição, fornicação, adição à pornografia, homossexualismo, etc., embora até mesmo esses estão sendo cada vez mais aceitáveis aos olhos evangélicos. Mais um resquício de catolicismo na alma dos evangélicos?

O que é mais surpreendente é que os evangélicos no Brasil estão entre os mais anticatólicos do mundo. Só para ilustrar (e sem entrar no mérito dessa polêmica), o Brasil é um dos países onde convertidos do catolicismo são rebatizados nas igrejas evangélicas. O anticatolicismo brasileiro, todavia, se concentrou apenas na questão das imagens e de Maria e em questões éticas como não fumar, não beber e não dançar. Não foi e não é profundo o suficiente para fazer uma crítica mais completa de outros pontos que, por anos, vêm moldando a mentalidade do brasileiro, como mencionei acima. Além de uma conversão dos ídolos e de Maria a Cristo, os brasileiros evangélicos precisam de conversão na mentalidade, na maneira de ver o mundo. Temos de trazer cativo a Cristo todo pensamento, e não somente os nossos pecados. Nossa cosmovisão precisa também de conversão (2 Co 10.4-5).

Quando vejo o retorno de grandes massas ditas evangélicas às práticas medievais católicas de usar no culto a Deus objetos ungidos e consagrados, procurando para si bispos e apóstolos, imersas em práticas supersticiosas, me pergunto se, ao final das contas, o neopentecostalismo brasileiro não é, na verdade, um filho da Igreja Católica medieval, uma forma de neocatolicismo tardio que surge e cresce em nosso país, onde até os evangélicos têm alma católica.

Fonte: Editora Fiel

Neide Rodrigues disse...
É isso mesmo. Eu vejo o cristianismo brasileiro como uma mistura tosca de Sardes com Tiatira. Vemos as boas e más características dessas duas igrejas do apocalípse claramente demonstradas em todo povo cristão,tanto católico como protestante. Na verdade quando saímos do catolicismo, perdemos o pouco que deveria ser preservado para continuidade da obra e na jactância vã sem perceber, perdemos vida. Podemos afirmar a grosso modo que a grande massa cristã, é constituída por legítimos representantes dos cristãos caídos e repreendidos por Jesus em suas cartas. Arrependimento nos fará bem...Quem sabe alguns chegarão à condição de Filadélfia?

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

POLÊMICA MARIANA - AGOSTO 2011


MARIA MÃE DE JESUS E ALGUMAS VERDADES SOBRE ELA À LUZ DA BÍBLIA SAGRADA


Rev. Dr. José Kennedy de Freitas Ph.D - Sacerdote Anglicano


Introdução:

O presente trabalho, elaborado em outubro de 2001 e revisto em outubro de 2003, foi mais uma vez atualizado neste ano de 2005, com alguns acréscimos substanciais.

HONREMOS A MARIA

O fanatismo pode levar muitos a não prestarem honras aos que honras merecem. Honrar significa considerar a virtude, o talento, a coragem, a santidade ou as boas qualidades de alguém. A mulher escolhida por Deus para dar à luz a Luz do mundo - a santa Maria - nos deixou exemplos de fé, obediência, coragem, humildade, de amor e temor a Deus. Então, honremos a Maria porque Deus a honrou primeiro.

Maria foi escolhida para tão nobre missão porque era justa e reta aos olhos do Senhor. "EIS AQUI A SERVA D0 SENHOR. CUMPRA-SE EM MIM SEGUNDO A TUA PALAVRA." (Lucas 1.38). Este foi um exemplo de fé, obediência e humildade que nos deixou Maria. Com estas palavras ela acatou a missão que lhe acabara de ser anunciada pelo anjo Gabriel, ou seja, a missão de ser a mãe de Jesus, de servir de veículo para que o Verbo se fizesse carne e habitasse entre nós. Foi exemplo também de coragem: ela não ficou a meditar se o seu casamento com José seria desfeito ou se José gostaria ou não; se iria compreender ou não a sua gravidez. Ela confiou no Senhor e na Sua Palavra. Seguindo seu exemplo, sejamos submissos à Palavra de Deus e à Sua vontade, ainda que isso nos cause algumas dificuldades no meio em que vivemos. Que bom seria se todos dissessem: "Cumpra-se em mim, Senhor, segundo a tua palavra".

Também Maria não se envaideceu diante das declarações de sua prima Isabel, que lhe disse: "Bendita és tu entre as mulheres, e é bendito o fruto do seu ventre". Tão logo ouviu estas palavras, dirigiu-se ao Senhor em oração: "A MINHA ALMA ENGRANDECE AO SENHOR E O MEU ESPÍRITO SE ALEGRA EM DEUS, MEU SALVADOR, PORQUE ATENTOU NA HUMILDADE DE SUA SERVA, POIS EIS QUE, DESDE AGORA, TODAS AS GERAÇÕES ME CHAMARÃO BEM-AVENTURADA" (Lucas 1.39-55). Maria também não se abalou quando um certo homem chamado Simeão, cheio do Espírito Santo, profetizou a respeito do Menino: "Eis que é posto para queda e elevação de muitos... e uma espada traspassará também a tua própria alma" (Lucas 2.34-35). A missão seria difícil tanto para Maria quanto para Jesus. Maria foi uma mãe sofredora. Sofredora, porém resignada. Sofreu na apressada fuga para o Egito, livrando Jesus das mãos de Herodes; sofreu diante das perseguições e das ameaças com vistas a tirar a vida de seu filho; e, finalmente, sofreu muitíssimo ao ver seu filho traído, condenado sem justa causa e morto numa cruz.
Muitos outros santos bíblicos são merecedores, também, de nossa admiração e honra por haverem cumprido fielmente, com fé, obediência e humildade, os encargos que Deus lhes confiou. Exemplo do santo Noé, homem reto e justo, que recebeu de Deus a incumbência de anunciar o Dilúvio a uma geração depravada, e de construir uma enorme barca. Exemplo do santo Abraão, que deixou sua cidade natal e seus parentes, e seguiu em busca de uma terra desconhecida. Exemplo de Moisés, ao qual Deus confiou a espinhosa missão de livrar seu povo da escravidão do Egito. Exemplo de Josué que, atendendo ao Senhor, passou o Jordão e conquistou a Canaã prometida. Exemplos de tantos profetas que não vacilaram em transmitir as mensagens do Altíssimo, ainda que colocando em risco a própria vida. Exemplos como os do santo João Batista, que pagou com sua vida por haver falado a verdade. Exemplos dos discípulos de Jesus, que não recuaram diante das dificuldades e das perseguições no cumprimento da elevada missão de "pregar o Evangelho a toda criatura". E muitos foram perseguidos, torturados e mortos.
Maria faz parte, portanto, dessa galeria de santos que souberam cumprir com firmeza, determinação, coragem e fé os encargos que Deus lhes confiou. Que nós, os santos vivos, nós os santos de nossa geração, saibamos cumprir a nossa missão como filhos de Deus, tendo como exemplo os santos do passado, tudo para honra e glória do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

ADOREMOS O FILHO

Como vimos, honrar a Maria significa reconhecer que a sua missão aqui na Terra foi uma das mais nobres e importantes, qual seja, a missão de carregar em seu ventre, alimentar com seu sangue, amamentar e criar o nosso Redentor.
Todavia, não se deve dispensar a Maria honrarias superiores às que ela merece. Nada podemos fazer para aumentar a sua posição diante de Deus. Como justo juiz, Deus não dará a Maria nada mais nada menos do que ela merece, do que ela conquistou com sua fé, humildade e obediência. E o que ela mais desejou foi a sua salvação, ou seja, viver com Cristo na eternidade. Maria dedicou toda a sua vida ao cumprimento da sua honrosa missão. Ela nunca teve a intenção de ofuscar o ministério de Jesus. E não poderia fazê-lo. Ela sabia que a missão de Jesus era incomparavelmente superior à sua. A missão de Jesus era a do Verbo que se fez carne para trazer aos homens, na linguagem dos homens, a mensagem redentora do Pai.
Em momento algum Maria avocou a qualidade de mãe de Jesus para usufruir regalias. Ela nunca demonstrou qualquer intenção de ser alvo das atenções, de roubar a cena, de ofuscar o Filho de Deus. Ademais, as atenções dos discípulos estavam voltadas para o Mestre, porque dEle emanava a verdade, e nEle se via o resplendor da glória do Pai. Não há registro na Bíblia de qualquer adoração a Maria - ou recomendações nesse sentido - enquanto viva ou após a sua morte. Maria manteve uma posição discreta com relação ao trabalho de Jesus. Uma única vez interferiu no ministério de Jesus, nas bodas em Caná da Galiléia, com uma discreta participação. Vejamos o diálogo:
"E, no terceiro dia, fizeram-se uma bodas em Caná da Galiléia; e estava ali a mãe de Jesus. E foram também convidados Jesus e os seus discípulos para as bodas. E, faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho. Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. Sua mãe disse aos empregados: "Fazei tudo quanto ele vos disser" (João 2.1-5).
Ao informar a Jesus que acabara o vinho, Maria deixa implícito que seu filho teria condições de resolver aquele problema. A resposta de Jesus - "que tenho eu contigo, mulher"- não desrespeita sua mãe, não significando uma repreensão, mas é uma recusa. Não era dos planos de Jesus iniciar a manifestação da sua glória naquela oportunidade. Ele disse que a hora dele não havia chegado.
Porém, tudo indica que Maria continuou esperançosa de que algo poderia acontecer.
Certamente, ela voltou a falar a Jesus sobre os vexames por que passariam os anfitriões em não havendo mais vinho para servir. Percebeu no seu coração que Jesus estava inclinado a reavaliar sua posição. Então, segura de si, chamou os empregados e disse: "FAZEI TUDO QUANTO ELE VOS DISSER". E o milagre aconteceu.
Embora a mensagem de Maria tenha sido específica para aquela ocasião, quando ela orienta os empregados para obedecerem a Jesus, nada impede de estendermos esse apelo aos dias atuais, ou seja, fazermos tudo de acordo com os mandamentos e ensinos de Jesus: "Se me amarem guardarão os meus mandamentos, e eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre" (João 14.15-16).
Então, para que tenhamos o Espírito Santo, ou seja, o outro Consolador, é necessário que guardemos os mandamentos de Jesus. E o grande mandamento de Jesus foi este: "AMARÁS O SENHOR TEU DEUS DE TODO O TEU CORAÇÃO, DE TODA A TUA ALMA, E DE TODO O TEU ENTENDIMENTO. ESTE É O PRIMEIRO E GRANDE MANDAMENTO. O SEGUNDO, SEMELHANTE A ESTE É: AMARÁS O TEU PRÓXIMO COM A TI MESMO" (Mateus 22.37-39).
Se de alguma forma quisermos, nos dias de hoje, atendermos aos apelos de Maria - "fazei tudo quanto Ele vos disser"- estaremos na obrigação de adorar somente a Deus e só a Ele servir.
Assim, Maria está excluída de nossa adoração. Ela própria se excluiu. Nenhum santo vivo ou falecido aceita adoração. Nem os anjos aceitam-na. Maria ficou excluída, também, quando Jesus revelou que "ninguém vem ao Pai se não for através de Mim" (João 14.6). Portanto, através da mãe de Jesus ninguém chegará a Deus. Os santos falecidos ficaram de fora quando Jesus disse que todos deveriam buscar nEle a solução para seus problemas: "VINDE A MIM TODOS VÓS QUE ESTAIS CANSADOS E OPRIMIDOS E EU VOS ALIVIAREI" (Mateus 11.28). Aqui, Ele não dá oportunidade para irmos a outra pessoa viva ou falecida, a outro espírito, a outro santo que não seja Ele, o Santo dos santos. Leia também Atos 4.12.

Conclui-se, portanto, que a santa Maria deve ser honrada, e o seu exemplo - exemplo de fé, obediência, amor e humildade - deve ser seguido. Ela cumpriu sua missão aqui na Terra com bastante zelo, dedicação e confiança no Senhor. Deve ser adorada por isso? Não. As Escrituras Sagradas não apontam nessa direção. Jesus nos ensinou a orar ao Pai ("Pai nosso que estás nos céus"), e a adorar ao Pai ("Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás"). Convidou todos os homens a irem a Ele, diretamente a Ele: "VINDE A MIM TODOS VÓS..." Aqui Ele não deixa qualquer dúvida de que somente Ele pode resolver nossos problemas, porque somente Ele, e não Maria, recebeu autoridade e poder. Vejamos:
"Tudo me foi entregue por meu Pai" (Lucas 10.22-A). "Ora, para que saibas que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados, levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa" (Mateus 9.6). "É-me dado todo o poder no céu e na terra" (Mateus 28.18).
A santa Maria, quando viva, recebeu os mesmos poderes outorgados por Jesus aos seus discípulos:
"Tendo convocado os doze discípulos, Jesus deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curarem enfermos" (Lucas 9.1); "Estes sinais hão de seguir os que crerem: em meu nome expulsarão demônios... imporão as mãos sobre enfermos, e os curarão" (Marcos 16.17-18). Observem que esses poderes foram outorgados AOS QUE CREREM. Logo, Maria estava incluída. Ela era, obviamente, crente em Jesus. Ela poderia ter exercido o ministério de pregação do Evangelho, ou de libertação. O Espírito Santo estava sobre ela. Se não o fez é porque já cumprira sua missão. A dura batalha de divulgar as boas novas ficaria para os homens, fisicamente mais fortes. Os afazeres domésticos, a criação dos filhos, o desgaste decorrente da crucificação de Jesus não lhe permitiriam correr mundo, viajar, enfrentar tribulações. É óbvio que ela passou o resto de sua vida atenta aos acontecimentos; acompanhando à distância o movimento e sofrendo com as más notícias de prisões, perseguições e torturas por que passaram os discípulos; e alegrando-se com as boas notícias de muitas conversões, e com o crescimento do cristianismo.
Como vimos, só Jesus salva, perdoa pecados, cura e liberta. Jesus veio salvar a humanidade; colocou-se em nosso lugar na cruz; pagou o preço da remissão de nossos pecados com Seu sangue.
Foi Ele quem morreu em nosso lugar. Quem derramou sangue foi Ele. Somente Jesus e mais ninguém. Não foi José, Benedito, Paulo, João ou Maria. A Ele toda a honra e glória. Portanto, HONREMOS A MARIA, MAS ADOREMOS O NOSSO SALVADOR; HONREMOS A MARIA, MAS ADOREMOS A JESUS; HONREMOS A MÃE, ADOREMOS O FILHO DE DEUS.

ORIGEM DA ADORAÇÃO A MARIA

A falsa adoração a uma deusa-mãe, rainha dos céus, senhora, madona etc. teve início na antiga Babilônia e se espalhou pelas nações até chegar a Roma. Os gregos adoravam Afrodite; em Éfeso, a deusa era Diana; Isis era o nome da deusa no Egito. Muitos desse tipo de adoradores "aderiram" ao catolicismo em Roma para ficarem mais próximos do poder, haja vista que o Império Romano no século III adotou o cristianismo como religião oficial. Então, esses "cristãos" nominais levaram suas práticas idólatras e pagãs para a Igreja de Roma. Em vez de coibir o abuso e conduzir os fiéis pelos caminhos da fé exclusiva em Deus, os líderes do catolicismo romanos contemporizaram a situação: aos poucos as imagens pagãs foram substituídas por imagens cristãs; os deuses pagãos, substituídos pelos deuses cristãos (os santos bíblicos) e, na esteira desse sincretismo religioso, a santa Maria surgiu como "Mãe de Deus", "Senhora", "Sempre Virgem", "Concebida sem Pecado", "Assunta aos céus", "Mediadora e Advogada", Co-Redentora.

A seguir, algumas inovações dogmatizadas pela Igreja Católica Romana, aprovadas em concílios a partir do terceiro século depois de Cristo:
Ano 270 - Origem da vida monástica no Egito, por Santo Antonio.
Ano 320 - Uso de velas.
Ano 370 - Culto dos santos, professado por Basílio de Cesaréia e Gregório Nazianzo.
Ano 400 - Iniciadas as orações pelos mortos e sinal da cruz.
Ano 431 - Maria é proclamada "Mãe de Deus".
Ano 500 - Origem do Purgatório,por Gregório,o Grande.
Ano 609 - Culto da Virgem Maria, por Bonifácio IV. Invocação da Virgem Maria, dos santos e dos anjos, estabelecida por lei na Igreja pelo Concílio de Constantinopla.
Ano 670 - Celebração da missa em latim, língua desconhecida do povo, pelo Papa Gregório I.
Ano 758 - Confissão auricular, e absolvição, estabelecida como doutrina pelo IV Concílio de Latrão, em Roma.
Ano 787 - Culto das imagens ordenado pela Igreja no II Concílio de Nicéia. Ano 880 - Canonização dos santos, por Adriano II.
Ano 965 - O Batismo de Sinos.
Ano 998 - Dia de Finados, Quaresma,jejum às sextas-feiras e na Páscoa.
Ano 1000 - Sacrifício da missa.
Ano 1074 - Instituição do celibato do Clero, por Gregório VII.
Ano 1095 - Venda de indulgências plenárias,por Urbano II.
Ano 1125 - As primeiras idéias sobre a Imaculada Conceição de Maria, combatidas por São Bernardo.
Ano 1164 - Os Sete sacramentos, por Pedro Lombardo, no Concílio de Trento.
Ano 1184 - A diabólica INQUISIÇÃO, chamada santa, pelo Concílio de Verona.
Ano 1200 - O rosário, por São Domingos.
Ano 1215 - Transubstanciação, pelo Concílio de Latrão.
Ano 1220 - A Hóstia e respectiva adoração, por Inocêncio III.
Ano 1229 - Proibição da leitura das Bíblia aos leigos, pelo Concílio deTolosa.
Ano 1264 - Festa do Sagrado Coração, papa Urbano IV.
Ano 1311 - Procissão do SS. Sacramento, papa João XXII.
Ano 1317 - Oração da Ave-Maria, papa João XXII.
Ano 1414 - Proibição de vinho aos fiéis, na Santa Comunhão, pelo Concílio de Basiléia, determinando o uso do CÁLICE somente pelos sacerdotes.
Ano 1546 - Aceitação dos livros apócrifos, pelo Concílio de Trento.
Ano 1563 - Igualdade entre a Tradição e a Palavra de Deus, Concílio de Trento.
Ano 1854 - A Imaculada Conceição da Virgem, papa Pio IX.
Ano 1870 - A infalibilidade do papa, Concílio do Vaticano.
Ano 1950 - Assunção de Maria transformado em artigo de fé.
Além desses atos, as rezas da Ave-Maria chamam-na de "Sempre Virgem", "Rainha", "Advogada", ''Mãe de Deus", Concebida Sem Pecado. Então, iremos examinar um por um esses títulos à luz da verdade contida na Palavra de Deus, lembrando que a Bíblia é a única regra de fé e prática do cristão.

A TRADIÇÃO CATÓLICA

"E assim invalidastes, por vossa tradição, o mandamento de Deus. Hipócritas, bem profetizou Isaías, a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são mandamentos dos homens" (Mateus 15.6-9).
Segundo o entendimento do Vaticano, a Tradição tem valor igual à Palavra de Deus. Vejamos o que diz essa Igreja no "Catecismo da Igreja Católica" (C.I.C.):
"Fica, portanto, claro que segundo o sapientíssimo plano divino, a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja estão de tal modo entrelaçados e unidos que um não tem consistência sem os outros, e que juntos, cada qual a seu modo, sob a ação do mesmo Espírito Santo, contribuem eficazmente para a salvação das almas" (C.I.C. p. 38, # 95).
"O que Cristo confiou aos apóstolos, estes o transmitiram por sua pregação e por escrito, sob a inspiração do Espírito Santo, a todas as gerações, até a volta gloriosa de Cristo. A Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura constituem um só sagrado depósito da Palavra de Deus." (C.I.C. p.38, # 96 e 97).
Como a Tradição é sagrada e tem autoridade igual à Palavra de Deus, ela dá-se ao luxo de criar dogmas, inventar coisas e até ir contra a Bíblia Sagrada. Exemplo: A Tradição diz que Maria é nossa advogada, auxiliadora, protetora e medianeira (C.I.C. p. 274, # 969). A Bíblia diz que "só há um Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem" (1 Timóteo 2.5). A Tradição diz que Maria é a Mãe de Deus. A Bíblia diz que Deus é eterno, imutável, onipotente, onisciente, onipresente, sendo, como tal, um ser incriado, não gerado; não podendo ter mãe, nem pai. Temos de admitir que é um absurdo a declaração de que a Palavra de Deus só pode contribuir eficazmente para a salvação das almas se atuar junto com a Sagrada Tradição (C.I.C. p.38, # 95). Vejamos mais:
"O encargo de interpretar autenticamente a Palavra de Deus foi confiado exclusivamente ao Magistério da Igreja, ao Papa e aos bispos em comunhão com ele" (C.I.C. p. 38, # 100).
Seria o caso de se perguntar quem foi que confiou à Igreja Católica a exclusiva missão de bem interpretar as Escrituras? Eis aí a razão por que essa denominação não incentiva a leitura da Bíblia entre seus fiéis. Se os católicos não sabem, não podem e não devem interpretar a Palavra de Deus - ainda que formados em Teologia - para que usariam a Bíblia? Vejamos o que diz a Palavra:
"Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra" (1 Timóteo 3.16).
"Sabendo primeiramente, isto, que nenhuma profecia da Escritura provém de particular interpretação" (2 Pedro 1.20).
Paulo recomenda o estudo da Bíblia: "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" (2 Timóteo 2.15).
Jesus recomendou: "Examinai as Escrituras..." (João 5.39).
Como vimos, a Bíblia Sagrada deve ser lida, analisada, interpretada por todos, principalmente pelos filhos de Deus, ou seja, os que se convertem ao Senhor Jesus e são "feitos filhos de Deus" (João 1.12). Cabe às denominações cristãs orientar os irmãos na leitura, mas nunca lhes tirar o direito ao livre exame das Escrituras.
Analisemos os vários títulos atribuídos a Maria, não à luz da Tradição, mas da santa e verdadeira Palavra de Deus.

ASSUNÇÃO DE MARIA

O que diz a Tradição:
"Finalmente, a Imaculada Virgem, preservada imune de toda mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste. E para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do universo. A Assunção da Virgem Maria é uma participação singular na Ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos" (C.I.C. p. 273, # 966).
Contestação - "Assunção de Maria" significa que Maria subiu ao céu em corpo e alma, levada por seu Filho. Tal ensino não encontra amparo nas Sagradas Escrituras. É claro que a santa Maria está no céu, lugar para onde vão todos os que morrem em Cristo. Diz o ex-padre José Barbosa de Sena Neto, em suas "confissões": "A coisa mais espantosa dessa doutrina é que não tem nenhuma prova bíblica". E o ex-padre conclui: "O Papa Pio XII (que promulgou essa doutrina) disse que "qualquer um que doravante duvide ou negue esta doutrina apostatou totalmente da divina fé católica; isto - continua o ex-padre - significa que é pecado mortal para qualquer católico romano recusar-se a crer nessa fantasiosa doutrina!" A Tradição diz que Maria foi assunta ao céu de corpo e alma, e o Senhor a elegeu Rainha do Universo. É o caso de se perguntar: Quem viu? Quem escreveu? Onde está escrito?
Que Maria está na glória não há dúvida, mas não que tenha ressuscitado. São incontáveis os santos que se encontram no Paraíso, aguardando a plenitude dos tempos para ressuscitarem num corpo espiritual (1 Tessalonicenses 4.16-17).

CONCEBIDA SEM PECADO

O que diz a Tradição:
"Desde o primeiro instante de sua concepção, foi totalmente preservada da mancha do pecado original e permaneceu pura de todo pecado pessoal ao longo de toda a sua vida" (C.I.C. p. 143, # 508). "Pela graça de Deus, Maria permaneceu pura de todo pecado pessoal ao longo de toda a sua vida" (C.I.C. p. 139, # 493).
Contestação - As expressões "concebida sem pecado" e "imaculada" são comuns nas rezas e escritos romanos. O dogma da Imaculada Conceição de Maria foi definido no ano de 1854.
A única forma de Maria ter sido gerada sem pecado seria mediante a intervenção direta do Espírito Santo no ventre de sua mãe, tal como aconteceu com Jesus. E essa exceção teria registro prioritário na Bíblia.
Contrariando a Tradição, a Palavra de Deus declara de modo enfático, sem rodeios: "POIS TODOS PECARAM E DESTITUÍDOS ESTÃO DA GLÓRIA DE DEUS, E SÃO JUSTIFICADOS GRATUITAMENTE PELA SUA GRAÇA, PELA REDENÇÃO QUE HÁ EM CRISTO JESUS" (Romanos 3.23). Como resultado da desobediência de Adão e Eva, TODOS somos pecadores; todos herdamos a natureza pecaminosa do primeiro casal; todos fomos atingidos pelo "pecado original". A Bíblia fala em TODOS. Todos, sem exceção. Dos santos do Antigo Testamento (Noé, Abraão, Moisés, Josué, Davi, Elias, Isaías, dentre outros) aos do Novo Testamento (Mateus, João, João Batista, Paulo, Pedro, José, Maria e outros), todos pecaram e necessitaram da graça de Deus para serem justificados. No Salmo 51.5, Davi reconhece a sua propensão natural para o pecado: "Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe". Maria venceu essa natureza pecaminosa porque confiava e cria em Deus, seu Salvador (Lucas 1.46-47).
E ainda: "PELO QUE, COMO POR UM HOMEM ENTROU O PECADO NO MUNDO, E PELO PECADO A MORTE, ASSIM TAMBÉM A MORTE PASSOU A TODOS OS HOMENS, PORQUE TODOS PECARAM" (Rm 5.12). Ora, "semente gera semente da mesma espécie". Uma semente de manga vai gerar manga. Assim acontece com a laranja, com o abacate e com as demais frutas. Assim aconteceu com os homens. Somos da semente de Adão. Jesus foi o único que não herdou a maldição do pecado porque Ele foi gerado pelo Espírito Santo. "Todos estão debaixo do pecado. Não há um justo. Nem um sequer" (Rm 3.9c, 10). Em lugar nenhum da Bíblia está escrito que a santa Maria foi uma exceção. Maria está incluída no "TODOS PECARAM". A própria Maria, mãe de Jesus, reconheceu ser pecadora, quando disse: "A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador" (Lc 1.46-47). Ora, uma pessoa sem mácula, sem mancha, sem pecado não precisa de Salvador. Ela declarou que sua alma necessitava ser salva. Ela clamou pela graça salvadora de Deus, pois "pela graça somos salvos, mediante a nossa fé" (Efésios 2.8).

De Jesus, porém, a Bíblia diz que "Ele não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano" (1 Pedro 2.22). Jesus era humano, contudo sem pecado (2 Co 5.21; Hb 4.15; 1 Pe 3.18; 1 Jo 3.3). A Bíblia não faz semelhante afirmação com respeito a Maria, porquanto ela está inclusa no "Todos pecaram". Assim diz a Palavra de Deus.
Em oposição a essa verdade, dizem os romanistas que para gerar um ser puro - Jesus - Maria teria que ser de igual modo pura, porque um ser impuro não poderia acolher um ser puro. Ora, se admitido como verdadeiro e correto tal raciocínio, teríamos de admitir que a mãe de Maria deveria ser também pura para carregar no seu ventre uma pessoa imaculada. A avó de Maria, por sua vez, teria que ser pura. E, nesse passo, chegaríamos ao primeiro casal Adão e Eva. E estaríamos dizendo que a Palavra de Deus é mentirosa, quando afirma: Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Romanos 3.23; 5.12).
Vejamos mais alguns versículos que confirmam a extensão do pecado de Adão e Eva a todos: "Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus" (2 Coríntios 5.21). "Não há justo, nem sequer um" (Romanos 3.10). "Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado." (Gálatas 3.22). "Não há homem justo sobre a terra que faça o bem e que não peque" (Eclesiastes 7.20).

A SEMPRE VIRGEM MARIA

A Igreja de Roma assegura que a santa Maria, mãe de Jesus, conservou-se virgem até a sua morte:
"Maria permaneceu Virgem concebendo seu Filho, Virgem ao dá-lo à luz, Virgem ao carregá-lo, Virgem ao alimentá-lo de seu seio, Virgem sempre" (C.I.C. p. 143, # 510).
Contestação - Antes do nascimento de Jesus, Maria e José não mantiveram relações íntimas. Nascido Jesus, e passado o período pós-parto, o casal passou a ter uma vida normal de marido e mulher e teve os seguintes filhos: Tiago, José, Simão, Judas e, no mínimo, duas filhas. Esta opinião está alicerçada nos textos abaixo:
"Não é este o filho do carpinteiro? E não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? Não estão entre nós todas as suas irmãs?" (Mateus 13.55-56; Marcos 6.3).
Corroborando essa afirmação, lemos no mesmo livro de São Mateus:
"Estando Maria, sua mãe (mãe de Jesus), desposada com José, antes que coabitassem, achou-se grávida pelo Espírito Santo. José, seu marido, sendo justo e não querendo difamá-la, resolveu deixá-la secretamente. Projetando ele isso, em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher. Mas não a conheceu até que ela deu à luz um filho. E ele lhe pôs o nome de Jesus" (Mt 1.18-20, 24-25).

A expressão "ATÉ QUE" - "não a conheceu até que ela deu à luz um filho" - indica um limite de tempo. Poderíamos traduzir assim: José não manteve relações íntimas com Maria enquanto ela estava grávida de Jesus, aliás, em cumprimento à profecia: "a virgem conceberá e dará à luz um filho ..." (Isaías 7.14). Isto é, até o nascimento de Jesus ela manteve-se virgem. Os romanistas interpretam o texto de forma diferente. Dizem que a abstinência de José manteve-se depois do parto de Maria. Para mim, a expressão é clara. Veja o exemplo de uma ordem de uma mãe ao filho: "Você deve ficar em casa até que eu volte". Então, enquanto a mãe não voltar, o filho ficará em casa. A proibição alcança o tempo em que aquela mãe estiver fora de casa. Depois do seu retorno, o filho poderá sair de casa. Comparativamente, enquanto não nasceu Jesus, José respeitou a virgindade de sua mulher. Jesus realmente nasceu de uma virgem, conforme a Escritura, mas nada prova que Maria tenha continuado virgem.
Lembremo-nos, finalmente, de que Maria "deu à luz a seu filho primogênito..." (Lucas 2.7a).
Primogênito, segundo o Dicionário Aurélio, diz-se "daquele que foi gerado antes dos outros, que é o filho mais velho". Jesus foi, portanto, o filho mais velho de José e Maria, conforme Mateus 13.55-56. Já na relação Deus Pai e Deus Filho, Jesus é chamado de unigênito, único, tal como definido em João 3.16. São Mateus não iria usar uma expressão que causasse alguma dúvida. Se Jesus fosse o único filho, Mateus usaria certamente a expressão UNIGÊNITO, que significa filho único, conforme diz o Dicionário Aurélio.

Mais adiante, sob o título "Os Irmãos de Jesus", apresentamos uma análise mais detalhada sobre essa questão.

MEDIANEIRA, INTERCESSORA, ADVOGADA

Como diz Raimundo F. de Oliveira, "a essência da adoração na Igreja Católica Romana não gira em torno do Pai, do Filho e do Espírito Santo, mas da pessoa da Virgem Maria". A esse respeito vejamos o que diz a Tradição no Catecismo da Igreja Católica:
"Por isso, a bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora, protetora, medianeira" (C.I.C. p. 274, # 969).
Contestação - Nosso raciocínio deve ser norteado não pelo que os homens afirmam, declaram, proclamam ou decidem. Em assuntos tais, a Bíblia é a nossa bússola, nosso guia, nossa regra
. "Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente preparado para toda boa obra" (2 Timóteo 3.16-17).
A Bíblia declara que só Jesus é Mediador, Intercessor e Advogado nosso junto ao Pai . Vejamos: "PORQUE HÁ UM SÓ DEUS, E UM SÓ MEDIADOR ENTRE DEUS E OS HOMENS, CRISTO JESUS, HOMEM" (1 Timóteo 2.5).

"SE, PORÉM, ALGUÉM PECAR, TEMOS UM ADVOGADO PARA COM O PAI, JESUS CRISTO, O JUSTO" (1 João 2.1). "PORTANTO, PODE TAMBÉM SALVAR PERFEITAMENTE OS QUE POR ELE SE CHEGAM A DEUS, VIVENDO SEMPRE PARA INTERCEDER POR ELES" (Hebreus 7.25).
Além dessas afirmações inequívocas, o próprio Jesus disse: "EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA. NINGUÉM VEM AO PAI, SENÃO POR MIM" (João 14.6).
Não podemos passar por cima da Escritura. Devemos ser submissos à vontade soberana de Deus. Se Ele declara na Sua Palavra que Jesus é o único Advogado, Intercessor e Mediador, não há razão para acreditarmos que exista outro exercendo as mesmas funções. E se o fizermos, estaremos chamando Deus de mentiroso, dizendo que a Sua Palavra não é a expressão da verdade, e que o próprio Jesus mentiu quando revelou que ninguém iria a Deus Pai se não fosse através dEle, isto é, por Seu intermédio. Logo, não há outros intermediários entre Deus e os homens.
Jesus declarou que somente através dEle os homens teriam comunhão com Deus Pai. Logo, não chegaremos a Deus através da Santa Maria, nem por meio de qualquer outro santo. Em Hebreus 7.25, vimos que Jesus salva os que por Ele se chegam a Deus, confirmando que Cristo é verdadeiramente o caminho. Não há outro caminho. A Santa Maria não é o caminho, nem um dos caminhos. Jesusdeclara que Ele é O CAMINHO. Note-se o artigo definido - "o" - definindo a existência de um único caminho.
Jesus convidou todos a irem a Ele, sem intermediários:
"Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei" (Mateus 11.28). Aqui, Jesus faz um convite e uma promessa. Ele não deixa chance para irmos a outros intercessores ou mediadores, ainda que seja a Santa Maria. Jesus é categórico: venham a mim, me procurem, peçam-me, busquem-me e eu resolverei seus problemas. Não há na Bíblia qualquer indicação para procurarmos os santos para o atendimento de nossas necessidades.
Ademais, Maria não ouve os pedidos a ela dirigidos. Por que ela é surda? Não. Porque ela não possui o atributo na ONIPRESENÇA. Não só ela. Os santos falecidos não são dotados da capacidade de estarem em todos os lugares ao mesmo tempo. O atributo da onipresença pertence a Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo. É atributo intransferível, exclusivo da Trindade. Em meu estudo "Jesus Cristo, o Santo dos Santos", apresento dez razões para não adorarmos os santos e não dirigirmos a eles nossas súplicas. Logo, se a Santa Maria não se encontra em todos os lugares, inútil é falarmos a ela. Se porventura ela ouvisse nossas súplicas, não as poderia levar a Deus. E qual a razão? Ela estaria contrariando a palavra de Deus, que diz claramente:
"Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem" (1 Timóteo 2.5).
De maneira nenhuma a santa Maria iria tomar a posição de Jesus. Contrariar a palavra de Deus é contrariar o próprio Deus. Vejamos: "Eu velo sobre a minha palavra, para a cumprir" (Jeremias 1.12).
Nossas ações devem ser dirigidas pelo que diz a palavra de Deus, e não pelo que os homens afirmam ou a Tradição nos ensina. Vejamos:
"Assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus" (Mateus 15.6).
"Deixando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens..." (Marcos 7.8).
"Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo" (Colossenses 2.8). Sei o quanto é difícil de

etar de nossa mente anos e anos de ensino contrário à palavra do Senhor. Mas não existe outra saída para o cristão que deseja realmente reconciliar-se com o Pai, arrepender-se de seus pecados e deixá-los, e permanecer firme na fé em Cristo Jesus. Convém que apaguemos de nossa memória todos os ensinos, dogmas e doutrinas contrários ao que ensina e recomenda a Bíblia. Reflita:
"Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra" (2 Crônicas 7.14).
Vejam bem que Deus estabelece uma condição para atender aos pedidos. Ele requer humildade. Humildade significa reconhecermos que somos pó, somos pecadores e precisamos da Sua GRAÇA para sermos salvos. Ele requer oração. Orar significa falar com Deus, não apenas na hora do aperto, da aflição, da angústia, do sufoco. Falar com Ele, também, quando tudo vai bem: "Em tudo daí graças. Ele requer que busquemos a Sua face, ou seja, devemos clamar somente a Ele. Ele requer conversão dos maus caminhos. Impõe que deixemos os pecados, a idolatria, os intermediários. Conversão implica arrependimento. Sem arrependimento não há perdão; sem perdão não há salvação. Jesus, e não Maria, é o nosso advogado, intercessor, auxiliador, ajudador:
"Assim, com confiança, ousemos dizer: O Senhor é o meu auxílio; não temerei" (Hebreus 13.6).
"Certamente Deus é o meu ajudador" (Salmos 54.4). "O Senhor é o meu auxílio..." (Hebreus 13.6).
"Jesus, o Mediador de uma nova aliança..." (Hebreus 12.24). "Meus Filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, porém, alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo" (1 João 2.1). Aqui a confirmação de que dentre os homens só existiu um justo, Jesus.
Nada devemos pedir à santa Maria, nem a qualquer outro santo. Os santos falecidos nada podem fazer por nós. As suas imagens, as imagens de escultura que os representam, também nada podem fazer em nosso benefício. Não podemos esquecer de que somente JESUS pode mediar no céu em nosso favor. Não há outro. Se houvesse, Deus revelaria. O primeiro mandamento de Deus é direto, taxativo, claro, objetivo, sem circunlóquio:
"NÃO TERÁS OUTROS DEUSES DIANTE DE MIM" (Êxodo 20.3) E o segundo mandamento ainda é mais preciso, categórico, cristalino, direto, sem rodeio ou meias palavras:
"Não farás para ti imagens de escultura, nem semelhança nenhuma do que há em cima nos céus... não te encurvarás a elas nem as servirás..."(Êxodo 20.4).
Deus proíbe o uso de imagens com semelhança do que há nos céus. Quem está nos céus? Está Deus (Pai, Filho e Espírito Santo), os anjos e os santos. Logo, não se deve usar imagens de Jesus, nem de qualquer pessoa falecida que, por sua fé em Deus, esteja na glória.

A Tradição pensa diferente:

"Na trilha da doutrina divinamente inspirada de nossos santos Padres e da tradição da Igreja católica, que sabemos ser a tradição do Espírito Santo que habita nela, definimos com toda certeza e acerto que as veneráveis e santas imagens, bem como as representações da cruz preciosa e vivificante, sejam elas pintadas, de mosaico ou de qualquer outra matéria apropriada, devem ser colocadas nas paredes e em quadros, nas casas e nos caminhos, tanto a imagem de Nosso Senhor, Deus e Salvador, Jesus Cristo, como a de Nossa Senhora, a puríssima e santíssima mãe de Deus, dos santos anjos, de todos os santos e dos justos." (C.I.C. p.326/327, # 1161). "A beleza e a cor das imagens estimulam minha oração. É uma festa para os meus olhos, tanto quanto o espetáculo do campo estimula meu coração a dar glória a Deus" (C.I.C. p.327, # 1162).
Como se vê, o catolicismo incentiva o uso de ícones e diz que são necessários à verdadeira adoração a Deus. Tudo contra a Palavra. Ainda bem que reconhecem que essas coisas são decorrentes da Tradição. Mas falam de doutrina divinamente inspirada, soprada pelo Espírito Santo. Por que o mesmo Espírito que em nós habita, nos evangélicos, também não nos conduz ao uso de imagens? Jesus disse que "Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade" (João 4.24). Outra proibição é para não nos encurvarmos diante das imagens.
Isto compreende: baixar a cabeça, inclinar o corpo, tirar o chapéu, ajoelhar-se, ou qualquer outro gesto de submissão, reverência ou respeito. A proibição "não as servirás" compreende: não servir as imagens com lágrimas, com toques, com beijos, com pedidos, com velas, procissão, flores, cânticos, saudações, ofertas em dinheiro ou em alimentos; com promessas e sacrifícios; com cuidados especiais, com jejuns e rezas. É bom não esquecermos que Jesus, na qualidade do Verbo que se fez carne e habitou entre nós, estava presente no Monte Sinai, e escreveu o Segundo Mandamento em tábuas de pedra, e as entregou a Moisés. "Fazei tudo o que Ele vos disser", disse Maria aos serventes nas bodas de Caná da Galiléia (João 2.1-5) Devemos, portanto, atender ao pedido de Maria, de satisfazermos a Sua vontade, que é a vontade de Deus.

MÃE DE DEUS

Imaginei de início que o titulo "Mãe de Deus" atribuído à humilde mãe de Jesus fosse apenas uma demonstração de carinho. Com o passar dos anos, notei que se tratava de algo mais sério. Muitas crianças, jovens e adultos estão convictos de que Maria é a Mãe de Deus. Sei que estas palavras escritas não alcançarão a massa de 30 milhões de analfabetos, 30 milhões de alfabetizados, mais 30 milhões que não desejam confrontar suas tradições e crenças com a verdade. Apresentaremos alguns argumentos com vistas a deixar bem claro que Deus não tem mãe, e que por haver sido mãe de Jesus, homem, Maria não é mãe de Deus.

A palavra da Tradição:
"Maria é verdadeiramente a "Mãe de Deus", visto ser a mãe do Filho Eterno de Deus feito homem, que é ele mesmo Deus" (C.I.C. p.143, # 509).
"Por isso o Concílio de Éfeso proclamou, em 431, que Maria se tornou de verdade Mãe de Deus pela concepção humana do Filho de Deus em seu seio" (C.I.C. p.131, # 466).
"Denominada nos Evangelhos "a Mãe de Jesus" (Jo 2.1; 19.25). Maria é aclamada, sob o impulso do Espírito, desde antes do nascimento de seu Filho, como "a Mãe de meu Senhor" (Lc 1.43). Com efeito, Aquele que ela concebeu do Espírito Santo como homem e que se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne não é outro que o Filho eterno do Pai, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade. A Igreja confessa que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus" (C.I.C. p. 140. # 495).
Contestação - A Bíblia causa uma certa inquietação e até temor. O temor do confronto. A Palavra, como um espelho, coloca às claras nossas imperfeições, rugas, pecados. E, em face disso, somos movidos a tomar uma decisão. Desprogramar de nossa mente o que foi armazenado durante cinco séculos é tarefa árdua. Bom para muitos é deixar rolar, na onda do "me engana que eu gosto".
A Bíblia nos revela, de Gênesis a Apocalipse, que Deus é o nosso Pai, o Criador de todas as coisas. A oração-modelo ensinada por Jesus começa assim: "PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS".
Todos os que aceitam a Jesus como Senhor e Salvador passam a ser filhos de Deus: "PORQUE TODOS SOIS FILHOS DE DEUS PELA FÉ EM CRISTO JESUS" (Gálatas 3.26). "Vós sois filhos do Deus vivo" (Oséias 1.10c).
Maria sempre foi temente a Deus; era justa aos olhos de Deus; creu em Jesus, nas suas palavras, na Sua morte e ressurreição. E, assim, ela foi constituída filha de Deus.
Quando Jesus disse a Nicodemos que era necessário nascer de novo para ver o reino de Deus, Ele não excluiu sua mãe do processo (Jo 3.3). Também, a declaração de Jesus, a seguir, confirma que sua família - mãe, pai e irmãos - necessitava de submissão a Deus e obediência à Sua Palavra para ser salva:
"Chegaram então seus irmãos e sua mãe e, estando de fora, mandaram-no chamar". A multidão estava assentada ao redor dele, e lhe disseram: "Tua mãe e teus irmãos te procuram, e estão lá fora". Jesus lhes perguntou: "Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?" Então, olhando em redor para os que estavam assentados junto dele, disse: "Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Portanto, "QUALQUER QUE FIZER A VONTADE DE DEUS, ESTE É MEU IRMÃO, IRMÃ E MÃE (Marcos 3.31-35). Jesus nivelou sua mãe e seus irmãos a todos os que obedecem a Deus.

Em certa ocasião Jesus não permitiu que tivesse prosseguimento a tentativa de exaltar sua mãe. Vejamos:
"Dizendo Ele estas coisas, uma mulher dentre a multidão levantou a voz, e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste! Mas Jesus respondeu: Antes bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam." (Lucas 11.27-28).

Muito mais bem-aventurados são os que obedecem a Deus, disse Jesus. Para defender sua Tradição, os líderes romanistas agarram-se à seguinte fala de Isabel a Maria: "De onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor?" (Lucas 1.43). Ora, está claro e evidente que a parenta de Maria não estava se referindo ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó; ao Deus de Israel, ao nosso Deus, nosso Pai celestial, nosso Senhor. Seria até hilariante, se não fosse assunto tão sério, imaginar que Isabel estivesse ali saudando Maria como mãe de Deus. Isabel reconheceu Maria como a mãe do Messias tão esperado. As palavras de Simeão e de Ana, no templo, também tiveram este mesmo significado (Lucas 2.25-38). O Deus Filho que se fez carne sempre existiu.

A Bíblia diz que os que morreram em Cristo ressuscitarão na Sua volta, num corpo celestial e incorruptível (1 Tessalonicenses 4.16-17). Logo, de acordo com esta Palavra, a santa Maria aguarda, como todos, esse dia glorioso. Como, nesse estágio, poderia ser mãe de Deus? Por outro lado, para ser mãe de Deus a santa Maria, por óbvias razões, deveria possuir os mesmos atributos da Trindade, ou seja, ser onipresente, onisciente e onipotente, eterna e imutável. Sabemos que estes atributos são exclusivos de Deus, absolutos e incomunicáveis. Em resumo, para ser mãe de Deus ela teria que ser igual a Deus. Se admitirmos a hipótese da existência de uma mãe para Deus, seria válido esquecermos a doutrina da Santíssima Trindade e, em seu lugar, instituirmos a do Santíssimo Quarteto, assim compreendido: Deus Pai, Deus Mãe, Deus Filho e Deus Espírito Santo, o que seria uma extravagância teológica.

Deus é eterno, não teve começo, não foi gerado, e não terá fim. Deus não tem mãe, nem pai. Maria não pode ser mãe do seu Criador e Salvador. Maria não pode ser mãe do seu próprio Pai. A criatura não pode ser mãe do Criador. A santa Maria foi escolhida foi por Deus para que em seu ventre o Verbo se fizesse carne. Mas o Verbo, o Deus Filho, este sempre existiu porque eterno. O Verbo não foi gerado por Maria. Leia-se:

"No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele... e o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vemos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (João 1.1-3, 14).
Esta é uma afirmação da eternidade de Jesus: Ele estava no princípio, esteve presente na Criação, estava com Deus, é Deus. Logo, um ser humano finito e limitado (Maria) não poderia gerar um ser eterno, divino, infinito e ilimitado. A Tradição confirma a eternidade de Jesus, quando diz que Maria é a Mãe do Filho Eterno de Deus. Ora, o eterno não é gerado e não cabe na vida finita de um ser que precisou ser gerado.
Vejamos as palavras de Maria:

"EU SOU A SERVA DO SENHOR. CUMPRA-SE EM MIM SEGUNDO A TUA PALAVRA" (Lucas 1.38). Jesus disse que "o servo não é mais do que o seu senhor" (Mt 10.24). Maria não desejava outra coisa senão ser serva de Deus. Jamais passou por sua cabeça ser mãe do Altíssimo. Seria completamente impossível uma mulher ser mãe, ou um homem ser pai de Deus. Mais adiante ela declara, dando ênfase à sua condição de serva:

"A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, pois olhou para a humildade da sua serva. Desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada" (Lucas 1.46-48). Vê-se que Maria não almejou nada mais nada menos do que se colocar na posição de serva do Senhor. E assim ela fez por toda a sua vida.

Por qual razão Jesus não exaltou as qualidades espirituais de sua mãe, sabendo Ele de antemão que ela seria aclamada por "sua" Igreja Católica Romana como Mãe do Universo, Mãe de Deus, Rainha do Céu, a Mãe dos Vivos, Intercessora, Advogada, Medianeira, Co-Redentora? Por que Jesus não dividiu Sua glória com sua mãe? Por que Jesus, durante todo o seu ministério, não nos deixou uma única revelação, uma única palavra conduzindo-nos a exaltar a sua mãe? Por que a "Mãe de Deus" não foi exaltada ou glorificada nas cartas paulinas, nas mensagens inspiradas do apóstolo Paulo? Por que a Bíblia só registra o nome de Maria no que é estritamente necessário? A existência da Mãe de Deus não deveria constituir uma das doutrinas básicas do cristianismo? SENHORA, PADROEIRA E CO-REDENTORA

A santa e humilde Maria nunca desejou tomar o lugar do Salvador, do Filho de Deus. A sua posição foi de serva ciente de sua missão, a missão de trazer à luz a Luz do mundo, o Pão da vida, o Verbo de Deus. Até nas suas palavras a mãe de Jesus foi discreta. 0 registro mais extenso das palavras por ela pronunciadas está em Lucas 1.46-55, sob o título "O cântico de Maria." Nessa oração, como já vimos atrás, Maria se mostra muito feliz e agradecida a Deus por haver sido agraciada com tão nobre missão: "Pois olhou para a humildade da sua serva. Desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada". Nos versículos 46 e 47, Maria se declara necessitada de salvação: "A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador".

Não se encontra nas Escrituras qualquer tipo de adoração a Maria, ou qualquer ensino nesse sentido. Muitas pessoas interpretam mal o título "Bem-aventurada". Uma pessoa bem-aventurada quer dizer uma pessoa feliz, ditosa e bendita. É o estado "daqueles que, por seu relacionamento com Cristo e com a sua Palavra, receberam de Deus o amor, o cuidado, a salvação e sua presença diária. O arcanjo Gabriel disse: "Bendita és tu ENTRE as mulheres", e não bendita ACIMA das mulheres. A mesma declaração foi feita por Isabel a Maria acrescentando: "... e bendito o fruto do teu ventre" (Lucas 1.42). E a própria Maria afirmou que "desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada" (Lucas 1.48b).

Jesus, no "Sermão da Montanha", chamou de "BEM- AVENTURADOS" os pobres de espírito, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os pacificadores, os que sofrem perseguição por causa da justiça e os perseguidos por causa dele (Mateus 5.3-11). E bem-aventurada é Maria em razão da missão a ela confiada. Então, os salvos somos bem-aventurados, isto é, somos felizes porque agraciados com bênçãos de Deus. Não há a menor possibilidade de, após a nossa morte - a morte dos bem-aventurados - chegarmos à condição elevada de Senhor ou Senhora, Pai ou Mãe de todos. Vejamos o que diz a Bíblia:

"Ouve, ó Israel: o Senhor nosso Deus é o único Senhor"; "Amarás o Senhor teu Seus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de toda a tua força. Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração." (Deuteronômio 6.4-5-6). Este mandamento foi confirmado por Jesus, quando afirmou que não existia outro mandamento maior do que este (Marcos 12.30-31), porque quem ama cumpre a Lei Moral. Ora, um coração completamente cheio do amor a Deus não possui espaço para adorar outros deuses, seja "senhor" ou "senhora", ou qualquer pessoa falecida. Ademais, fazer pedidos aos mortos e acreditar que eles sejam mensageiros de Deus, faz parte da doutrina espírita.

"Eu e a minha casa serviremos ao Senhor... nunca nos aconteça que deixemos ao Senhor para servirmos a outros deuses" (Josué 24.14-16). Devemos confiar no Senhor e somente a Ele dirigir nossas súplicas. Em nenhuma parte da Bíblia a santa Maria é elevada à posição de Senhora, Padroeira, Protetora ou Co-Redentora. Nenhum homem ou mulher pode, depois da morte física, receber tal sublimação. Quem morreu em nosso lugar foi Jesus, e Ele não divide sua obra redentora com mais ninguém:
"E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos" (Atos 4.12). "Eu sou o Senhor; este é o meu nome! A minha glória a outrem não a darei, nem o meu louvor às imagens de escultura" (Isaías 42.8).
Mas, pela palavra da Tradição, Maria cooperou na obra do Salvador e hoje, no céu, é instrumento de salvação:

"Mas seu papel em relação à Igreja e a toda a humanidade vai mais longe. De modo inteiramente singular, pela obediência, fé, esperança e ardente caridade, ela cooperou na obra do Salvador para restauração da vida sobrenatural das almas" (C.I.C. p. 273, # 968). "Assunta aos céus, não abandonou este múnus salvífico, mas, por sua múltipla intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna" (C.I.C. p. 274, # 969).

Entenda-se como "múnus salvífico" a função de salvar, de Co-Redentora.
"Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo que ele escolheu para sua herança" (Salmos 33.12). Daí porque não foi feliz a idéia de, por decreto, eleger Maria à posição de "Padroeira do Brasil", isto é, defensora e protetora de nosso País. Mais coerente com a nossa fé cristã, seria declararmos o que está na Bíblia, ou seja, que Deus é o nosso Senhor, Salvador, Protetor e Pai:
"Adorarás ao Senhor teu Deus, e só a ele servirás" (Lucas 4.8).
Vamos repetir. Jesus, respondendo a Satanás, citou o versículo 13 de Deuteronômio 6. Jesus foi categórico, direto, claro, objetivo. Ele disse que a nossa adoração deve ser dirigida exclusivamente a Deus, e só a Ele devemos servir, servir com o nosso louvor, com o nosso exemplo, com a nossa fé, com nossas orações, nossas lágrimas, nossos jejuns, e obediência à Sua Palavra. Se as nossas lágrimas, súplicas e louvores forem dirigidos à santa Maria, logo estaremos em oposição à palavra do Senhor Jesus. Oposição significa desobediência; desobediência significa rebeldia; rebeldia significa pecado, e "o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor" (Romanos 6.23).

"Há um só Deus e pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos" (Hebreus 4.6). Se até aqui o leitor ainda estava em dúvida, creio que este versículo colocou as coisas no devido lugar. Como já disse, a Bíblia não fala na existência de uma "Senhora" ou de um outro "Senhor". O Deus da Bíblia é o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó; o Deus que tirou seu povo da escravidão do Egito; que abriu o Mar Vermelho e o seu povo fez passar; que lhe entregou a Terra da promessa; que não está de braços cruzados, impassível, assistindo à rebeldia da humanidade. Ele é por todos.
Como vimos, a eleição da humilde serva Maria, mãe de Jesus, à posição de Senhora ou de Padroeira não encontra respaldo nas Escrituras. A nossa adoração não pode ficar dividida entre o Senhor Deus e a Senhora Maria. Não se pode "coxear entre dois pensamentos", seguir dois caminhos, ter dois senhores. Devemos aprender com Maria e declararmos que a "nossa alma exalta e engrandece ao Senhor, e que o nosso espírito se alegra porque estamos em comunhão com Jesus nosso Salvador". A Tradição fica longe da Bíblia quando diz que em Maria há salvação. Vimos que em nenhum outro nome há salvação. (Atos 4.12). E mais: "Eu, eu Sou o Senhor, e fora de mim não há salvação" (Isaías 43.11). Leiam:
"Eu sou o caminho e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14.6). "Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o povo dos seus pecados" (Mateus 1.21).
"...E sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo" (João 4.42). Tradição insiste em afirmar:
"...Maria, por um vínculo indissolúvel está unida à obra salvífica de seu Filho: em Maria a Igreja admira e exalta o mais excelente fruto de redenção..." (C.I.C. p. 300, # 1172).

MÃE DOS VIVOS

A palavra da Tradição:

"A Virgem Maria cooperou para a salvação humana com livre fé e obediência. Pronunciou seu "fiat" (faça-se) em representação de toda a natureza humana. Por sua obediência, tornou-se a nova Eva, Mãe dos viventes" (C.I.C. p. 143, # 511).
Contestação - Somente Jesus recebeu o título de "o último Adão" na Palavra de Deus: "O primeiro homem, Adão, foi eleito alma vivente; o último Adão, espírito vivificante" (1 Coríntios 15.45).
Nenhum registro há concedendo a Maria o título de segunda Eva e mãe da humanidade, até porque Eva foi a mulher de Adão, e Maria não foi a mulher de Jesus. Se Maria fosse realmente a mãe de Deus, poderíamos dizer que ela é a nossa mãe, assim como Deus é o nosso Pai.

DEPOSITÁRIA DE PRECES

A palavra da Tradição:

"Porque nos dá Jesus, seu Filho, Maria e Mãe de Deus e nossa Mãe; podemos lhe confiar todos os nossos cuidados e pedidos: ela reza por nós como rezou por si mesma: "Faça-se em mim segundo a tua palavra"(Lucas 1.38). Confiando-nos à sua oração, abandonamo-nos com ela à vontade de Deus: "Seja feita a vossa vontade" (C.I.C. p.687,# 2677).
Contestação - Maria orou na sua existência humana e terrena, e sua oração não foi diferente das orações dos santos de ontem e de hoje, ou seja, dando graças a Deus pela vida, pela salvação, pelos dons, pela missão. No céu as coisas são diferentes. Ela não pode ser intermediária ou mediadora de nossas preces porque a Palavra diz claramente que o único Mediador é Jesus (1 Timóteo 2.5). Maria, a "humilde serva", desejaria ser igual a Jesus em poder e glória e com Ele sentar-se à destra do Pai? A orientação para lhe confiarmos "nossos cuidados e pedidos" - o que sugere uma entrega total - está totalmente em desacordo com o padrão da Palavra de Deus
. Vejamos:
"Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei" (Mateus 11.28). "Lança o teu cuidado sobre o Senhor, e ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado" (Salmo 55.22). "Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás" (Salmo 50.15). "Orareis assim: Pai nosso que estás nos céus..." (Mateus 6.9). "Confia no Senhor e faze o bem...deleita-te no Senhor, e ele te concederá o que deseja o teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará; descansa no Senhor e espera nele" (Salmo 37.3-7).

Se houvesse uma única oração na Bíblia dirigida a Maria, poderíamos até acreditar nesse ensino. Mas não há. Atos dos Apóstolos foi escrito por volta do ano 63 depois de Cristo; e o apóstolo Paulo escreveu suas cartas (aos romanos, aos coríntios, aos tessalonicenses, etc) mais ou menos no mesmo período. Todavia, não há nesses escritos qualquer referência a Maria, na qualidade de "depositária de preces", ou qualquer indicação, por menor que seja, no sentido de confiarmos a ela nossos cuidados.
A Bíblia nos ensina a quem devemos confiar nossas súplicas.. Vejam:
"Não andeis ansiosos de coisa alguma, em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graça" (Filipenses 4.6). "Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás" (Salmo 50.15).

Portanto, devemos confiar no que diz a Palavra de Deus. As pessoas falecidas, ainda que estejam na glória, não são detentoras de poderes para livrar-nos do mal, para nos socorrer na angústia, para perdoar pecados.

TRONO DE SABEDORIA

A palavra da Tradição:

"É neste sentido que a Tradição da Igreja muitas vezes leu, com relação a Maria, os mais belos textos sobre Sabedoria. Maria é decantada e representada na Liturgia como o "trono da Sabedoria" (C.I.C. p. 209, # 721).
Contestação - A Bíblia diz que a sede da Sabedoria é Deus. Vejamos: "Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça a Deus, que a todos dá liberalmente, e não censura, e ser-lhe-á dada" (Tiago 1.5). "A sabedoria que vem do alto é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade,e sem hipocrisia" (Tiago 3.17). "Com Deus está a sabedoria e a força" (Jó 12.13). "Os mais belos textos sobre Sabedoria relacionada a Maria" não se encontram na Bíblia Sagrada.
Nenhum espírito humano pode se igualar a Deus em sabedoria, poder, graça e amor. A Tradição fala que Maria é o "trono da Sabedoria", talvez desejando afirmar que ela, sendo "Rainha do Céu", deva também possuir esse título. Tiago não sabia disso, pois nos orientou a pedirmos sabedoria a Deus. Como se vê, as intenções da Tradição não encontram amparo nas Sagradas Escrituras.

RAINHA DO UNIVERSO

A palavra da Tradição:

"Finalmente, a Imaculada Virgem, preservada imune de toda mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta de corpo e alma à glória celeste. E para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do Universo". (C.C. p. 273, # 966).
Contestação- Nada do que foi dito acima bate, como já analisado, com a Bíblia. Ao afirmar que Maria detém a posição de Rainha do Universo, a Tradição admite que ela é Rainha de Todas as Coisas. Lamentavelmente, o Catecismo Católico não cita uma só passagem bíblica que confirme essa declaração. Deus não divide a sua glória com ninguém. Vejam o que está escrito na Bíblia a respeito da adoração a uma falsa deusa, chamada de "Rainha dos Céus":
"Os filhos apanham a lenha, os pais acendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha, para fazerem bolos à rainha dos Céus; e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira" (Jeremias 7.18).
Ora, eles faziam isso em nome da Tradição. Vejam:
"... Queimaremos incenso à deusa chamada Rainha dos Céus e lhe ofereceremos libações, como nós e nossos pais, nossos reis e nossos príncipes temos feito..."(Jeremias 44.17).
A Bíblia ensina que honra e glória pertencem ao Senhor: "Digno é o Cordeiro que foi morto, de receber poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças" (Apocalipse 5.12). O nome que está exaltado é o de Jesus, não é o da "Rainha do Universo"
. Vejam: "Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai" (Filipenses 2.9-10). Portanto, só devemos dobrar nossos joelhos para adorar ao Rei dos reis e Senhor dos senhores.

MODELO DE SANTIDADE

A palavra da Tradição:
"Da Igreja [o cristão] recebe a graça dos sacramentos, que o sustenta "no caminho". Da Igreja aprende o exemplo de santidade; reconhece a figura e a fonte (da Igreja) em Maria, a Virgem Santíssima" (C.I.C. p.534, # 2030).
Contestação - O nosso maior modelo de santidade é Jesus. Vejamos: "Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma" (Mateus 11.29). "Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu fiz, façais vós também"(João 13.15). "Porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas" (1 Pedro 2.21). "Aquele que diz que está nele [em Jesus] também deve andar como ele andou" (1 João 2.6). Devemos ser santos porque Deus é santo, e não porque Maria é santa: "Eu sou o Senhor, vosso Deus; portanto vós vos consagrareis e sereis santos, porque eu sou santo..." (Levíticos 11.44). Leia também 1 Pedro 1.15-16. Maria clamou por salvação e se declarou pecadora quando fez a seguinte oração: "A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus MEU SALVADOR" (Lucas 1.46-47, realce do autor). O apóstolo Paulo confirmou a necessidade de salvação de Maria, quando registrou: "Pois TODOS pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Romanos 3.23). Logo, uma pecadora não pode ser modelo de santidade, como não o foram Pedro, João, Mateus, Lucas, Elias, e tantos outros.

ORANDO DE ACORDO COM A PALAVRA

As orações mentirosas não são agradáveis a Deus. Mentirosas são as orações que não estão em consonância com a Sua Palavra. Vejamos alguns exemplos:
1) Se nossos pedidos são dirigidos a Maria, ou a qualquer santo, estamos dizendo que a oração do "PAI NOSSO", ensinada por Jesus, não é correta ou está incompleta. Então, a nossa posição é de rebeldia, de desobediência. Todas as orações registradas na Bíblia, de Gênesis a Apocalipse, são dirigidas a Deus. Não há um só pedido feito ao santo Noé, santo Moisés, santo Isaías, são Pedro, ou a qualquer outro. Deus quer que busquemos a Ele. Vejam: "Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes" (Jeremias 33.3); "Vinde a mim todos os que estás cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei" (Mateus 11.28). "Deus é galardoador dos que O buscam" (Hebreus 11.6).
2) Quando chamamos a santa Maria de Advogada, Intercessora ou Mediadora, estamos declarando que a palavra de Deus é mentirosa. A Bíblia declara que só Jesus é Advogado, Mediador e Intercessor entre Deus e os homens (1 Timóteo 2.5; 1 João 2.1; Hebreus 7.25). Além disso, temos a declaração do próprio Jesus, em João 14.6: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim". Somente Jesus morreu numa cruz pela redenção da Humanidade .Por isso a posição de Medidor é dele e não pode ser dividida com mais ninguém.
3) Se em nossas orações dissermos que Maria foi "concebida sem pecado", também estaremos duvidando da Palavra. Em Romanos 3.23 está dito que "Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus". A única pessoa não gerada em pecado, porque gerada pelo Espírito Santo, foi Jesus Cristo. As demais - Pedro, Paulo, José, Maria e todos nós - herdaram a natureza pecaminosa da semente de Adão e Eva. A Palavra é cristalina, objetiva e direta. E seguindo esse raciocínio, podemos detectar onde estamos pecando por discordar da Bíblia Sagrada. 4) Se fizermos repetidamente a mesma oração, dezenas de vezes, estaremos desobedecendo ao Senhor, que disse para não usarmos de "vãs repetições", como fazem os pagãos, "que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos" (Mateus 6.7-13). Quando estamos falando com Deus, isto é, quando estamos orando, não devemos ficar preocupados em contar quantas vezes a mesma oração foi repetida. A oração deve ser espontânea, livre de fórmulas, de forma a expressar o que sentimos em nossos corações.

A ADORAÇÃO DA MÃE E DO FILHO

Extraímos do livro "Babilônia: A Religião dos Mistérios", de Ralph Woodrow, o seguinte a respeito desse assunto:
"Um dos exemplos mais destacados de como o paganismo babilônico tem continuado até nossos dias pode ser visto na maneira como a igreja romanista inventou a adoração a Maria para substituir a antiga adoração à deusa-mãe".
"A história da mãe e do filho foi largamente conhecida na antiga BABILÔNIA e desenvolveu-se até ser uma adoração estabelecida. Numerosos monumentos da Babilônia mostram a deusa-mãe Semíramis com seu filho Tamuz nos braços. Quando o povo da Babilônia foi espalhado para as várias partes da terra, levaram consigo a adoração da mãe divina e de seu filho. Isto explica porque muitas nações adoravam uma mãe e um filho - de uma forma ou de outra - séculos antes do verdadeiro Salvador, Jesus Cristo, ter nascido neste mundo. Nos vários países onde este culto se espalhou, a mãe e o filho foram chamados por diferentes nomes pois, relembramos, a linguagem foi confundida em Babel".
"Os chineses tinham uma deusa-mãe chamada Shingmoo ou "Santa Mãe. Ela é representada com um filho nos braços e raios de glória ao redor da cabeça. Os antigos germanos adoravam a virgem Hertha com o filho nos braços. Os escandinavos a chamavam de Disa, que também era representada com um filho. Os etruscos chamavam-na de Nutria, e entre os druidas a Virgo-Patitura era adorada como a "Mãe de Deus". Na Índia, era conhecida como Indrani, que também era representada como o filho nos braços".
"A deusa-mãe era conhecida como Afrodite ou Ceres pelos gregos; Nana, pelos sumérios; e como Vênus ou Fortuna, pelos seus devotos nos velhos dias de Roma, e seu filho como Júpiter. Por várias eras, Ísis, a "Grande Deusa"e seu filho Iswara, tem sido adorados na Índia, onde templos foram erigidos para sua adoração. Na Ásia, a mãe era conhecida como Cibele e o filho como Deoius. "Mas, a despeito de seu nome ou lugar", diz um escritor, "ela foi a esposa de Baal, a virgem rainha dos céus, que ficou grávida, sem jamais ter conhecido varão".
"Quando os filhos de Israel caíram em apostasia, eles também foram enganados por esta adoração da deusa-mãe. Como lemos em Juízes 2.13: "Eles deixaram ao Senhor e serviram a Baal e a Astarote". Astarote ou Astarte era o nome pelo qual a deusa era conhecida pelos filhos de Israel. É penoso pensar que aqueles que haviam conhecido o verdadeiro Deus, o abandonassem e adorassem a mãe pagã. Ainda assim era exatamente o que faziam repetidamente (Juízes 10.6; 1 Samuel 7.3-4; 12.10; 1 Reis 11.5; 11 Reis 23.13). Um dos títulos pelos quais a deusa era conhecida entre eles era o de "rainha dos céus"(Jeremias 44.17-19). O profeta Jeremias repreendeu-os por adorarem, mas eles se rebelaram contra sua advertência".
"Em Éfeso, a grande mãe era conhecida como Diana. O templo dedicado a ela, naquela cidade, era uma das sete maravilhas do mundo antigo. Não somente em Éfeso, mas em toda a Ásia e em todo o mundo a deusa era adorada (Atos 19.27). No Egito, a mãe era conhecida como Ísis e seu filho como Horus. É muito comum os monumentos religiosos do Egito mostrarem o infante Horus sentado no colo de sua mãe".
"Esta falsa adoração, tendo se espalhado da Babilônia para diversas nações, com diferentes nomes e formas, finalmente estabeleceu-se em Roma e em todo o Império Romano. Diz um notável escritor com relação a este período: á adoração da grande mãe foi muito popular sob o Império Romano. Inscrições provam que os dois (a mãe e o filho) recebiam honras divinas, não somente e especialmente em Roma, mas também nas províncias, especialmente na África, Espanha, Portugal, França, Alemanha, e Bulgária".
"Foi durante esse período quando o culto da mãe divina foi muito destacado, que o Salvador, Jesus Cristo, fundou a verdadeira Igreja do Novo Testamento. Que gloriosa Igreja ela foi naqueles dias primitivos! Pelo terceiro e quarto século, contudo, o que era conhecido como a "igreja" havia, em muitas maneiras abandonado a fé original, caindo em apostasia a respeito do que os apóstolos haviam avisado. Quando essa "queda" veio, muito paganismo foi misturado com o cristianismo. Pagãos n~!ao convertidos eram tomados como professos na igreja e em numerosas ocasiões tinham a permissão de continuar muitos doas seus rituais e costumes pagãos - usualmente com umas poucas reservas ou mudanças, para fazer suas crenças parecerem mais semelhantes à doutrina cristã".

"Um dos melhores exemplos de tal transferência do paganismo pode ser visto na maneira como a igreja professa permitiu que o culto da grande mãe continuasse - somente um pouquinho diferente na forma - com um novo nome! Veja você, muitos pagãos tinham sido trazidos para o cristianismo, mas tão forte era sua adoração pela deusa-mãe, que não a queriam esquecer. Líderes da igreja comprometidos viram que, se pudessem encontrar alguma semelhança no cristianismo com a adoração da deusa-mãe, poderiam aumentar consideravelmente o seu número. Mas, quem poderia substituir a grande mãe do paganismo? É claro que Maria, a mãe de Jesus, pois era a pessoa mais lógica para eles escolherem. Ora, não podiam eles permitir que as pessoas continuassem suas orações e devoções a uma deusa-mãe, apenas chamando-a pelo nome de Maria, em lugar dos nomes anteriores pelos quais era conhecida? Aparentemente foi esse o raciocínio empregado, pois foi exatamente o que aconteceu! Pouco a pouco, a adoração que tinha sido associada com a mãe pagã foi transferida para Maria".
"Mas a adoração a Maria não fazia parte da fé cristã original. É evidente que Maria, a mãe de Jesus, foi uma mulher excelente, dedicada e piedosa - especialmente escolhida para levar em seu ventre o corpo de nosso Salvador - mesmo assim nenhum dos apóstolos nem mesmo o próprio Jesus jamais insinuou a idéia da adoração a Maria. Como afirma a Enciclopédia Britânica, durante os primeiros séculos da igreja, nenhuma ênfase, fosse qual fosse, era colocada sobre Maria. Este ponto é admitido pela The Catholic Encyclopedia também: 'A devoção a Nossa Bendita Senhora, em última análise, deve ser olhada como uma aplicação prática da doutrina da Comunhão dos Santos. Vendo que esta doutrina não está contida, pelo menos explicitamente,nas formas primitivas do Credo dos Apóstolos, não há talvez qualquer campo para surpresa de não descobrirmos quaisquer traços claros do culto da Bendita Virgem nos primeiros séculos cristãos, sendo o culto de Maria um desenvolvimento posterior".
"Não foi até o tempo de Constantino - a primeira parte do quarto século - que qualquer um começou a olhar para Maria como uma deusa. Mesmo neste período, tal adoração foi combatida pela igreja, como é evidente pelas palavras de Epifânio (403 d.C.) que denunciou alguns da Trácia, Arábia, e qualquer outro lugar, por adorarem a Maria como uma deusa e oferecerem bolos em seu santuário. Ainda assim, dentro de apenas uns poucos anos mais, o culto a Maria foi apenas ratificado pela que conhecemos hoje como a Igreja Católica, mas tornou-se uma doutrina oficial no Concílio de Éfeso em 431". "Em Éfeso? Foi nessa cidade que Diana tinha saído adorada como a deusa da virgindade e da fertilidade desde os tempos primitivos! Dizia-se que ela representava os primitivos poderes da natureza e foi assim esculpida com muitos seios. Uma coroa em forma de torre, símbolo da torre de Babel, adornava sua cabeça".
"Quando as crenças são por séculos conservadas por um povo, elas não são facilmente esquecidas. Assim sendo, os líderes da igreja em Éfeso - quando veio a apostasia - também raciocinaram que se fosse permitido às pessoas conservarem suas idéias a respeito de uma deusa-mãe, se isto fosse misturado com o cristianismo e o nome de Maria fosse colocado no lugar, eles poderiam ganhar mais convertidos. Mas este não era o método de Deus. Quando Paulo veio para Éfeso nos dias primitivos, nenhum compromisso foi feito com o paganismo. As pessoas eram realmente convertidas e destruíram seus ídolos da deusa (atos 19.24-27). Quão trágico que a igreja em Éfeso, em séculos posteriores, se comprometesse e adotasse uma forma de adoração à deusa-mãe, tendo o Concílio de Éfeso finalmente transformado isto em uma doutrina oficial".
"Uma posterior indicação que o culto a Maria passou a existir partindo do antigo culto à deusa-mãe, pode ser visto nos títulos que são atribuídos a ela. Maria é freqüentemente chamada de "A Madona". De acordo com Hislop, esta expressão é a tradução de um dos títulos pelos quais a deusa babilônica era conhecida. Em forma deificada, Nimrode veio a ser conhecido como Baal. O título de sua esposa, a divindade feminina, seria o equivalente a Baalti. Em português, esta palavra significa "minha Senhora"; em Latim, "Meã Domina", e em Italiano, foi corrompida para a bem conhecida "Madona". Entre os fenícios, a deusa-mãe era conhecida como "A Senhora do Mar", e até mesmo este título é aplicado a Maria - embora não exista qualquer conexão entre Maria e o mar!"
"As escrituras tornam claro que existe apenas um mediador entre Deus w os homens, Jesus Cristo homem (1 Tm 2.5). Ainda assim o catolicismo romano ensina que Maria também é uma "mediadora". As orações para ela formam uma parte muito importante no culto católico. Não existe base escriturística para esta idéia,embora este conceito não fosse estranho às idéias ligadas à deusa-mãe. Ela trazia como um dos seus títulos "Milita", que é a "Mediatrix", "Medianeira", ou "Mediadora".
"Maria é freqüentemente chamada "rainha dos céus". Mas Maria, a mãe de Jesus, não é a rainha dos céus. "A rainha dos céus" foi um título da deusa-mãe que foi adorada séculos antes de Maria ter ao menos nascido. Bem antes, nos dias de Jeremias, o povo estava adorando a "rainha dos céus" e praticando rituais que eram sagrados para ela. Como lemos em Jeremias 7.18-20: "Os filhos apanham a lenha, os pais acendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha, para se fazerem bolos à rainha dos céus".
"Um dos títulos pelos quais Ísis era conhecida era a "mãe de Deus". Mais tarde este mesmo título foi aplicado a Maria pelos teólogos de Alexandria.Maria era, é claro, a mãe de Jesus, mas somente no sentido de sua natureza humana, sua humanidade. O significado original de "mãe de Deus" ia além disto; acrescentava uma posição glorificada à MÃE e a igreja católica da mesma maneira foi muito ensinada a pensar assim a respeito de Maria".
"A imagem da deusa-mãe com o filho nos braços estava tão firmemente gravada na mente pagã quando vieram os dias da apostasia que, de acordo com um escritor, a antiga imagem de Ísis e do filho Horus foi finalmente aceita, não somente na opinião popular, mas, por sanção episcopal formal, foi aceita como a imagem da Virgem e do seu filho. Representações de Ísis e do seu filho foram freqüentemente colocadas em uma moldura de flores. Esta prática também foi aplicada a Maria, como aqueles que tem estudado arte medieval bem o sabem".
"Astarte, a deusa fenícia da fertilidade, era associada com a lua crescente. A deusa egípcia da fertilidade, Ísis, era representada como estando de pé sobre a lua crescente com estrelas rodeando sua cabeça. Nas igrejas católicas romanas por toda a Europa podem ser vistas pinturas de Maria exatamente da mesma maneira!"
"De numerosas maneiras,líderes da apostasia tentaram fazer Maria parecer semelhante às deusas do paganismo e exalta-la a um plano divino. Uma vez que os pagãos tinham estátuas da deusa, assim também estátuas eram feitas de "Maria". Diz-se que em alguns casos as mesmas estátuas que tinham sido adoradas como Ísis (com seu filho) simplesmente ganharam outro nome, como de Maria e Cristo menino. "Quando o cristianismo triunfou",diz um escritor, "estas pinturas e figuras tornaram-se as figuras da madona e do filho sem qualquer quebra de continuidade: nenhum arqueólogo, de fato, pode agora dizer se alguns desses objetos representam uma ou outra".

'Muitas dessas figuras renomeadas foram coroadas e adornadas com jóias - exatamente da mesma maneira das imagens das virgens hindus e egípcias. Mas Maria, a mãe de Jesus,não era rica (Lucas 2.24;Levíticos 12.87). De onde, então, vieram essas jóias e coroas que são vistas nestas estátuas que supostamente são dela?"
"Através de compromissos - alguns muito óbvios, outros mais ocultos - a adoração da antiga mãe continuou dentro da "igreja" da apostasia, misturada, com o nome de Maria sendo substituto dos antigos nomes".
Continuamos destacando alguns pontos contidos no livro "Babilônia: a Religião dos Mistérios", de Ralph Woodrow.

ADORAÇÃO A MARIA

"Talvez a prova mais destacada que a adoração a Maria foi decorrente do velho culto da deusa-mãe pagã, possa ser vista no fato que na religião pagã a mãe era tão (ou mais) adorada do que seu filho. Isto fornece uma chave importante para ajudar-nos a resolver o mistério da Babilônia hoje. O verdadeiro cristianismo ensina que o Senhor Jesus - e somente ELE - é o caminho, a verdade, e a vida; que somente ELE pode perdoar pecados; que somente ELE de todas as criaturas da terra, viveu uma vida sem qualquer mancha de pecado; e ELE é que tem que ser adorado - nunca sua mãe. Mas, o catolicismo romano - mostrando a influência que o paganismo tem tido em seu desenvolvimento - de muitas maneiras também exalta a MÃE".
"Alguém pode viajar o mundo inteiro, e seja numa imponente catedral seja na capela de um vilarejo, a estátua de Maria sempre ocupará posição de destaque. Recitando-se o Rosário, a "Ave-Maria" é repetida nove vezes mais do que a "Oração do Senhor". Os católicos são ensinados que a razão para rezarem para Maria é que ela pode levar a petição para seu filho, Jesus; e desde que ela é sua mãe, ele responderá ao pedido por causa dela. A inferência é que Maria é mais compassiva, compreensiva e misericordiosa do que seu filho Jesus. Certamente isto é contrário às Escrituras. Ainda assim, esta idéia tem sido freqüentemente repetida nos escritos católicos".
"Um notável escritor, Alfonso de Liguori, católico, escreveu extensamente, dizendo quão mais eficiente são as orações dirigidas a Maria do que as que são dirigidas a Jesus Cristo. Liguori, incidentalmente, foi canonizado como um "santo" pelo papa Gregório XIV em 1839 e foi declarado "doutor" da igreja católica pelo papa Pio IV. Em uma porção dos seus escritos, ele descreveu uma cena imaginária na qual um homem pecador viu duas escadas suspensas do céu. Maria estava no topo de uma;Jesus no topo da outra. Quando o pecador tentou subir por uma das escadas, viu o rosto irado de Cristo e caiu vencido.. Mas, quando subiu a escada de Maria, subiu com facilidade e foi abertamente recebido por Maria que o levou ao céu e apresentou-o a Cristo. Daí em diante tudo estava bem. A história tinha a intenção de mostrar quão mais fácil e mais eficiente é ir a Cristo através de Maria".
Interrompo aqui a transcrição referida para lembrar que ainda hoje é ensinado que através de Maria as coisas são mais fáceis. Tenho lido e ouvido, inclusive em programas televisivos, a frase: "TUDO COM JESUS. NADA SEM MARIA". Esse extravagante ditado declara que Maria é tudo, e que sem ela não teremos Jesus. Isto confirma que o catolicismo na sua essência não mudou em nada. Os terços continuam sendo rezados da mesma forma, dando maior destaque à figura de Maria e deixando em segundo plano o Filho, aquele que derramou seu sangue para remissão de pecados. Entretanto, e graças a Deus, as pessoas estão despertando para as verdades bíblicas. Todos os dias neste Brasil um grande número de religiosos dá um passo à frente, aceita Jesus como único Senhor, Salvador, e Mediador, e passa a declarar: "Tudo posso naquele que me fortalece".
Continuemos:
"O mesmo escritor disse que o pecador que se aventurar a ir diretamente a Cristo poderá enfrentar o terror de sua ira. Mas, se ele rezar para a Virgem, ela terá apenas de "mostrar" ao filho "os peitos que o amamentaram" e sua ira será imediatamente amenizada. Tal raciocínio está em conflito direto com um exemplo escriturístico."Bem-aventurado o ventre que te trouxe", disse uma mulher a Jesus, "e os peitos em que mamaste!" Mas Jesus respondeu, "Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam" (Lucas 11.27-28).
"Tentativas posteriores de exaltar Maria a uma posição glorificada dentro do catolicismo podem ser observadas na doutrina da "imaculada conceição". Esta doutrina foi pronunciada e definida por Pio IX em 1854 - que a Bendita Virgem Maria "no primeiro instante de sua concepção...foi preservada isenta de toda mancha do pecado original". Este ensinamento pode parecer que é apenas um esforço posterior de fazer Maria parecer ainda mais com a deusa do paganismo, pois nos antigos mitos, a deusa foi criada como tendo uma concepção sobrenatural. As histórias variam, mas todas falam de acontecimentos sobrenaturais em conexão com sua entrada no mundo, que ela era superior aos demais mortais, que era divina Pouco a pouco, de modo que os ensinamentos a respeito de Maria não parecessem inferiores aos da deusa-mãe, foi necessário ensinar que a entrada de Maria neste mundo envolveu também um elemento sobrenatural".
"A doutrina de que Maria nasceu sem a mancha do pecado original é escriturística? Respondemos isto nas palavras da própria The Catholic Encyclopedia: "Nenhuma prova direta, ou categórica e estrita do dogma pode ser encontrada nas Escrituras". É indicado, antes, que estas idéias foram um desenvolvimento gradual dentro da igreja".
"Bem aqui deveria ser explicado que esta é uma talvez a única diferença básica entre o entendimento que a Igreja Católica tem do cristianismo e o que revela a posição geral do protestantismo. A Igreja Católica Romana, como ela mesma afirma, tem há muito crescido e se desenvolvido ao redor de um grande número de tradições e idéias manipuladas por padres da igreja através dos séculos, até mesmo crenças trazidas do paganismo, se elas pudessem ser "cristianizadas" e também das Escrituras. Conceitos de todas estas fontes tem sido misturados e desenvolvidos, para finalmente tornarem-se dogmas em vários concílios da igreja. Por outro lado, o ponto de vista que a Reforma Protestante procurou reviver, foi um retorno às verdadeiras escrituras como uma base mais sólida para a doutrina, com pouca ou nenhuma ênfase sobre as idéias que se desenvolveram nos séculos seguintes".
"Indo diretamente às Escrituras, não somente não existe qualquer prova para a idéia da imaculada conceição de Maria, como existe evidência do contrário. Apesar de ter sido um vaso escolhido do Senhor, uma mulher virtuosa e piedosa - uma virgem - ela foi tão humana como qualquer outro membro da família de Adão. "Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23), sendo a única exceção o próprio Jesus Cristo. Como qualquer outra pessoa, Maria precisou de um salvador e admitiu isto plenamente quando disse: Ë o meu espírito se alegra em Deus meu SALVADOR" (Lc 1.47)".
"Se Maria necessitou de um salvador, ela não era em si mesma uma salvadora. Se necessitou de um salvador, então precisou ser salva, perdoada, e redimida - assim como os outros. O fato é que a divindade de nosso Senhor não dependia de sua mãe ser algum tipo de pessoa exaltada ou divina. Em lugar disto, Ele foi divino porque foi o unigênito filho de Deus. Sua divindade veio de Seu Pai celestial".
"A idéia que Maria era superior aos outros seres humanos não foi o ensinamento de Jesus. Certa vez alguém mencionou sua mãe e seus irmãos. Jesus perguntou: "Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos?"Em seguida, estendendo sua mão na direção dos seus discípulos, disse: "Eis minha mãe e meus irmãos! Pois QUALQUER UM que fizer a vontade do meu Pai que está nos céus, o mesmo é meu irmão, e irmã, e MÃE" (Mt 12.46-50). Plenamente o bastante, qualquer um que fizer a vontade de Deus está, em um sentido definido, no mesmo nível de Maria".
"Cada dia católicos no mundo inteiro recitam a Ave Maria, o Rosário, o Ângelus, as Litanias da Bendita Virgem, e outras rezas semelhantes. Multiplicando o número dessas orações, vezes o número de católicos que as recitam a cada dia, alguém tem calculado que Maria teria que escutar 46.296 petições por segundo! Obviamente ninguém a não ser Deus mesmo poderia fazer isto. Não obstante, os católicos acreditam que Maria escuta todas essas orações; e assim sendo, por uma questão de necessidade, tiveram que exaltá-la ao nível divino - seja escriturístico ou não!" "Tentando justificar a maneira pela qual Maria tem sido exaltada, alguns tem citado as palavras de Gabriel a Maria, "Bendita sois entre as mulheres" (Lucas 1.28). Porém Maria sendo "bendita entre as mulheres" não podem fazer dela uma pessoa divina, pois muitos séculos antes disto, uma bênção semelhante foi pronunciada sobre Jael, de quem foi dito: "Bendita acima das mulheres será Jael, esposa de Heber, o Quenita..." (Juízes 5.24)".
"Antes do Pentecostes, Maria reuniu-se com os outros discípulos esperando pela promessa do Espírito Santo.Lemos que os apóstolos "todos continuaram de um só acordo em oração e súplicas, com mulheres, e Maria, a mãe de Jesus, e seus irmãos" (Atos 1.14). Os discípulos não estavam olhando para Maria naquela ocasião. Eles estavam olhando para seu CRISTO ressuscitado e elevado aos céus, esperando que ele derramasse sobre eles o dom do Espírito Santo".
"Tentativas posteriores para glorificar Maria podem ser vistas na doutrina católica romana da virgindade perpétua. Este é o ensinamento que Maria permaneceu virgem por toda a sua vida. Mas, como o explica a The Encyclopedia Britannica, a doutrina da virgindade perpétua de Maria não foi ensinada até uns trezentos anos após a ascensão de Cristo. Não foi antes do Concílio de Calcedônia em 451 que esta fabulosa qualidade ganhou o reconhecimento oficial de Roma".
"De acordo com as Escrituras, o nascimento de Jesus foi o resultado de concepção sobrenatural (Mt 1.23), sem um pai terrenal. Mas, após Jesus ter nascido, Maria deu à luz a outros filhos - os rebentos naturais de sua união com José, seu marido.Jesus foi o "primogênito" filho de Maria (Mt 1.25); não diz que ele foi seu único filho. Jesus sendo seu filho primogênito pode inferir que mais tarde ela teve um segundo filho, possivelmente um terceiro, etc. Que tal foi o caso parece aparente, pois os nomes dos quatro irmãos são mencionados: Tiago, José, Simão e Judas (Mt 13.55). Irmãs também são mencionadas. As pessoas de Nazaré disseram: "...e suas irmãs, não estão todas entre nós?"(versículo 56). A palavra "irmãs" é plural,pelo que ficamos sabendo que Jesus teve pelo menos duas irmãs e provavelmente mais, pois este versículo fala de "todas" as suas irmãs. Usualmente se estamos nos referindo a somente duas pessoas, diríamos "ambas", não todas elas"
"As Escrituras dizem: "José não a conheceu até que ela deu a luz ao seu filho primogênito: e ele chamou seu nome JESUS (Mt 1.25). José "não a conheceu" até que Jesus nasceu, mas depois disto,Maria e José uniram-se como marido e mulher e filhos foram, nascidos deles. A idéia de que José conservou Maria como uma virgem toda a sua vida é claramente não escriturística". "Durante os tempos da apostasia, como se para mais intimamente identificar Maria com a deusa-mãe, alguns ensinaram que o corpo de Maria jamais viu corrupção, que ela ascendeu corporalmente aos céus, e é agora a "rainha dos céus". Não foi até este presente século,contudo, que a doutrina da "assunção de Maria foi oficialmente proclamada como doutrina romana. Foi em 1951 que o papa Pio XII proclamou que o corpo der Maria não viu corrupção, mas foi tomado para os céus". "As palavras de São Bernardo resumem a posição católica romana: "Ao terceiro dia após a morte de Maria, quando os apóstolos se reuniram ao redor da sua tumba, eles a encontraram vazia. O corpo sagrado tinha sido levado para o Paraíso Celestial... o túmulo não teve qualquer poder sobre aquela que fora imaculada...Mas não foi o bastante que Maria fosse recebida nos céus. Ela não era para ser qualquer cidadã comum... ela teve uma dignidade além da alcançada até pelo mais alto dos arcanjos. Maria teve que ser coroada Rainha dos Céus pelo Pai eterno: ela teve que ter um trono à mão direita do seu Filho... Agora, dia a dia, hora a hora, ela está rogando por nós, obtendo graças por nós, preservando-nos do perigo, escudando-nos contra a tentação, derramando bênçãos sobre nós".
"Todas estas idéias a respeito de Maria estão ligadas à crença que ela ascendeu corporalmente aos céus. Mas, a Bíblia não diz absolutamente nada a respeito da assunção de Maria. Ao contrário, João 3.13 diz: "Ninguém subiu aos céus, a não ser aquele que desceu dos céus, o Filho do homem que está nos céus" - o próprio Jesus Cristo. ELE é aquele que está à mão direita de Deus; ELE é único que é nosso Mediador; ELE é único que derrama bênçãos sobre nós - não sua mãe!".
"Intimamente ligado à idéia de rezar para Maria, está um instrumento chamado rosário. Ele consiste de uma cadeia com quinze conjuntos de pequenas contas, cada conjunto marcado por uma conta maior, nas extremidades da qual está um crucifixo. As contas no rosário são para contar as rezas - rezas que são repetidas sempre e sempre. Embora este instrumento seja largamente utilizado dentro da igreja católica romana, está claro que ele não é de origem cristã. Ele tem sido conhecido em muitos países".
"A The Catholic Encyclopedia diz: "Em quase todos os países, então, encontramo-nos com algo na natureza de contas de oração ou contas de rosário". Continua até citar um número de exemplos,incluindo uma escultura da antiga Nínive,mencionada por Layard, de duas mulheres com asas, rezando diante de uma árvore sagrada, cada uma segurando um rosário. Por séculos, entre os maometanos, uma corrente de contas consistindo de 33, 66, ou 99 contas tem sido usada para contar os nomes de Alá. Marco Pólo, no século treze, ficou surpreso de encontrar o rei de Malabar usando um rosário de pedras preciosas para contar suas orações. São Francisco Xavier e seus companheiros ficaram igualmente atônitos em ver que os rosários eram universalmente familiares aos budistas do Japão".
"Entre os fenícios um círculo de contas parecendo um rosário era usado no culto a Astarte, a deusa-mãe, em torno de 800 a.C. este rosário é visto em algumas moedas fenícias mais recentes.
Os brâmanes desde tempos primitivos têm usado rosários com dezenas e centenas de contas Os adoradores de Vishnu dão aos seus filhos rosários de 108 contas. Um rosário semelhante é usado por milhões de budistas na Índia e no Tibete. O adorador de Shiva usa um rosário sobre o qual repete, se possível, todos os 1.008 nomes do seu deus".
"Contas para contagem de orações eram conhecidas na Grécia Asiática. Tal era o propósito,de acordo com Hislop, do colar visto na estátua de Diana. Ele também indica que em Roma certos colares usados por mulheres eram para contagem de orações memorizadas, a monila, significando "recordação". A oração mais freqüentemente repetida, que é a principal do rosário, é a "Ave Maria", que é assim: "Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre todas as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre,Jesus. Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora der nossa morte, Amém". A The Catholic Encyclopedia diz: "Não existe qualquer traço da Ave Maria como uma fórmula devocional aceita antes de em torno de 1050". O rosário completo envolve a repetição da Ave Maria 53 vezes, a oração do Senhor 6 vezes, 5 mistérios, 5 meditações sobre os mistérios, 5 glórias ao Pai,e o Credo Apostólico". "Observe que a oração para Maria, a Ave Maria, é repetida quase NOVE vezes mais do que a oração do Senhor. É uma oração composta pelos homens e dirigida a Maria, nove vezes mais importante ou eficiente do que a oração ensinada por Jesus e dirigida a Deus? Aqueles que adoram a deusa Diana repetem uma frase religiosa várias vezes - "...todos unanimemente levantaram a voz, clamando por espaço de quase duas horas: Grande é a Diana dos efésios" (Atos 19.34). Jesus falou a respeito de orações repetidas como sendo uma práticas dos pagãos. "Quando orares" disse Ele, "não useis de vãs repetições como o fazemos gentios (ou pagãos); pois eles pensam que por muito falar serão ouvidos. Não vos assemelheis pois a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes"